segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

LEMAS PARA UM VIVER FELIZ


 
           1). Fazer primeiro as coisas primeiras

           Muitas vezes, são tantas as coisas que temos para fazer que não sabemos nem por onde começar.

          É bem possível que tentemos fazer tudo ao mesmo tempo, atabalhoadamente.

           Ficamos então atordoados e confusos, podendo mesmo deixar-nos envolver pelo desânimo e pela frustração.

           O que fazer primeiro? As coisas urgentes ou as importantes?

 

               Pare e respire

          "Um profissional naturopata (que trabalha com medicina natural) me disse: ‘Pare e respire’. Ele me mostrou a importância que essa atitude tinha. Isso foi há cinco anos. Desde então, aprendi quão valioso é parar e estar consciente sobre minha respiração. Quando estamos muito ansiosos, não conseguimos nos centrar. Ao nos concentrarmos na respiração, vivemos muito mais o momento e temos mais consciência de nossas atitudes e de nosso corpo. Com certeza, a respiração correta ajuda a nos manter em equilíbrio. Hoje em dia, uso essa prática e sinto a diferença. Controlo mais a ansiedade, minhas emoções e aproveito muito mais cada momento da minha vida."
(Gisele Bündchen, 29 anos, gaúcha, top model).

 

           Mas... O que fazer primeiro? As coisas urgentes ou as importantes?

           Se procurarmos ter calma e examinarmos cuidadosamente, veremos que, de acordo com as circunstâncias, haverá sempre uma coisa que deverá ser feita em primeiro lugar, num dado momento, seja pela importância de que se reveste ou pela urgência requerida.

           Essa é a coisa primeira. As demais, é claro, deverão aguardar a sua vez, segundo a ordem de importância ou de urgência em que devem ser realizadas... 

              Entretanto, antes que a loucura do dia a dia nos apanhe, uma resolução importantíssima deve encabeçar a lista para 2013: o compromisso de passar mais tempo com Deus. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Ver também Salmos 127:1-2.

           2) - Devagar se vai ao longe

           Quanto tempo vive uma lebre? E uma tartaruga?

           Precisamos tomar cuidado com a tendência neurótica de exigirmos resultados imediatos em tudo que fazemos.

            Hoje somos obcecados por velocidade, mas Deus se interessa mais por força e estabilidade do que por rapidez. Queremos o jeitinho, o atalho, a solução imediata. Queremos um sermão, um seminário ou uma experiência que resolva instantaneamente todos os problemas, retire todas as tentações e nos alivie de toda a dor. Mas a verdadeira maturidade nunca chega depois de uma única experiência, por mais que seja poderosa ou emocionante. Crescer é um processo gradual. A Bíblia diz: Nossa vida vai se tornando gradualmente mais brilhante e mais bonita à medida que Deus entra nela e nos tornamos semelhantes a Ele (II Cor. 3:18).                 

            Embora Deus possa transformar-nos instantaneamente, Ele escolheu nos desenvolver vagarosamente. Jesus é cauteloso no desenvolvimento de seus discípulos. Assim como Deus permitiu que os israelitas se apoderassem da Terra Prometida “aos poucos”, (Dt 7:22) para que eles não fossem sobrepujados, Ele prefere trabalhar gradualmente em nossa vida.

           A Palavra de Deus encerra uma história interessante relatada em II Samuel 19:19-29. Adiantou Aimaás correr e ultrapassar Cusi?

           O apressamento poderá resultar em tensões e frustrações, e isso é precisamente o que devemos evitar....

 

           3. Viver e deixar viver

           A intromissão na vida dos outros, aos quais muitos de nós procuramos impor, embora às vezes de forma inconsciente, a maneira pela qual achamos que devam agir, é mais uma das manifestações da natureza egocêntrica e prepotente do neurótico.

           Esquecemo-nos facilmente de que nossos semelhantes também têm, como nós, o direito de decidir de sua própria vida.

           Igualmente nos esquecemos de que,  por mais que queiramos, não conseguiremos modificar o modo de proceder de uma pessoa,  a não ser que ela mesma o deseje e decida fazer... Nem Deus fará isso. Não que Ele não tenha poder para fazê-lo, mas porque respeita o livre-arbítrio.

 

           4. Viver na graça de Deus

           Afastados da graça de Deus, tornamo-nos presas fáceis do descontrole emocional. Sabemos por experiência própria, que nada podemos contra as emoções quando nos valemos apenas da nossa precária "força de vontade".

           Somente quando nos entregamos de verdade aos cuidados de um Poder Superior a nós mesmos, ou Deus como cada um de nós O concebe, é que começamos a sentir que podemos recuperar-nos. O que antes parecia impossível torna-se, então, perfeitamente realizável...  Atente para o conselho divino: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia n’Ele , e Ele o fará” (Sl 37:5).

 

           5. Esquecer os prejuízos

           Este lema sugere que deixemos de ficar rememorando os prejuízos que possamos ter tido, entre os quais, naturalmente estarão os que foram causados pela nossa neurose, pois esse é um procedimento doentio que por certo nos acarretará mais prejuízo ainda.

          Trazer de volta à memória os prejuízos é o mesmo que sofrê-los novamente...

 

           6. Recomendar-se a Deus incondicionalmente 

           Se tivermos admitido nossa impotência perante as emoções e passado a crer num Poder Superior a nós mesmos, capaz de reconduzir-nos à sanidade (Primeiro e Segundo Passos), nada mais lógico do que nos entregarmos sem restrições a esse Poder Superior, ou Deus segundo a concepção de cada um, conforme é sugerido no Terceiro Passo....

            Mais que qualquer outra coisa, a vida cristã significa entrega... O exemplo vem de Jesus: “Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós...”. Ef 5:2 “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Ef 5:25. “Vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Gl 2:20.

           Ao ver de que modo Jesus entregou-Se a Si mesmo e Se ofereceu por nós, exclamaremos: “Que posso fazer por ti?” Entregar-se, deve ser a resposta. Esta entrega que não pode ser parcial (Atos 4:32-5:11 – Ananias e Safira) e sim  uma entrega total da vida (Marcos 12:41-44 – A moeda da viúva).

 

           7. Só por hoje

           Este lema sugere que, ao invés de tomarmos decisões para a vida toda, limitemo-nos a fazer propósitos por um dia apenas,  justamente o dia que estamos sempre vivendo: o dia de hoje.

           O de ontem já vivemos quando ele era hoje, e o de amanhã, quando chegar, será hoje, novamente. Se aplicarmos o que é sugerido, estaremos, por assim dizer, cortando a vida em "pedacinhos mastigáveis", o que irá torná-la bem mais fácil. Está escrito: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6:34).

            Conclusão

            Que Deus ter conceda a graça de colocar em práticas estes ensinamentos bíblicos. Viva feliz e faça feliz os que estão a sua volta.

             Faça primeiro as coisas primeiras; vá devagar, desacelere, pare se necessário for; não sufoque as pessoas; faça uma entrega diária de sua vida à Deus, sem reservas, incondicional; não fique remoendo as coisas ruins do passado; não fique ansioso quanto ao dia de amanhã; viva o presente, viva com intensidade, mas viva com responsabilidade.

            Este é o eu desejo e a minha oração. Amém!!!   

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

QUAL É O PROPÓSITO DA ORAÇÃO?


              Jim Thomas parecia seguro de que a oração não levava a nada.

            Jim estava no último ano do ensino secundário. Ele orava cada dia e isso já por dois anos. Ele orava especificamente por alguma coisa. Ele orava com grande fé, mas nada acontecia. Assim, Jim chegou à conclusão fatal: a oração simplesmente não funciona. Então ele deixou de orar. Nada que eu tentasse poderia fazê-lo orar de novo.

O que você teria dito a Jim?

            As perguntas mais difíceis acerca de Deus normalmente são aquelas relacionadas à oração.

            Se Deus já sabe, por que então dizer-Lhe o que queremos ou precisamos?

            Se Ele já é bom, por que então temos de orar a fim de persuadi-Lo a fazer alguma coisa?

            Se, no Grande Conflito, Ele já decidiu que algum mal tem de existir, por que então temos de Lhe pedir que mude essa linha de conduta?

            Por que não ocorrem mais milagres e respostas às orações? Seria por que não estamos orando o bastante? Com suficiente fé? Ou não há pessoas suficientes orando?

            Debati-me com essas questões por anos, mas elas se tornaram ainda mais reais durante meu primeiro verão depois da faculdade. Eu era um jovem pastor em Portland, Oregon, ajudando numa série de conferências evangelísticas. As reuniões não começaram muito bem. Quase ninguém vinha assisti-las. Cada noite tínhamos de retirar algumas cadeiras para que o salão não parecesse tão vazio. Cada manhã derramávamos nossa alma em oração perante Deus, clamando para que Ele enviasse as pessoas. Então eu me cansei. É claro que Deus queria que as pessoas viessem, mesmo antes de orarmos. É claro que Ele já estava tentando fazer com que as pessoas viessem. E é claro que Ele não iria trazê-las contra a sua vontade. Qual seria, então, o propósito de nossas orações?

            Assim, tenho nos últimos trinta anos tentado encontrar respostas a todas as minhas perguntas, e às milhares de outras perguntas que os membros de minha igreja têm feito ao lado dos leitos dos hospitais, em velórios e após cada desastre. Aqui estão algumas das conclusões a que consegui chegar:

 

            1. A oração serve primeiramente para solidificar nosso relacionamento com Deus. Orar não é como colocar moedas num daqueles fonógrafos automáticos para ouvir música, ou pedir a Deus, como a um “gênio” celestial, que faça alguma mágica para nós. Deus está interessado em relacionamentos (“Eu os tenho chamado amigos”, João 15:15). A oração se destina ao louvor, ao culto, à comunicação, a ouvir e “estar” com Deus. Eu desligo o som do automóvel e então oro, ou me tranco em meu banheiro apenas para estar com Deus.

            2. Deus é constante. Seja qual for a nossa teologia da oração, ela não pode desfazer todas as nossas outras crenças acerca de Deus. Deus é infinita e perfeitamente bom. A oração não pode persuadi-Lo a ser melhor do que Ele já é. Ele sabe o que é melhor e o deseja para nós. Ele veio para dar vida e vida mais abundante. Ele não é como um ladrão, roubando ou tirando vidas (João 10:10). Deus é o rei que estendeu o cetro para Ester; é o pai que espera pelo filho pródigo; é Aquele que disse à mulher apanhada em adultério: “Nem Eu tampouco a condeno. Agora vá e não peque mais” (João 8:11). Seu amor, graça e perdão são constantes (Romanos 8:38-39; Malaquias 3:6; Hebreus 13:8).

            Uma das minhas primeiras conclusões foi que Deus não passa a agir mais rapidamente só por causa da oração. João 5:17 em diante diz que Deus, o Pai, e o Filho estão constantemente trabalhando. Eles, de fato, nunca descansam. Ninguém pode jamais se achegar a Deus e acusá-Lo de estar retendo os recursos divinos. Deus já deu tudo o que tinha!

            3. A oração serve para mudar o homem, não a Deus. Se Deus é a constante, então nós temos de ser as variáveis. Se a oração não pode tornar Deus melhor, mais sábio, mais bem-informado, ou fazê-Lo trabalhar mais; e se a oração, de fato, opera e muda as coisas, então ela serve para mudar o homem. Nós somos as variáveis. Assim, a oração faz com que estejamos mais dispostos, mais conscientes e mais envolvidos.   Aqueles dentre vocês que partilham da mesma tradição religiosa que eu vão facilmente reconhecer estas famosas palavras: “A oração não se destina a efetuar qualquer mudança em Deus, deve elevar-nos à harmonia com Ele”.1 “Não que seja necessário a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele”.2

            4. A oração nos sintoniza com a sabedoria e o poder de Deus. Jesus disse que Ele envia o Sol e a chuva sobre o justo assim como sobre o injusto (Mateus 5:43-48). Mas, o Sol seria sem valor se você não saísse e o desfrutasse. A graça de Deus é constante — a oração abre o nosso coração e alma a fim de podermos recebê-la. Orar pelos outros faz com que nos tornemos canais de graça e poder para eles. Ouvimos os sussurros divinos, Suas sugestões para chamar alguém, para ir e gastar tempo com outrem, ou para apoiar financeiramente um projeto missionário.

            Permitam-me contar-lhes a história de Doug Coe, o qual ensina as pessoas a orar. Ele disse a Bob, um recém-convertido e inexperiente crente em termos de oração, a orar por alguma coisa todos os dias durante seis meses, e se nada acontecesse ele lhe daria US$500. Bob aceitou e decidiu orar por um país. O Quênia foi escolhido. Depois de alguns meses, ele se assentou próximo a uma senhora durante um jantar, e perguntou-lhe o que fazia. Ela dirigia um orfanato no Quênia. Naquele instante Bob percebeu que perdera os US$500! Acabou voando para lá e ajudando o orfanato; em seguida, começou a coletar suprimentos em indústrias farmacêuticas e médicas para os órfãos. Ele se encontrou com o presidente do país e outras autoridades, e exerceu um profundo impacto no Quênia. É assim que a oração funciona!

            5. A oração coloca nossa vontade em harmonia com a vontade de Deus. A vontade de Deus é perfeita e nós ainda estamos em fase de crescimento. Portanto, Deus é a constante e nós as variáveis. A oração é o método pelo qual permitimos que Deus opere em nosso coração para realinhar os nossos pensamentos e escolhas de acordo com a Sua vontade. “Agrade-se do Senhor, e Ele satisfará os desejos do seu coração” (Salmo 37:4). Deus recalibra nossos desejos e então podemos orar por qualquer coisa que queiramos, sabendo que oramos por aquilo que Ele deseja nos dar (Filipenses 2:12-13).

            6. Não podemos jamais usar a oração para redefinir o grande conflito entre o bem e o mal. Apocalipse 7:1-4 deixa bem claro que Deus definiu uma linha onde Ele limita o mal, mas nos últimos dias Ele começará a mover essa linha, permitindo que todo o Universo veja as consequências do mal. Não deveríamos usar a oração para tentar fazer com que Deus repense essa linha, como se soubéssemos melhor onde ela deveria estar. “O Senhor nosso Deus é justo em tudo o que faz” (Daniel 9:14).

            7. Deus opera por meio de pessoas para responder à oração intercessória. Esse é o aspecto mais desafiador acerca da oração. Se a oração não muda a Deus, então por que orar? Seria a oração apenas uma estratégia psicológica, processo de autossugestão ou pensamento positivo? Não, de forma nenhuma! A oração faz uma grande diferença, e não se trata da prática de jogos mentais. A oração envolve a Deus e muda a dinâmica do Universo. Ela não persuade a Deus a ser melhor do que Ele já é.

            O Grande Conflito que ocorre no mundo envolve dois “exércitos” — Deus e as forças celestiais, e Satanás e seus aliados aqui em baixo. Se admitirmos que Deus é bom, constante, e que já está operando no máximo dos Seus limites no conflito, então a oração não vai, realmente, mudar esse lado do problema. Não há como.

            Mas ela pode mudar o lado humano e terreno do problema. Quando oramos, dispomos o nosso coração, nossos bens, nosso tempo e energias à Sua vontade. Deus tem em Suas mãos agora recursos de que nunca dispôs antes. Se os 1,5 bilhões de cristãos se envolverem, se entusiasmarem e ficarem apaixonados para estabelecer o reino de Deus “na Terra assim como ele é no Céu,” o mundo vai mudar. As forças do mal haverão de recuar. Aliamo-nos a Deus para “mover montanhas.” Ofertas generosas serão dadas, as pessoas se recusarão a aceitar o status quo; elas se lançarão às missões evangelísticas; formarão forças-tarefa para energizar sua igreja; encontrarão respostas para os problemas dos pobres e necessitados na sua área. Elas lutarão por justiça social. E o mundo vai mudar.

            A oração muda a Deus? Sim! A oração não muda o caráter de Deus ou o Seu coração, mas dá a Ele novas oportunidades de operar Suas maravilhas. O mundo se torna um lugar melhor e as pessoas veem os efeitos das ações divinas. Então a “pedra” de Daniel 2:44-45 começa a crescer, e o reino de Deus se torna poderoso tanto local quanto mundialmente. É isso o que a oração pode fazer.

            Utilizo três analogias que me têm ajudado a entender melhor a oração: (1) o modelo das ondas. Se você joga uma pedra numa represa, ela provoca a maior onda exatamente no “ponto zero,” e as ondas então se espalham até atingirem a margem. Da mesma forma, quando oramos, abrimos nosso coração a Deus, e Ele produz o maior impacto no “ponto zero,” em minha vida. Mas, porque vivo em solidariedade com minha família, quando mudo é provável que eles também o façam. Porque sou pastor de uma grande igreja, posso pregar melhor e influenciar os membros, e eles podem se espalhar pelo mundo e, quem sabe, fazer a diferença por onde forem. Mas, se eu apenas oro individualmente pelo presidente de certo país, o impacto pode ser bem pequeno. (2) A mesma teoria funciona com bolas de bilhar: ao impelir a bola branca, ela vai bater numa bola apenas, mas as demais, em solidariedade, se espalham por toda a mesa. É isso o que acontece quando Deus muda a vida de uma pessoa por meio da oração. (3) A Internet: a rede é feita de milhares de servidores. Quanto mais servidores, mensagens mais rápidas poderão se espalhar pelo mundo quase que instantaneamente. Quando os grandes servidores deixam de operar, as mensagens se movem mais vagarosamente e não chegam a todas as partes. Cada cristão é um servidor. Quanto mais cristãos orarem, maior a rede através da qual Deus pode encontrar doadores e recebedores, isto é, mais possibilidades de milagres.

            Tony Campolo conta uma história muito interessante. Ele devia falar numa instituição pentecostal de ensino superior. Antes de começar, um grupo de pessoas o rodeou, puseram-lhe as mãos sobre cabeça e oraram. Um quartanista de teologia fez uma longa oração sobre uma família que ele conhecera pela manhã. O esposo estava deixando o lar. O jovem descreveu o lugar onde conversara com a família, o endereço, tudo. Campolo queria que ele fosse direto ao ponto. Após o sermão, ao estar voltando para casa, Campolo deu carona a alguém que estava à beira do caminho. Ao perguntar-lhe o nome, “Charlie Stolsis” foi a resposta, o mesmo nome mencionado na oração horas antes. Campolo deu meia-volta com o carro e Stolsis perguntou-lhe onde estava indo. “Vou levá-lo para casa.”

“Como você sabe onde moro?”

“Deus me contou! Você deixou sua esposa esta manhã, não deixou?”

“Como você sabe isso?”

“Deus me contou!”

Campolo levou-o direto para casa, entrou e os conduziu a Cristo. Hoje Stolsis é um pastor!

            É assim que a oração funciona — um irmão tinha um problema, conhecia a necessidade e orou, Campolo ouviu a oração e seu coração se abriu; Deus encontrou a resposta certa para aquela necessidade, e o milagre aconteceu. Tudo por meio da oração, mas sem a teologia de que a oração deve mudar a Deus ou fazê-Lo melhor do que Ele já é!

            É assim que tenho agido até agora! Eu adoraria ouvir o testemunho de vocês. O assunto não é fácil — como manter uma vida de oração poderosa, capaz de mudar o mundo — mas sem alterar o caráter de Deus. Faça-me saber o que você pensa. Que Deus o abençoe!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dan Smith é o pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia no campus da Universidade de La Sierra, em Riverside, California, EUA. Este artigo foi adaptado de seu livro Lord, I Have a Question: Everything You Ever Wanted to Ask God but Were Afraid to Say Out Loud (Nampa, Idaho: Pacific Press Publishing Association, 2004). Seu e-mail: dsmith@lasierra.edu.

 
REFERÊNCIAS
1. Ellen G. White, Christ’s Object Lessons (Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1941), p. 143.
2. White, Steps to Christ (Mountain View, California: Pacific Press Publ. Assn., 1956), p. 93.

 
Smith, Dan. (2005). Qual é o propósito da oração? Dialogue, 17(2), 8-9, 15.

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

DE JOELHOS, NINGUÉM TROPEÇA


Quando relatos se transformam em modelos a serem seguidos, o risco se torna iminente.

 

           Era sábado, de manhã ainda bem cedo. Eu chegava para um evento de jovens numa igreja na periferia do Rio de Janeiro. Ao entrar, encontrei um pequeno grupo reunido em oração. Para minha surpresa, além das senhoras, havia jovens ali. Um deles, que liderava a reunião, convidou a todos para se ajoelhar e orar, e o fez com a seguinte afirmação: “Quem anda de joelhos não tropeça!”

           Um grupo de anônimos, reunidos bem cedo em oração, numa igreja de periferia. Isso não se torna notícia, nem engrossa estatísticas do nosso controvertido crescimento evangélico. Gente assim também não é levada em conta na abundante literatura destinada a promover os vários métodos de crescimento de igreja. Afinal, são anônimos!        No entanto, é por meio de milhões de anônimos que o Evangelho é proclamado e promove superação de todo tipo de barreiras, permitindo a formação de novas comunidades de fé.

           Lucas narra, no livro de Atos, a ação de anônimos no processo de avanço da missão cristã. No relato do surgimento da igreja em Antioquia (Atos 11.19-30), ele descreve como “alguns de Chipre e de Cirene começaram a pregar”. Eles ainda não eram, sequer, chamados de cristãos – mas, motivados pela perseguição após a morte de Estêvão, saíram anunciando o Evangelho. Como resultado, nasceu uma igreja multiétnica.

           Nada de espetacular é mencionado; o relato apenas menciona alguns evangelistas anônimos, motivados por algo que havia surgido para destruir a fé, mas que terminou por promovê-la.

           O fato de ter sido uma ação anônima não a fez menor, desprovida de valor. Lucas fez questão de registrar a obra destes anônimos e ainda relata a atitude de Barnabé ao visitar esta igreja, quando enviado pelos irmãos de Jerusalém. Barnabé não chegou sugerindo aos crentes de Antioquia que era portador do “Modelo de Jerusalém”, a solução para o crescimento da Igreja. O texto nos diz que Barnabé reconheceu que a mão de Deus estava com eles e os animou a prosseguir.

           Esta é a questão fundamental: antes de comparar Antioquia com Jerusalém (se é que ele o fez), Barnabé testemunhou os sinais da mão de Deus naquela comunidade.

           O crescimento numérico da Igreja Evangélica brasileira é um fato. Neste contexto, têm surgido muitos modelos com uma variedade de respostas ao que se supõe serem as perguntas vitais. No entanto, o problema está no fato de que, para muitos, a primeira pergunta tem sido negligenciada: “Quais são os sinais da presença de Deus nesta comunidade?”.

           Contudo, o ponto de partida tem sido a comparação, e não o reconhecimento da ação de Deus, em cada comunidade local. Os testemunhos de crescimento são inspirativos e devem despertar alegria em nosso coração; mas, quando relatos se transformam em modelos a serem seguidos, o risco se torna iminente.

           Fico pensando naquele pastor que, diariamente acompanha os membros de sua comunidade, visita lares e hospitais e, semana após semana, abre a Palavra de Deus e a expõe com a convicção de que o Senhor fala ao povo.

           Durante anos, ele aprendeu a reconhecer a mão de Deus sobre a igreja que conduz. Imagine como se sente este obreiro ao ser induzido a, de uma hora para outra, transformar o testemunho de determinadas igrejas em modelo para sua comunidade. Agora, não se trata de reconhecer a mão de Deus, mas sim, de comparar dinâmicas organizativas e funcionais.

           Não sou contra os livros, encontros e ministérios que promovem determinadas experiências de crescimento, até o momento em que transformam relatos em modelos.

           A questão fundamental não é a comparação de uma igreja a outra, mas sim o reconhecimento da ação divina em cada comunidade que se reúne em nome do Senhor. Se este crescimento evangélico é real, para além da dimensão numérica, então o responsável por ele é o próprio Deus.

           Neste caso, vale a pena seguir a orientação daquele crente anônimo: “De joelhos, irmãos; assim, ninguém tropeça.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           Ziel J. O. Machado - Historiador, membro da Equipe Pastoral da Igreja Metodista Livre da Saúde, em São Paulo, e secretário regional para a América Latina da Comunidade Internacional dos Estudantes Evangélicos. ( www.cristianismohoje.com.br)

 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

É MELHOR CASAR COM A PESSOA ERRADA DO QUE FICAR SOZINHO A VIDA TODA?


“Não é bom que o homem esteja só.” (Gênesis 2:18).

 

           Introdução. Mas, por que realmente Deus inventou a família? O plano de Deus é a felicidade, e baseado na felicidade humana Ele instituiu o matrimônio. Por isso não vale a pena casar para ser infeliz.

           Existem quatro grupos de pessoas: os solteiros felizes, os solteiros infelizes, os casados felizes e os casados infelizes. O indivíduo que é solteiro feliz, só deve casar para ser casado feliz, porque se ele casar para ser infeliz, a situação será pior do que antes.
           O indivíduo que é solteiro infeliz precisa casar para ser casado feliz, porque se ele se casar e continuar infeliz, é bem pior do que ser solteiro e infeliz. Por quê? Porque estando casado, compromete a felicidade de outra pessoa e talvez de uma terceira e outras mais; dos filhos que podem aparecer, das famílias que enfrentam vexames e dificuldades sociais, além do sofrimento que um casamento infeliz provoca na família inteira.
           Deus deseja nossa felicidade, casados ou solteiros; o que importa é ser feliz. E é preferível permanecer solteiro a estar casado com a pessoa errada. Pode acreditar.
           Alguns perguntam sobre como evitar o casamento com a pessoa errada. Para isso é preciso observar algumas coisas. A sociedade determina uma série de atributos que contribuem para o sucesso do casamento, mas eu gostaria de sugerir outros que são mais importantes do que os que a sociedade normalmente aprova.


           Observe coisas como a família de origem. Somerset Maugham escreveu em “O fio da navalha”: “Pois os homens e as mulheres não são somente eles mesmos. São a região onde nasceram, o apartamento da cidade onde aprenderam a andar, as brincadeiras que brincaram na infância, as conversas fiadas que ouviram por acaso, os alimentos que comeram, as escolas que frequentaram, os esportes que praticaram, os poemas que leram e o Deus em que creram.”
           Normalmente, o lar reflete o tipo de pessoa que esse indivíduo poderá ser quando se casar. Em geral, as expectativas do indivíduo são basicamente semelhantes às de seus pais. Se o pai é um indivíduo ausente, é possível que o rapaz, ao casar, também seja mais ou menos ausente. Mas, como toda regra tem exceção, é também possível que ele se conscientize dos problemas do lar em que viveu e, conscientemente procure mudar. Se não fizer isso, naturalmente há de refletir no seu lar as mesmas características do lar de onde veio.
           É duro falar uma coisa dessas, mas é verdade. Há possibilidades de mudança se nos conscientizarmos, mas a maioria não se conscientiza disso e vai vivendo sem “trabalhar” a própria personalidade.


           O segundo fator é o temperamento. Normalmente, os opostos se atraem. Uma pessoa muito calma, tranqüila, geralmente se casa com uma pessoa mais ativa, expansiva... e assim eles se complementam. Se os dois são ativos e querem falar ao mesmo tempo, poderá haver certa confusão em casa. Se os dois são parados, quietos, a convivência poderá ser um pouco maçante e tediosa. Os opostos se atraem, e esta questão de temperamento deve ser observada atentamente, visando a harmonia.
           O terceiro ponto a ser considerado é o uso do dinheiro. Isso fala muito alto em termos de felicidade conjugal depois de um tempo. Sei dum caso recente de um casal que se separou. Um dos comentários é que não havia dinheiro que chegasse para um dos cônjuges.


           Observe a questão do dinheiro. Ela está sempre na última moda? Quantas dívidas ele tem? Que tipo de economia faz? Estas coisas precisam ser consideradas para que você não sofra por dinheiro mais do que o necessário, porque se casou com uma pessoa descontrolada.

           Um quarto detalhe é a questão dos valores, a valorização do tempo e das outras pessoas. Quem só pensa em si mesmo e nas próprias necessidades, normalmente é uma pessoa egoísta, e, no casamento vai exigir tudo do outro para si, sem dar nada de si para o outro.


           O quinto elemento que eu creio ter bastante valor é o senso de humor. O ser humano precisa ter senso de humor para que as coisas se saiam bem. A pessoa que não sabe rir de nada, normalmente se leva a sério demais. O indivíduo que se leva muito a sério, normalmente é orgulhoso. É preciso a humildade do senso de humor. O senso de humor faz parte da vida das pessoas felizes, e é importante para os seres imperfeitos.
           Cuidado também com o outro extremo, com o indivíduo que não para nunca de rir, que ridiculariza tudo em todas as circunstâncias, e acha graça até das coisas sérias. Aí já não é senso de humor, e sim, falta de equilíbrio!


           A sexta questão, e uma das mais importantes, é a questão dos sentimentos. Procure alguém que tenha iniciativa, que tenha sentimentos. Ter sentimentos! Existe uma conspiração contra os sentimentos na sociedade. “Mulher pode chorar! Homem que é homem, não chora!”, e outras coisas desse tipo. Às vezes a pessoa está frustrada e não sabe como expressar seus sentimentos de maneira adequada reprime tudo e depois explode, prejudicando o relacionamento, causando vexame ou contraindo doenças psicossomáticas. Sugiro que você observe o seguinte na pessoa com quem está se envolvendo: Pode chorar com você? Pode alegrar-se com você? Cuidado com a pessoa de aço que não pode verter uma lágrima! Quando a pessoa bloqueia esses sentimentos, não está sento totalmente ela; precisa de auxílio. É preciso equilíbrio sentimental para que o lar funcione bem.

 

           Conclusão.
           Todo mundo precisa de alguém que tenha paciência e ternura. Uma boa forma para você medir a paciência e ternura de seu futuro cônjuge é prestar atenção no seu comportamento em relação a crianças e animais.
           O indivíduo que maltrata animais e crianças tem problemas com os próprios sentimentos. Ele necessita melhorar antes, para casar depois. Você pode enfrentar sérias dificuldades ao unir-se com alguém que não tenha bom relacionamento com crianças e com animais.

 

 

 

 

 

 

 

 

           Pr. José Carlos Ebling - Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP.

 

MAS, MAS, MAS...


"E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam” (Atos 21:9).

“Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César” (Fil. 4:22).

“Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria!” (II Reis 5:3).

 

 

            Introdução

           O tempo comumente denominado de “período de festas” está ficando para trás. Daqui a algumas horas o Carnaval, juntamente com Natal e Ano Novo farão parte do passado. Fim de férias, aulas recomeçam e o Brasil passa definitivamente a caminhar.

           A propósito: como ficou aquela sua lista de resoluções para 2013?

            Você deve estar se perguntando: O que a minha lista de resoluções para 2013 tem haver com os três versículos de acabamos de ler? Elas encerram um princípio.

 

            Que princípio?

            Um princípio importante podemos tirar do texto que fala das filhas de Filipe, dos cristãos que viviam no palácio do imperador romano e da menina hebreia a serviço do comandante do exército do rei da Síria: A obra missionária não depende, nem pertence apenas a lugares distantes e exóticos. Depende sim, de seres humanos.. E não é só para pessoas com treinamento e qualificações.

             Acredite, não é o lugar que faz a pessoa; é a pessoa que faz o lugar. Sucesso e grandeza não dependem do lugar; dependem da pessoa. Dependem de você!

            Vitórias o alcançarão em qualquer lugar, se você tiver atitudes corretas.

            Caso contrário, logo seremos obrigados a colocar em ação um arsenal de desculpas, as mais esfarrapadas possíveis, para tentar justificar nossa inércia espiritual. 

            Todos nós temos desculpas, mas a vida exemplar de algumas mulheres da Bíblia torna obsoleta essas desculpas:

 

            Mas ninguém me pediu.

            Muitas pessoas dizem que se envolveriam na obra se alguém lhes pedisse. Mas Deus nem sempre deseja que esperemos. Às vezes, nós mesmos precisamos dar o salto da fé. As coisas não acontecem por acaso. Necessitamos deixar urgentemente a passividade de lado. Deus espera que cada um de nós sejamos homens e mulheres de ação, de atitude positivas.

            Atentemos para as palavras: criação, redenção, justificação, santificação, consagração, glorificação. O que elas têm em comum? O sufixo ação (ato, obra, atuação, batalha, combate, duelo, guerra). Como cristãos deveríamos dar o exemplo.

            Por que sempre achamos que a iniciativa deve partir dos outros?

             A mulher em Lucas 8:42-48 podia ter continuado em sua miséria, reclamando que Jesus nunca a notava. Contudo, ela teve fé. Não ficou sentada esperando que Jesus a “notasse”.

 

            Mas não sou suficientemente santo (a).

             Muitas vezes usamos nossos maus atos passados como desculpa a fim de evitar o ministério. A Palavra de Deus é muito clara; santo, no sentido de sem pecado, ninguém é, e assim, se você condicionar sua atividade missionária, seu ministério a certo grau de santificação, você nunca fará absolutamente nada. Sempre considerar-se-á desqualificado (a).

             A mulher com a qual Jesus falou no poço (João 4:1-40) teria sido considerada uma das pessoas mais desqualificadas para partilhar o evangelho. Mas Jesus não está à procura de desculpas, porque Ele pode perdoar o nosso passado (Atos 17:30). Acredite, Deus também não está preocupado com nossas habilidades e sim com nossa disponibilidade! Se você está aqui é porque atendeu ao Seu chamado; se foi chamado, ainda que não capacitado, Deus o capacitará!

 

            Mas faz pouco tempo que sou cristã (o).

            O evangelho não vai se propagar se for deixado só por conta dos “experientes” ou “qualificados”. Lídia é um belo exemplo da disposição de um novo converso para tomar a iniciativa e se envolver. Leia Atos 16:14-15, e note que não há referência de tempo nesta passagem. Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo. Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham ficar em minha casa". E nos convenceu. (Versão NVI).

            Se uma mulher que havia acabado de aceitar a Cristo como seu Salvador pediu imediatamente para que a deixassem se envolver de alguma forma, isso não devia funcionar com todos nós?

            Às vezes, nossas igrejas parecem preocupadas demais com experiência e juventude, quer físicas ou espirituais.

            Ore e peça a Deus que lhe mostre como você pode realizar um serviço prático para Ele em sua igreja e comunidade. Pergunte ao seu pastor, a um ancião, a um líder de departamento, a uma pessoa mais experiente e confiável para ajudá-lo nessa busca por servir melhor.

 

            Mas....(insira sua própria desculpa aqui).

            As “mas” nossas de cada dia:                   

            “Não posso ser um missionário. Tenho que terminar os estudos”.

            “Tenho um emprego”. “Tenho responsabilidades demais”.

 

            As “mas” nossas bíblicas de cada dia:

            “Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele” (Lc 14:18 -  NTLH);

            “Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem” (Lc 14:19 – NTLH);

            “Acabei de casar e por isso não posso ir” (Lc 14:20 – NTLH).

 

            Considere Priscila e Áquila (Atos 18:1-4, 24-28; Romanos 16:3-5). Áquila não disse: “Sinto muito. Não posso ajudar na pregação do evangelho porque tenho uma esposa pela qual sou responsável”. Da mesma forma, Priscila não deu nenhuma desculpa. Havia trabalho a ser feito, e eles foram e o fizeram. Sim, eles tinham uma ocupação profissional e as responsabilidades decorrentes dela. Contudo, nada iria impedi-los de trabalhar para Deus.

 

            Conclusão

            Tome algum tempo para considerar seriamente as desculpas que você tem dado a Deus e à Sua igreja. À luz da história dessas mulheres, suas desculpas ainda funcionam?    O que você pode fazer para vencer os temores que podem estar motivando essas desculpas?

            Que Deus nos conceda a graça de após entendermos as causas, as razões e todas as implicações de nosso chamado possamos exclamar como fez o profeta Isaías: “Eis-me aqui Senhor. Envia-me a mim!”(Isaías 6:8).

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!

 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O PIOR DIA NA VIDA DE UM HOMEM


 
           O pior dia na vida de um homem é o dia em que ele se senta e planeja como conseguir alguma coisa por nada”. Thomas Jefferson.

 

           Introdução.

           “Conseguir algo por nada” significa querer alguma coisa que você não conquistou, algo que não era seu e ao qual você não tem direito.    

           Segundo Loron Wade, autor do livro Os Dez Mandamentos – Princípios divinos para melhorar seus relacionamentos, “Jefferson não pensava nos danos que os larápios podem causar quando entram por nossa janela à noite, mas no efeito devastador que essa atitude mental tem sobre os que condescendem com ela. Esta é a razão essencial para a advertência dada no oitavo mandamento”. Pág. 77.

 

           A advertência: “Não furtarás”. Seis mil anos de pecado levaram o mundo a uma degradação moral tão acentuada que hoje vivemos uma completa inversão de valores, ou seja, o errado é tido como certo e aquilo que é correto é tido como errado.

           A luz da Palavra de Deus você irá se surpreender com alguns tipos mais comuns de furto, “pecadinhos”, mas que do ponto de vista divino são pecados sim, ou seja, transgressões do oitavo mandamento.    

 

           Furto. O tipo tradicional de furto significa tirar alguma coisa sem o consentimento do proprietário, tomar emprestado e não devolver, apropriar-se de algo sem pagar. Isso é furto puro e simples. Esse é o primeiro tipo de roubo que nos vem à mente quando falamos em ladrão.

 

           Cópia ilegal.  Significa fazer uma cópia que prive o autor, artista e editor de seus direitos autorais, quer envolva material impresso, digital ou em qualquer outro formato.

 

           Plágio. É apresentar a obra (livro, música, matéria, invenção, descoberta, trabalho) ou as respostas de outra pessoa como se fossem suas próprias, a fim de obter nota ou outro benefício para si mesmo.

 

           Manipulação de informação. Trata-se de obter ganho ou vantagem pessoal mediante o mentir, exagerar ou dizer menos do que toda a verdade. Inclui fraude, trapaça, falcatrua ou qualquer espécie de engano que resulte em dano ou perda a outra pessoa, e também o uso de informação sigilosa para tirar vantagem de alguém.

           Rezam dois ditados populares: Primeiro: “Quem tem a informação têm o poder”. Segundo: “O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Então, muito cuidado ao fazer uso da informação e do poder. Ambos, se usados corretamente podem ser, ou proporcionar grandes bênçãos. A Bíblia diz no Livro de Provérbios: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (25:11).

 

 

           Calúnia, difamação. Significa privar os outros de sua reputação (bom nome) e do amor, respeito e estima que têm o direito de desfrutar. Inclui também tirar-lhes o emprego ou outras coisas por meio de acusações falsas e do desvirtuamento de seus motivos e conduta.

                      “O curso da vida de uma pessoa, ou da igreja, muitas vezes é posto em chamas pela ira e por palavras mal-escolhidas... A língua que destrói a harmonia, a paz e a amizade é motivada por uma vontade que está sob controle de Satanás”. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 526.

 

           Desleixo no trabalho. Inclui agir de forma negligente, ser injustificavelmente preguiçoso no horário de expediente, fazer menos do que o seu melhor no trabalho, chegar tarde, sair cedo.

        

           Desperdício.

           É esbanjar ou usar mal o tempo ou o material que pertence a outra pessoa.

 

           Negligência.

           Inclui a atitude descuidada e outras formas de comportamento irresponsável que resulte em perda para outra pessoa, inclusive a Deus (Jer 48:10 p.p.).  

 

           Superfaturamento.

           É especular e cobrar um valor excessivo por algo quando o comprador não tem outra escolha a não ser aceitar. Ex.: a indústria farmacêutica.

 

           Subfaturamento ou pagamento insuficiente.

           Igualmente é especular e pagar menos do que o valor justo por algo quando o vendedor está em desvantagem, não tendo outra opção, a não ser aceitar. Ex.: os atravessadores.

 

           Sonegação fiscal. Você gosta de pagar impostos elevados?  Trata-se de uma questão bastante antiga, desde os tempos bíblicos (Mt. 22:15-21). Poucas pessoas, se é que existem gostam. No entanto, devemos mostrar honestidade e integridade em todos os procedimentos financeiros.

           Este princípio também se estende ao que podemos receber do governo ou pagar a ele. É desonesto requerer um benefício ao qual não temos direito, e também é incorreto reter de César o que lhe é devido.

           Não se espera que um cristão sorria quando os seus impostos são mais elevados do que devem, mas espera-se que seja honesto.              

 

           Violência ou negligência para com crianças. Pais que não cuidam devidamente dos filhos estão furtando deles algo que é seu por direito. Isso pode ser feito por pais ausentes ou viciados em trabalho, bem como por pais que comentem agressão verbal, física ou sexual.

           Deus tem um carinho todo especial por crianças, órfãos, viúvas, idosos, doentes, pobres, inválidos, refugiados de guerra, necessitados, enfim, pessoas carentes de alguma coisa (Tg 1:27). Jesus deixou isto muito claro (Mc 10:14; Lc 10:33; Mt 25:45).

 

           Infidelidade conjugal.  Um cônjuge agressivo ou infiel, ou que abandone o lar, priva o companheiro fiel dos direitos outorgados pelos votos matrimoniais, incluindo satisfação sexual, apoio econômico, cooperação na criação e educação dos filhos. O adultério é um dos piores tipos de furto; é tirar algo a que não temos direito e que pertence exclusivamente a outra pessoa. Não é sem razão que está escrito: “Não cometa adultério” (Êx 20:14 TLH).

 

           Seqüestro, escravidão, encarceramento indevido. (Deuteronômio. 24:7). Ao contrário do que se possa crer, isso não é incomum hoje. Segundo estatísticas da ONU, pelo menos 600.000 a 800.000 pessoas, principalmente mulheres e crianças, são traficadas anualmente entre um país e outro. Pode envolver aprisionamento indevido (pessoas inocentes atrás das grades). Pessoas confinadas e mantidas em condições desumanas, obrigadas a trabalhar somente em troca de comida.

           Muitos especialistas crêem que em alguns países o número pode ser consideravelmente maior. 

 

           Retenção do dízimo. Isso priva alguém da oportunidade de ouvir o evangelho, de encontrar paz, esperança e uma vida melhor. A devolução fiel do dízimo torna possível alcançar outros com as novas do amor de Deus (Malaquias 3:8).

 

           Você consegue pensar em outros tipos de furto?

 

           Conclusão. Nem todos aceitam e obedecem aos mandamentos de Deus como lei de vida. E quando a sociedade abandona as leis de Deus para tornar-se uma lei em si mesma, as conseqüências são severas – mesmo se não imediatamente.

           Há apenas um problema em tentar comprometer os mandamentos de Deus: Deus está sempre certo! Sua vontade não é simplesmente o melhor, é o único caminho para a bênção na vida cristã.

           Ainda que seja apenas um, pois a Palavra de Deus afirma que: ”Qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2:10).

           Concluindo, a Palavra de Deus afirma em João 14:15: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Se você ama a Jesus, então podemos afirmar que você é um discípulo, certo?  

           Também afirma em João 13:35: “Nisto conhecerão todos  que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Concorda que quem ama seu semelhante não furta?          Então, o apóstolo João arremata com uma das promessas mais maravilhosas: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (João 14:21).     

           Que você seja essa pessoa – amada por Deus e por Jesus!

           É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!