sábado, 1 de abril de 2017

VAMOS À CASA DO SENHOR


Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122: 1).


            Introdução
            Para o salmista Davi, o fato de ser convidado para estar na igreja, em dia de sábado, era motivo de grande alegria. E para você: O que o faz feliz? O que o trouxe à igreja neste dia tão especial?
            Esta pergunta, aparentemente fácil, dá margem para uma gama de respostas, dependendo logicamente a quem é feita a indagação. Mesmo em se tratando de comparecer a igreja; motivos mundanos ou não santificados é o que não faltam. Nós, porém, trataremos de sete motivos legítimos, com embasamento bíblico e que, portanto, tem a aprovação divina. 


            1° - Costume
            Muitos a semelhança de Jesus tem como hábito vir a igreja aos sábados. Aprenderam desde muito cedo a estar aos sábados pela manhã na igreja e assim o fazem. E fique tranquilo; não existe nada de errado com esta prática. Como já foi dito Jesus, nosso Senhor, era fiel em frequentar a igreja (sinagoga) aos sábados: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16 - ACF).

            2° -
            A fé é de uma importância vital na vida de todos que se autointitulam cristãos. Sem ela, nenhum de nós, sequer, abriríamos nossas bíblias. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 - ACF). “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28 - ACF).  “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17 - ACF).
            Temos um mundo a vencer e como vencê-lo? Eis a resposta: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4 – ACF).

            3° - Santificação
            O pecado é tudo o que de ruim pode acontecer na vida de todos nós que nascemos no planeta Terra. Causa principalmente alienação, separação, distanciamento de Deus e, como consequência a morte. “A essência do pecado é a rebelião contra Deus; essa atitude rebelde deprava a natureza humana de tal maneira que só pode ser redimida pelo poder amoroso de Deus revelado na morte e ressurreição do seu Filho (Romanos 5:6-11)” Mathias Quintela de Souza, Maças de Ouro em Salvas de Prata, página 87. Daí decorre a necessidade de buscarmos incessantemente a santificação.  “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14 - ACF).

            4° - Adoração
            A adoração praticada em uma igreja é chamada de adoração pública, ou seja, é uma congregação de professos cristãos com o propósito de louvar, agradecer e receber instruções da Palavra de Deus, encorajando um ao outro na fé (Hebreus 10:22-25).
            Essa forma de exercitar a fé deve ser feita por inteiro, de forma plena, completa – fisicamente, mentalmente e espiritualmente; todo o nosso ser deve estar envolvido. Enfim, a entrega deve ser feita por completo. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade(João 4:24 - ACF).
            Também está escrito que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai e sabem o por quê? : “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23 - ACF).

           5° - Encontro com Deus
           Talvez uma de nossas negligências mais sérias e, portanto, preocupante, ocorra justamente neste quesito. E por quê? Cuidamos de tudo nesta vida; de tudo o que é prioridade para nós e até de coisas não tão essenciais. Contudo, lamentavelmente, nos descuidamos daquilo que é fundamental e que irá determinar onde queremos passar a eternidade. “Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12 - ACF).

            6° - Que tipo de encontro?
            Não se trata de um encontro qualquer, esporádico, eventual, casual ou mesmo planejado. Este encontro não só pode como deve ser especial, pois trata-se de um encontro com Deus. Quem é Deus? Ele é simplesmente o Criador do Universo. Só este fato já seria motivo digno de nossa adoração, contudo Deus é mais; Ele é o nosso Mantenedor e mais ainda; Ele é o nosso Redentor!
            Um encontro com esse Alguém muito especial é capaz de transformar-nos. Um encontro do tipo que tiveram Jacó (Israel), Abrão (Abraão), Sarai (Sara), Gideão (Jerubaal), Saulo (Paulo) e tantos outros. Um encontro tão marcante, que os marcou tanto a ponto de Deus mudar-lhes os seus nomes.

            7° - E Deus mudará o meu nome?
            Nos tempos bíblicos, diferentemente de hoje, nome era mais que um título ou identificação. O nome era de uma importância fundamental na vida das pessoas. Revelava quem você era, com o que se parecia, o que fazia, e frequentemente tomado como um desejo ou uma profecia para o seu futuro. Tinha a ver com a reputação, com o seu caráter. Demonstrava algo muito pessoal, íntimo em sua relação para com Deus (ver Gên. 16:11; 17:5 e 15; 32:28).  
            Bruce Wilkinson, em seu livro intitulado A Oração de Jabez, afirma na página 22: Nos tempos bíblicos, um homem e seu nome estavam a tal ponto relacionados que “apagar o nome da terra” era sinônimo de matar uma pessoa.
            Vivemos nos tempos bíblicos? Obviamente que não. Mas acredite, existe uma promessa bíblica que afirma: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17 - ACF).


            Conclusão
            Ao finalizarmos este abençoado culto já temos sete bons motivos para aqui nos encontrarmos nos próximos sábados. Enfim, em todos os sábados que Deus em sua quase que infinita misericórdia nos conceder debaixo do sol. Então, por aquilo que lhes é mais sagrado aceitem o conselho do apóstolo Paulo: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10:25 – NVI).
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!




© Nelson Teixeira Santos