sábado, 24 de setembro de 2016

CURAS E MILAGRES NO TEMPO DO FIM


Mateus 24:24


            Introdução
            É um prazer tê-los em nossa igreja para mais uma noite de estudos do livro de Daniel. Nossa proposta é que todos os domingos aprendamos verdades divinas reveladas na Palavra de Deus. No domingo passado estudamos sobre um tema magnífico e antes de entrarmos na aula de hoje, iremos recapitular rapidamente o nosso estudo anterior.

            Os grandes movimentos de curas e maravilhas
            A cada ano que passa, multiplicam-se as igrejas com a mensagem de curas e maravilhas. Nunca se viu tantas igrejas como se vê hoje em dia, só que também nunca se viu tanto pecado como hoje se vê. Logo, a solução não está nas igrejas.
            Nunca se ouviu falar tanto em milagres como hoje se vê, só que a fila dos hospitais não diminui e os hospitais estão abarrotados. Se todos esses milagres fossem de Deus não teríamos mais doentes no mundo.
            Cada dia surge novas celebridades da fé, que arrastam multidões e sempre tem como ênfase curas e maravilhas. Isso ocorre em várias denominações.
            A revista Eclésia, que é a revista de maior circulação entre o meio evangélico, destaca a Igreja Mundial do Poder de Deus, como o movimento de curas e milagres que mais cresce no Brasil.
            A propaganda dessas igrejas é baseada nos milagres.
            A busca por milagres está superando a busca pelo conhecimento da Palavra de Deus.
            Seja no espiritismo. Seja nas igrejas evangélicas. Seja nas ruas. As pessoas querem sentir algo, querem experimentar coisas inexplicáveis. Cada dia mais, igrejas ficam lotadas.
            Multidões se apertam para receber a bênção. Mas será que isso tudo está de acordo coma Palavra de Deus? Até onde a bênção deve ser buscada? A grande maioria não se importa muito de onde vem a bênção. Para eles o que importa é ter o que desejam.

            A Bíblia não usa milagres como meio de propaganda
            Vamos ver o que a Bíblia fala sobre isso. Para início de conversa, Jesus não usava os milagres como meio de propaganda. Vejamos Mateus 8:4 - Jesus não queria ser reconhecido como um curandeiro, mas sim como o salvador do mundo.
            Em geral, as pessoas que buscavam os sinais não eram sinceras (ler Mateus 12:38). Os escribas e fariseus eram os que se opunham a Jesus e foram eles que tramaram juntamente com os sacerdotes a traição e a morte de Cristo. Eles queriam ver os sinais. Não é preciso ter amor por Jesus para gostar de seus milagres.

            Nossa fé não deve ser baseada em milagres, mas sim na Palavra de Deus
            Em João 4:48,Jesus parece desanimado porque as pessoas precisavam ver milagres para crer nEle.
            Em João 20:29, Jesus disse a Tomé que feliz é a pessoa que crê sem ver.
            Em João 17:20, Jesus ora por todos nós que viríamos a crer nEle por intermédio somente de Sua Palavra. Jesus não quer que você o busque pelo interesse da bênção, mas pelo amor e fé em Suas Palavras.

            Que advertências a Bíblia faz sobre os milagres nos últimos dias?
            Em Mateus 24:24, falando sobre o fim dos tempos, Cristo nos advertiu sobre os falsos profetas que fariam grandes sinais para enganar.
            Em Mateus 7:22-23,Jesus diz que muitos que fazem sinais e milagres hoje, não O conhecem e assim sendo, esses milagres não vem de Deus. Você percebe a importância desse assunto, querido amigo? Tem muitas pessoas hoje falando em nome de Deus e até curando, mas que não conhecem a Jesus. Então, que poder está por detrás deles?

            A estratégia de Satanás para o tempo do fim
            O apóstolo Paulo em II Coríntios 11:14-15, nos diz que o próprio Satanás pode se transformar em anjo de luz. Isso é, ele usa o engano aparentando ser de Deus para ludibriar as pessoas.
            Em Apocalipse 16:13-14,João nos apresenta os três poderes satânicos e nos diz que eles enviam ao mundo três espíritos de demônios, que operam sinais e prodígios para enganar os reis da Terra e ajuntá-los para a batalha contra Deus.
           Quem são esses poderes que estão usando os milagres para enganar?
           O dragão representa Satanás. Ele se manifesta e age através desses meios.
           No meio espiritualista, os milagres tem sido um dos fatores para atrair pessoas para essa ideologia contrária aos princípios bíblicos. A Bíblia diz que são espíritos de demônios que fazem prodígios.
            A besta, como já vimos aqui pelo estudo das profecias, trata-se da igreja romana que atua através do movimento carismático. Através desse movimento têm sido realizadas curas que tem levantado grande multidão de novos devotos. A Bíblia diz que são espíritos de demônios que fazem tais prodígios.
            O falso profeta é o poder da segunda besta que representa os EUA e que teve seu início com os protestantes, o povo da Bíblia, defendendo os princípios da Palavra de Deus. Só que hoje o protestantismo está apostatado. Contaminou-se com as doutrinas erradas e deu origem ao movimento pentecostal, que tem grande apego à prosperidade e aos milagres.
            Através disso, esses movimentos têm arrastado milhares de pessoas para o erro. A Bíblia diz que são espíritos de demônios que fazem tais prodígios.
            Esses três poderes, representam três movimentos espiritualistas: Igreja romana, pentecostalismo e espiritismo. Cada um deles trouxe uma doutrina errada e que tem se espalhado pelo mundo como fogo na palha, levando milhares de pessoas a praticar coisas não apoiadas e até condenadas pela Bíblia. Com a igreja romana veio o domingo; com os pentecostais veio a língua estranha; com o espiritismo a crença na imortalidade da alma. Estas três doutrinas não bíblicas, estão juntamente com os falsos milagres, arrastando multidões para o erro.
            Por que Deus tem permitido esses enganos? Em II Tessalonicenses 2:3-12, Paulo nos diz que Deus envia (permite) o engano, porque eles não amaram a verdade. Querido amigo, o único meio de não sermos enganados, é termos amor pela verdade, buscarmos fortalecer a nossa fé na Bíblia e mantermos nossos atos de acordo com os preceitos da Palavra de Deus.
           
            Deus ainda opera milagres?
            Deus pode e faz milagres só que isso não deve ser o motivo que nos une a Ele e sim a Sua Palavra.

            Apelo
            Sabe amigo, Jesus orou por você. Ele deseja que você o busque não pelas bênçãos que Ele pode te dar, mas pelo amor que Ele já te deu, pelo sacrifício que Ele já fez e pelas promessas que Ele garantiu.
            Durante essas 20 noites de estudos da Palavra de Deus, você conheceu a verdade e agora só falta tomar uma decisão – ficar com a religião ou com a Bíblia? Dar ouvidos a voz de algum líder religioso que não prega a verdade ou dar ouvidos a voz do Espírito Santo? Acreditar nos seus sentimentos ou acreditar no que Deus revelou em Sua Palavra?
           Ao terminarmos essa série, quantos gostariam de se unir ao povo que prega a verdade e que busca a glória de Deus acima das glórias humanas?
           Cantaremos um hino apropriado a esta ocasião e em seguida oraremos pelas pessoas que entregaram seu coração a Jesus. Amém!!!







            Tema 20 da série Revelações Divinas, de autoria do Pr. Marcelo Tomaz, adaptado para ser apresentado sem o auxílio audiovisual presente na versão original, págs. 145-150.





          
           
  


O DOM DE LÍNGUAS


Atos 2:1-16

            Introdução
            É um prazer tê-los em nossa igreja para mais uma noite de estudos do livro de Daniel. Nossa proposta é que todos os domingos aprendamos verdades divinas reveladas na Palavra de Deus. No domingo passado estudamos sobre um tema magnífico e antes de entrarmos na aula de hoje, iremos recapitular rapidamente o nosso estudo anterior.

            O termo pentecostal
            Vamos começar esta aula entendendo o que significa o termo pentecostal. Você, com certeza já ouviu falar das igrejas pentecostais. Essas são igrejas em que se manifesta o falar em línguas estranhas e que para seus membros é o mesmo dom recebido pelos apóstolos no dia de Pentecostes.
            Vamos ver isso na Bíblia. Leiamos Atos 2:1-4. A festa de Pentecostes ocorria 50 dias depois da Páscoa. Era uma festa espiritual judaica muito conhecida e frequentada por homens judeus religiosos de todo mundo conhecido na época.
            Foi nessa festa que Deus derramou Seu Espírito e onde se manifestou pela primeira vez o dom de línguas.
            Veremos neste estudo, que a manifestação da língua estranha que ocorre nas igrejas pentecostais não tem nada a ver com o dom de línguas bíblico.

            O dom de línguas dado como cumprimento de promessa
            O que ocorreu em Atos 2, foi o cumprimento de uma promessa feita no capítulo 1. Vejamos essa promessa em Atos 1:8 (ler o texto). Temos que analisar três coisas nesse texto:
            1ª – Deus prometeu que daria poder para Seus discípulos ao receberem o Espírito Santo. Uma pergunta: Os apóstolos tinham poder antes do Pentecostes? É claro que sim! Em Lucas 9:1é dito que Jesus deu a eles poder para efetuarem curas e expelirem demônios (o relato de Lucas 9 ocorreu historicamente, três anos antes do relato de Atos 2), ou seja, três anos antes dos discípulos receberem  o dom de línguas no Pentecostes, eles já tinham poder dado por Jesus.
            Por que Jesus disse que daria poder a eles, se Ele já tinha dado antes? É que o poder que eles tinham antes, não adiantaria de nada para o cumprimento da missão que teriam agora.
            2ª – Com que finalidade Deus daria poder aos discípulos? Para serem testemunhas. O que é ser uma testemunha de Jesus? É falar dEle, pregar sobre sua Palavra, ensinar as pessoas sobre a salvação. Os discípulos só receberam o dom de línguas porque teriam que testemunhar.
            3ª – Onde os apóstolos teriam que testemunhar? O texto bíblico afirma que deveria ser em Jerusalém, Judéia, Samaria e até nos confins da Terra.
            Eles teriam que testemunhar de Jesus em Jerusalém, essa era a cidade onde eles moravam. Isso seria fácil, já que a área geográfica da cidade era pequena e a língua que se falava na cidade era o aramaico, língua materna dos apóstolos. Eles teriam que testemunhar também na Judéia que era uma cidade próxima e que também tinha o aramaico como língua oficial. Eles também teriam que testemunhar de Jesus em Samaria, que era uma cidade um pouco mais distante e que também tinha o aramaico como língua nativa. Onde estava o problema então?  O problema estava em ser testemunha até os confins da Terra. Os confins da Terra representavam todas as nações, todas as tribos, todos os povos.
            Para testemunhar de Jesus até os confins da Terra, os apóstolos teriam dois obstáculos a vencer: - a distância (não havia como hoje a facilidade do transporte) e - se lá chegassem, como testemunhariam de Jesus sem saber o idioma deles? De que adiantaria curar, expulsar demônios e operar milagres diversos se eles não poderiam dizer em nome de quem eles realizavam esses milagres?

            Como Deus resolveu estes problemas?
            Leiamos Atos 2:5. Neste texto nos é dito que estavam em Jerusalém homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do Céu. Deus resolveu o problema da distancia, trazendo representantes de cada nação para próximo dos apóstolos.
            Pessoas que poderiam voltar para sua terra e serem também testemunhas de Jesus.
            Porém, havia outro problema: Como falar de Jesus para essas pessoas que dominavam outros idiomas? Em Atos 2:4 nos é dito que os apóstolos cheios do Espírito começaram a falar em outras línguas (note que está no plural). Será que os discípulos estavam falando uma língua que ninguém estava entendendo?
        Vamos ver o que a Bíblia diz em Atos 2:6-8 (ler o texto). Os apóstolos receberam o poder de testemunharem em qualquer idioma que necessitassem. Isso é um poder maravilhoso, o dom de línguas. É a capacidade de alguém, sem estudar, poder se comunicar em outro idioma e assim testemunhar de Jesus.
            No dia de Pentecostes, os apóstolos não falaram em língua estranha (numa língua não existente). Falaram nos idiomas dos povos que estavam na festa. As pessoas entendiam o que os discípulos estavam falando. A Bíblia não apresenta nada sobre línguas estranhas. O termo original é “glossa” que significa dialetos ou idiomas de nações.

            Como deve ser usado o dom de línguas na igreja?
            Como já vimos o dom de línguas foi dado para testemunhar. Isso significa basicamente pregar sobre Jesus para os que não O conhecem.
            Já dentro da igreja, onde se reúnem os que já conhecem o evangelho, como deve ser usado o dom de línguas?
             Vejamos o que o apóstolo Paulo nos diz sobre isto. Em I Coríntios 14:18-19 (ler o texto), Paulo se apresenta como alguém que falava em várias línguas/idiomas. Porém, na igreja de Corinto (onde se encontravam irmãos que já conheciam o evangelho e que falavam a mesma língua) ele afirma que prefere falar cinco palavras que todos entendam, a falar cinco mil palavras em outro idioma.
            Paulo diz que na igreja, tem que se falar a língua que o povo possa entender.
            Em I Coríntios 14:27-28 (ler o texto), Paulo diz que na igreja, no máximo só três pessoas podem falar em línguas e que devem fazer isso com ordem, um de cada vez e que haja intérprete.
            Só que não é isso que ocorre nas igrejas pentecostais, concorda comigo? Lá é falado uma língua que ninguém entende. Quando se fala, geralmente falam muitos ao mesmo tempo e não um de cada vez.

            Poderia ser a língua dos anjos?
            Alguns tem tido a ousadia de afirmar que essa língua estranha falada nos cultos pentecostais, é a língua dos anjos. Por isso que ninguém entende. Querido amigo, vamos relembrar que o apóstolo Paulo falava em outras línguas mais do que todos. Certo? (I Coríntios 14:18).
            Olha o que Paulo diz em I Coríntios 13:1 (ler o texto). Paulo diz que mesmo que ele falasse a língua dos anjos, isso quer dizer que ele não falava.
            Se Paulo, o homem que mais falou em línguas, não falou na língua dos anjos como hoje tem tanta gente falando? Isso não soa estranho?

            Se a língua estranha não é bíblica, o que é?
            No capítulo 16 de Apocalipse, verso 13, João nos diz que viu sair da boca; da boca do dragão, da boca da besta, e da boca do falso profeta (por que da boca e não dos olhos, do nariz ou de outra parte do corpo?) três poderes malignos, espíritos imundos semelhantes a rãs.
            Esses espíritos malignos estão falando, por isso saem da boca. Mas por que são semelhantes a rãs?             
            Há rãs, que estão entre os dez animais mais venenosos do mundo. A rã usa sua língua para prender e devorar suas presas.
            Aqui está uma forte alusão ao tipo de estratégia que Satanás estaria usando no tempo do fim para enganar as pessoas.

            Advertência bíblica aos que confiam em prodígios, mas desprezam a Bíblia
            Em Mateus 7:21-23 (ler o texto), Jesus nos adverte sobre o perigo de confiar nos prodígios. Há muitas pessoas hoje que estão em igrejas onde mal se prega a Palavra de Deus, mas se faz grande propaganda sobre milagres e manifestações do poder do maligno.
            Não é porque um pastor opera milagres ou porque coisas extraordinárias acontecem que aquela igreja tenha a verdade. Temos que conhecer a Jesus e isso se dá pela pregação da Palavra de Deus. Temos que estar em uma igreja, onde com ordem e decência se testemunha de Jesus e que haja entendimento da Palavra.

            Apelo
            Queridos amigos, vocês entenderam a importância dessa aula? O inimigo da verdade tem arrastado multidões para o erro com essa doutrina falsa da língua estranha.
            Como cristãos, temos que seguir a Palavra de Deus e não as emoções e sentimentos.
            Quantos hoje gostariam de seguir a Bíblia, mesmo que isso implique em deixar um grupo religioso ou até lutar contra os familiares para defender a verdade?
            Quer você abraçar a verdade e sair do erro? Gostaria de vivenciar os verdadeiros dons do Espírito e fazer parte do grupo que prega a verdade para o tempo do fim?
            Não se preocupe, Deus estará contigo a cada passo e Ele te ensinará o que há de falar e te dará a vitória em Jesus.
             Que assim seja. Amém!!!















            Tema 19 da série Revelações Divinas, de autoria do Pr. Marcelo Tomaz, adaptado para ser apresentado sem o auxílio audiovisual presente na versão original, págs. 139-144.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O DOM PROFÉTICO


Apocalipse 12:17


            Introdução
            É um prazer tê-los em nossa igreja para mais uma noite de estudos do livro de Daniel. Nossa proposta é que todos os domingos aprendamos verdades divinas reveladas na Palavra de Deus. No domingo passado estudamos sobre um tema magnífico e antes de entrarmos na aula de hoje, iremos recapitular rapidamente o nosso estudo anterior.

            A visível e o dom profético
            Após comer o livrinho, que era doce na boca e amargo no ventre, João recebeu uma ordem: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Apocalipse 10:11).
            Com um grande desafio pela frente, a nova igreja teria que ter orientações específicas em sua estratégia de trabalho e poder adicional em sua pregação. Para isso Deus lhe concederia o poder do Espírito Santo através do dom profético.
          Nosso estudo de hoje será sobre esse dom maravilhoso que acompanhou o povo de Deus durante seus primeiros esforços para proclamar o evangelho ao mundo e que o acompanhará em seus últimos e derradeiros esforços para concluir essa obra.
            Como foi o início da igreja visível?
            Quando Jesus escolheu Seus discípulos e começou a pregar, a curar e fazer grandes maravilhas, uma multidão de pessoas se ajuntou para seguí-Lo.
            Só que na cruz houve uma decepção (as pessoas esperavam um rei terreno) que fez com que a multidão desaparecesse, separando assim o joio (pessoas que buscavam apenas as bênçãos materiais) do trigo (pessoas que estavam com Cristo por suas palavras e buscavam o reino espiritual).
            Quando restava apenas um punhado de “trigo bom” (os apóstolos e algumas pessoas sinceras), Deus derramou o Seu Espírito e eles cheios de poder anunciavam a todo mundo as boas novas da salvação.
            No tempo do fim foi da mesma forma.
            Por volta de 1844, Deus permitiu que se juntasse uma grande multidão pelo estudo da Bíblia e pelas pregações de Guilherme Miller.
            No dia 22 de Outubro de 1844, Deus permite o desapontamento que separa o joio do trigo, restando um pequeno grupo de fiéis de várias denominações que perseverou nos estudos da Bíblia e confiou na visão profética.
            Sobre esse grupo, Deus derramou Seu Espírito a fim de capacitá-los a pregar com inteligência e autoridade a Palavra de Deus. Entre os sinceros que estavam nesse grupo, havia uma menina de 17 anos de idade chamada Ellen, que recebeu de Deus o dom de profecia e através desse dom, Deus foi guiando Seu povo e Sua missão.
            O anjo disse a João que depois do desapontamento e do ressurgimento da igreja visível de Deus, esse movimento teria que voltar a profetizar.
           
            O dom profético: característica da igreja verdadeira
            Em Apocalipse 12:17 há uma expressão que ainda não explicamos, neste verso é dito: “Os que guardam os mandamentos e tem o testemunho de Jesus”. O que seria o testemunho de Jesus?
            Apocalipse 19:10 nos responde dizendo que o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Isso nos diz que o povo de Deus no tempo do fim tem duas características bem claras: guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus, que é o dom de profecia.

            Dom de profecia no tempo do fim
            Você pode estar pensando, será que podemos ainda crer em profetas? Os profetas não são apenas coisas dos tempos bíblicos? Vamos ver o que a Bíblia nos diz sobre profetas no tempo do fim.
            Em Mateus 24:24 (ler o texto), nos é dito para ter cuidado com os falsos profetas. Ao Jesus ter dito isso, não estava excluindo a possibilidade de se ter verdadeiros profetas. Pelo contrário, se há falsos profetas é porque tem o verdadeiro profeta. Não se copia algo que não existe!
            Em I Coríntios 12:28-29 (ler o texto), o apóstolo Paulo nos fala sobre os dons que a igreja teria e um deles seria o dom de profecia.
            Em Atos 2:16-17 (ler o texto), nos é dito que nos últimos dias, Deus derramaria Seu Espírito dando  o dom profético para seus filhos. Com estes textos, fica claro que o dom de profecia seria algo presente na igreja de Deus nos últimos dias.

            Verdadeiro profeta
            Como podemos distinguir se o profeta é verdadeiro ou falso?  Para começo de conversa, Mateus 7:16 (ler o texto), nos fala que se conhece uma árvore boa por seus frutos.
            Todo homem ou mulher que se diz profeta tem que ter em sua vida frutos dignos de um bom cristão.
            Em Isaías 8:20 (ler o texto), é dito que se alguém não fala de acordo coma Lei, jamais verá a alva (salvação). Um profeta para ser verdadeiro, tem que falar de acordo com a Lei. Não pode fugir da Palavra de Deus.
            Em Deuteronômio 18:22 (ler o texto), diz que se o profeta fala e não ocorre o que ele predisse, ele não falou pelo Espírito de Deus.Um profeta verdadeiro, tem que ter provas de que suas profecias realmente aconteceram.
            Nesse caso podemos afirmar que Ellen G., White foi uma verdadeira profetiza, pois seus frutos dão prova de sua fé. Nem os mais críticos que se levantam contra ela tem algo do que falar de seu caráter, de sua família e de sua obra. Tudo o que ela falou ou escreveu, está de acordo com a Palavra de Deus. E suas profecias se cumpriram com incrível exatidão.

            Pode haver textos inspirados que não estão na Bíblia?
            Será que pode haver textos inspirados por Deus e que não estão na Bíblia? Em II Crônicas 9:29, fala de três profetas (Natã, Aías e Ido) que escreveram sobre Salomão e nãotêm seus escritos na Bíblia.
            Eles foram inspirados, eles escreveram livros e por que seus relatos não estão na Bíblia? Amigo, a Bíblia é um resumo do plano da salvação, nela não consta tudo o que Jesus fez ou o que Moisés viveu. Nela temos apenas o que é importante para nossa salvação. O que esses profetas escreveram teve o seu valor para as pessoas daquela época e não seriam necessários para os que viveriam no tempo do fim.
            Deus respeita e trabalha com as diferentes culturas. Os princípios de Deus são eternos, as culturas e costumes mudam. Assim, no tempo do fim Deus teria que levantar profetas para orientar Seu povo em como agir em uma cultura totalmente diferente dos tempos bíblicos, sem, contudo, perder os princípios eternos do Senhor.

            Conselhos sobre profecias
            O apóstolo Paulo em I Tessalonicenses 5:20-21(ler o texto), nos dá um bom conselho. Entre outras coisas, em se tratando de profecias, o ideal é dar ouvidos a tudo e reter o que for bom.
            Num primeiro momento, é difícil saber se um profeta é verdadeiro ou falso, por isso temos que dar atenção, avaliar, testar e reter o que estiver de acordo com a Palavra de Deus.
            Porque este conselho é importante? Em Provérbios 29:18 (ler o texto), é falado que sem profecia o povo se corrompe. Você já parou para pensar sobre isso? Se temos apenas uma Bíblia, por que temos tantas religiões diferentes? Quando uma igreja não tem o verdadeiro dom profético, ela se corrompe. Em outras palavras, ela não entende perfeitamente a Palavra de Deus em sua totalidade e acaba tendo ideias humanas em vez da pura vontade de Deus.
            O verdadeiro povo de Deus entende a Sua Palavra e ensina como ninguém mais faz. O povo de Deus não se corrompe por que tem o dom de profecia.

            Qual deve ser nossa atitude a respeito de Deus e do dom profético?
            Em II Crônicas 20:20 (ler o texto), encontramos o segredo para a felicidade espiritual, física e social. Crer em Deus é o único meio de estarmos seguros (salvos).
            Você não precisa de mais nada para sua salvação. É só seguir a Bíblia que você estará seguro. Porém, se você deseja prosperar (ter uma vida familiar, social, profissional feliz) necessita crer nos verdadeiros profetas.
            Você pode passar a vida toda sem ler um único livro escrito por Ellen White e mesmo assim será salvo. Basta ler e seguir a Bíblia. Mas você pode ser salvo sem saúde, com a família em ruínas e com problemas financeiros graves, porque a Bíblia é resumida e trata quase que exclusivamente sobre a salvação, porque no fundo é isso que importa. Mas Deus quer que tenhamos vida e vida em abundância, por isso Ele envia os profetas para orientar o Seu povo nas questões da vida diária que podem nos dar a felicidade.
            A maior parte do ministério de Ellen G. White não foi gasto prevendo o futuro, mas orientando o povo de Deus nas questões de saúde, família, finanças, trabalho e missão. Lendo seus escritos você encontrará sabedoria vinda de Deus para sua felicidade e paz. Somos aconselhados ler a Bíblia todos os dias e o espírito de profecia uma vez por semana no mínimo.

            Apelo
            Deus revelou muitos conceitos para Seu povo através do ministério de Ellen G. White. Ela escreveu sobre família no livro O Lar Adventista; sobre finanças no livro Mordomia, sobre saúde no livro Ciência do Bom Viver; sobre Educação de filhos no livro Mente, Caráter e Personalidade.
            Tudo o que ele escreveu, a mais de 160 anos atrás, está sendo defendido hoje por especialistas nos diversos assuntos.
            O povo adventista tem sido reconhecido por sua organização, saúde, prosperidade e sabedoria e isso não vem de nós mesmos, vem da orientação dada por Deus através do dom profético. Não quer você fazer parte desse povo? Não quer você seguir os conselhos de Deus para sua felicidade familiar, profissional e física?
            Deus quer ter abençoar. Venha receber a bênção de Deus para sua vida!
            Este é o nosso desejo e a nossa oração. Amem!







Tema 18 da série Revelações Divinas, de autoria do Pr. Marcelo Tomaz, adaptado para ser apresentado sem o auxílio audiovisual presente na versão original, págs. 132-138.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O SURGIMENTO DA IGREJA VISÍVEL DE DEUS


Apocalipse 12:13-14


            Introdução
            É um prazer tê-los em nossa igreja para mais uma noite de estudos do livro de Daniel. Nossa proposta é que todos os domingos aprendamos verdades divinas reveladas na Palavra de Deus. No domingo passado estudamos sobre um tema magnífico e antes de entrarmos na aula de hoje, iremos recapitular rapidamente o nosso estudo anterior.

            Mulher como símbolo de igreja
            Hoje veremos como Deus trabalha para levantar um movimento que mesmo enfrentando todas as adversidades, levaria a última mensagem de advertência ao mundo antes de Sua vinda. Você poderá fazer parte desse grupo que é odiado pelo inimigo, oprimido pelo mundo, mas amado pelo Céu. Apesar de suas falhas e fraqueza, é e sempre será vencedor pelo sangue de Cristo Jesus.
            Antes de continuarmos, vamos recordar que mulher em profecia bíblica significa igreja.
            Em uma análise mais detalhada, podemos dizer que Deus tem no mundo duas igrejas: A igreja visível e a igreja invisível. Para entendermos melhor esse conceito, vamos ver o que Jesus nos disse em João 10:14-16. Leiamos o texto.
            Destacamos duas expressões nesses versos: Ovelhas e outras ovelhas. Jesus começa dizendo sobres Suas ovelhas. Podemos entender como Suas ovelhas aquelas que fazem parte de um grupo de pessoas com a mesma fé, organizados e que cumpre a missão de Jesus de pregar a todo mundo as verdades para esse tempo e que fazem Sua vontade, ou seja, é a igreja visível de Deus.
            Porém, Jesus fala sobre outras ovelhas, que são pessoas sinceras, que não O conhecem ou não entendem claramente Sua Palavra de maneira completa, portanto não fazem completamente a Sua vontade, mas compõe a igreja invisível de Deus e que ainda não estão em Seu aprisco, ou sua igreja.
            Sua igreja visível é descrita em Apocalipse 12:13-14 como sendo perseguida pelo dragão (leiamos o texto). Na fuga da igreja visível, Deus a esconde no deserto durante “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. Comparando com o verso 6 podemos perceber que se trata de 1260 dias, mas em profecia cada dia é igual a um ano, então 1260 anos.
            Este tempo de 1260 anos é chamado de deserto. Durante o tempo do deserto a igreja visível de Deus fica escondida ou em outras palavras, desaparece.
            Este período no deserto é o mesmo período da supremacia papal, onde a igreja apostatada dominava o cenário político e religioso na Europa.  Só que em 1517 surge o movimento protestante com Martinho Lutero e este movimento deu origem a grandes e importantes igrejas como: Luterana, Metodista, Anglicana, Batista, etc.
            Entendam que essas boas igrejas surgiram em um momento da história em que Deus diz que Sua igreja estaria escondida, assim elas podem ser parte da igreja invisível, mas não da igreja visível que estaria escondida nesse momento.
            Temos que nos colocar dentro do contexto profético. Os 1260 anos (deserto) estão dentro dos 2300 anos e os 1260 anos terminam bem perto do fim dos 2300 anos, uma data muito importante e por quê? Vejamos.
            Nesse período teve início o juízo de Deus. Nela começou o tempo do fim conforme Daniel 8:19 e principalmente nessa data, Deus traria à tona Sua igreja visível para advertir  o mundo que o tempo do fim se iniciou e que estamos vivendo perante o tribunal de Deus.
            Apocalipse 12:17 nos mostra que a igreja de Deus teria dois períodos históricos. Um período no passado onde a mensagem de salvação teve seu início e outro no presente onde a mensagem de salvação terá seu fim. A Bíblia fala de um povo remanescente (leiamos o verso).

            O deserto separa os dois períodos
            Primeiro quando o dragão se ira contra a mulher no passado e o segundo quando o dragão vai fazer guerra contra os remanescentes ou descendentes da mulher no presente. Dois períodos perceberam? O período em que o dragão se ira e o período em que ele faz guerra.
            Vamos relembrar que no ano de 1844 ocorreram três coisas: 1ª – No Céu teve início o juízo de Deus. 2ª – Na linha do tempo começa o tempo do fim. 3ª – Na Terra surge a igreja visível de Deus para anunciar ao mundo o tempo do fim e o juízo de Deus.


            O grande desapontamento
            Vamos compartilhar o que ocorreu no ano de 1844 na Terra. Um pouco antes de 1844, vários estudiosos da Bíblia entenderam as profecias de Daniel e chegaram ao mesmo entendimento sobre os 2300 anos. Entre esses estudiosos se destacou um homem chamado Guilherme Miller, que depois de muito estudo chegou à conclusão que o santuário seria purificado e que o nosso planeta era esse santuário a ser purificado e seria com a volta de Jesus.
            Isso, como já vimos, foi um erro, mas impressionado pelo Espírito Santo ele começou a pregar com grande entusiasmo que Jesus voltaria em 22 de Outubro de 1844. Grande multidão se juntou a ele nessa esperança, formando então um movimento que ficou conhecido como povo do advento.
            Na véspera de 22 de Outubro de 1844 havia uma expectativa no ar. Famílias inteiras estavam em oração, igrejas estavam apinhadas de adoradores. Nos campos e nas montanhas milhares se amontoavam cantando e orando, aguardando a vinda do Redentor. Só que as horas foram passando e então ao chegar a meia noite do dia 22 de outubro de 1844 ocorreu o grande desapontamento. Os jornais da época estamparam na primeira página o grande desapontamento e várias piadas foram feitas sobre esse grupo que acabou se dividindo. Uma grande parte revoltada pela vergonha sofrida se espalhou negando as profecias. Outro grupo tentou desculpar o erro marcando novas datas. Mas um pequeno grupo permaneceu orando e confiando nas profecias, pois a data estava certa, o gráfico profético mostrava isso, porém eles só tinham errado sobre o evento. Depois de muitas orações pedindo por entendimento, o grupo compreende que em 1844 não era a data para a volta de Jesus, mas sim o início do Seu juízo no santuário celestial. Fortalecidos pela compreensão das profecias, esse grupo de fervorosos cristãos foi crescendo no entendimento da Palavra de Deus e foi resgatando as doutrinas perdidas. Assim se deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

            Predito o grande desapontamento
            Esse grande desapontamento foi profetizado em Apocalipse 10:1-10. Leiamos o texto.
            Pontos importantes nesse texto valem destacar:
            1° - O anjo diz que não haveria mais demora. Isso é uma menção sobre a promessa da volta de Jesus. O tempo do fim havia iniciado.

            2° - O anjo tem um livro aberto na mão. Isso nos leva a Daniel 12:8-9, onde ele não entendendo suas visões, lhe é dito que essas visões estão encerradas e seladas até o tempo do fim (isso é até 1844). Deus tinha um propósito para essas profecias e sua compreensão só seria permitida no tempo do fim.


            3° - A ordem vinda do Céu a João para devorar o livro nos leva a experiência de Jeremias (Jeremias 15:16), onde ele diz ter comido a Palavra de Deus. Devorar ou comer representa estudar, ler ou compreender. Isso nos diz que depois de muito tempo, as profecias de Daniel seriam estudadas e entendidas.

            - A anjo adverte João que o livro na boca seria doce como mel e no seu estômago amargo como fel. Isso representa o desapontamento que ocorreu em 1844. Quando se pregava sobre a volta de Jesus, isso era prazeroso como mel na boca, mas ao vir o desapontamento o doce ficou amargo. Por que Deus permitiu o desapontamento? Por que Deus permitiu que eles entendessem a data, mas errassem o evento? Na Palavra de Deus há algo semelhante? Deus já permitiu um grande desapontamento antes?

            Quando Jesus começou seu ministério pregando, curando, ressuscitando mortos e alimentando multidões, isso foi como mel na boca de milhares.
            Só que quando chegou o momento da cruz, ouve a grande decepção. Onde estava agora a grande multidão que O seguia? A maioria das pessoas que seguiram a Cristo, o abandonaram porque o aceitaram como Messias, mas não entenderam Seu propósito. Jesus não viera para implantar o reino físico de Deus na Terra, mas sim o reino da graça.
            Ele não veio para libertá-los de Roma, mas para libertá-los do pecado. Deus permitiu a decepção da cruz para separar o trigo do joio, separar os que só buscavam benefícios físicos e materiais, dos que buscavam os bens espirituais.
            Com o desapontamento ficou apenas o trigo bom, um pequeno grupo que em oração e contrição de espírito foi revelado os propósitos de Deus com o derramamento do Espírito Santo. Com esse grupo Deus abalou o mundo com o evangelho. Deus não precisa de multidão, mas sim, de consagração!
            A igreja visível de Deus foi organizada por Jesus Cristo no ano de 27 d.C. ao passo que a igreja invisível existe desde a criação.
            A igreja visível passa pelo desapontamento da cruz e vai ater o ano de 321 d.C. onde agora Constantino se une a igreja cristã e oficializa essa igreja, como igreja de Roma.
            Ela traz para dentro da igreja doutrinas erradas, como a mudança do sábado para o domingo, por exemplo.
            Então surge a igreja apostatada. Essa igreja tem seu período de supremacia por 1260 anos (período do deserto); período em que a igreja visível de Deus ficaria escondida.
            A igreja romana perseguia os que não se harmonizavam com suas heresias. Matou milhares de forma cruel e tudo isso em nome de Deus.
            Depois disso, em 1844 tem início o tempo do fim, o início do juízo de Deus e o surgimento do remanescente, a igreja visível de Deus. Como houve um desapontamento para o início da igreja, houve outro desapontamento para seu ressurgimento.
            Deus levanta uma grande multidão com as pregações de Miller.
            Em 1844 Deus permite a grande decepção.
            E com um pequeno grupo, mas inteiramente consagrado, Deus restabelece Sua igreja visível na Terra, concedendo a ela Seu Santo Espírito para dar a última mensagem de advertência ao mundo.
            Podemos ver então que há dois períodos históricos da igreja visível de Deus e que até a segunda vinda de Jesus, a igreja visível de Deus estará lutando contra a igreja apostatada pela salvação da igreja invisível espalhada pelo mundo.

            Principais características da igreja visível
            A Bíblia nos diz que essa igreja visível de Deus teria duas principais características. Leiamos Apocalipse 12:17 e Apocalipse 14:12. Entendeu? Esse povo guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. Estas são as bases da igreja verdadeira.
            Como a Bíblia chama uma igreja que diz conhecer a Deus, mas não guarda Seus mandamentos?
            Vejamos I João 2:4. Professar a fé em Jesus e negar seus mandamentos é prova cabal de que essa igreja não prega a verdade!
           
            Apelo
            Hoje há dois caminhos a seguir, duas portas para se entrar e duas igrejas para se frequentar. Qual o caminho que você vai trilhar? O largo ou o estreito? Que porta você vai entrar? A larga ou a estreita? Que igreja você vai frequentar? A que prega a verdade ou a que prega a mentira?
            Quantos gostariam hoje de fazer parte do povo que Deus levantou para advertir o mundo de seus juízos e para preparar um povo santo para Sua vinda?
           Agora ouviremos um hino que fala o que cremos como igreja verdadeira. Se você acredita nisso, fique em pé. Este será o sinal de sua decisão. Diga para Deus que você quer fazer parte da igreja visível de Deus na Terra.
            Oremos pelas decisões tomadas aqui nesta noite. Amém!!!




            Tema 17 da série Revelações Divinas, de autoria do Pr. Marcelo Tomaz, adaptado para ser apresentado sem o auxílio audiovisual presente na versão original, págs.124-131.

            

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O INÍCIO DO JUÍZO


Daniel 8:14


            Introdução
            É um prazer tê-los em nossa igreja para mais uma noite de estudos do livro de Daniel. Nossa proposta é que todos os domingos aprendamos verdades divinas reveladas na Palavra de Deus. No domingo passado estudamos sobre um tema magnífico e antes de entrarmos na aula de hoje, iremos recapitular rapidamente o nosso estudo anterior.

            A oração de Daniel
            Vamos começar nossa aula de hoje lembrando que na visão do capítulo 8 já entendemos que o santuário celestial seria purificado e que a purificação seria o juízo de Deus. Só nos faltou saber quando isso ocorreu. Por isso o capítulo 8 termina com Daniel dizendo: “Espantava-me com a visão, e nãohavia quem a entendesse” (Daniel 8:27).
            O que faltou para Daniel entender, foi exatamente a parte dos 2300 dias de Daniel 8:14.
            No capítulo 9, Daniel está orando, buscando o perdão de Deus para ele e para seu povo. Vamos ler o que acontece durante essa oração. Leiamos Daniel 9:21-23.

            Vamos destacar algumas lições nesses versos:
            Quando oramos o anjo do Senhor nos toca. Hoje por nossa condição pecaminosa não conseguimos enxergar as coisas espirituais, mas tenha certeza que quando você ora com fé, um anjo é enviado para tocar em sua vida.

            O anjo diz que Daniel é muito amado. Isso não é um privilégio apenas de Daniel, a Bíblia afirma que Deus amou o mundo. Acredite, você é amado no Céu, não importa o que os outros digam, tem alguém que te ama muito a ponto de se entregar para morrer na cruz só para provar isso.

            O anjo diz que foi enviado para fazê-lo entender a visão. Que visão é essa? No verso 21, Daniel diz que  o “homem Gabriel que ele tinha visto na visão ao princípio”, ou seja, essa era a visão do capítulo 8. O anjo Gabriel veio para dar a Daniel o entendimento do que ele não havia entendido antes do capítulo 8, isso é, os 2300 dias.

            Entendendo os 2300 dias
            Antes de continuarmos, é bom lembrar que cada dia em profecia é igual a um ano (Números 14:34). Então 2300 dias na verdade são 2300 anos. Assim Daniel 8:14 diz que depois de 2300 anos, o juízo de Deus teria início.
            Vamos ver a explicação do anjo para sabermos quando teria início os 2300 anos e principalmente quando terminaria este período para começar o juízo de Deus. Vamos lá!
            No verso 24, o anjo diz para Daniel que 70 semanas estão separadas para seu povo. Três coisas a se considerar aqui:

            Quem é o povo de Daniel e qual é essa cidade santa? Bem, o povo de Daniel era os judeus, então Deus teria um tempo específico par aos judeus. A cidade santa dos judeus era Jerusalém.

            De onde o anjo tirou estas 70 semanas? Dos 2300 anos; 70 semanas tem 490 dias, então 70 semanas correspondem a 490 anos dos 2300 anos.

            Quem faz cessar a transgressão? Quem põe ao pecado? Quem traz a justiça eterna? A resposta a todas estas perguntas está num nome; é Jesus.

            Este tempo de 490 anos, é o tempo que Deus daria para os judeus se arrependerem e assumirem o plano que Deus tinha para eles no mundo e para isso, o Senhor enviaria Jesus para o meio deles. Assim seria a última oportunidade para que Israel mantivesse seu status como povo de Deus.
            Isto não quer dizer que os judeus estão perdidos. Todo judeu individualmente que aceitar Jesus como Senhor e Salvador pessoal, bem como viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus será salvo.
            Deus trabalhou longamente e com muita misericórdia para com Israel, para fazê-lo exemplo para o mundo e assim levar luz de Deus para as outras nações, só que Israel por várias vezes se afastou dos princípios divinos e agora receberia a última oportunidade.
            Fica mais fácil entende isso observando o gráfico da linha do tempo. Temos um período de 2300 anos que não sabemos quando começa nem quando termina. Sabemos que desse período, 70 semanas, isto é, 490 anos são para o povo judeu. Vamos continuar.
            Nos versos 25 a 27, o anjo diz que até o Ungido, isto é, ate que Jesus fosse ungido, haveria 2 períodos, um de 7 semanas (49 anos)  e outro de 62 semanas (434 anos).
            No verso 26 é dito que depois das 62 semanas, o Ungido seria morto. E no verso 27 diz que Ele, o Ungido faria uma aliança com muitos povos por uma semana (7 anos).
            Então temos três períodos: Um de 7 semanas, mais um de 62 semanas e por último1 semana, lembrando que todos eles estão dentro do período de 70 semanas.
            Continuando no gráfico, temos 2300 anos, desses 490 anos são para o povo judeu e dentro desse tempo temos 3 períodos, um de 49 anos, outro de 434 anos e o último de 7 anos que somados totalizam 490 anos.
            A pergunta agora é, quando começa a contagem desses períodos? Temos a resposta no verso 25, onde o anjo diz: “Desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém”. Essa é a chave, quando saísse o decreto para restaurar Jerusalém, começaria a contagem do tempo.
            Quando Daniel teve as visões dos capítulos 8 e 9, grande parte do povo de Deus (Israel) estava cativo em Babilônia e Jerusalém estava em ruínas. A data da queda de Jerusalém aconteceu em Julho de 587 ou 586 a.C.
            Só que em 457 a.C. o rei Artaxerxes baixa um decreto ordenando a reconstrução de Jerusalém.
            Assim, temos o cumprimento da profecia e o inicio das 70 semanas (490 anos) e consequentemente dos 2300 anos que começou no ano de 457 a.C.
            Seguindo Daniel 9:25, a reconstrução da cidade seria com muito custo: “As praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. Com todas as dificuldades a reconstrução se estende por 49 anos.
            Assim se cumprem as 7 semanas no ano 408 a.C., lembrando que a contagem dos anos antes de Cristo é decrescente.    
            Sessenta e duas semanas (434 anos) depois, Jesus é ungido em seu batismo pelo Espírito Santo.
            Ou seja, no ano de 27 d.C. Jesus é batizado, cumprindo assim a profecia das 62 semanas.
            Agora falta apenas uma semana (7 anos) para se completar o tempo dos judeus. No verso 27 o anjo diz que o Ungido faria uma aliança com muitos, por uma semana e que na metade da semana faria cessar o sacrifício. Metade de 7 anos são três anos e meio.O que ocorreu há exatos três anos e meio após o batismo de Jesus? Jesus foi crucificado e isso é confirmado pelo verso 26 que diz que depois de 62 semanas, seria morto o Ungido.
            Na cruz, Jesus deu fim aos sacrifícios. O Cordeiro de Deus deu a Sua vida para redenção da humanidade, cumprindo a profecia. Jesus o Ungido veio para o meio dos judeus, viveu entre eles, os curou, os alimentou, pregou as boas novas da salvação, só que apesar de tudo isso foi rejeitado e crucificado, mesmo assim Deus ainda lhes deu 3 anos e meio para que se arrependessem antes de terminar seu tempo.
            Cristo morreu no ano 31 da era cristã e o que ocorreu 3 anos e meio depois?
            Três anos e meio depois da morte de Jesus ocorreu a conversão de Saulo, que se tornou o grande apóstolo da graça.
            No ano 34 d.C., Saulo agora conhecido como Paulo, inicia seu ministério em meio aos gentios colocando de vez fim ao tempo dos judeus.
            Dos 2300 anos já achamos 490 anos. Falta-nos achar 1810 anos. Faremos um cálculo bem simples agora. Pegaremos o último ano onde paramos, ou seja, 34 d.C. e somaremos aos 1810 anos, chegando assim ao ano de 1844 como sendo o fim dos 2300 anos, a data em que se deu início o juízo de Deus.

            Voltando ao santuário. Lembra-se do santuário? Podemos ver as três fases do ministério de Jesus:

            fase – Do átrio do santuário, representando os 33 anos que Ele viveu entre nós na Terra. No átrio encontramos o altar, representando Sua morte e a pia representando a salvação oferecida através do batismo.

            fase – Do lugar santo, que teve início com sua ressurreição e ascensão, onde iniciou Sua intercessão por nós. No lugar santo havia a mesa com os pães, o candelabro com as lâmpadas e o altar de incenso representando a intercessão de Jesus que nos ilumina e nos alimenta espiritualmente.

            fase – Do lugar santíssimo, que  se iniciou em 1844 e se estende até a segunda vinda de Jesus. Nesse compartimento havia a arca com a lei de Deus, representando Sua autoridade para julgar.

            Apocalipse 14:6-7 nos adverte que é hora de temer a Deus e dar-lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo. Querido amigo, quantos tem brincado com Deus e deixado de lado as coisas espirituais, colocando Deus em segundo plano? Já são mais de 160 anos que Deus iniciou Seu juízo. De quanto tempo ainda dispomos?
            Tem pessoas deixando para amanhã sua decisão, achando que ainda terão tempo. Quero dar-lhe um exemplo trágico de pessoas que não aproveitaram sua oportunidade, pessoas que deixaram o tempo passar e que se perderam.

            Apelo
            Leiamos Mateus 24:37-39.
            Nos tempos de Noé, Deus advertiu o mundo contra seus pecados e determinou um tempo de 120 anos para que Noé pregasse e preparasse a arca.
            Depois que o anjo fechou a porta da arca, se passaram 6 dias sem cair uma gora d’água. Todos que estavam fora da arca riam de Noé e de sua família a aproveitavam a vida comendo, bebendo, e se dando em casamento. Só que no 7° dia o céu escureceu, os relâmpagos cortavam as nuvens e os trovões retumbaram pelos ares, enquanto todos olhavam assustados para o céu. Começava a cair chuva forte.
            A Bíblia diz que se abriram as comportas do céu e do abismo e não tiveram como escapar.
            Dá para imaginar pessoas desesperadas batendo na porta da arca, só que sua oportunidade já havia passado. Não fora Noé quem os rejeitou, foi o anjo que fechou a porta da graça para eles. Hoje a porta da graça está aberta, a mensagem está sendo pregada e sua oportunidade de aceitar a salvação colocando a vida em ordem com a palavra de Deus está de pé.
            Noé teve 120 anos. Nós já estamos com mais de 160 anos de misericórdia. É hora de tomarmos uma decisão.
            Quantos gostariam de entregar sua vida a Deus pelo santo batismo?
            Louvado seja Deus pelas decisões que estão sendo tomadas aqui ao longo desta série de estudos. Pelas decisões tomadas nesta noite em especial!
            Oremos pelo longo caminho da santificação a ser percorrido por todos nós até a volta de Jesus. Sempre avante manda o General! Amém!!!





            Tema 16 da série Revelações Divinas, de autoria do Pr. Marcelo Tomaz, adaptado para ser apresentado sem o auxílio audiovisual presente na versão original, págs. 117-123.