domingo, 20 de janeiro de 2013

O PODER DA MOTIVAÇÃO


 

            Certa vez, li em um site uma história que ilustra o bom resultado das mudanças. Provavelmente, você já tenha ouvido falar que os japoneses sempre gostaram de peixe fresco. Mas as águas próximas ao Japão há muitos anos já não produzem a mesma quantidade de peixe como acontecia antigamente. Assim, para alimentar a população japonesa, os barcos de pesca ficaram maiores e foram para locais cada vez mais distantes. Quanto mais longe seguiam, mais demorava para o peixe ser trazido. Se o barco demorasse mais que alguns dias para voltar, o peixe já não estava mais fresco. Assim, os japoneses não aprovavam mais o sabor.

           

          Para resolver o problema, as companhias de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Dessa maneira, pescavam os peixes e os congelavam em alto mar. Os congeladores permitiam que os barcos fossem mais longe e permanecessem fora por mais tempo. No entanto, os japoneses sentiam a diferença do sabor entre o peixe fresco e o peixe congelado. O peixe congelado fez com que os preços baixassem. Assim, as companhias pesqueiras instalaram tanques de peixes. Os peixes eram pescados e colocados em tanques. Depois de se debaterem um pouco, os peixes paravam de se movimentar. Estavam cansados e entorpecidos, mas vivos.

 

            Infelizmente, os japoneses ainda percebiam a diferença. Como o peixe ficava vários dias sem se mover, perdia o sabor de peixe fresco. Os japoneses preferiam o sabor de peixe fresco, não peixe parado. De que maneira as companhias resolveram o problema? De que maneira conseguiram levar peixe fresco para o Japão?

 

            Simplesmente colocaram um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas muitos deles chegam vivos e saudáveis. Os peixes são perseguidos e estimulados a estar constantemente em ação. Assim, coloque um tubarão no seu tanque e verá que poderá ir mais longe do que imagina!

 

            Portanto, não se detenha nem se intimide. Aceite o desafio e agarre corajosamente a oportunidade. Talvez ela seja aquilo que você mais precisa enfrentar hoje. Não tenha medo! A promessa bíblica afirma: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl 37:5).

 

 

 

 

 

 

 

Jonas Arrais, Uma Igreja Positiva Em Um Mundo Negativo, pág. 54.

sábado, 19 de janeiro de 2013

O NOSSO DESAFIO: MANTER-SE FOCADO


 

            Introdução

            O que é mais estável: uma mesa de três pernas ou de quatro pernas?

            Em termos de praticidade (construção): de três ou quatro pernas?

            Na questão de economia (custo mais baixo): três ou quatro?

            E no âmbito espiritual (salvação), qual delas?

            As pernas: (a) você; (b) Deus; (c) seu projeto, sua vontade, seu alvo, sua missão; (d) o inimigo. A razão de muito insucesso espiritual é a construção de mesas de três pernas (Deus é deixado de lado). Com Deus de fora, somos presas fáceis do inimigo. Evidentemente ninguém vai querer o inimigo fazendo parte de sua construção. Mas trata-se do grande conflito nos bastidores de sua vida. Então como eliminá-lo de sua “mesa” mantendo-a estável (apenas com três pernas)? A resposta encontra-se em Tiago 4:7.

 

            Não subestime o poder do inimigo

            A Palavra de Deus afirma com todas as letras que o inimigo é: o pai da mentira. Em razão disso: mentiroso, enganador, sagaz, acusador. Indiretamente, através de suas obras, podemos concluir que ele é covarde, cruel, maquiavélico, incansável, persistente. Não olvidemos que ele também é astuto, tem uma missão e ainda pouco tempo para agir, ele sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12 u.p.).

            Para colocar em prática sua obra funesta, ele se vale de incontáveis ferramentas, entre elas: a dúvida, o desânimo, a desavença, a discórdia, a intolerância, o preconceito.

            Porém, duas ainda não citadas, são preferencialmente usadas. E por uma razão muito simples, são infalíveis: foco e o equilíbrio.  Tirar-nos do foco e do equilíbrio. Vamos nos deter na primeira: o foco.

 

            Definição

           O Aurélio define: ponto para onde converge, ou donde diverge, um feixe de raios luminosos paralelos, após atravessar uma lente, ponto de convergência.      

            Só após entendermos o que é foco, só depois de entendermos por que o inimigo faz uso dele com tanta habilidade é que vamos compreender porque é tão difícil manter o foco naquilo que é essencial. Só então concordaremos que o nosso grande desafio é manter o foco certo.

            Precisamos compreender de forma madura o conceito de foco.

            Você sabe conjugar o verbo “focar”? Atos 7:51; Tiago 4:7;I Pe 5:8-9.

 

            Em busca de solução

            Queremos encontrar respostas para nossas indagações e é nas Santas Escrituras que vamos buscá-las através da análise da vida de alguns personagens bíblicos:

 

            Esaú

            Esaú perdeu o foco da primogenitura. A prioridade de idade entre irmãos e irmãs era coisa importante nos tempos do AT? O primogênito era consagrado ao Senhor (Ex 22:29). Herdava uma porção dobrada (dois terços) de tudo quanto o pai possuía. Era por via de regra, o sucessor de seu pai.

            O problema de Esaú. Ele focou em si mesmo, nas suas necessidades físicas, pois trocou a sua primogenitura por um prato de lentilhas. Trocou a sua herança patriarcal por uma comida deliciosa, uma iguaria. Trocou o eterno pelo passageiro. O essencial pelo não essencial.

            O nosso problema. À semelhança de Esaú temos perdido o foco das coisas espirituais. Quantas vezes agimos como carnais, materialistas e imediatistas. Tomados pelo ter e não pelo ser. Caracterizados pelo antropocentrismo tão forte neste mundo pós-moderno. O conselho bíblico: “Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se veem, mas nas que não se veem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre” (II Cor 4:18 – NTLH).

 

            Jonas

            Outro personagem bíblico que perdeu o foco foi Jonas, o profeta. Como profeta, ou seja, porta-voz de Deus, Jonas deveria estar focado na vontade de Deus. O foco de Deus para Jonas era a cidade de Nínive (Assíria) com a missão de levar o povo ao arrependimento e reconhecimento da Majestade de Yaweh. Diz o texto que ele "fugiu da presença do Senhor, na direção de Társis" (Jn 1:3). O foco de Deus era que Jonas cumprisse a sua missão em Nínive, mas este preferiu desviar-se e ir para Társis (Espanha).

            Quanto a nós, não somente somos parecidos, como também agimos de forma semelhante a Jonas.  Queremos fazer a nossa vontade, temos uma dificuldade tremenda em abandonar nossa zona de conforto e gostamos de viver às nossas ‘custas' sem darmos satisfação ao Deus de toda a graça, que nos criou e nos salvou em Cristo Jesus.

            Mas Deus, para o nosso bem, intervém em nossa história (Rm 8:28). As intervenções de Deus são sempre para que atinjamos o Seu anseio. Deus mandou a tempestade e o peixe para tratarem o profeta, para que ele voltasse os olhos na direção da Sua vontade, fosse posicionado no foco e pregasse o Reino ao povo assírio na cidade de Nínive!

 

            Pedro

            Pedro foi outro personagem que perdeu o foco. O momento decisivo da vida de Jesus na Terra se aproximava a passos largos. Jesus estava expondo aos discípulos acerca de Sua ida para Jerusalém e a necessidade de morrer pelos pecadores. Esta era a meta de Jesus. Pedro, porém, totalmente fora do foco de Jesus, tentava demovê-lo do essencial. A resposta foi direta: "Para trás de mim, Satanás! Tu me és motivo de tropeço, pois não pensas nas coisas de Deus, mas, sim, nas que são dos homens." (Mt 16:23).

            A natureza humana é assim, ela quer salvar a sua pele, quer conforto, comodidade e não tem interesse no caminho estreito, pedregoso, o caminho da cruz, que é o caminho do Pai. Pedro perdeu o foco da vontade de Deus. Jesus havia deixado muito claro para ele e os demais discípulos a relevância de uma vida de obediência, concentrada na boa, agradável e perfeita vontade de Deus.  O Senhor será sempre o nosso referencial e a sua Palavra, o nosso manual.

     

            Abraão

            Mas há pessoas com focos positivos.  Abraão foi uma delas. Aos 75 anos de idade, com a situação financeira estabilizada Deus o chamou de Ur dos Caldeus (Hoje Iraque) para a terra que Ele, o Senhor, iria mostrar. Em outras palavras, ir para uma terra que ele não conhecia.

            Abraão não sabia para onde ia, mas sabia com quem ia. Isto faz toda a diferença. 

            Quando Deus coloca um desafio (foco) diante de nós, Ele nos capacita a vencer, a atingir o alvo. Abraão se tornou o pai da fé e da nação hebraica. Foi provado no Monte Moriá quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu único filho, o filho da promessa (Gn 22:2). Abraão obedeceu e foi fazer a vontade de Deus e hoje é reverenciado pelo não só pelo cristianismo, mais também pelo judaísmo e islamismo. 

            O escritor aos hebreus interpreta este momento de forma magistral em Hb 11: 17-19. Os olhos do velho patriarca estavam na suficiência do Todo-Poderoso que sempre provê.

            Que lição de fé e de amor ao Senhor! Um homem focado no amor e na glória do Senhor. Como precisamos imitar Abraão, seguir os seus passos! Obedecermos como ele obedeceu. Precisamos, como Abraão, aprender a reconhecer e a ouvir a voz de Deus. Precisamos urgentemente aprender a caminhar com Deus!

 

            Neemias

            Temos também Neemias, que, ao ser chamado pelo Senhor, quando era administrador do rei Artaxerxes, obedeceu. Após receber o relatório caótico acerca da cidade de Jerusalém, cujos muros estavam em ruínas, ele disse: "Depois de ouvir essas palavras, sentei-me e chorei. Lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu" (Ne 1:4). Mais tarde, no processo de construção dos muros, ele foi tentado por Tobias, Sambalate e Gesém, mas, em um tempo “record”, 52 dias, ele os reconstruiu, colocando as portas nos portais.

            Como Neemias foi tentado! Ele estava sempre absorvido pelo projeto de Deus - reconstruir os muros, a cidade e trazer alegria para o Seu povo.

            Quando oramos e choramos diante de Deus, Ele opera maravilhas para o nosso bem e para ser glorificado. Neemias era um homem autêntico. Ele tinha norte, direção. A sua liderança estava fundamentada na fidelidade de Deus. Por esta razão, ele foi muito bem sucedido. 

 

            Daniel

            Daniel, jovem judeu exilado na Pérsia, tinha a oração como um estilo de vida. Era um jovem puro e talentoso.  Os seus inimigos levaram o rei Dario assinar um decreto injusto que, num período de 30 dias, ninguém podia consultar o seu Deus. Diz o texto bíblico (Dn 6:10) que Daniel, mesmo sabendo da lei, continuou no foco da oração como costumava fazer.

            Sabemos que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5:16). Moço de oração, ele não se intimidou, mas buscou ao Senhor com mais intensidade e foi pego pelos seus algozes e jogado na cova dos leões famintos. Qual foi o desfecho da história?

            Sabemos que Deus é sempre fiel. Daniel, seu servo, foi preservado dos leões, portanto, não negue a Deus para viver, não negue a Deus para se manter vivo. 

 

            Jesus

            Por último, Jesus é o nosso maior exemplo, cujo foco foi morrer por nós, satisfazendo plenamente a justiça de Deus. Ele satisfez toda a justiça do Pai para que, nEle, pudéssemos ser perdoados, livres e abençoados.  Jesus sempre deixou muito claro a Sua missão: buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).

            Ele sempre se conformou com a vontade do Pai, sendo obediente. Esta vontade era o Seu prazer. O Pai tinha prazer no Filho. "Este é o meu Filho amado, de quem me agrado" (Mt 3.17). Não podemos perder o foco: a vontade de Deus. Ela é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2).

 

            Conclusão

            Que a partir de agora, só construamos mesas de 4 pernas (eliminando a perna correta – o inimigo); imitemos Abraão, pai da fé; Neemias, o construtor de Deus; Daniel, o jovem de oração; e Jesus, o único Salvador e Senhor  (Atos 4:12). Atentemos para o conselho em hebreus 12:1-2. Que Jesus seja a referência e sua vontade, o foco principal.

            É o eu desejo e a minha oração. Amém!!!

 

sábado, 12 de janeiro de 2013

QUEBRANDO TABUS - PARTE IX


 
 

Chapter Five

 

Não Me Induzas à Tentação

 

Se você está pensando, em seu íntimo: “Um ‘caso’ jamais poderia me acontecer”, está em dificuldades. Crer que somos imunes nos deixa completamente expostos e desprotegidos. (Ellen Williams).

 

Quando você nasceu, casou-se – casou-se com uma companheira que palmilhará o caminho da vida com você até o fim. Você jamais acordará qualquer manhã nem irá dormir qualquer noite sem que essa companheira esteja bem ao seu lado.

 

Essa companheira nunca o deixará por falta de sustento. Você nunca a poderá processar, requerendo sustento separado. É impossível divorciar-se dela. Quer você goste quer não, você e essa companheira estarão juntos até que a morte os separe. Tentação – esta é a sua companheira vitalícia.

 

Todo mundo é tentado. A tentação não desconhece ninguém. Todo mundo é tentado, e sempre será. Ninguém pode evadir-se dela ou evitá-la. É um fato inescapável da vida. Enquanto um homem estiver vivo, será tentado. A tentação é como a poeira: cai sobre todo mundo. É como os germes que carregamos conosco, que nos atacam quando a nossa resistência está fraca.

 

Nenhum isolamento das outras pessoas nos isolará da tentação. O monge, em seu mosteiro recluso; o eremita, em sua caverna secreta; o prisioneiro, em sua cela solitária, todos reconhecem a tentação. Não há exceções. Não há isenções. A tentação é uma realidade universal, inevitável.

 

Se você tem uma mente por meio da qual pensa, será tentado através dessa mente. Se você tem um corpo em que vive, será tentado através desse corpo. Se você tem uma natureza social, com que se relaciona com os outros seres humanos, essa será uma avenida para a tentação. Se você é um ser sexuado, terá tentações sexuais.

 

Certo autor, na revista Psychology Today, disse: “Todos os homens, desde o primeiro dia de seu casamento em diante, pensam na sua possibilidade de serem infiéis. Não, necessariamente, que eles planejam fazer algo nesse sentido, mas a possibilidade é uma coisa consciente em suas mentes”. Se o autor quis dizer que todas as pessoas, homens e mulheres, enfrentam verdadeira tentação sexual, está absolutamente certo. De fato, se uma pessoa pensa, erradamente, que é isenta da tentação, já esta sendo vulnerável, e Satanás já está passando graxa no escorregador para ela.

 

Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: ‘É Deus que me está tentando’, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Antes, cada qual é tentado pela própria concupiscência, que o arrasta e seduz. Em seguida, a concupiscência, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, atingindo a maturidade, gera a morte”.

 

O Autor da Tentação. Durante a sedução da tentação, é fácil racionalizar, e culpar Deus de ser o seu autor. Não, conforme Tiago diz, Deus não tenta ninguém. Fazê-lo, seria completamente contrário à sua natureza, aos seus objetivos e à sua Palavra.

Quem tentou Adão e Eva, no Jardim do Éden? Quem tentou Jesus durante quarenta dias no deserto? Satanás, o Diabo, que é chamado de tentador, a velha serpente, e é nosso grande inimigo. Ele anda em derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar. E ele tem um padrão de tremendo sucesso – que teve êxito, até certo ponto, com todos os membros da raça humana.

 

A Natureza da Tentação. Note bem isto: tentação não é pecado. Nunca poderia ser. A Bíblia diz: “Jesus foi tentado em tudo, mas sem pecado”. Costumávamos cantar, muitos anos atrás, este hino, na Escola Bíblica Dominical: “Tentado, não cedas; ceder é pecar”. A tentação não é pecado.

 

A nossa reação, a nossa resposta, determina se pecamos ou não. De fato, a tentação, em si própria, é uma das coisas mais fracas do mundo. Sozinha, ela é totalmente impotente. Para ter êxito, a tentação sempre necessita de um parceiro – alguém para concordar com ela, para dançar com ela, para abrir a porta para ela, para dar-lhe as boas-vindas.

 

Você não pode impedir as tentações de virem, mas pode decidir o que vai fazer com cada uma delas.

 

Você não pode impedir os pássaros de voarem sobre a sua cabeça, mas pode impedi-los de fazerem ninhos em seus cabelos.

 

Você não pode impedir o Diabo de cantar em seus ouvidos as suas cantilenas de encantamento, mas não precisa juntar-se a ele e cantar um dueto.

 

Você não pode impedir o Diabo de expor suas mercadorias na vitrine, instando para que você as compre, mas você não tem de comprá-las.

 

Você não pode impedir o Diabo de colocar os seus fedelhos à sua porta, e de bater incessantemente. Mas você não precisa abrir a porta, pô-los para dentro, aquecê-los, vesti-los e alimentá-los.

 

Quando uma garota se aproximou de mim, no vestíbulo de um hotel, e, sorrindo, perguntou: “Você gostaria de se divertir um pouco esta noite”? Era apenas uma tentação. Ser induzido à infidelidade não é pecar. Aquiescer com ela é que faz a diferença.

 

A Tentação É Sempre Para Pecar... “E origina o pecado”, adverte Tiago. Pecado é o objetivo da tentação. Embora toda tentação seja aparentemente inocente, o único propósito do Diabo é levar você a pecar. Não apenas impedir um pouquinho o seu progresso, colocar alguns obstáculos em seu caminho, mas assisti-lo como uma parteira, e ajudá-lo a dar à luz... o pecado.

O objetivo do Diabo não é ter um mundo cheio de bêbados, prostitutas e toxicômanos. Essas pessoas não constituem uma propaganda para ele. Mas o pecado, seja em que nível social for e com que sofisticação, opõe-se ao maravilhoso plano de Deus para a sua vida, e neste objetivo sinistro e destruidor o Diabo está totalmente empenhado.

 

A Tentação Apela Para os Seus Desejos Humanos. Para as necessidades que você têm, e que foram criadas por Deus. Todas elas não são malignas. “...A tentação do homem deriva dum impulso dos seus próprios desejos...” O apelo da tentação é sempre satisfazer uma necessidade legítima de maneira errada ou na hora errada. O desejo intrínseco, por si mesmo, é bom, querer satisfazê-lo é bom, mas quando e como é satisfeito faz a diferença. O bem ou o mal estão na maneira como essas necessidades são satisfeitas.

O desejo de ter amigos, amor, ser apreciado, ter sucesso, aceitação, intimidade, são todos bons. Satisfazê-los mediante desonestidade, manipulação, egoísmo e violação da verdade de Deus nos leva ao pecado.

 

Acontece exatamente assim com o sexo. Toda pessoa é um ser sexuado, com desejos sexuais, atrações sexuais e sentimentos sexuais. Tudo isto foi ideia de Deus. Não há nem nunca poderia haver nada de errado com o sexo. Por ser a sexualidade um dom de Deus, não pode haver erro, defeito ou mal nela. Mas o homem, historicamente, tem prostituído os dons de Deus, e os tem usado para a sua vantagem egoística e detrimento.

 

Satanás é astuto. Ele sabe que, como crentes, temos bom gosto e boas motivações. Ele não nos tenta com coisas baratas ou com o pecado impudente, pois isso não apelaria à nossa natureza espiritual. Pelo contrário, ele pega sutilmente alguns dos melhores dons de Deus, como intimidade e unidade de espírito, e injeta, nesse dom, algumas qualidades que não são agradáveis a Deus. Ele distorce as nossas prioridades e nos tenta a usar as coisas boas de Deus no lugar ou na hora errada. Desta forma, a atração sexual pode tornar-se um problema num relacionamento amoroso perfeitamente apropriado.

 

A Tentação Apela Para o Ponto Mais Fraco de Sua Vida. Todos nós temos uma fraqueza especial. Como estrategista arguto, o Diabo reúne as suas forças mais poderosas no ponto mais fraco da batalha. As nossas diferenças de temperamento, personalidade, fraquezas herdadas nos levam a reagir peculiarmente a diferentes tipos de tentação. Pedro teve a sua tentação especial, e, certamente, Tomé também, Tiago e João lutaram com suas fraquezas características.

 

Uma pessoa luta o dia inteiro com a tentação de roubar. Outra preferiria morrer a roubar. Onde uma pessoa é fraca, outra é forte. Uma, luta contra a tentação de mentir. Uma jovem disse-me, depois do culto em que eu pregara na capela de certa universidade; “Sr. Petersen, eu sou uma mentirosa. Minto o tempo todo – sempre menti. Provavelmente, hoje já menti cinquenta vezes. Minto até quando não preciso. Minto quando isso não me faz nenhum bem. Mas minto sempre. E, por falar nisso, estou me preparando para se missionária”. Antes de tornar-se missionária, ela precisa entregar-se a Cristo, que disse: “Eu sou a verdade”. Outra pessoa é muito tentada à inveja, violentamente levada ao ciúme, quando outros têm sucesso ou adquirem posição, proeminência ou prestígio. Já outra não se importa. Uma pessoa é gananciosa, ávida. Outras têm o problema oposto. Esbanjam tudo o que ganham. Algumas lutam com a arrogância e o orgulho, enquanto outras lutam com o complexo de inferioridade e a passividade. O sexo é um problema mais difícil para uns do que para outros. É que eles são mais sensuais – suas necessidades emocionais são maiores. A tentação para um “caso” extraconjugal pode constituir uma grande batalha para eles, maior do que para os do tipo mais conservador.

A Tentação Começa na Mente. O órgão sexual mais importante é a mente. Um “caso” começa na mente, muito antes de terminar na cama. A relação clandestina começou com um pensamento inocente no recesso secreto da mente de alguém. O pensamento é a fonte da ação. O corpo é o servo da mente. O pensamento determina o caráter. O nosso caráter é moldado na forma de nossa concentração.

 

A mente é um jardim que pode ser cultivado, para produzir a colheita que desejarmos.

 

A mente é uma oficina, em que são feitas as decisões importantes para a vida e a eternidade.

 

A mente é uma fábrica de armas, onde forjamos as armas de nossa vitória ou de nossa destruição.

 

A mente é um campo de batalha, em que todas as batalhas decisivas da vida são ganhas ou perdidas.

 

Os comunistas aprenderam, através do sucesso de sua lavagem cerebral, que, se puderem converter e controlar os pensamentos das pessoas, podem reformar o seu caráter e escravizá-las. Eles creem, como disse Emerson: “A chave de todo homem é o seu pensamento”. Os pensamentos governam o mundo. Os bons pensamentos nunca produzem maus resultados, nem os maus pensamentos, bons resultados. Jesus disse: “Conhece-se a árvore por seus frutos”.

 

Napoleão Hill cristalizou o que julgo ser o conceito mais importante e surpreendente a respeito da mente: “A única coisa sobre que todas as pessoas têm controle completo, indisputado, é a sua mente – os seus pensamentos”. Você não tem controle sobre as suas circunstâncias ou a sua natureza; você não pode controlar a hereditariedade ou o ambiente; você não pode controlar a sua condição física ou capacidade mental; nem outras pessoas, amigos ou inimigos, o passado ou o futuro. Há uma única coisa que você pode controlar; você tem  o poder de moldar os seus pensamentos e adequá-los a qualquer padrão de sua escolha. “Como ele pensa consigo mesmo, assim é”.

 

Pensamento do Mal ou Mau pensamento. Qual é a diferença entre estes dois? Suponhamos que eu leia um livro ou revista ou assita a um programa de TV. Algo que vejo – uma propaganda, um parágrafo, um desenho – faz com que um pensamento do mal relampeje pela minha mente. Isso é pecado? Não. Dirigindo pela rua, o que vejo em uma propaganda ou ouço no rádio do carro faz com que uma sugestão do mal invada a minha mente. Isso é pecado? Não. Ou, enquanto estou trabalhando na fábrica, no refeitório do escritório, no clube, ouço piadas sujas, anedotas picantes, o relato de aventuras sexuais. É pecado ouvi-las? Claro que não.

 

Ou então me encontro na igreja e deparo com uma mulher que é radiante, charmosa, vibrante. Embora não haja flerte, ela tem uma personalidade radiante. Conserva-se em forma, veste-se bem e dispõe de uma amabilidade cristã extrovertida, que a torna muito atraente. Um pensamento esvoaça pela minha mente de que essa pessoa é uma beleza, é mui talentosa e que é sexualmente atraente para qualquer homem que tenha sangue nas veias. Há algo de errado com isso? Não! Não é pecado ouvir as centenas de sugestões passageiras e tentadoras que batem à porta de minha mente todo dia, a vida inteira. Para o supersensível, o Diabo cochicha: “Há algo de errado em você. Se você fosse um bom crente, Deus estaria cuidando de você, e você não teria esses pensamentos. É tarde demais; você já pecou”. Você pode reconhecer as mentiras do Diabo, porque são sempre negativas e levam a um sentimento irremediável de culpa e à autocondenação.

 

Mas quando esse pensamento passageiro do mal é aceito, recebe acolhida e é acariciado demoradamente, com o consentimento de sua vontade, torna-se um mau pensamento. Se eu abrir a porta, convidar amavelmente o visitante para entrar, der-lhe uma cadeira confortável para descansar e encorajar conversa adicional, o estranho se torna meu amigo. Este amigo agora me ajuda a formar um quadro – simples a princípio, mas por fim com detalhes e a cores vivas – de tudo o que essa amizade pode significar para mim e das necessidades que serão supridas por ela.

 

Esse quadro é uma fantasia, e as fantasias são os aprestos para a ação desejada. Uma “transa” é experimentada muitas vezes na fantasia, antes da hora e do lugar do primeiro encontro serem estabelecidos.

 

Alguém perguntará: “Quando Jesus falou a respeito de concupiscência ou adultério mental, ele estava falando apenas de pensamentos do mal ou de maus pensamentos”? Verifiquemos cuidadosamente as suas palavras em Mateus 5:28: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”.

 

Em seu vibrante livro Love and Marriage, o Dr. David Hocking torna este princípio meridianamente claro:

 

Primeiro, a palavra olhar está no presente, no grego, indicando um hábito vivencial contínuo. Não cremos que esteja dizendo que olhar com desejo sexual em um dado momento é errado. Deus nos fez com desejo sexual. Os homens gostam de olhar para as mulheres, e as mulheres gostam de olhar par aos homens. Cremos que esta passagem está condenando a prática de centralizar a sua atenção em uma dada pessoa, com a motivação de comentar adultério com ela.

 

Em segundo lugar, a palavra “mulher” está no singular, quanto ao número, e não no plural.  O texto não está condenando o ato de se olhar para mulheres em geral, mas a concentração em uma mulher em particular. Uma pessoa determinada começa a dominar os nossos desejos.

 

Em terceiro lugar, as palavras “para cobiçar” tem referência óbvia à perpetração do adultério. Isto não é a mesma coisa que experimentar o desejo de olhar para a aparência física de uma mulher e gostar do que se viu. O problema acontece quando você se concentra em uma pessoa em particular e mentalmente via par a cama com ela.

Este é o mau pensamento, a fantasia, “concentrar-se em uma dada pessoa, e planejar mentalmente ir para a cama com ela”.

 

Neste ponto, a mente começa a fazer duas coisas. A sua parte subconsciente não faz diferença entre bem e mal, e apenas reage às sugestões e figuras que lhe são ministrados, audivelmente ou na imaginação. As sugestões vêm da conversa com nós mesmos que todos praticamos, não percebendo, muitas vezes, o seu tremendo poder e influência. Todas as pessoas conversam consigo mesmas o tempo todo, reagindo inconscientemente a todas as situações, analisando, julgando, recordando, expressando as suas crenças, temores ou desejos. O psicólogo Dr. David Stoop fez um estudo sobre nossa conversa com nós mesmos e observa: “Geralmente, em voz alta, dizemos a média de 150 a 200 palavras por minuto. Algumas pesquisas sugerem que falamos com nós mesmos, em nossos pensamentos, a média de, aproximadamente, 1.300 palavras por minuto. Visto que muitos de nossos pensamentos tomam a forma de imagens ou conceitos mentais, podemos pensar, em uma fração de segundo, em algo que nos tomaria vários minutos de discurso verbal para descrever”. 

 

À medida que se desenvolve a fantasia a respeito da possibilidade de uma relação extraconjugal, a nossa mente afirma e incentiva essa fantasia, mediante o que dizemos para nós mesmos e as imagens criadas. “Isso seria gostoso... eu preciso disso... a vida tem sido enfadonha... ela é algo mais... as maçãs roubadas são mais doces... Não estou pensando em nada de errado”. E assim por diante, à velocidade de 1.300 palavras por minuto. Centenas de imagens alimentam a fantasia. Se repetirmos qualquer delas audivelmente para nós mesmos, essa autossugestão cauteriza a imagem ainda mais profundamente, e o nosso subconsciente tomará providências para que isso aconteça.

 

Motivadores de sucesso há muito têm reconhecido a veracidade deste princípio. O primeiro passo para o sucesso, dizem eles, é decidir exatamente o que você deseja realizar e quando. Identifique claramente o seu objetivo, o seu alvo. Escreva isto, de forma que você possa vê-lo. Faça um desenho. Repita o alvo audivelmente todos os dias, talvez cinquenta vezes de manhã e cinquenta vezes de noite. Em seguida, faça um livro de recortes. Encontre figuras coloridas, de revistas, que se relacionem com o seu alvo, ou o que você possuirá, quando o alcançar: casa nova, carro, roupas de tamanho menor, férias, etc. E, ao estudar as figuras, comece a falar consigo mesmo positivamente. Você criará uma imagem forte e clara em sua mente; as emoções apropriadas se seguirão, e o seu objetivo será realizado.

 

Assim, as nossas mentes alimentam a fantasia, a fantasia cria as emoções, e as emoções clamam pela experiência propriamente dita. É por isso que, quando uma pessoa está emocionalmente decidida a te um “caso”, toda a verdade e toda a lógica do mundo não parecem intimidá-la.  Em uma disputa entre emoção e verdade, a emoção geralmente vence.

 

Outra coisa que a nossa mente faz é nos enganar. A nossa mente nos ajuda a encontrar o que esperamos encontrar, quer isto esteja ou não presente. Temos um modo esquisito de encontrar aquilo que estamos procurando. Se estamos procurando uma “transa” extraconjugal, uma fantasia, a nossa mente aparecerá com todo tipo de ideias acerca de como isso poderá ser feito, onde e quais serão os resultados positivos.

 

A nossa mente também, nos ajuda a racionalizar, isto é, a encontrar boas razões para justificar qualquer coisa que façamos. Elaboramos um belo rosário de razões para justificar as nossas ações, embora possamos estar ferindo outras pessoas, no processo.  Sob a nossa bandeira de sermos sinceros para com nós mesmos, enganamos o nosso cônjuge. A nossa mente não é um instrumento que detecta a verdade, mas corteja o nosso “ego” e nos protege de ouvir coisas que não queremos ouvir. Não é de se admirar que Paulo tenha falado a respeito da necessidade de uma transformação resultante de uma “renovação da vossa mente”.

 

Quando uma fantasia extraconjugal é nutrida e alcançou este ponto, há vários efeitos colaterais, que fazem o casamento desmoronar ainda mais.

 

O Cônjuge Torna-se Passivo

É impossível estar alimentando ativamente uma fantasia e estar edificando o casamento em casa ao mesmo tempo. Estes esforços são automaticamente tirados do outro. As pequenas coisas que melhorariam o casamento são reservadas para o amante. Se alguém inicia ações positivas no lar,que ajudam o relacionamento, nãotem desculpas. Se a situação piora ainda mais, isso ratifica a sua racionalização. E é claro que não há oração séria. Ninguém está esperando a intervenção de Deus, quando as emoções estão clamando por um corpo ardente.

 

Comparação Gera Desdém

A mulher em casa, com um avental, não é páreo para outra que esteja em nossa fantasia. As comparações aumentam à medida que o “caso” se aprofunda. A esposa em casa agora não se comunica mais, não é tão afetuosa, não satisfaz as minhas necessidades, não sai tão bem na cama, etc. Em outras palavras, ela não se compara com esse barco de ilusões que encontrei. Agora, na cama, há três pessoas, em vez de duas. As relações sexuais, que, por necessárias, só podem ser mecânicas, envolvem apenas dois participantes, mas o terceiro está na imaginação e na fantasia do trapaceiro.

 

Engano Torna-se a Regra

O começo de um “caso”, ou a sua continuação, requerem desonestidade, engano e duplicidade. Uma pessoa que vive uma mentira não tem problema de pregar mentiras. De fato, a situação o exige. Mentira é como batatinha frita: você não consegue parar apenas com uma. Pessoas outrora honradas agora olham para o seu cônjuge bem nos olhos e mentem ousadamente a respeito de seus programas, sua saúde, seu trabalho e seus gastos. Um “caso” atinge bem fundo a integridade de uma pessoa, e a verdade se torna dispensável. Quando uma pessoa se envolve desta maneira, você crê no que ela faz, e não no que ela diz – nas suas ações, e não nas suas palavras.

 

Um Secreto Desejo de Morte

A fim de racionalizar um “caso”, a mente do infiel apresenta todos os subterfúgios concebíveis. Creio que toadas as pessoas que continuaram tendo relações extraconjugais, em algum tempo, desejaram que o seu cônjuge morresse silenciosamente durante o sono, para que pudessem continuar tendo tal  relacionamento sem sentimento de culpa. Uma espécie de desejo benevolente de morte. Não estou dizendo que querem que eles sejam assassinados – embora em alguns casos isso inclua envenenamento da comida ou o empréstimo de uma arma (lembre-se de David e Urias). Da mesma forma, não acho que eles lamentariam sinceramente a perda. “Mas se houvesse alguma forma de o meu cônjuge dar o fora desta vida legítima e pacificamente, eu estria livre e não seria desonrado nem precisaria me esconder”. O coração humano, sem a graça de Deus, fará o que for necessário para torcer as coisas de acordo com os seus desejos depravados, conscientes ou inconscientes. 

 

 

QUANDO VEM A TENTAÇÃO

 

Contudo, não é suficiente analisar a tentação – dissecar os seus resultados. Como você a enfrenta? O que você faz para arrancar as suas presas, e fazer dela sua escrava?

 

Anule-a, Ficando de Sobreaviso.

Uma grande parte do poder da tentação está em sua estratégia: agir de surpresa. Um ataque de surpresa é uma das táticas mais eficientes do inimigo. Frequentemente tenho  ouvido isso de crentes sinceros:”Nunca sonhei que seria tentado a ser infiel; pensei que estava a salvo, que isso não podia acontecer comigo”. Visto que a Bíblia nos diz claramente que seremos sempre tentados, por que não esperá-lo? Muitas vezes fazemos um jogo passivo, defensivo, em vez de jogar inteligente  e agressivamente. Expressamos surpresa, ficamos chocados quando a tentação acontece da maneira como Deus disse que aconteceria. Surpresa seria se a tentação não viesse. Por que não crer em Deus?

 

Um amigo querido me telefonou, e eu não podia perceber, pela sua voz, que ele estava com problemas. Não fiz grandes conjecturas, porque ele era, eu sabia, um crente muito forte, convertido de uma vida escabrosa, e que, havia anos, era um respeitado líder em sua igreja. Chegando ao meu escritório, ele falou de uma jovem divorciada que estava desamparada, como ele lhe levara uma cesta de compras, mandou consertar o carro dela e procurou ajudá-la como irmão em Cristo. Parte da reação dela foi apaixonar-se por ele e convidá-lo a ir à casa dela,para uma noite calma, íntima. “Achei difícil dizer não”, disse ele. “Fiquei surpreso por ter havido uma luta. Acho que eu pensava que não teria essas tentações nunca mais”.

 

Desenvolva uma Consciência Bíblica

Em uma luta contra a tentação, geralmente vivemos os nossos valores, e não o que cremos. Se a nossa consciência foi treinada pela Bíblia e somos dedicados aos nossos princípios, enfrentamos a tentação com confiança, e não com medo. As advertências de Deus são as palavras amorosas de um pai, dizendo ao seu filho para não correr na rua, não pular da ponte, não brincar com fósforos. São apenas proteções amorosas, e não proibições arbitrárias.

 

Aqui estão algumas advertências que propiciam percepção e força – uma âncora: A sabedoria do Senhor pode livrar você das palavras doces e mentirosas da prostituta, da mulher que abandona seu marido, sem se lembrar que o casamento é um compromisso feito  perante Deus. Quem frequenta a casa dessas mulheres põe em risco a própria vida; quem anda com elas se dirige diretamente para o reino dos mortos. Acima de tudo, meu filho, tome muito cuidado com suas emoções, porque elas afetam toda a sua vida. Tome cuidado com a mentira e a falsidade; fuja delas, e olhe sempre apara a frente, sem olhar para os lados. Pense muito antes de dar qualquer passo, e andará sempre pelo caminho do bem. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda! Não ande pelo caminho do mal!

Saiba que as prostitutas usam palavras doces e suaves para atrair os jovens. Mas, depois de tudo, o que sobra para você é a vergonha amarga e uma consciência pesada, que fere como uma espada aguda e bem afiada.

Beba água de seu próprio poço, meu filho – seja fiel e leal para com sua esposa! Qual o valor de ter filhos com mulheres sem honra, mulheres de rua? Para que ter filhos que não serão seus e viverão com pessoas que você nem ao menos conhece? Use bem essa bênção que você recebeu, a capacidade sexual. Aproveite o prazer que ela pode lhe dar através do amor de sua esposa. Ela deve ser sempre para você a mulher mais bela e encantadora! Os abraços e carinho de sua esposa devem ser o seu prazer, a sua satisfação total!

Não dê valor à beleza dessas mulheres nem se deixe atrair pelos seus olhares provocantes. E a mulher que trai seu marido é ainda pior que a prostituta! Esta exige apenas um pouco de dinheiro, mas a mulher que trai o marido deseja destruir a vida do jovem. Será possível alguém abraçar brasas acesas sem queimar o peito? É possível alguém andar sobre brasas acesas sem queimar os pés? Da mesma forma, é impossível alguém roubar a mulher de outro homem e não ser castigado pelo seu pecado!... Só mesmo um louco seria capaz de roubar a mulher de outro homem! Só mesmo alguém que deseja destruir sua própria vida faria uma coisa dessas!

A loucura, ao contrário, parece uma prostituta, dominada pelo fogo da paixão, que nada sabe nem deseja saber. Fica sentada à porta de casa ou anda pelas esquinas da cidade, fazendo propostas aos homens que passam e tratam seus negócios e dizendo aos descuidados e sem compreensão da vida: “Venham a minha casa comigo! A bebida roubada é mais doce! O pão roubado e comido às escondidas é muito mais gostoso!” E muitos vão atrás dela, sem saber que estão caminhando para a morte, que muitos já seguiram a loucura e agora estão no fundo do inferno.

É porque o Senhor viu a traição que vocês cometeram, abandonando suas esposas, que foram fiéis por tanto tempo. Aquelas companheiras a quem prometeram cuidado e sustento. Ninguém com um pouco de juízo faria isso. “Mas, que fez um patriarca?”, dirão vocês. Bem, ele procurava uma descendência prometida por Deus, num propósito espiritual. Portanto, tenham cuidado com suas paixões e ninguém, seja infiel à sua esposa! 

Eis porque eu digo: Fujam do pecado sexual. Nenhum outro pecado atinge o corpo como este. Quando vocês cometem este pecado, é contra o seu próprio corpo. Será que vocês não aprenderam ainda que seu corpo é a morada do Espírito Santo que Deus lhes deu, e que ele vive dentro de vocês? Seu próprio corpo não lhes pertence. Porque Deus comprou vocês por preço elevado. Portanto, usem todas as partes do seu corpo para render glória a Deus, porque o corpo lhe pertence.

Porque Deus deseja que vocês sejam santos e puros, e se conservem afastados de todo pecado sexual, a fim de que cada um de vocês se case em honra e santidade. E não em paixão carnal, como fazem os pagãos, na sua ignorância de Deus e de seu caminhos. E esta é também a vontade de Deus: que neste assunto nenhum de vocês cometa jamais a usurpação de tomar a esposa de outro homem, por que Senhor lhes dará por isto uma retribuição terrível, como nós antes já os advertimos severamente. Porque Deus não nos chamou para vivermos na impureza nem cheios de imoralidade, mas para ser santos e puros. Se alguém se recusar a viver de acordo com estes mandamentos, não estará desobedecendo às leis dos homens, mas de Deus, que dá o seu Santo Espírito a vocês.

Honrem o casamento e os seus respectivos votos; e sejam puros; porque Deus sem falta castigará todos os que são imorais ou cometem adultério.

 

Desarme-a, Recusando-se a Temê-la

Um medo fatalista da tentação aumenta o seu poder sobre nós.  Algumas pessoas dariam tudo para que a tentação pudesse ser eliminada e elas pudessem viver sem lutar. “A maior de todas as tentações é a de não tê-la”, diz Henry Drummond. Napoleão Bonaparte declarou: “Aquele que tem medo de ser vencido está certo da derrota”.

 

Cada tentação é uma oportunidade de derrotar o Diabo. Devemos dar as boas-vindas a cada uma dessas oportunidades. A tentação é uma chance de desenvolver virtudes e autodomínio – uma pedra para a construção do caráter cristão. O homem que tem mais tentações tem mais oportunidades de crescer na graça. Tomateiros frágeis e sem firmeza podem ser cultivados na atmosfera controlada de uma estufa. Mas são necessárias tempestades e ventos para fazer crescerem os carvalhos. Depende do que você quer ser. Cada tentação nos leva para mais perto de Deus e dá a ele a oportunidade de confirmar e demonstrar a vitória dele sobre Satanás.

 

Graças a Deus pela tentação e seus efeitos benéficos. O que o diabo tencionava fosse a nossa destruição, Deus usa para o nosso desenvolvimento. O que o Diabo planejava para nos deter, Deus usa para o nosso aperfeiçoamento. Deus usa a luta moral para nos levar à maturidade. Ele criou o homem para ter domínio, para estar acima das circunstâncias, problemas, tentação, e não abaixo deles. Fomos feitos para sermos vencedores, e não covardes; filhos de Deus, e não escravos; vitoriosos,e não desertores.

           

            Decida com Determinação Se Você Que Vitória

            A palavra “vitória” pressupõe batalha. A tentação é o campo de batalha. Indecisão em uma batalha significa derrota. O objetivo de toda a sua vida determinará como você enfrentará as tentações diárias. Se você vacilar aqui, vacilará quando a pressão for forte.

            E. Stanley Jones o declara intensamente: “Se você não resolver, a sua mente indecisa vai derrotá-lo. Aqui é o lugar em que não pode haver ociosidade. Pois qualquer ociosidade será o cavalo de Tróia, que penetrará em seu interior e abrirá as portas para o inimigo. Deus pode fazer qualquer coisa pelo homem que se decidiu; mas ele pode fazer pouco ou nada pelo que não tem pensamentos firmes”.

            Os nossos  queridos amigos, os radialistas David e Karen Mains, falam a respeito de sua dedicação à “fidelidade mental”:

  

            Há muitas coisas a que não nos permitimos ser expostos, nesta sociedade ímpia e louca. Algumas vezes é uma conversa com outra pessoa, em que temos que mudar de assunto. Ou um programa de TV, uma revista ou jornal que precisa ser rejeitado. Podemos controlar estes fatores. As pessoas que caem sexualmente não caem automaticamente. Caem porque estavam brincando com certas coisas, em sua mente, durante determinado período de tempo. Sempre que esse tipo de pensamento vem, nós o expulsamos de nossa mente. Há uma tremenda força no hábito, e, habitualmente, durante muitos anos, sempre que essas tentações se apresentam, através de uma revista, uma publicidade ou seja lá o que for, nós a recusamos. Esta fidelidade mental nos torna incapazes de sermos atingidos no que concerne à nossa relação conjugal.

 

            A vitória não acontece por acaso. Ela vem como resultado de uma dedicação completa a Deus e uma estratégia de vida planejada. Nada de valor é ganho sem que se pague um preço.  Rendição a Deus é o preço que você paga pela liberdade. O Dr. Jones conclui: “Uma erupção de desejo passageiro o derrotará, se você permitir que ele tome controle de sua vontade e se torne algo permanente. Uma vontade frouxa deixará você frouxo – e vacilante. Desejos mutuamente exclusivos, competindo dentro de você pelo domínio de sua vontade, o deixarão anulado – farão de você uma nulidade. Decida-se, em sua mente, a pagar o preço da vitória, porque, se não o fizer, você precisará decidir-se a ser uma casa dividida contra si mesma, que não prevalecerá”.  Na verdade, uma pessoa não cai na imoralidade porque não pode impedi-lo. Pelo contrário, ela o faz porque no seu íntimo está acariciando esse pensamento. Ela não fez um ato de consagração.

 

            Determine Antecipadamente a Sua Reação

            Você não pode esperar até estar cara a cara com a tentação, para decidir qual vai ser a sua reação. Então será tarde demais. No banco de trás do carro, na convenção de vendas, na estrada, na festa, juntos no escritório – esses não são os lugares certos para se meditar, analisar e decidir a respeito de um “caso”. Emoção demais encontra-se presente. A decisão deve ser tomada antecipadamente, e só ser confirmada na ocasião da tentação.

 

            Um representante comercial crente, meu amigo, estava assistindo a uma convenção de vendedores em New York. Numa noite livre, ele estava esperando um carro, com outros homens, para conhecer alguns dos lugares turísticos da cidade. Mas entrou no carro errado. Aqueles vendedores não estavam indo ver as atrações turísticas, mas dirigiam-se para um famoso bar dançante. Antes de entender o seu erro, o meu amigo estava a caminho como os outros, sem possibilidade de voltar. Ao entrar no bar, a cada homem juntou-se imediatamente uma dançarina, que o tomou pelo braço e o levou a uma mesa. A jovem que o conduziu era elegante, atrevida e se vestia sedutoramente. “A medida que a noite continuou, a tentação tornou-se como um rolo compressor”, ele me contou mais tarde. “Aquela mulher era deliciosa. Eu fiz tudo o que pude para não agarrá-la impulsivamente e levá-la para um dos quartos, nos fundos. Mas a coisa que segurou e me protegeu – a única coisa – foi que, antes de ter saído de casa, eu havia dito, à minha esposa, que era só dela, e que, não importava que tentações houvesse, pertencíamos somente um ao outro e estaríamos orando um pelo outro”. A sua decisão antecipada o salvou.

 

            Discipline Sua Mente com Contra-ataques

            Jesus contou a história de um homem que expulsou os espíritos malignos de sua casa, mas dexou-a limpa e vazia. Um vácuo. Por fim, os espíritos voltaram com maior força, e a situação ficou pior que antes. Não é suficiente resistir às forças negativas: precisamos nos esmerar nas coisas positivas. Se não abrigar o bem, nenhum homem pode conservar por muito tempo o mal do lado de fora. Paulo diz: “...vence o mal com o bem”.

 

            Contra-ataque é a chave. “Firmem seus pensamentos naquilo que é verdadeiro, bom e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se nas coisas boas e belas que há em outras pessoas. Pensem em todas as coisas pelas quais vocês possam louvar a Deus e alegrar-se com elas”. Outra tradução diz: “Fixe os seus pensamentos... pense... pense... pense”. Isto não significa desengatar a sua mente, deixá-la em ponto morto e esperar que alguns pensamentos excelentes surjam nela inopinadamente. Coloque o seu caro em ponto morto, e ele cairá pela ribanceira, descontrolado. Sonhar com os olhos abertos é perigoso, é um dos desastres mais dispendiosos da vida. Precisamos nos concentrar deliberada e decididamente no que é puro, digno de louvor, positivo e honrado.

 

            Toda a nossa sociedade desencoraja esta prática. O Dr. Lacy Hall realizou uma pesquisa séria e descobriu que noventa por cento de tudo o que contribui para a vida de uma pessoa é negativo. Só dez por cento dos pensamentos e conceitos na vida das pessoas são positivos. Não é de admirar que a maioria delas siga a linha de menor resistência – a lei do mínimo esforço – e deseje desistir, parar de lutar. A maioria dos pensamentos que penetram em nosso cérebro e em nossas almas é negativa. É por isso que precisamos saturar a nossa mente com a Bíblia e outra literatura sadia. Cante hinos que elevem e encorajem. Arranje um amigo crente positivo, para se sustentarem mutuamente. Agradeça diariamente a Deus por seu cônjuge, seus filhos, seus pais e sua família.

 

            Pedro disse: “Cingindo os lombos do vosso entendimento”. E Isaías afirma: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti”.

 

            Descubra o Segredo da Vitória de Cristo

            Nosso Senhor foi tentado em tudo, da mesma forma que nós, e venceu.  Ele enfrentou as tentações como homem, usando os mesmos recursos que estão à nossa disposição. Se ele tivesse recorrido ao seu poder divino, como Filho de Deus, poderia ter operado um milagre, para destruir o seu inimigo e suprir as suas necessidades. No entanto, em vez disso, como ser humano, com todas as emoções, pressões e fraquezas do homem, ele enfrentou o tentador em todos os pontos. Durante quarenta dias no deserto, na companhia de animais selvagens, ele foi exposto a todo o arsenal satânico de tentações. Ele suportou quarenta dias de provação severa e constante. Durante quarenta dias e noites na tempestade, a sutileza e a persistência das tentações cresceram. Satanás apertou os laços, usando todos os argumentos e seduções possíveis, e estava decidido a ter uma vitória decisiva.

 

            As tentações atacaram o ponto mais fraco, na hora mais difícil. Quando Cristo estava faminto, devido ao jejum, a tentação foi propiciar pão, para satisfazer a fome, a necessidade. Quando ele estava sentindo-se abandonado, a tentação foi testar o amor de Deus e verificar se ele ainda se importava como o Filho. Quando ele estava sendo subjugado por uma sensação de importância, a tentação foi transigir, a fim de ganhar poder e domínio. Em todos os pontos Cristo resistiu firmemente, decisivamente.

 

            Qual foi o segredo de sua vitória? Três princípios podem ser detectados:

 

            Ele foi obediente ao seu Pai. Antes da tentação, ele havia se rendido a toda a vontade de Deus. Este foi o princípio fundamental de sua vida – uma escolha tranquila e repetida de obedecer a cada passo. A obediência a um programa planejado por Deus nunca é fácil, mas é o preço da liberdade e plenitude.

 

            Ele estava cheio do Espírito. O Espírito Santo o havia controlado, de forma que tornava-se possível a manifestação exterior de sua e dedicação a Deus. O poder do Espírito santo o capacitava para enfrentar destemida e agressivamente a tentação, e sair-se incólume.

 

            Ele estava saturado das Escrituras. Para contra-atacar cada tentação de Satanás, Jesus citou a Bíblia. “Está escrito” foi sua poderosa arma, em cada batalha. A Escritura fazia parte de sua vida – memorizada, estudada, usada.

 

            Cristo é o nosso padrão. Obtemos a vitória, da mesma forma como ele a obteve, através de nossa obediência, do Espírito Santo e da Palavra de Deus. A nossa dedicação e as nossas decisões operam em cooperação com o poder de Deus.

 

            Duas meninas estavam atravessando um campo, a caminho da escola. Um touro bravo começou a persegui-las. Uma delas gritou de medo: “Vamos parar aqui e orar para que Deus nos proteja”. A outra, um pouco mais sábia, disse: “Não, vamos correr e orar”.  Os pés dela e a força de Deus cooperarão.

 

            Cada tentação requer a sua responsabilidade e a capacidade de Deus. Deus não fará por você aquilo que já equipou você para fazer por si mesmo. E, por outro lado, não importa o quanto você tente, não conseguirá fazer o que somente ele pode fazer.  

 

 

 

O Mito da Grama Mais Verde de J. Allan Petersen, 4ª Edição/ 1990, Juerp, págs. 75- 93.