terça-feira, 24 de abril de 2012

BARNABÉ - O EXEMPLO DE UM BOM MISSIONÁRIO




        Introdução.

           Por que as boas ações tendem a cair no esquecimento?

           Por que os praticantes de boas ações igualmente logo são esquecidos?

           Louvado seja Deus por agir de modo diferente. A Bíblia está repleta de nomes de homens e mulheres que fizeram a diferença no meio em que viveram e que são muitas vezes relegadas ao esquecimento.

           Deus, ao inspirar Lucas a escrever o livro de Atos lembrou-se do seu valoroso servo, cujo ministério serve de exemplo a todos nós. 

           Quantos “Josés” você conhece nas Santas Escrituras? Três?

           O filho do patriarca Jacó e de Raquel – aquele que foi parar no Egito.

           O marido de Maria – a mãe de Jesus Cristo.

           José de Arimatéia – aquele que juntamente com Nicodemos tirou Jesus da cruz.

           Saiba que existem outros nove: Nm 13:7 fala de um certo José, pai de Jigeal, que foi um dos espias; de outro, filho de Asafe, no tempo de Davi – I Cr 25:2; um dos que tinham mulher estrangeira – Esdras 10:42; um sacerdote – Neemias 12:14; o pai de Janai, da genealogia de Cristo – Lc 3:24; o filho de Jonã – Lc 3:30; um dos irmãos de Jesus – Mt 13:55; o irmão de Tiago, o menor , cuja mãe estava junto a cruz juntamente com Maria - Mc 15:40; José cognominado Justo, candidato a preencher a vaga no apostolado depois da morte trágica de Judas Iscariotes – At 1:23.

           Existe ainda outro José; o 13º, e é deste que a mensagem diz respeito.

   

           Primeira menção de seu nome na Bíblia – Atos 4:36-37. → “Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos”.

           O seu exemplo ajuda a entender o versículo 34. → “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos”. Mostra que nem todos vendiam tudo ao mesmo tempo, mas que era algo voluntário, feito de tempos em tempos, conforme surgisse a necessidade.

           A razão de tal atitude é esclarecida no versículo 35: “E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.

           E serve também de contraste com o exemplo de Ananias e Safira (Atos 5:1-11).



           Suas qualidades ou virtudes:



           Generoso; animador (Atos 4:36-37). → “Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos”.

           Em que consiste a generosidade? Trata-se de uma virtude. Qualidade daquele que gosta de dar dinheiro. Pessoa que possui o dom da liberalidade. Ver II Cor 9:7.

        

           Mediador (Atos 9:26-28). → “E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus”.



           Pregador e mestre (Atos 11:23-26). → “O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.



           Bom; cheio do Espírito Santo; cheio de Fé (Atos 11:24). → “Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”.



           Descobridor de Talentos (Atos 11:25-26). → “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.



           Fiel em Matéria de Dinheiro (Atos 11:29-30). → “E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo”.



           Trabalho em Equipe (Atos 11:22-26) → “E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

           E assim foi, até depois da reunião em Jerusalém, quando “Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus” (Atos 15:40).



           Entre seus defeitos estavam:



            Cristãos não são perfeitos; são apenas homens e mulheres perdoados, daí a razão da biografia desse “bom missionário” ferir nossa ortodoxia religiosa.


           A teimosia (Atos 15:36-40). → “E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão. E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos. Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra. E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus”.



           A covardia (Gálatas 2:11-13). → “E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação”.



           Conclusão.

           José Barnabé, um ser humano como outro qualquer. Um cristão como qualquer um de nós. Com suas muitas virtudes, mas, também com seus defeitos. Que Deus conceda a cada um de nós, sabedoria suficiente para aprendermos com os erros e acertos deste missionário exemplar.

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!      

                   

quarta-feira, 18 de abril de 2012

DONS ESPIRITUAIS - USÁ-LOS SIM, ESCONDÊ-LOS JAMAIS


I Cor 12:1-11;28-30



           Introdução. Um dos maiores flagelos que assola a humanidade chama-se ignorância. Falta de conhecimento. Essa é a lição de Oséias. O que você não conhece pode matá-lo. Paulo inicia o cap. 12 da 1ª epístola aos coríntios com uma preocupação: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (v. 1).

           Os dons do Espírito são mais que habilidades herdadas, são uma necessidade.

           Eles podem ser algo totalmente novo em nossa experiência, como quando os seguidores de Jesus (que falavam o aramaico), por ocasião do Pentecostes descobriram, de repente, que podiam comunicar-se com as pessoas que falavam outras línguas.

           Pode também o Espírito tomar uma habilidade natural e ajudar-nos a usá-la para a glória de Deus.



           Todos são dotados. Todos são valorizados.

             Assim como só existe um Senhor, uma só fé, um só batismo, assim também só existe um Espírito trabalhando em todos e através de todos (v 11).

            O Espírito Santo concede a todo crente dons espirituais para serem usados no ministério. São habilidades especiais concedidas por Deus para servi-Lo e são concedidos somente aos crentes. Está escrito: “Quem não tem o Espírito de Deus não pode receber os dons que vêm do Espírito” (I Cor 2:14 NTLH).



           Cada dom é necessário (I Cor 12:11).

           O Espírito Santo [Deus] concede cada dom; portanto, nenhum dom deve ser considerado de pouco valor, ou descartável (dons de bastidores – anônimo no plano de Deus não significa desnecessário). O cristão que, silenciosa e humildemente, demonstra bondade e hospitalidade a um estranho, faz uma obra de tão grande valor e é tão necessário como o pregador que apresenta um poderoso sermão.



           Cada dom é designado para o serviço (ministério) (v 5).

           Visto que todos são dotados e têm valor, todos são necessários à pregação do evangelho. Devemos usar nossos dons, não escondê-los sob um alqueire. Contudo, tome cuidado ao utilizá-los. Não é propósito de Deus que nos exaltemos por nossos dons (como fez Lúcifer), mas nos superemos no serviço, unidos a Ele e a Sua igreja no cumprimento do Seu chamado como “instrumento apontado por Deus para a Salvação dos homens” (AA, pág. 9).

          

           Como adquiri-los?

            Você não pode adquirir dons espirituais ou mesmo merecê-los – por isso são chamados dons. Eles são a manifestação da graça de Deus para com você. “Cristo generosamente dividiu seus dons conosco” (Ef 4:7 CEV).

           Nem é você quem escolhe os dons que gostaria de ter, é Deus quem os determina.

           Em At 8:18-24, Lucas relata-nos uma história interessante – a de Simão, o mágico.

           Os dons espirituais são como que presentes de Deus a nós, e presentes devem ser abertos. Neste caso, usados. “Deus tem posto na igreja vários dons. Estes são preciosos, em seu devido lugar, e a todos é dado ter parte na obra de preparar um povo para a próxima vinda de Cristo” (Ellen G. White, OE, pág. 481).



           Pode algum dom ser concedido a todos?

           Por Deus gostar de variedade e querer que sejamos especiais, não há nenhum dom que seja concedido a todos (| Cor 12:29-30).

           Além disso, nenhum crente recebe todos os dons.

           Se você possuísse todos, não teria necessidade de mais ninguém, e isso destruiria um dos propósitos de Deus – nos ensinar a amar e a depender uns dos outros.



           São para o seu benefício?

           Seus dons espirituais não foram concedidos para o seu benefício próprio, mas para o benefício dos outros, da mesma forma que outras pessoas receberam dons para seu benefício.  A Bíblia diz: “Um dom espiritual é dado a cada um de nós como meio de ajudarmos a igreja inteira”  (I Cor 12:7) NLT).

           Deus planejou dessa forma, para que precisássemos uns dos outros. Quando usamos nossos dons em conjunto, todos são beneficiados. Se os outros não usarem seus dons, você é passado para trás e, se você não usar seus dons, eles serão passados para trás. Por isso nos é dada a ordem para descobrir seus dons espirituais (v. 31).

           Você já parou para descobrir seus dons espirituais?

           De nada vale um dom não descoberto. Pior ainda, é enterrá-lo (Mt 25:14-30).

           A história cristã está cheia de homens e mulheres que não eram ninguém antes de encontrar a Cristo, mas depois se tornaram agentes poderosos de Sua igreja. Pedro, André, Tiago e João, transformados pelo Espírito, de pescadores a pregadores, professores, escritores e líderes. Ellen Harmon, a mais fraca entre os fracos, tornou-se a mensageira par ao povo do Advento. Del Delker tornou-se uma das mais doces cantores de nossa igreja, depois que recebeu a Cristo.

           Sim, o Senhor toma pessoas comuns e as transforma em embaixadoras extraordinárias para Ele.



           Lista incompleta.

           Paulo não dá uma lista completa de dons. O Espírito suprirá dons para cada situação que a igreja enfrente – hospitalidade, liberalidade. Isto quer dizer que podemos esperar o aparecimento de novos dons com o crescimento da igreja.



           Ilustração.

           ‘O pregador britânico Charles Spurgeon visitou certa vez uma senhora que vivia num asilo em Londres. Ele percebeu, pendente da parede de seu refúgio, um documento emoldurado. Tendo ele perguntado o que significava o certificado, a mulher contou que este lhe havia sido dado por um senhor inválido e idoso de quem ela havia cuidado. Em retribuição por seu cuidado, o homem havia rabiscado alguma coisa no papel e presenteado a ela. Ela o emoldurou e pendurou na parede. Depois de considerável persuasão, Spurgeon finalmente obteve a licença para levar o documento ao banco local. O gerente exclamou: “Estávamos procurando saber a quem aquele idoso senhor havia deixado seu dinheiro!” (Fonte desconhecida).



           Conclusão.

           Vivendo na pobreza, ela era possuidora de uma fortuna.

           Pode-se dizer o mesmo de nós?

           Haverá riquezas do Espírito que permanecem inexploradas e esquecidas?

           Até o ponto em que “escolhemos (ou simplesmente negligenciamos) não reconhecer, desenvolver e exercitar nossos dons, a igreja já é menor do que poderia ser. Menor do que Deus pretendia que fosse” Don Jacobsen, Advent Review, 25 de dezembro de 1986, pág. 12 – citado na LES 1º Trim. /98, Lição 9, pág. 3)’.

           Isso é preocupante. É para pensar!

           É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!.  

       




quinta-feira, 12 de abril de 2012

POSFÁCIO OU PREFÁCIO?


 

            Indelicadeza a minha começar a postar mensagens sem antes tecer algumas breves considerações, menos formais acerca de minha pessoa; daí a incerteza quanto ao título.

            Primeiramente a Deus toda honra e glória, toda minha gratidão pelo dom da vida e pela sabedoria a mim concedida na articulação das palavras, notadamente a Sua Palavra, sob as mais diferentes formas – falada, pregada, ensinada, escrita e, acima de tudo, vivida.  

            Os mais sinceros agradecimentos a Ludomina e Benjamim pela paternidade.  A Elsa, minha fiel e querida ajudadora por seu apoio incondicional.  Aos nossos filhos Sara Cristina, Junior e Ricardo pelo estímulo jovial. As saudosas vovó Leocádia e professora Mailene pelo exemplo de vida e honradez. A Edna – primeira pessoa a falar-me acerca de Jesus. A obreira bíblica Eunice pelos estudos bíblicos que me prepararam para o batismo e a todas as demais pessoas que com sua influência, ajudaram-me a moldar o caráter.

            Reza um velho adágio popular que “um homem para ser lembrado deve plantar uma árvore, gerar filhos e escrever um livro”. Se isto for verdade, só me falta a última coisa – escrever um livro. Incentivos não faltam; agora convenhamos, uma coisa é escrevê-lo, outra é publicá-lo.

            O blog intitulado Ser Cristão, gentileza do Jessé, meu genro, que o idealizou, consistirá, sem sombra de dúvida em mais uma útil e valiosa ferramenta para a concretização desse sonho chamado livro e, outros mais, especialmente, como instrumento de ajuda na tarefa mais sublime já confiada a seres humanos: resgatar pecadores para o reino de Deus.

            Há um longo e desafiador caminho a ser percorrido, conto com a sua participação; ela é muito importante. Acesse e divulgue nelson-teixeira.blogspot.com.br . Deixe seus comentários, sugestões e críticas também. Que os artigos postados sirvam de motivação e inspiração para o vosso crescimento em Cristo Jesus.

            Está escrito: “Procurem viver em paz com todos e busquem levar uma vida pura e santa, porque aquele que não é santo não verá o Senhor. Cuidem uns dos outros, para que nenhum de vocês deixe de alcançar a graça de Deus” (Hebreus 12:14-15 versão Nova Bíblia Viva). Isto é Ser Cristão!

            “Que o Senhor faça todos puros e santos, ensinando-lhes a verdade: a Sua Palavra é a verdade” (João 17:17 NBV). É o meu desejo e a minha oração. Amém!

domingo, 8 de abril de 2012

VIDA - UMA ATRIBUIÇÃO TEMPORÁRIA


           “Portanto, não olhamos para aquilo que podemos ver atualmente, as dificuldades que nos rodeiam, mas olhamos para a frente, para as alegrias do céu que nós ainda não vimos. As aflições logo desaparecerão, mas as alegrias futuras durarão eternamente.” II Cor. 4:18 BV

              Introdução.

            Segundo este texto da Palavra de Deus, a vida na terra é uma atribuição temporária. Mas o que é atribuição? O dicionário define: o que é imputado, conferido. Ação de imputar a alguém a autoria de alguma coisa; direito; pertinência.

            A Palavra de Deus está cheia de metáforas que ensinam a respeito da natureza breve e transitória da vida na terra. Ela é descrita como uma neblina (Tiago 4:14); um corredor rápido (Jó 9:25); um sopro (Jó 7:7); erva (I Pedro 1:24); um fio de fumaça (Salmo 102:3). No livro de Jó, 8:9 up encontramos a seguinte citação: “nossos dias sobre a terra são tão transitórios como uma sombra.” NLT – New Living Translation.

            Já que ela é tão efêmera como devemos nos relacionar com ela?

            Como o mundo a vive? Como nós devemos vivê-la?



           Três opções, apenas uma alternativa correta.

            Um dia o sol vai queimar e toda vida na Terra vai desaparecer. Não vejo razão para fazer qualquer coisa se, no fim, tudo vai acabar.”

            “Se nós nunca mais viveremos depois que morrermos, então podemos perfeitamente nos divertir à vontade: vamos comer, e beber, e alegrar-nos. Que diferença faz? Pois amanhã morreremos, e isso acaba tudo!” I Cor. 15:32 B.V.

              “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” . I Cor. 10:31 ARA.

            Se você assinalar a última alternativa como sendo a correta, você não deve esquecer nunca duas verdades:

            » Primeira: Em comparação com a eternidade a vida é extremamente breve.

            » Segunda: A Terra é apenas uma residência temporária.

            Você não ficará aqui por muito tempo, então não fique muito apegado.



           Senhor, que queres que eu faça?

           Peça a Deus que o ajude ver a vida na Terra como Ele a vê.  O salmista Davi orou: “Então finalmente pedi a Deus: Senhor mostra-me o pouco tempo que me resta aqui na Terra. Mostra-me como a vida é curta e eu sou frágil.” Salmo 39:4.

            Aqui não é o seu lar nem seu destino final. Você só está de passagem, apenas visitando. A Bíblia usa termos como forasteiro, peregrino, estrangeiro, estranho, visitante e viajante para descrever nossa breve estada na Terra. O salmista Davi disse: “Viverei poucos anos aqui na Terra.” Salmo 119:19 NTLH. Pedro exclamou: “Se vocês chamam a Deus de Pai, levem uma vida como residentes temporários na Terra.” I Pedro 1:17 GWT – God’s Word Translation.         

            Deus diz que os seus filhos devem pensar de modo diferente dos que não são crentes a respeito da vida. “Tudo o que eles pensam é sobre esta vida aqui na Terra.” Filip. 3:19-20 NLT.

            Nós como verdadeiros crentes devemos compreender que há muito mais para viver do que os poucos anos que passamos neste planeta.  Os tesouros não devem ser acumulados na Terra, mas no Céu, segundo Mateus 6:19-21.



           O perigo de viver pelo aqui e agora.

           Deus é bastante categórico sobre o perigo de viver pelo aqui e agora, adotando valores, prioridades e estilos de uma vida do mundo ao redor. Quando flertamos com as tentações deste mundo, Deus chama isto de adultério espiritual. A Bíblia diz: “Vocês estão traindo a Deus. Se tudo o que vocês querem é viver do seu próprio jeito, flertando com o mundo sempre que possível, vocês vão acabar tornando-se inimigos de Deus e do jeito dele.” Tiago 4:4 Msg

            Imagine que você tenha sido convidado por seu país para atuar como embaixador em uma nação inimiga. Você provavelmente teria que aprender outra língua e adaptar-se a alguns costumes e diferenças culturais, a fim de ser cortês e cumprir sua missão. Na função de embaixador, você não teria como se isolar do inimigo. Visando o cumprimento de sua missão, você teria de contatar e se relacionar com o inimigo.

            Mas suponhamos que você se sentisse tão à vontade nesse país que se apaixonasse por ele, preferindo-o à sua terra natal. Seu comprometimento e lealdade seriam alterados. Sua atuação como embaixador ficaria comprometida. Em vez de representar sua terra natal, você começaria a agir como o inimigo. Você seria um traidor.

            A Bíblia diz que: “somos embaixadores de Cristo.” II Cor. 5:20 NLT. Lamentavelmente, muitos cristãos têm traído seu rei e seu reino. Eles têm estupidamente chegado à conclusão de que, por viverem na Terra, aqui é o seu lar. Aqui não é o seu lar!

            A Palavra de Deus é clara: “Amigos este mundo não é o seu lar, então não fiquem a vontade. Não satisfaçam o ego em prejuízo da alma.” I Pedro 2:11 Msg

            Deus não quer que fiquemos apegados ao que está a nossa volta, porque é uma situação temporária. Ele nos aconselha de que “os que têm um contato freqüente com as coisas deste mundo devem usá-las corretamente sem criar apego; pois este mundo e tudo o que nele está passarão.” I Cor. 7:31 NLT

            Em comparação com outros séculos a vida nunca foi tão fácil para grande parte do mundo ocidental. Somos freqüentemente entretidos, divertidos e servidos com todas as fascinantes atrações, mídia cativante e agradáveis experiências disponíveis hoje em dia, é fácil esquecer que a vida não consiste em perseguir a felicidade. É somente ao lembrarmos que a vida é um teste, uma incumbência de confiança e uma atribuição temporária que o encanto dessas coisas perderão o domínio sobre nossa vida.

            Estamos nos preparando para algo melhor! I Cor. 2:9. “As coisas que vemos agora estão aqui hoje e amanhã se foram. Mas as coisas que não podemos ver agora vão durar para sempre” .II Cor. 4:18 Msg.

            O fato de a Terra não ser nosso lar definitivo explica por que, “como seguidores de Jesus, experimentamos dificuldades, aflições e rejeições neste mundo.” João 16:33; 16:20; 15:18-19.

            Isto também explica por que algumas promessas de Jesus parecem não ter sido cumpridas, algumas orações parecem não respondidas e algumas situações parecem injustas, como Davi as exemplificou nos primeiros salmos. Esse não é o final da história! Para impedir que fiquemos muito apegados à Terra, Deus nos permite sentir uma substancial quantidade de desapontamentos e desgostos na vida – anseios que jamais serão satisfeitos deste lado da eternidade. Não somos completamente felizes porque não é para sermos! A Terra não é nosso lar definitivo; fomos criados para algo muito melhor.

            Um peixe nunca seria feliz vivendo em terra, porque foi feito para viver na água. Uma águia jamais poderia ficar contente se não lhe fosse permitido voar. Você nunca se sentirá realmente satisfeito na Terra, porque foi feito para algo melhor. Certamente você também terá momentos felizes por aqui, mas nada comparado ao que Deus tem planejado para você!

            Perceber que a vida na Terra é apenas uma atribuição temporária alteraria completamente os seus valores. Valores eternos, e não temporários, se tornariam fatores determinantes em suas decisões. Como C.S. Lewis comentou: Tudo o que não é eterno é eternamente inútil.” A Bíblia diz: “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.” II Cor. 4:18 NVI.



           Um erro fatal.

            É um erro fatal presumir que a meta de Deus para sua vida é a prosperidade material ou o sucesso popular, como determina o mundo. A vida em abundância retratada em João 10:10 não tem relação com abundância material conforme Lucas 12:15, e a fidelidade à Deus não garante sucesso na carreira ou mesmo no ministério. O conselho bíblico é: “Jamais concentre seus esforços em coroas temporárias.” I Pedro 2:11 GWT. “Porque gastai o vosso dinheiro naquilo que não é pão e o vosso suor naquilo que não satisfaz?” Paulo foi fiel, e mesmo assim acabou em prisão. João Batista foi fiel, mas foi decapitado. Milhões de fiéis foram martirizados, perderam tudo o que tinham e chegaram ao fim da vida sem nada nas mãos. Mas o fim da vida não é o fim de tudo!

            Aos olhos de Deus, os maiores heróis da fé não são os que alcançaram prosperidade, sucesso e poder nesta vida, mas os que trataram esta vida como uma atribuição temporária e serviram fielmente, aguardando a recompensa que lhes foi prometida na eternidade. Eis o que a Bíblia diz sobre a galeria dos heróis da fé honrados por Deus: “Não receberam as coisas que Deus prometera a seu povo, mas as enxergaram no futuro e ficaram alegres. Eles diziam que eram visitantes e estrangeiros na Terra... estavam esperando uma pátria melhor – uma pátria celestial. Portanto Deus não se envergonha de ser chamado Deus deles.” Heb. 11:13-16 NCV.



           Ilustração:

            O seu tempo sobre a Terra não é toda a história de sua vida! Você terá de esperar até chegar ao céu para conhecer o resto dos capítulos – é preciso ter fé para viver na Terra como estrangeiro!

            É bem conhecida a antiga história a respeito de um missionário aposentado que vinha para a América do Norte no mesmo navio do presidente dos Estados Unidos. Multidões ovacionando, uma banda militar, um tapete vermelho, faixas e a imprensa recepcionavam o presidente de volta ao lar, mas o missionário desembarcou do navio sem ser notado. Ressentido e com sentimentos de autocomiseração, começou a queixar-se para Deus. Então Deus lembrou-o gentilmente: “Mas meu filho, você ainda não chegou em casa.”

           Quando você chegar ao céu certamente indagará: “Por que eu fui dar tanta importância a coisas tão temporárias”? “Por que gastei tanto tempo, energia e preocupação no que não iria durar”?



           Conclusão.

            Quando a vida ficar difícil e você for subjugado pelas dúvidas, ou quando ficar imaginando se viver para Cristo vale o esforço, lembre-se de que você ainda não chegou em casa. Lembre-se também da promessa de Deus descrita no VT em Isaías 64:4 e, repetida por Paulo no NT em I Cor. 2:9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 

Surpresas maravilhosas, coisas inimagináveis estão reservadas a mim e a ti. Não desista! Ele prometeu, Ele cumprirá! Amém!!!


SÊ TU UMA BÊNÇÃO


         Gn 12:1-3


            Introdução

            Como seria nosso planeta se, de repente, os seres humanos sumissem? 

            Como ficaria a Terra sem a nossa presença?

            À primeira vista, seria bom! Não haveria mais o barulho das máquinas; dos motores dos carros, trens, aviões, foguetes.

            As noites mais escuras, sem a interferência das luzes revelariam o céu estrelado.

            As cidades desapareceriam. Cidades litorâneas como Hamburgo e Amsterdam seriam inundadas, pois com a falta de manutenção os diques se romperiam. As estátuas e monumentos se transformariam excelentes abrigos e pontos de ancoragem. O túnel que liga a França à Inglaterra, pelo mesmo motivo – falta de manutenção, desmoronaria. E mesmo quando tudo fosse queimado pelo Sol, ainda existiriam traços da humanidade. As muitas ondas eletromagnéticas – rádio e TV continuariam a vagar pelo vasto universo.

(para saber mais pesquisar na net – Alan Weisman, The World Without Us (O Mundo Sem Nós)).

Ø  O que fascina tanto as pessoas em um mundo sem a nossa presença?

Ø  Talvez seja a pergunta fundamental: O que acontecerá ao nosso planeta?  

Ø  Permanecerá algum sinal de civilização?

Ø  Será que alguém conseguirá sobreviver?



            O remanescente

            Há milhares de anos, quando Noé e sua família saíram da arca, encontraram um mundo “sem a nossa presença”. Eles caminharam sobre um enorme cemitério, pois eram os únicos sobreviventes. Um filme deve ter passado na mente de Noé, sobre os últimos 120 anos que antecederam a monstruosa tempestade universal. Eles haviam sobrevivido pela graça de Deus! Provavelmente, Noé tenha prometido a si mesmo: “nós humanos, nunca devemos nos esquecer disso!”

            Sobrevivência e remanescente – tema encontrado em toda a Escritura: além de Noé, evidentemente, há José e sua família; Moisés na sarça ardente; os israelitas enfrentando o mar Vermelho; Josué e Calebe; também Raabe e sua família durante a conquista de Jericó, Gideão e seus 300 homens, Elias no tempo dos reis Acabe e Jezabel; os amigos de Daniel na fornalha ardente, Jeremias, Baruque e Abimeleque em Jerusalém; Esdras e os que retornaram do exílio. A lista é longa e continua.



Ø  Você já reparou que eles nunca fizeram parte da maioria?

Ø  Eles eram os “outros”. Dá para imaginar o que eles tinham em comum?



            Características do remanescente                 

            Abra sua Bíblia em Gênesis 12:1-3. Esse texto descreve o chamado de Abraão. Esse foi o momento em que o povo de Deus nasceu. Aqui o Senhor desafiou Abraão a dar três passos: deixar o ambiente em que morava, ser totalmente dependente dEle e, como resultado, ser uma bênção para a humanidade!

            O chamado de Deus começa com uma ordem, seguido de uma promessa. Finalmente, termina com uma bênção. Esses três elementos são fundamentais, estão sempre presentes em todo chamado.

            O problema é que muitas vezes, nossa tendência é de bom grado reclamar as promessas de Deus e esperar pelas suas bênçãos, sem prestar atenção para a ordem dada anteriormente.

            Abraão pertencia a décima geração pós-diluviana. Os descendentes de Noé rapidamente se esqueceram das lições aprendidas durante o dilúvio. Logo nasceu uma rebelião em Babel. Deus respondeu a rebelião da humanidade com o chamado de Abraão.

            O motivo por trás da iniciativa de construir a Torre de Babel era a tentativa de superar o trauma ocasionado pelo dilúvio. Assim viraram as costas para o arco-íris (em outras palavras, desprezaram a misericórdia de Deus) e, unidos, decidiram seu próprio destino.

            Portanto, tome cuidado. Deus não está muito preocupado com o que você faz ou deixa de fazer, mas sim como os motivos que o levam a agir ou deixar de fazê-lo. Policie seus motivos.

            O estilo do Senhor é completamente diferente. Chamado por Deus, os remanescentes são os que radicalmente deixam tudo que os separa dEle! Abraão foi chamado para deixar a sua terra natal, comunidade e família! A cidade de Ur era uma das cidades sumerianas mais antigas. Sua principal divindade era o deus lua – Nanna. Escavações confirmam uma cultura altamente desenvolvida, com diversidade de templos. Terá, pai de Abraão, adorava outros deuses (Josué 24:2).



            Por que Deus chamou Abraão para tomar atitudes tão dolorosas?

            Deus tinha que libertá-lo da ligação com o passado para que pudesse usá-lo. “Fiel entre os infiéis, incontaminado pela apostasia prevalecente, com perseverança (Abraão) apegou-se ao culto do único verdadeiro Deus” (PP, pág. 125).

            Muitas vezes pensamos que a questão do estilo de vida não é tão importante. Mas, foi por aí que Deus começou com Abraão!

            Deus prometeu a Abraão as mesmas coisas que os construtores de Babel estavam tentando realizar sem a ajuda dEle. Abraão devia ser o fundador de uma grande nação e conhecido na história da humanidade. Você sabe o nome dos construtores da torre de Babel? Hoje, não sabemos, mas, mesmo depois de milhares de anos, Abraão é honrado por milhões – cristãos, judeus, maometanos.

            Ele deixou tudo. Ele devia agarrar-se unicamente na palavra de Deus! Tinha que confiar completamente nela! Ele se tornou o “amigo de Deus” (Tg 2:23), pai da fé (Rm 4) e ancestral de Jesus (Gl 3:8,29)! Veja a influência de um a pessoa totalmente dedicada a Deus! Vale a pena confiar em Deus, mesmo sofrendo.



            Também fomos chamados

            Será que a história de Abraão é uma exceção? A “igreja de Deus no AT é a continuação e repetição da história de Abraão. Há sempre um resto, uma minoria, a comunidade dos “chamados para sair” (ekklesia). Eles mantêm a aliança que Deus fez com Abraão há tanto tempo.

            Em Apocalipse 12:17, lemos que o remanescente do tempo do fim guardará os mandamentos de Deus e estará atento à profecia divinamente inspirada (o testemunho de Jesus), provocando a ira de Satanás. Como Adventistas do Sétimo Dia, hoje, não acreditamos que somos os únicos fiéis, mas cremos que fomos chamados para guardar os mandamento de Deus e manter a fé em Jesus.

            Enganam-se aqueles que pensam que Abraão mereceu ser chamado. Ele necessitava da graça divina tanto quanto nós.  Abraão não era elitista ou desinteressado. Ele era considerado pelas pessoas ao seu redor, não importando a nacionalidade ou religião, sem, no entanto, fazer concessões. Não baixe o nível. “Não negue a Deus para viver”.

             Surpreendentemente, ele também não é retratado como um herói infalível. Os momentos vergonhosos de sua fé vacilante diante de Faraó e Abimeleque, não foram omitidos nas Escrituras. Deus não escreve biografias de Seus filhos como um pai coruja!

            O chamado de Abraão não era para nenhum propósito egoísta. Você será uma bênção... por meio de você todos os povos da terra serão abençoados (Gn 12:2-3).

            Hoje, o movimento adventista é chamado por Deus, assim como Abraão, para racionalizar, questionar, criticar, julgar? Não. Somos chamados para espalhar o evangelho eterno (Apocalipse 14:12); Hb 11:13,16). – pregar! Deus relembra qual é a nossa missão na vida: “Você será uma bênção!” (Gn 12:2).

            Como ser uma bênção para aqueles que estão a nossa volta quando se bebe, se come, se veste e se faz tudo igual ao que o mundo faz?  

            A ira do dragão (Ap 12:17) direcionada contra os remanescentes, é parte do grande conflito entre Deus e Satanás. O dragão está enfurecido como o nosso comprometimento com as Escrituras, com nossa adoração em família, com casamentos felizes e com um estilo de vida bíblico. Ele está irado com o nosso trabalho na igreja, missão, amigos, por guardarmos o sábado e pela nossa fé em Jesus. Ele está particularmente irado com a igreja de Jesus que proclama a palavra profética, pois revela e prevê as suas estratégias. Ao ser uma bênção, você desmascara o inimigo.



            Conclusão

            A Bíblia é clara ao afirmar que o mundo como o conhecemos não durará para sempre. Jesus promete que a ira do dragão não será a última palavra sobre o assunto.   

            Durante e depois da Sua segunda vinda, o mundo será purificado pelo fogo. Mas isso não será o fim da história para o nosso planeta. Jesus promete que ao final, as ondas do rádio e da TV viajando pelo espaço, não serão os únicos traços da existência da humanidade. Haverá um novo céu e uma nova terra, recriados por Deus e, mais do que isso, Deus estabelecerá Seu reino aqui. Aqui será o centro do universo, o lar do Deus eterno e daqueles que amaram e seguiram o Cordeiro (Ap 21:1-3).

            Que sejamos contados entre aqueles que amaram e seguiram o Cordeiro.

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!