sábado, 24 de janeiro de 2015

CALEBE - A HORA MAIS GLORIOSA DE

            Nascido como escravo, com um nome cujo significado é “cão”.
            “Olá, menino escravo, qual é seu nome?”
            “Meu nome é Calebe, senhor.”
            “Cão... hum, isso é apropriado.”
            Mas Deus libertou Calebe e seu povo. A maioria dos israelitas nunca compreendeu plenamente o que era a liberdade. Eles pensavam nela como leite e mel, em vez de panelas de carne e cebolas. Pensavam que o homem com sua vara mágica devia levá-los confortavelmente à Terra Prometida num instante. Mas quando viram os obstáculos surgindo no horizonte, o alimento e a água sumindo ou o homem com o cajado desaparecer numa montanha por algumas semanas, sua liberdade tornou-se um caos, suas papilas gustativas se lembraram das panelas de carne do Egito e eles ansiaram pela escravatura, porque era isso que eles eram — ainda escravos no coração.

            Calebe era diferente. Ele sabia que a liberdade era para servir um novo e divino Mestre. Outros olhavam ao seu redor e queixavam-se a Moisés, mas Calebe via a coluna radiante de nuvem e glorificava ao Deus que o tinha libertado.

            Cedo ou tarde a diferença de atitude entre Calebe e o povo os levaria a uma colisão frontal. Aconteceu em Cades-Barnéia e no deserto de Parã, quando ele voltou de espiar a terra de Canaã com outros onze chefes de tribo. Os espias foram unânimes em afirmar que na terra manava realmente leite e mel, e para provar isso trouxeram algumas frutas, inclusive um gigantesco cacho de uvas.

            Mas dez dos espias deram destaque ao negativo: gente forte, cidades muradas, gigantes. Os corações se derreteram e a Terra Prometida subitamente pareceu pouco promissora. Perdendo sua experiência pré-cristã, os israelitas murmuraram: “Porquanto o Senhor nos aborrece, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos” (Deuteronômio 1:27). “O perfeito amor lança fora o temor” (Comparar com I João 4:18).

            Moisés tentou tranquilizar o povo, mas o clamor dos queixosos simplesmente aumentou. Então um homem se adiantou e exclamou: Has!, que em hebraico corresponde ao nosso “silêncio!”. Era Calebe de Judá. Ele não era um eloquente orador motivacional, mas suas palavras deviam ser um lema e a declaração de missão de qualquer um que deseje entrar no descanso do Senhor, na terra melhor que Ele prometeu. Calebe insistiu: “Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela” (Números 13:30).

            Quimérico?
           “Certamente prevaleceremos.” Qui-mérico?! Calebe sabia como eram as fortificações e os gigantes porque, diferentemente do resto do povo, ele os tinha visto. Seu povo carecia de pessoal, recursos, infraestrutura e orçamento para vencer os obstáculos. Mas quando Calebe disse: “Certamente prevaleceremos”, incluiu o Senhor no pronome “nós”, porque Deus estava com Seu povo.

            Por que então Josué, o outro espia, não fez um discurso também? Ele concordou com Calebe. Mas ele havia sido assistente de Moisés. Todo o mundo sabia que ele tinha interesses na questão. O povo que não escutara a Moisés por certo não ouviria Josué. Mas Calebe não tinha essa ligação especial. Ele podia facilmente ter-se posto ao lado dos outros dez espias. Afinal, não constituíam eles a maioria?

            Era a teocracia e não a maioria que regia o coração de Calebe. A democracia poderia ser uma coisa boa, mas nem mesmo o voto majoritário poderia desviar a determinação de Calebe de seguir o Senhor. Talvez por um breve e brilhante momento a coragem de Calebe acendeu uma centelha de esperança. Mas foi logo apagada quando a maioria assomou à plataforma e começou a discursar contrariamente. Decididos a produzir depressão, falaram mal do país que antes tinham louvado, dizendo que “ele devora seus habitantes.” Eles exageraram comparando-se a gafanhotos na presença dos habitantes de Canaã. Disseram ter visto os nefilins, descendentes dos famosos gigantes que viviam antes do Dilúvio. Canaã era um parque jurássico habitado por “humanossauros”.

            Durante toda aquela noite os israelitas regaram o deserto de Parã com suas lágrimas, e na manhã seguinte, levantaram-se para se rebelar contra seus líderes Moisés e Aarão. Josué e Calebe rasgaram suas vestes e pleitearam com o povo, mas nada conseguiram em troca senão ameaças: A congregação prometeu apedrejá-los (Números 14:10).

            Assim Deus sentenciou toda aquela geração a uma condenação apropriada para seu crime. Não entrariam em Canaã e morreriam no deserto, exceto Calebe e Josué. Ele distinguiu o leal Calebe com uma menção especial: “Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar na terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (Números 14:24).

            Depois de lamentar novamente, o povo levantou-se na manhã seguinte pronto para partir: “Eis-nos aqui, e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado” (Números 14:40). Essa foi uma confissão sem arrependimento. Previamente indispostos a ir aonde Deus os conduzia, agora queriam ir quando Ele não mais estava na direção. Contra a advertência de Moisés, “temerariamente tentaram subir ao cume do monte” (verso 44) e foram perseguidos em todo o sul da Palestina.

            Ficando para trás, precipitando-se para a frente, latindo para a árvore errada. Minha casa, a qual estamos começando a chamar de “Terra dos Caninos”, tem dois cães assim. Quando saio para um passeio, não é natural para Shadow e Prince me seguirem. Esforçam-se para escapar da correia a fim de serem o cão da frente. Facilmente se distraem com um bocado de caça ou um aroma “deliciosamente” repugnante. Para conseguir controlar os bichinhos, Connie, minha esposa, levou Shadow para ser adestrado. E embora ele e Connie tenham tido desacordos sérios, está aprendendo a acompanhar-nos enquanto andamos. Isso leva tempo.
Levou tempo para que os israelitas aprendessem a acompanhar o Senhor. Ele os educou levando-os pelo deserto todo, longe de distrações.

            Perseguindo os gigantes
            Quarenta anos não tornaram Calebe mais forte fisicamente. Nem diminuíram sua confiança em Deus. Quando finalmente chegou o tempo de conquistar o país, Calebe, com seus 85 anos, pediu a pior vizinhança: Hebrom, onde havia os maiores gigantes. Como um exemplo aos israelitas e para provar a verdade do que ele tinha dito em Cades-Barnéia, Calebe ofereceu-se para enfrentar o maior desafio e expulsar os gigantes da cidade (Juízes 1:20). Por estar ele seguindo ao Senhor, os gigantes eram sua presa natural.

            Calebe estabeleceu-se em sua herança. Mas ouvimos a seu respeito uma vez mais. Ele tinha uma filha chamada Acsa e queria que ela se casasse com um homem verdadeiro. Assim, como em muitos contos de fadas, ele anunciou que daria sua filha a um homem que realizasse um ato heróico. Nesse caso, a façanha era tomar a cidade de Quiriate-Sefer, que significa, “Cidade do Livro”. Otniel ganhou o prêmio e casou-se com Acsa, a quem Calebe deu uma gleba de terra.

            Acsa sentiu-se grata pela terra, mas para prosperar nela sua família necessitaria de água para irrigação. Assim encorajou Otniel a pedir um campo com fontes de águas. Mas Otniel receou pedir algo mais a seu poderoso sogro. Podemos ouvir Acsa dizer: “Vá adiante, Otniel, ele é um bom homem. Você conquistou uma cidade mas está com medo de falar com meu pai?” Acsa acabou fazendo ela mesma o pedido a Calebe, e ele generosamente deu-lhe duas fontes (Josué 15:19; Juízes 1:15).

            A hora mais gloriosa de Calebe
            Portanto, qual foi a hora mais gloriosa de Calebe? Talvez seu discurso em Cades-Barnéia, quando ele enfrentou toda a congregação de Israel? Ou quem sabe sua decisão de desafiar os gigantes de Hebrom? Eu sugeriria outra possibilidade: A hora mais gloriosa de Calebe foi os 40 anos no deserto. Essa foi realmente uma espera heroica. Se alguém tinha direito de queixar-se era Calebe. Por causa dos erros dos outros ele foi privado de quarenta anos de vida na Terra Prometida, onde poderia se deliciar com leite e mel, assentado debaixo de uma videira ou figueira. Ele não precisava de todos aqueles anos extras de aprendizagem. Estava pronto para ir. Mas em vez de apressar-se para conquistar Canaã sozinho, ficou com o Senhor e Seu povo faltoso.

             Aprendemos da história de Otniel que Calebe não ficou ocioso no deserto. Ele ajudou educar a geração seguinte a fazer o que ele fez: seguir o Senhor de todo o coração, esperar grandes coisas, e ter a certeza de que Deus proveria para os Seus, justamente como Calebe proveu para sua filha. Aquela geração entrou na Terra Prometida, num momento de crise, e Otniel tornou-se o primeiro dos juízes a libertar Israel.

            Muitos de nós estudamos ou trabalhamos numa cidade de livros. Houve batalhas intelectuais no passado e as haverá maiores ainda no futuro. Mas agora estamos na posição de Calebe durante os 40 anos. Estamos ensinando ou aprendendo como seguir o Senhor de todo o coração, em todos os caminhos, a despeito das fortificações, gigantes e tribulações, ao lugar onde o “Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida, e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima” (Apocalipse 7:17).

            No livro Primeiros Escritos, justamente antes de descrever sua primeira visão (pág. 14), Ellen White escreveu: “Tenho procurado apresentar um bom relatório de algumas uvas da Canaã Celestial, pelo qual muitos me apedrejariam, da mesma forma como a congregação desejou apedrejar Calebe e Josué por seu relatório. (Núm. 14:10). Mas eu vos declaro, meus irmãos e irmãs no Senhor, que essa é uma terra muito boa e devemos subir para possuí-la.”










Autor: Roy Gane (Ph.D. pela Universidade da Califórnia, Berkeley) ensina hebraico bíblico e línguas do Antigo Oriente Médio no Seventh-day Adventist Seminary, Andrews University. Seu endereço postal: Andrews University; Berrien Springs, MI, 49104; EUA.

Fonte: Gane, Roy. (2001). A hora mais gloriosa de Calebe. Diálogo, 13(3), 24-25.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ADVENTISTAS SÃO INCENTIVADOS A ESTUDAR INDIVIDUALMENTE SOBRE A ORDENAÇÃO DE MULHERES


 Os pastores Ted N. C. Wilson (presidente da AG) e Artur Stele (presidente da TOSC) também pedem oração pela direção do Espírito Santo durante o processo.

            Ted N. C. Wilson, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, apelou aos membros da igreja em todo o mundo para que leiam diligentemente o que diz a Bíblia sobre a ordenação de mulheres, e que orem por ele e pelos demais líderes da igreja para que sigam humildemente a orientação do Espírito Santo a esse respeito.

            Os membros da igreja que desejam compreender o que a Bíblia ensina sobre a ordenação de mulheres podem recorrer a um excelente material a respeito do assunto, informou Artur A. Stele. Como presidente da TOSC – Theology of Ordination Study Committee (Comissão de Estudo sobre a Teologia da Ordenação), por dois anos ele supervisionou um estudo inédito sobre o tema, encomendado pela igreja.

            O pastor Stele repetiu o apelo do pastor Wilson para que os membros da igreja leiam a Bíblia e orem sobre o assunto, recomendando a leitura de três declarações sucintas do estudo, que apresentam textos bíblicos e de Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Essas declarações apoiam cada uma das três posições que surgiram durante a investigação da comissão a respeito da ordenação de mulheres.

            O resultado do estudo foi discutido em meados de outubro, no Concílio Anual – a principal reunião dos líderes da igreja. Os 338 membros do Concílio Anual tiveram que decidir se deveriam solicitar aos 2.600 delegados da igreja mundial que tomassem uma decisão final sobre a ordenação de mulheres, votando o assunto na assembleia da Associação Geral, em julho de 2015.

            O pastor Wilson, falando em entrevista, instou cada um dos 18 milhões de membros da igreja a orar fervorosamente e a ler os materiais do estudo que estão disponíveis na página dos Arquivos, Estatística e Pesquisas da igreja, na internet.

            “Os documentos e as apresentações foram elaborados a partir da compreensão de uma leitura clara das Escrituras”, afirmou o pastor Wilson em seu escritório na sede da Associação Geral, em Silver Spring, Maryland (EUA).

            “O Espírito de Profecia nos adverte a aceitar a Bíblia como ela se apresenta”, disse ele. “Gostaria de encorajar cada membro da igreja, e certamente aqueles que serão delegados na assembleia da Associação Geral, a revisar essas declarações em oração, e então pedir que o Espírito Santo os ajude a entender qual é a vontade de Deus.”

            O Espírito de Profecia se refere aos escritos de Ellen G. White que, entre suas declarações de como ler a Bíblia, escreveu no livro O Grande Conflito: “A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com seu óbvio sentido, a menos que seja empregado um símbolo ou figura” (p. 599).

            “Não temos o privilégio de possuir o Urim e o Tumim”, disse Ted Wilson, referindo-se às pedras que o sumo sacerdote israelita usava no tempo do Antigo Testamento para saber qual era a vontade de Deus. “Nem temos um profeta vivo entre nós. Portanto, precisamos contar com a direção do Espírito Santo em nosso estudo particular da Bíblia, ao revisarmos os ensinos das Escrituras.”

            Ele disse que a liderança da igreja mundial está comprometida com um processo muito aberto, justo e cuidadoso” sobre a questão da ordenação de mulheres.

            O pastor Wilson acrescentou que a questão crucial frente à igreja não é se as mulheres devem ou não ser ordenadas, mas se os membros que não concordarem com a decisão final sobre o assunto, seja ela qual for, estariam dispostos a deixar de lado suas diferenças e se concentrar na missão de 151 anos desta igreja: proclamar a mensagem dos três anjos de Apocalipse 14, de que Jesus está voltando.

            Três pontos de vista sobre a ordenação de mulheres
            Em um esforço para compreender o ensino bíblico sobre a ordenação de mulheres, a Igreja estabeleceu a Theology of Ordination Study Committee (Comissão de Estudo sobre a Teologia da Ordenação), um grupo com 106 membros e comumente chamado pelos líderes da igreja pela sigla TOSC.

            A comissão não foi organizada ligada a números proporcionais da representatividade da igreja mundial, mas simplesmente para realizar um estudo de dois anos. No início, comissões especiais de pesquisas bíblicas, em cada uma das 13 divisões mundiais da Igreja, contribuíram no processo de estudo e foram representadas na TOSC.

            O principal objetivo dessa comissão, que concluiu seus trabalhos em junho, foi determinar se era possível encontrar um consenso sobre a ordenação de mulheres, o que não aconteceu. Os membros dividiram as conclusões em três campos, conhecidos como Posição 1, 2 e 3:

            Posição 1: Enfatiza as qualificações bíblicas para a ordenação como encontradas em 1 Timóteo 3 e Tito 1, bem como o fato de que, na Bíblia, as mulheres nunca eram  ordenadas como sacerdotes, apóstolos ou anciãos. Por isso, conclui que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não tem base bíblica para ordenar mulheres.

            Posição 2: Enfatiza os papéis de liderança de mulheres tanto no Antigo como no Novo Testamento, como Débora, Hulda e Júnia, e passagens bíblicas em Gênesis 1 e 3, e Gálatas 3:26-28 que declaram que todas as pessoas são iguais aos olhos de Deus. Portanto, conclui que o princípio bíblico de igualdade permite à Igreja Adventista ordenar mulheres para cargos de liderança na igreja sempre que possível.

            Posição 3: Apoia a Posição 1 ao reconhecer o padrão bíblico de liderança masculina em Israel e na igreja cristã primitiva. Mas, também enfatiza que Deus fez exceções, como no caso de conceder um rei a Israel, quando esse foi o desejo do povo. Esta posição conclui que a ordenação de mulheres é uma questão política da igreja e não um imperativo moral. Portanto, a Igreja Adventista deve permitir que cada campo decida se deve ou não ordenar mulheres.

            Ted Wilson apela aos membros da igreja para que examinem as três posições apresentadas no fim do relatório da TOSC: "Examine todas as apresentações para compreender o que Deus está falando a você pela Palavra e por meio de sua caminhada diária com Ele.”

            Embora a TOSC não tenha chegado a um consenso sobre a ordenação de mulheres, seus membros aprovaram, em unanimidade, uma declaração sobre a teologia da ordenação e, em declaração separada, afirmaram que permanecem “comprometidos com a mensagem e missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia como expressa nas 28 crenças fundamentais.”

            O pastor Wilson espera que todos os membros da igreja assumam a mesma postura de boa vontade.
 
            “Se não formos cuidadosos, o inimigo irá fomentar a controvérsia entre nós, distraindo-nos do propósito de Deus para Sua igreja remanescente, que é proclamar as três mensagens angélicas e anunciar com alegria a breve volta de Cristo”, disse ele. “A grande questão é: qual será nossa atitude em relação à missão contínua da igreja?”

            O que os membros da igreja devem ler
            Artur Stele, presidente da TOSC e diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da igreja, disse que os membros da igreja devem ler pelo menos o resumo das declarações da comissão.

            “Se as pessoas quiserem ter uma rápida noção, podem ir às declarações resumidas”, informou o pastor Stele em entrevista. “E então, poderão ler os resumos das posições.”

           Os resumos mais longos são parte do relatório final, com 127 páginas, que incluem a definição da teologia da ordenação aprovada pela TOSC, a história da Comissão e uma lista de diversos trabalhos acadêmicos elaborados para estudo.

            Esse estudo foi iniciado a pedido de um delegado na última assembleia da Associação Geral, em 2010, e sua necessidade foi enfatizada por um coro crescente de pedidos de alguns líderes para ordenar mulheres em algumas regiões. Para complicar a situação, três das 124 uniões da igreja – duas nos EUA e uma na Alemanha – autorizaram a ordenação de mulheres em 2012, apesar do apelo dos administradores da igreja para que esperassem o resultado do estudo e o possível voto na assembleia da Associação Geral, em 2015. A igreja mundial não reconhece a decisão dessas três uniões.

            O pastor Stele insta com os membros da igreja para que não sejam influenciados pelo ponto de vista de outras pessoas sobre a ordenação de mulheres, mas que cheguem às suas próprias conclusões por meio do estudo da Bíblia, com oração.

            “Essas declarações das posições poderiam  realmente ajudar, porque nelas, todas as passagens principais são interpretadas sob diferentes ângulos”, disse ele, tendo em  mãos uma cópia do relatório final da TOSC.

            O pastor Stele disse que os membros da igreja podem influenciar de várias maneiras a discussão sobre a ordenação de mulheres, inclusive falando com os delegados que irão representá-los na próxima assembleia da Associação Geral, que será realizada em San Antonio, Texas (EUA).

            De igual modo, o pastor Wilson disse que os membros da igreja devem expressar  suas convicções para os pastores de sua igreja e os presidentes das associações, mas pede que toda conversa ou carta seja respeitosa e cristã.

            “Porém, o mais importante é contarmos com as orações para que, como líderes, possamos humildemente ouvir a voz da intervenção direta do Espírito Santo e a vontade de Deus como revelada nas Escrituras.”

             O pastor Stele concorda dizendo: “Penso que o melhor e mais importante modo de cada membro da igreja participar é orando. Ore pelo processo e pela assembleia para que prevaleça não a sabedoria humana, mas a vontade de Deus.”




Links da Web relacionados

A n s e l O l i v e r / A NN Relatório final da TOSC com declarações avançadas:
adventistarchives.org/final-toscreport.pdf

Todos os documentos relacionados com a questão da teologia da ordenação podem ser encontrados nessa seção especial, na página dos Arquivos, Estatísticos e de Pesquisa da igreja: adventistarchives.org/ordination.

Novembro 2014 | Adventist World págs.5,6,7

Autor: Andrew Mc Chesney, editor de notícias, Adventist World

Fonte: Revista Adventist World, edição Novembro/2014

sábado, 10 de janeiro de 2015

2015 SERÁ O ANO DA...


            O ano de 2015 será o que você projetar. Será o ano da retomada; do recomeço; da restauração; da reforma, do reavivamento; da consagração, de crescimento; de rever conceitos, de desaprender e aprender de novo, de transformar desafios em oportunidades, e de muito mais, inclusive um ano de vitórias; se você assim o desejar!
            Acredite, a Palavra de Deus afirma que tudo é uma questão de atitude diante das circunstâncias que se nos apresentarão no dia a dia. A palavra de ordem é: não procrastine!
             Consideremos primeiramente o fato de que o nosso Deus é um Deus de ordem. Aliás, ordem é a primeira lei do Céu. Ordem implica em planejamento. Nosso Deus é um Deus que planeja. Jamais Ele foi ou será apanhado de surpresa. Percebemos isto em todos os confrontos ocorridos entre o Criador e o inimigo; logo, nós como filhos e filhas de Deus precisamos aprender a planejar nossas vidas.

          Aprendendo a planejar
          Você não apenas pode, mas deve planejar sua vida, quer seja no âmbito pessoal, profissional, familiar, conjugal e principalmente no âmbito espiritual. Ao planejá-la você deverá:

            Tomar resoluções. A mais relevante resolução de todas: priorizar a Deus. Onde é que na Palavra de Deus está escrito isso? Todo crente que se preza sabe de cor este versículo: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33)   e repetido em  Lucas 12:31 . “E todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. De que coisas Jesus estava se referindo? Daquelas coisas que já nos dias de Jesus as pessoas se preocupavam em demasia para conseguir – comida, bebida, vestimenta. Preocupar-se com isto é coisa de pagão (pessoas não tementes a Deus); é nosso Pai celestial que faz tal afirmação (Mateus 6:32).

            Estabelecer alvos compatíveis. Espera-se que todo cristão estabeleça alvos para os mais diversos segmentos de sua vida; alvos compatíveis significa alvos realistas, cujas  propostas devem ser atingidas. O progresso em atingir esses alvos deve ser firme e persistente.
           Ao construir o muro de Jerusalém, Neemias começou com uma situação caótica (Ne 2:17).  Enquanto o trabalho progredia, ele avaliava o progresso (Ne 4:6; 6:1).
           Quando os portões foram colocados, ele pode documentar o término do primeiro objetivo com sucesso (Ne 6:15). Então ele prosseguiu em direção ao segundo alvo - objetivo que já tomava forma em sua mente – a consolidação do trabalho.

            Se esforçar. Nada de bom acontece sem esforço, sem dedicação. Ore a Deus e não saia correndo atrás, para ver o que acontece. Não acontece nada se a gente não se esforçar, se não trabalhar, não tiver um planejamento. Ou seja, só ficar na expectativa e não mergulhar, não encarar, não enfrentar os problemas; não nos levará a lugar algum. Nossa primeira atitude é sempre correr atrás, não fugir do problema, ir atrás dele para resolvê-lo. Devemos sempre procurar entender as questões com profundidade e ver quais são as soluções.
            Procure adotar uma estratégia para resolver, ver todas as formas e os ângulos de determinado problema para depois pedir à Deus e sair correndo atrás. Seja persistente!
            Jamais recorra a lobos para se defender de cães. Desde que seja possível, se você não é suficientemente apto para lidar com um problema, melhor não se envolver com ele. Não pense que, ao chamar alguém mais esperto do que você, ele vai te ajudar. Pode até atrapalhar. A Palavra de Deus afirma: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Salmos 1:1).

           Demonstrar interesse pelos outrosComo cristão, além de colocar Deus em primeiro lugar em sua vida e ser leal aos quer estão a sua volta, você terá mais que provável verdadeiro interesse pelos outros.
           Seu altruísmo fará com que você trate dignamente aqueles que estão sob a sua influência, respeitando as diferenças, seus pontos de vista, suas ideias; procurando a melhoria pessoal de cada um, e colocando o bem estar deles acima do seu próprio.
           Identifique-se com as pessoas e as pessoas o acharão acessível; não tente dominar as pessoas como os outros costumam fazer. O cristão tem de dar o exemplo. Isso exige dedicação, força, coragem, justiça, honestidade, paciência e persistência.

            Ter convicção.  Proveniente de um compromisso básico de viver sob a autoridade da Palavra de Deus está a convicção. Em que consiste a convicção? Que é isso? É a certeza adquirida por fatos ou razões, que não deixam dúvida.
           A convicção tem como fundamento nossa fé em Deus, e a fé forma a base de nossa confiança em nós mesmos, a coragem com que enfrentamos a oposição, e nossa dedicação à tarefa que temos à mão. “É impossível agradar a Deus a não ser pela fé. Por quê? Porque qualquer um que deseja se aproximar de Deus deve crer que Ele existe e que se preocupa o bastante para atender aos que O procuraram” (Hebreus 11:6 The Message: The Bible in Contemporary Language).
           Sem essa espécie de convicção, não pode haver realização que perdure.

            Conclusão
             A lista é enorme e poderia se estender por páginas e páginas contendo entre outros itens: Integridade, lealdade, estabilidade, proatividade, visão, discernimento, equilíbrio, motivação, entusiasmo, tato, interatividade, comunicabilidade; virtudes que colocadas em prática farão de ti um abençoado, um vitorioso em 2015.
            A decisão está em suas mãos. Você decide.
            Decida-se por fazer parte do time de Deus. Do time dos vitoriosos!
            É o eu desejo e a minha oração. Amem!!!


















© Nelson Teixeira Santos

sábado, 3 de janeiro de 2015

CÉU O LUGAR IDEAL


Vi novo céu e nova Terra” (Apocalipse 21:1).

            Introdução
            Nas últimas três décadas que antecederam a virada do milênio um tema tomou conta da igreja adventista do sétimo dia de uma forma surpreendente – a volta de Jesus. Pregações. Literatura. Hinos. Muita coisa foi produzida sobre o recorrente tema.    Curiosamente todos sabiam, inclusive as mentes pensantes da instituição – os teólogos, que algumas coisas ainda estavam por acontecer antes que Jesus regressasse à Terra. No entanto ninguém levou isto em consideração e todos se deixaram levar pela euforia que tomou conta da igreja, pois todos acreditavam piamente que a nossa bendita esperança concretizar-se-ia antes da virada do milênio. Mas o tempo passou, a virada aconteceu; quinze anos são passados e Jesus ainda não voltou. Por quê? Por diversas razões, entre elas porque o tempo e a hora de Deus ainda não chegaram. Por mais que a tardança se faça presente não devemos deixar de acreditar nesta promessa.

            Por pelo menos sete razões o Céu será um lugar perfeito:

            1. Teremos um novo corpo (1Co 15:50-54; 2Co 5:4).
           Nosso corpo atual se cansa, sente dores e se torna enfermo. Com o tempo, envelhece e os reflexos tornam-se lentos. Nossos olhos se escurecem, e a audição fica comprometida. Surgem os cabelos brancos, as rugas, e a gravidade nos vence. A maioria das pessoas não está feliz com o corpo. Milhões são gastos em cirurgias e tratamentos para corrigir ou cobrir as imperfeições e deformidades. No Céu, não precisaremos mais lançar mão desses recursos.

            2. Viveremos na melhor casa que se pode imaginar (Jo 14:1-4).
            Aqui obviamente não há nenhuma casa perfeita. Seres imperfeitos não produzem nada 100% perfeito. Nunca estamos plenamente satisfeitos ou realizados com as casas em que moramos. Sempre há algum problema, como rachaduras, infiltrações, quartos apertados, falta de espaço, linhas telefônicas ou abastecimento de água e gás precários, em países de clima muito frio neve para ser removida ou escadas que dificultam a vida dos mais idosos. No Céu, viveremos em casas perfeitas, projetadas pelo Arquiteto perfeito. Se em seis dias Deus fez este mundo extraordinário, o que Ele não estará preparando, em termos de moradia, em milênios?

            3. Teremos alimento incomparável (Ap 19:9; Mt 8:11).
            Qual o melhor restaurante em que você já comeu? Ou talvez você nunca se deu a esse luxo. Já tive esse privilégio e confesso que saí de lá decepcionado. Mesmo que você seja extremamente cuidadoso com sua alimentação, abstendo-se da ingestão de alimentos cárneos, doces, salgados, frituras e refrigerantes; ainda assim, adotando uma dieta vegetariana, é praticamente impossível certificar-se acerca de sua procedência. Não estamos imunes à contaminação por micro-organismos ou agrotóxicos. Contudo, no Céu, todos participaremos em uma enorme mesa, onde compartilharemos do melhor cardápio possível, sendo que o chef é o próprio Jesus.

           4. Encontraremos pessoas interessantes (Hb 11:39, 40).
           Presenças, ausências, a nossa presença – muitas surpresas nos estão reservadas ao adentrarmos os portões celestiais. Como será o encontro com pessoas interessantes? Por anos, ouvimos falar delas, lemos e meditamos sobre suas vidas – os heróis e heroínas da fé e tantos outros personagens pós-bíblicos. Chegará, então, o momento de encontrá-las. Com quem você mais gostaria de conversar? Adão? Eva? Moisés? Rute? Daniel? Pedro? Paulo? Nicodemos? Zaqueu? Particularmente também tenho meus personagens preferidos: Jonas, Elias, Eliseu, Raabe, João Batista. Eles serão seus e meus, nossos amigos na eternidade.

            5. Reencontraremos nossos queridos (1Ts 4:13-17).
            Aos olhos humanos, perdas. Fomos privados de sua presença, companhia, influência por razões que não nos foi possível entender naquele momento - pais, mães, irmãos e amigos, pessoais especiais. Desejamos vê-los outra vez e ouvir sua voz. Queremos ver fisionomias que nunca esquecemos e segurar-lhes as mãos.

            6. O Céu será a terra do “não mais” (Ap 7:16, 17; 21:4).
            A simples inexistência do pecado propiciará uma nova ordem, vivenciada até então, somente por Adão e Eva antes da queda. Não mais fome, sede, desencantos, dores, lágrimas, morte, separações. Não mais insegurança nem portas fechadas. Nada de injustiça, violência, coisas impuras nem pessoas más. Pense nas coisas que aqui desgostam você. Elas não estarão lá. Não haverá mais pecados e quedas (Ap 21:27). Ellen G. White narra de forma magistral este tão aguardado momento: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. D’Aquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, pág. 675).

            7. A mais radiante e doce razão:
            A Palavra de Deus afirma enfaticamente que “Ninguém jamais viu a Deus” (1 João 4:12). Moisés ao manifestar este desejo foi lhe permitido apenas um vislumbre. Diferentemente, lá no Céu veremos Deus Pai, Filho e Espírito Santo face a face (1Jo 3:2; Ap 22:4).


           Conclusão:
           O hino de n° 123 do Hinário Adventista encerra em um de seus versos uma verdade que jamais devemos olvidar: “Eu sei que há um Céu para mim”. Você é convidado de honra. Eis o convite: “O Espírito e a noiva dizem: "Vem! “E todo aquele que ouvir diga: "Vem! “Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida” (Apocalipse 22:17).
            Somos todos e estamos todos convidados. Preparara-nos para o Teu reino.
            É o meu desejo, a minha esperança e a minha oração. Amém!!!





Para saber mais leia:
Ellen G. White, O Grande Conflito, cap. 42, O Final e Glorioso Triunfo, págs.659-675.






© Nelson Teixeira Santos