quarta-feira, 20 de junho de 2012

CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO CRISTÃO



          “Então respondeu um dos moços, e disse: conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar, e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras, e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (I Samuel 16:18).  “Eu, o Senhor não mudo;...” (Malaquias 3:6 up).



            Que bendita segurança! Além de ser a coisa mais poderosa existente neste mundo, a Palavra do Senhor é também imutável. Foi Jesus quem confirmou (Mateus 5:18 -19).

            Alguém por acaso gosta de ser comparado a um rascunho, uma cópia, algo inacabado, imperfeito, ilegítimo, falsificado? A resposta é óbvia. Todos desejam e sonham com perfeição, originalidade, autenticidade.

            Como cristãos também, não gostamos de ser chamados ou tidos como hipócritas, fariseus, publicanos, traidores. Todos os que um dia aceitaram o chamado divino buscam constantemente viver a altura do mesmo. Lutam por tornarem-se verdadeiros, verdadeiros cristãos.

            Quais são as características do verdadeiro cristão?    (Segundo o texto áureo: 1ª) sabe tocar; 2ª)é forte e valente; 3ª)homem de guerra; 4ª)sisudo em palavras; 5ª)de boa aparência; 6ª)o Senhor é com ele; 7ª)um instrumento de alívio (I Samuel 16:23).



           1ª) “Sabe tocar”.

           Que instrumento Davi sabia tocar?

           A harpa era o instrumento musical que Davi sabia tocar. Ele era jovem, pastor de ovelhas, escritor (poeta) e também era músico. Foi ungido rei de todo o Israel.

            Mas eu não sei tocar nenhum instrumento?

            Saiba que se adora a Deus não somente com instrumentos musicais. Adora-se e louva-se a Deus através de nossa voz, com palavras. E, se não for possível adorar a Deus através de algum instrumento musical ou através de palavras, adore e louve a Deus como o fez o bom samaritano, sim aquele da parábola, através de suas mãos, mas não deixe de louvá-Lo e adorá-Lo, pois esta é a principal prioridade de nossa vida: “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto.” Mateus 4:10/Deuteronômio 6:13



           2ª) “É forte e valente”.

           Quando o profeta Samuel foi enviado por Deus a Belém a casa de Jessé, quem lhe pareceu ser forte e valente? Primeiramente Eliabe, depois Abinadabe, em seguida a Samá e assim passaram os sete filhos.

            O estudo da Palavra de Deus nos tornará “fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”. Efésios 6:10. Davi era um estudioso da Palavra de Deus. O profeta Daniel endossa esta verdade de forma muito inspiradora: “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”. Daniel 11:32 up. Vejamos também o que o próprio salmista Davi nos diz a esse respeito no Salmo 31:23-24: “Amai o Senhor, vós todos os seus santos. O Senhor preserva os fiéis... Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.”

           Será que é possível amar a quem não conhecemos?

           Absolutamente não! Precisamos urgentemente conhecê-Lo!



           3ª) “Homem de guerra”.

           Precisamos ter sempre em mente, ou seja, não esquecer jamais o fato que há uma guerra espiritual em andamento, entre Deus e Satanás e que todo crente acha-se envolvido nela. Efésios 6:12. O inimigo sabe que pouco tempo lhe resta, e assim, a batalha torna-se cada vez mais acirrada e nós precisamos ser homens e mulheres de guerra, que saibam empunhar “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”. Efésios 6:17.

           Por ocasião da tentação de Jesus no deserto, com que arma Ele enfrentou a alcançou a vitória? Não havia nenhum ser humano, nenhum mensageiro celeste a cochichar em seus ouvidos o que deveria ser dito. Ele conhecia e sabia muito bem empunhar esta “espada”. “Está escrito” é a “espada” mais poderosa que existe, é simplesmente infalível!



           4ª) “Sisudo em palavras”.

           Isto significa que Davi era uma pessoa inteligente, sábia, uma pessoa que tinha siso; juízo. Prudente é a palavra. Aliás, segundo o Salmo 2:10 trata-se de uma virtude desejável nos reis. Não é por acaso então que Davi tornou-se rei de todo o Israel.

O que faz da prudência uma virtude tão desejável?

Segundo a Palavra de Deus: (a) - leva os cristãos a moderar seus lábios (Provérbios 10:19); (b)- a saber quando ficar calado (Provérbios 11:12) e (c)- a saber controlar a afronta (Provérbios 12:16).

            “Por esta razão não vos torneis insensatos, mas, procurai compreender qual a vontade do Senhor.” Efésios 5:17. Assim nos exorta o apóstolo Paulo.

            Como fazer então, para compreender a vontade do Senhor?

            A resposta é conhecendo a Sua Palavra.



           5ª) “De boa aparência”.

           “Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência”. I Samuel 16:12 Mas, segundo I Samuel 16:7, não era deste tipo de aparência que Deus estava se referindo. Era da aparência interna, do coração. Essa expressão significa que ele tinha personalidade bem equilibrada. Nada de extremismo, de radicalismo ou de fanatismo. Davi tinha bom senso.

           O plano de Satanás é manter o povo de Deus longe do equilíbrio e fora de foco.

            O crente que não se acha bem fundamentado na Palavra de Deus corre o risco de ter uma vivência cristã desequilibrada. Esse desequilíbrio se manifesta em dois tipos de erros relacionados com a verdade: um é dar ênfase demasiada à verdade e o outro é dar ênfase de menos.

           Nos casos de ênfase excessiva, o crente estará constantemente falando dela. O verdadeiro cristão, porém, é uma pessoa comedida, cuja vida está centralizada em Cristo. E assim, toda ênfase que for dada à Cristo ainda será pouca. Melhor que ficar o tempo todo falando acerca da verdade é viver o tempo todo a verdade!



           6ª) “E o Senhor é com ele”.

           Era sempre assim com os personagens bíblicos que conheciam a Deus e a Sua Palavra; via-se claramente que Deus era com eles e operava por intermédio deles.

           O Senhor era com José que veio a ser homem próspero;”... Gênesis 39:2;

           “... porque o Senhor é contigo por onde quer que andares.” Josué 1:9;

           O Senhor é contigo, homem valente [Gideão].” Juízes 6:12;

           “Crescia Samuel, e o Senhor era com ele,”... I Samuel 3:19.

           Ora, Salomão, filho de Davi, fortaleceu-se no seu reino, e o Senhor seu Deus era com ele, e muito o engrandeceu”. II Crônicas 1:1.

           “Assim o Senhor era com ele [Ezequias]; para onde quer que saísse prosperava”. II Reis 18:7.

           “Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele”. Atos 10:38.

           Davi ia-se engrandecendo cada vez mais, porque o Senhor Deus dos exércitos era com ele”. II Samuel 5:10. Estava evidente que Davi contava coma benção de Deus.

           John Wesley, um dos grandes reformadores costumava dizer: “... e o melhor de tudo é que Deus é conosco.”



           7ª) “Um instrumento de alívio”.

           Diz a Palavra de Deus em I Samuel 16:23 que “Davi tomava a harpa, e a dedilhava; então Saul sentia alívio, e se achava melhor”.

           O crente que medita na poderá tornar-se uma fonte de alívio para os outros, compartilhando os tesouros que a Palavra de Deus encerra.

·         Se você deseja ser um cristão verdadeiro, no sentido mais amplo da palavra, compreenda que precisa ser cheio do Espírito Santo, para que Ele tenha liberdade para ensinar-lhe tudo que precisa aprender. Efésios 5:18.

·         O Santo Espírito de Deus só operará em sua vida na medida em que você consentir.

·         Há uma promessa divina na direção da mente no estudo da Palavra de Deus, guiando-a em toda a verdade. João 14:26; João 16:13

·         O Espírito Santo é a maior benção que um filho ou filha de Deus pode receber.

·         Sem ele jamais conseguiremos ser cristãos autênticos, fiéis e verdadeiros.

           Que Deus nos conceda esta prometida benção.

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!








DEZ INIMIGOS DA ORAÇÃO EFICAZ



           Segundo afirma o Pr. John Maxwell, em seu livro intitulado “Parceiros de Oração” existem aproximadamente dez inimigos da oração intercessória eficaz.

           I João 5:15 diz que Deus sempre nos ouve.

           Isto significa que Ele vai conceder tudo o que pedimos?

           “Há condições para o cumprimento das promessas de Deus e a oração nunca pode substituir o dever”. PJ, pág. 143.

           Uma coisa, porém, é certa. Deus ouve e responde a todas as orações.

           Há, entretanto, três maneiras de Deus responder aos nossos pedidos: sim; não e espere um pouco.  Alguns exemplos bíblicos que confirmam tal citação:

           ·  Um homem leproso pediu para Jesus cura-lo. Jesus o curou imediat. Mat. 8:1- 6;

           ·  Josué e Calebe tinham o desejo de tomar posse da terra prometida imediatamente. Mas tiveram que esperar quarenta anos (14600 dias). Num. 14:8;

           ·  Moisés rogara a Deus que o deixasse cruzar o Jordão imediatamente, mas Deus disse: “Basta, não me fales mais nisso”. Deut. 3:27; 31:2; 34:4.

           Sendo não uma das formas de resposta divina às nossas orações, surge obviamente uma pergunta: Por quê?

           Muitos de nós pensamos ter a resposta na ponta da língua: “é porque a petição não está de conformidade coma vontade de Deus” ou então: é porque não sabemos quais são nossas reais necessidades”.

           Certamente que sim. Entretanto, existem muito mais motivos que nos levam a receber de Deus, um não como resposta. 



           I – Pecados não confessados.

           O pecado de Acã - Josué 7:1-26 – o exemplo clássico de pecado não confessado. Na conquista de Jericó, tomou do anátema, e em desobediência flagrante da expressa ordem de Deus. Josué 6:18. Devido ao pecado de Acã, Deus foi impedido de derramar Suas bênçãos sobre a nação de Israel como um todo. Salmo 66:18-20.

           Os que professam ser cristãos enquanto acariciam secretamente os ídolos prejudicam demais a causa de Deus. São mentiras vivas, e essas mentiras afetam negativamente seu testemunho. I João 3:8.

                      O problema e a solução são encontrados na Palavra de Deus em Prov. 28:13... alcançará misericórdia, será bem sucedido,bem aventurado, feliz, próspero em todas suas atividades , inclusive na oração.



           II – Falta de fé.

           Mas afinal, o que é fé?  A única definição de fé que se encontra nas Sagradas Escrituras está em Hebreus 11:1. Resposta: confiança, segurança.

           Na Palavra de Deus, fé ou crença quer dizer confiança absoluta em tudo que Deus tem revelado. Exemplo: Gên. 15:6.

           A fé é um dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa.

           A fé é a vitória que vence o mundo e a todos os inimigos de Deus: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. I João 5:4. “O justo viverá pela fé”. Hab. 2:4

           Jesus disse a seus discípulos: “tende fé em Deus;...”; Marcos 11:22; pela fé agiram os heróis das Escrituras. Hebreus 11.

           Quer que suas orações sejam atendidas?

           Quer agradar a Deus? Com a solução a Palavra de Deus. Heb. 11:6.



           III – Desobediência.

           O profeta Zacarias divinamente inspirado assim falou: “Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos de modo que não prosperais? Porque deixaste o Senhor, também ele vos deixará”. II Crôn. 24:20 (provavelmente Esdras).

           Qndo. desobedecemos ao Senhor estamos trilhando os caminhos do inimigo. Ef. 2:2.

           Quer dar prazer a Deus? Sim. Então obedeça. Este conselho foi dado foi dado a um desobediente – Saul, cuja transgressão custou-lhe a rejeição por parte de Deus. I Sam. 15:22.



           IV – Falta de transparência para com Deus e para com os outros.

           Nosso Deus é um Deus que ama a disciplina, a ordem, o planejamento; Ele não age movido pelo impulso, pela emoção, de improviso, pelo contrário, suas ações e igualmente, as suas determinações são muito bem planejadas, muito claras, objetivas e de igual forma devemos proceder.  “Seja, porém, a tua palavra: sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno”. Mat. 5:37. Este é o conselho.

           Portanto, não seja hipócrita, seja sincero!

·         Nada de deixar as coisas como estão para ver como é que ficam.

·         Nada de ir empurrando as decisões com a barriga. Não procrastine!

·         Nada de deixar as barbas de molho. Enfim, nada de adotarmos em nosso relacionamento para com Deus e para com nossos semelhantes aquela postura, aparentemente cômoda, de permanecermos em cima do muro. “Bem sei, meu Deus, que Tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas;...” I Crôn. 29:17.



           V – Guardar rancor.

           Conhecemos a história dos índios americanos que selavam os acordos de paz com as tribos inimigas enterrando suas machadinhas de um modo muito peculiar: com os cabos para fora.

           No sentido bíblico o rancor é bem mais abrangente. A Enciclopédia de O.S. Boyer define rancor como: ódio oculto e profundo, grande aversão não manifestada, animosidade, ódio. Podemos incluir também toda espécie de preconceitos: sociais, étnicos (raciais), religiosos, etc.

           A Palavra de Deus apresenta dois remédios: I Sam. 16:7; Mat. 5:44.

           “Quando chegamos a pedir misericórdia e bênçãos de Deus, devemos fazê-lo tendo no coração um espírito de amor e perdão. Como poderemos orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nos perdoamos aos nossos devedores”, e não obstante alimentar um espírito de irreconciliação? Se esperamos que nossas orações sejam atendidas, devemos perdoar aos outros do mesmo modo e na mesma medida em que esperamos ser perdoados”. Caminho para Cristo, pág. 83.



           VI Intenções impuras.            

           “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”. Mat. 5:28. Será mesmo que “intenção impura” restringe-se somente ao âmbito sexual? Certamente que não. É muito mais abrangente: “Mas a prostituição, e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos” Efésios 5:3.

           Entretanto, fica mais fácil entendermos quando descobrimos que intenção significa propósito deliberado de executar alguma coisa; pensamento secreto e reservado. Vejamos o que nos diz Prov. 21:27: “O amor... não procura os seus interesses...” I Cor. 13:5.

           Em uma verdadeira relação de amor, o amor é mais importante do que o proveito próprio. Quando você mede uma relação pelo que pode ganhar, você perde a essência do amor. Tg 4:3.



           VII – Idolatria.

           Muitas coisas desagradam a Deus, entretanto, uma das mais abomináveis a vista de Deus é a idolatria. As nações que habitavam ao redor de Israel eram idólatras; entre tantas outras, eram adoradas as imagens de Baal, Astarote, Moloque e o poste-ídolo. Israel muitas vezes caiu nesse pecado.

           Duas passagens bíblicas que muito nos ajudarão a entender o porque da idolatria ser algo tão inaceitável diante de Deus: Jer. 10:3-5 e Amós 5:26-27. Existe ainda uma terceira passagem que é infalível: Deus nunca foi tão claro como em Êxodo 20:3-5.



           VIII – Desconsideração para com os outros.

           Desconsideramos, quando ignoramos, quando injuriamos, quando negamos ajuda, quando retemos o salário, quando cobiçamos, quando desrespeitamos o nosso próximo, bem como qualquer coisa que a ele pertença.

           Se você não encontrar nenhum bom motivo para respeitar o teu próximo, lembre-se que tal como você, ele é filho de Deus, criado a Sua imagem e semelhança e mais, foi por ele também que Jesus derramou seu precioso sangue na cruz.

           É impossível amar a quem quer que seja, se não conseguimos amar a nós mesmos. Lev. 19:18; Jesus foi mais longe e nos desafia em Mat. 5:43-44.



           IX – Desconsideração pela soberania de Deus.

           Irreverência. O verdadeiro cristão será uma pessoa reverente, ou seja, terá respeito não só por Deus, mas também pelas coisas de Deus.

           Onde, como, quando devo ser reverente?

           Em todos os lugares, em todas as circunstâncias, em todo tempo o cristão deve viver a altura do nome que ostenta. Nós somos testemunhas vivas!

           Há um lugar, porém em que precisamos ser mais reverentes ainda. Este lugar é a casa do Senhor. “Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário: Eu sou o Senhor”. Lev. 19:30.

           Quando nos reunimos para o culto, comparecemos à sua presença. “Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei no meio deles”. Mat. 18:20.

           Assim, nossa atitude para com o Sábado e a nossa conduta na igreja determinam as bênçãos que receberemos, inclusive as respostas as nossas petições.

           Ajuda a reverência uma conscientização da presença de Deus.



           X – Obstinação.

           Lembram-se da história quando Deus enviou o profeta Natã para repreender ao rei Davi. Após ouvir a pequena historinha, Davi ficou furioso e disse: “Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isto deve ser morto”. II Sam. 12:5. “Então disse Natã a Davi: Tu és o homem”. V 7. “Então disse Davi a Natã: Pequei contra  o Senhor”. V 13.         Obstinação é exatamente o oposto. É a teimosia em não reconhecer o pecado. Exemplo: I Sam. 15:23.

           Pior que transgredir a Lei de Deus (pecar) é manter-se na teimosia do erro, e se ainda existe algo pior, é tentar transferir a culpa para os outros!

           O profeta Oséias aponta o problema: Oséias 3:6 e o discípulo João a solução: “Conhecereis a verdade e a verdade os libertará”. João 8:32.

           Nos somos duplamente privilegiados: primeiro porque somos os únicos seres criados que temos o privilégio de falar com Deus através da oração e segundo porque a partir de agora temos dez motivos a menos para que nossas orações recebam de Deus um não como resposta.

           Louvado seja Deus por mais esta bênção. Amém!!!

          

terça-feira, 19 de junho de 2012

QUEBRANDO TABUS - PARTE III



Chapter two

Romance na Cumeeira

Nenhum bom crente, ou boa crente, se levanta de manhã cedo, olha pela janela, e diz: “Puxa, que dia bonito! Acho que vou sair por aí e cometer adultério”. Não obstante, há muitos que o fazem. Florence Littauer

Ela era uma mulher extremamente bela, de dezenove anos, casada havia quatro anos, sem filhos. Agora, havia alguns meses, o seu marido, de meia-idade, estava fora da cidade, a serviço militar. Uma noite de primavera, já bem tarde, ela estava se preparando para dormir. Despiu-se para o banho. O seu cabelo longo, lustroso, negro, caiu suavemente ao redor de sua faze e de seu corpo – um quadro de beleza caracteristicamente feminina. A Lua brilhou sobre ela, iluminando as suas formas esculturais. Ela terminou o seu ritual vespertino particular da higiene pessoal.

Roberta Kells Dorr descreve, em cores vivas, esta cena em sua novela David and Bathseba:

Bate-Seba tirou a roupa e entrou na bacia de alabastro que a sua serva Sara havia enchido com água morna. Ela permaneceu nua na bacia, enquanto a sua serva enchia uma cuia de água e a derramava sobre ela. Bate-Seba levantou-se sem embaraço, embora não tivesse nada para cobrir a sua nudez. Sem que ela o soubesse, os olhos de um homem a estavam observando e... normalmente ele teria olhado para outro lado, mas foi tudo tão inesperado e era tão lindo, que ele continuou a olhar. Em crescente admiração, ele absorveu-se na beleza dela, vista apenas parcialmente através das folhas secas de palmeira. O cabelo dela caia em cachos úmidos sobre os seus seios redondos, e a sua cintura minúscula acentuava a agradável curva de seus quadris. Enquanto ele olhava, ela saiu da bacia, e, com brusco movimento da cabeça, jogou os cabelos para trás, tornando visível a curva de suas costas. Ele reconheceu que nunca tinha visto algo tão belo ou tão gracioso em sua vida.

Uma batida suave na sua aporta mudou totalmente os seus planos para o resto daquela noite e o resto de sua vida.

Um “caso” extraconjugal. Como ele começa; o que faz com que ele continue; quais são as suas características; e quem são, ao mesmo tempo, os seus perpetradores e as suas vítimas?

A Bíblia nunca encobre ou omite as falhas humanas. Deus não escreve biografias humanas como um pai “coruja”. As falhas e loucuras dos líderes que ele escolheu são identificadas tão claramente quanto os seus sucessos. Ele não encobre os defeitos deles. As histórias desses líderes mostram que as tentações hodiernas são tão antigas quanto o homem e que o fracasso faz parte de cada um de nós. Mas, indubitavelmente, cada caso de infidelidade conjugal é diferente em muitos detalhes: o contexto geográfico, social e familiar – a idade, as atitudes e os antecedentes das pessoas envolvidas. Mas os elementos básicos são os mesmos, especialmente entre crentes professos. E o caso de Davi e Bate-Seba é tão moderno quanto uma novela de TV.



AS CIRCUNSTÂNCIAS

Aquele dia de primavera era comum em todos os sentidos. Não há nada no registro bíblico que indique que havia algo de inusitado nas atividades ou na atmosfera daquele dia. Os mercadores apregoavam as suas mercadorias, como haviam feito havia séculos; as crianças brincavam nas ruelas da velha cidade, e as sinagogas ressoavam com as orações do povo, repetidas sem parar. Israel acabara de atravessar uma série de batalhas contra os sírios, e estava gozando os frutos de suas vitórias. Reinavam paz e prosperidade. Davi, procurando alargar os limites de seu reino, havia enviado os seus exércitos para enfrentar e destruir os amonitas. Quanto ao mais, tudo corria como de costume. Qualquer coisa que pudesse fazer com que aquela velha cidade vibrasse e que as suas tradições seculares prosperassem não estava sendo perturbada.

Ninguém suspeitava de algo desastroso naquele dia comum, e muito menos Davi e Bate-Seba. Nada indicava a terrível cadeia de eventos desencadeada naquele dia: adultério, gravidez, engano, homicídio, tragédia familiar e juízo divino. Tudo isso num dia como outro qualquer.

“Eu nunca pensei que isto poderia acontecer-nos, soluçou uma esposa de pastor, em meu escritório. “As coisas pareciam estar correndo tão bem, tudo era normal, não havia sinais de perigo – naquela época a nossa igreja estava crescendo – e foi tão inesperado, tão chocante. O meu marido requereu divórcio, abandonou o pastorado e juntou-se a essa mulher leviana que já se divorciara três vezes”.

“Tudo bem”, “normal”, “nenhum sinal”, “igreja crescendo”, “inesperado”. Estas não são palavras de surpresa. Tudo parece bem. Não há razões para se suspeitar de uma tragédia. O trabalho está indo bem. Deus parece estar operando. A família está em paz. E então, sem nenhum sinal de advertência... a bomba!

Jose, com cerca de vinte anos de idade, tinha grande responsabilidade na casa de Potifar. Ele gerenciava todos os assuntos domésticos de seu patrão e todos os seus negócios. Tudo estava correndo normalmente: as plantações produzindo, os rebanhos se multiplicando. Aquele simpático jovem administrava tudo sem percalços. Deus o fazia prosperar.

E então, um dia – em nada especial – enquanto ele estava “cuidando de seu trabalho”, uma mulher começou a olhá-lo de maneira significativa, sugerindo sedutoramente: “José, venha dormir comigo”!

Ao se levantar naquela manhã, José nunca sonharia que naquele dia – outro dia normal de trabalho – ele receberia um convite apaixonado para um “caso”, sofreria chantagem e seria levado para a prisão.

Eu também não tinha suspeitas. Eu acabara de chegar a uma cidade de Michigan, para começar uma série de reuniões na igreja, naquele domingo. Era uma comunidade pequena, insípida, um povo comum, sem sofisticação. Naquela noite de sábado, n recepção de apresentação, uma senhora da igreja sentou-se ao meu lado. Ela estava longe se ser cativante ou bonita. Uma simples Maria: não tinha personalidade cintilante, era um pouco gorda, um tipo de dona-de-casa comum.

Durante um momento trocamos cumprimentos. Em seguida, de maneira trivial, ela me estendeu um pedaço de papel com o seu endereço e número de telefone.

“Pensei que você poderá sentir-se solitário, enquanto estiver aqui. Se quiser passar por lá uma destas tardes, telefone-me. O meu marido estará ausente a semana inteira, trabalhando em Detroit. O último orador que tivemos aqui na igreja visitou-me várias vezes; acho que você vai gostar de ir também”. Nada sutil  ou expressivo, astuto ou pudico, mas casual como oferecer-se um copo de água, e aparentemente, sem maiores consequências.

Os “casos” não começam com o piscar de luzes vermelhas de advertência. O dia não começa com nuvens negras e agourentas, avisos de furacão, uma intranquilidade interior ou uma voz do céu que diz: “Reforce as suas defesas; a tentação está se aproximando”. O furacão que destruiu o prédio em que estava o meu escritório, há vários anos atrás, apresentou-se inesperadamente, em um belo dia de primavera, veio rugindo como um avião a jato, e deixou tudo torcido, quebrado e em frangalhos. E a primavera continuou. Assim também vem a tentação. Quando? Em um dia como os outros.



OS CARACTERES

Creio que aquele “caso” aconteceu quase como uma surpresa, tanto para Davi como para Bate-Seba. Nenhum dos dois planejara aquilo uma hora antes de acontecer. Não foi o resultado de um namoro ou de uma cumplicidade voluptuosa. Davi era um homem segundo o coração de Deus, e Bate-Seba, uma esposa fiel ao seu marido, corajoso e patriota. Davi estava vindo de um período de prosperidade e fama. Em numerosas batalhas ele fora vitorioso; ele havia destruído oitenta e sete mil inimigos e capturado vinte e dois mil. E todas essas vitórias eram confirmação da presença de Deus com ele e da promessa de Deus de lhe dar uma dinastia perene. “E o Senhor ia concedendo vitórias a Davi por onde quer que ele passasse”.

Haviam acabado de ser pronunciadas as promessas de Deus: “Eu escolhi você... tenho estado com você...Você será contado entre os homens mais famosos do mundo! ... A família de Davi governará o meu povo para sempre”. “Ó Senhor Deus! por que derramou suas bênçãos justamente sobre este teu servo de família tão insignificante?... Essa bondade está longe da compreensão humana!... Toda a honra seja dada ao Senhor... Pois o Senhor é Deus, e verdadeiras são suas palavras”.

Pouco antes ele saíra de sua rotina, para cumprir os seus votos a Jônatas, e havia restaurado, aos herdeiros dele, toda a terra anteriormente de propriedade de Saul. O filho aleijado de Jônatas fora convidado a morar no palácio, como membro da própria família de Davi. Sem nenhum acanhamento, Davi dançara diante da Arca do Senhor, à vista de toda a cidade, celebrando louvores a Deus. “Não me importa que aos seus olhos eu não seja bem-visto: continuarei dançando, em louvor ao Senhor”, disse ele. “Davi foi um rei justo e estimado por todo o povo de Israel”. Portanto, aqui está Davi, um homem de grande coragem, generosidade e bondade, justo e reto em seus atos, dedicado a Deus e cheio de louvor e ação de graças. Dificilmente poderia ser considerado candidato a um desastre pessoal.



INOCENTE

Segundo todas as aparências, tanto Davi como Bate-Seba estavam inocentes. Nenhum dos dois se envolveu em qualquer atividade que pudesse ser interpretada como encorajadora de infidelidade ou transigência para com o pecado. Bate-Seba ocupou-se com a inocente tarefa de tomar um banho vespertino. Nada há de sensual nisso. Ela não estava expondo os seus encantos femininos com o intuito de seduzir. Não era uma prostituta barata nem uma cortesã; e também não era uma sereia ardente e ardilosa. Simplesmente uma esposa fiel preparando-se para uma noite de sono.

E Davi? Provavelmente com trinta e nove anos de idade, ele não era um homem sexualmente frustrado, um macho inquieto, a espreitar nas sombras da noite. E também ele não era um homem sexualmente faminto, rondando como um animal no cio. Nessa época, ele tinha já mais de sete esposas e várias concubinas à sua disposição. Ele já gerara dezessete filhos. Assim sendo, dificilmente se poderia dizer que estava procurando uma nova conquista sexual para evidenciar a sua virilidade. Ele experimentara o que qualquer um pode experimentar de vez em quando: uma noite insone. Eu tenho tido muitas. Você também. Uma noite em que os pensamentos parecem correr e pular como cabritos selvagens, recusando-se a se acalmarem. Talvez ele estivesse pensando em suas tropas que estavam sitiando a cidade de Rabá. Ou em algum outro problema de Estado.

Mas ainda não era tarde quando Davi levantou-se da cama e foi dar uma volta no terraço do palácio – para analisar o seu problema, para resolver a sua luta contra a insônia. Desinteressadamente, ele olhou em várias direções, notando que a cidade estava dormindo melhor do que ele. Ali perto, os seus olhos foram atraídos por uma pequena luz, que se filtrava através de postigos parcialmente fechados. Ele olhou rapidamente uma vez, duas – depois os seus olhos se fixaram ali. Uma bela jovem estava tomando o seu banho vespertino. Até esse ponto, tudo era inocente e ninguém deve ser culpado.

O Mito da Grama Mais Verde de J. Allan Petersen, 4ª Edição/ 1990, Juerp, págs. 21-27.



Comentários do Nelson

A história de Davi e Bate-Seba é uma das muitas histórias bíblicas que ferem a ortodoxia (formalismo radical) e o farisaísmo evangélico de muitos irmãos mais conservadores. Como pode um homem, que não era somente rei, mas um líder espiritual cometer tal desatino? Logo de um homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22)?  Como é que uma história dessas pode figurar na Bíblia?

 Mas ser cristão significa acreditar que “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16). Então, se foi da vontade de Deus que ela fizesse parte do Cânon Sagrado, certamente é porque Deus tem algo a nos ensinar; mais ainda, tem haver com nossa salvação. Como assim?  Aprendendo a não fazer o que fez Davi, ou seja, agindo de forma contrária. Nunca se esqueça disso: “Só existe um problema em comprometer os mandamentos de Deus: Deus está sempre certo”.



Comentando o texto

“Portanto, aqui está Davi, um homem de grande coragem, generosidade e bondade, justo e reto em seus atos, dedicado a Deus e cheio de louvor e ação de graças. Dificilmente poderia ser considerado candidato a um desastre pessoal”.

Louvo a Deus pelo fato de ter colocado em nossas mãos a Sua palavra – as Santas Escrituras. É de Deus a seguinte citação: Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” ( 1 Coríntios 10:12 – versão NVI).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DIA DOS NAMORADOS RETRÔ


Há alguns dias comemoramos o dia dos namorados. A mídia como sempre, bastante agressiva, tentando levar determinados setores empresariais a lucrar o máximo com a data. Veja só em que a transformaram – oportunidade para faturar mais. Data por sinal, cheia de muito romantismo, de gestos, de atitudes. Demonstrações explícitas de muito amor, de muita paixão e de muitas outras coisas que este dia propicia. Entretanto o dia se foi e o que fazer nos outros 364? Você só namora, só ama, só se relaciona com a pessoa amada neste dia? Como ainda não inventaram algo como o “namorômetro”, ou seja, um instrumento capaz de medir a intensidade de seu relacionamento, pergunto: o seu namoro está mais para Cantares (Eros) ou para I Coríntios 13 (ágape)?

 Sem entrar no mérito desta questão, o que desejo mesmo é perguntar: Você ama seu cônjuge? Contenha-se por alguns instantes e antes que você responda afirmativamente, quero desafiá-lo a fazer um teste. Será que mesmo após uma breve reflexão do texto abaixo, a sua resposta continuará sendo: sim, eu amo?

Ele é parte integrante de um livro ainda não lançado no Brasil, autoria de Paul David Tripp, What Did You Expect? Redeeming the Realities of Marriage (Wheaton: Crossway, 2010).

Atente para o depoimento do autor na parte final do texto – O que essa descrição do amor deveria causar em nós?” É simplesmente fantástico!



VOCÊ AMA SEU CÔNJUGE?

Aqui estão alguns excertos do capítulo 12 do livro de Paul David Tripp, What Did You Expect? Redeeming the Realities of Marriage (Wheaton: Crossway, 2010).

1. O que é amor?

Amor é autossacrifício espontâneo pelo bem de outro, que não exige reciprocidade ou que a pessoa amada seja merecedora.

2. Como o amor aparece no casamento?

  1. Amar é estar disposto a ter sua vida complicada pelas necessidades e conflitos de seu marido ou esposa, sem impaciência ou irritação.
  2. Amar é ativamente lutar contra a tentação de julgar e de ser critico com seu cônjuge, enquanto procura maneiras de encorajá-lo e exaltá-lo.
  3. Amor é o compromisso diário de resistir aos momentos desnecessários de conflito, que vêm de comentários ou da resposta a ofensas menores.
  4. Amar é ser amavelmente honesto e humildemente acessível em tempos de mal entendidos, e ser mais comprometido com unidade e amor que com vencer, acusar ou estar certo.
  5. Amor é o compromisso diário de admitir seu pecado, fraqueza e falha, e resistir à tentação de apresentar uma desculpa ou passar a culpa de si.
  6. Amar significa estar desejoso, quando confrontado por seu cônjuge, de examinar seu coração ao invés de colocar-se em sua própria defesa ou mudar o foco.
  7. Amor é o compromisso diário de crescer em amor, de maneira que o amor que você oferece a seu marido ou esposa seja crescentemente altruísta, maduro e paciente.
  8. Amar é não desejar fazer o que é errado quando ele/ela errou com você, mas procurar maneiras concretas e específicas de vencer o mal com o bem.
  9. Amar é ser um bom estudante de seu cônjuge, procurando por suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, a fim de que, de alguma forma, você possa remover o fardo, apoiar-lhe enquanto ele/ela o carrega, e encorajar-lhe ao longo da estrada.
  10. Amar significa estar desejoso de investir o tempo necessário para discutir, examinar e entender os problemas que vocês encaram como um casal, permanecendo nessa tarefa até que o problema seja removido ou que vocês concordem sobre uma estratégia de resposta.
  11. Amar é estar sempre disposto a pedir perdão e estar sempre comprometido a perdoar quando é pedido.
  12. Amar é reconhecer o alto valor da confiança em um casamento e ser fiel a suas promessas e verdadeiro quanto à sua palavra.
  13. Amar é falar amável e gentilmente, mesmo em momentos de discórdia, recusando-se a atacar o caráter de seu cônjuge ou agredir sua inteligência.
  14. Amar é não querer mentir, manipular ou enganar, de qualquer maneira, a fim de cooptar seu cônjuge a te dar o que você quer ou fazer algo do seu jeito.
  15. Amar é não querer que seu cônjuge seja sua fonte de identidade, significado ou propósito, enquanto recusa-se a ser a fonte do sentimento do outro.
  16. Amor é o desejo de ter menos tempo livre, menos horas de sono, ou uma agenda mais lotada a fim de ser fiel ao que Deus chamou você a ser e a fazer como marido ou esposa.
  17. Amor é o compromisso de dizer não aos instintos egoístas e fazer tudo dentro de sua capacidade para promover unidade real, entendimento funcional e amor proativo em seu casamento.
  18. Amar é permanecer fiel a seu compromisso de tratar seu cônjuge com admiração, respeito e graça, mesmo em momentos em que ele ou ela não pareça merecer ou não deseja corresponder.
  19. Amor é a disposição de fazer sacrifícios regulares e custosos pelo bem de seu casamento, sem pedir nada em troca, ou usar seus sacrifícios para deixar seu cônjuge em dívida.
  20. Amar é não estar disposto a fazer qualquer decisão ou escolha pessoal que ameaçaria seu casamento, magoaria seu marido ou sua esposa, ou enfraqueceria o laço de confiança entre os dois.
  21. Amar é recusar-se a ser autofocado ou exigente, mas, ao invés disso, procurar maneiras específicas de servir, apoiar e encorajar, mesmo quando você está ocupado ou cansado.
  22. Amar é admitir diariamente para si mesmo, seu cônjuge e para Deus que você não é capaz de amar dessa forma sem a graça protetora, provedora, perdoadora, resgatadora e libertadora de Deus.
  23. Amor é um compromisso de coração específico a uma pessoa específica que leva você a entregar-se a um estilo de vida específico de cuidado, que requer estar disposto a fazer sacrifícios que tenham em vista o bem dessa pessoa.

3. O que essa descrição do amor deveria causar em nós?

Esse entendimento deveria te levar a uma pausa e, então, à ação: é impossível para qualquer um de nós amar como foi descrito. O padrão é simplesmente muito alto. As exigências são simplesmente muito grandes. Nenhum de nós tem o necessário para alcançar esse padrão. Essa descrição do amor em ação tem me humilhado e afligido. Tem me levado a encarar novamente minha tendência de chamar de amor coisas que não são amor. Ela me força a admitir quão autofocado e ensimesmado eu realmente sou. Ela me lembra de que, quando se trata de amor, não sou um expert. Não, sou pobre, fraco e necessitado.

Jesus morreu não somente para que tivéssemos perdão por não amar como deveríamos, mas também para que tivéssemos o desejo, a sabedoria e o poder de amar como devemos.

Jesus sofreu em amor, a fim de que, em sua luta pelo amor, você nunca, jamais, estivesse sozinho. Enquanto você se entrega a amar, ele te lava com seu amor, de forma que você nunca estará sem o que precisa para amar.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Original aqui







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