quarta-feira, 2 de maio de 2018

SERMÃO “MISCELÂNICO”?



Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15 - ACF).

            Introdução
            Há algum tempo tive o privilégio de folhear uma revista denominacional do século passado, mais precisamente da década de 1970. Curiosamente encontrei o desabafo do redator chefe (desabafo do qual também pactuo), que dizia mais ou menos assim: “as congregações clamam por sermões mais bem elaborados”.

            A realidade
            Pois bem, já se passaram mais de cinquenta anos e o clamor continua valendo, atual, ainda necessário.
            É profundamente lamentável o fato de que nas mais diversas denominações cristãs, existam pessoas, que como afirma o apóstolo Paulo, “são zelosas de Deus, mas não com entendimento” (Rm 10:2).  Isso acarreta as mais desastrosas e terríveis consequências, pois estamos tratando com pessoas que correm o risco de terem a sua salvação comprometida por conta do que está sendo proferido dos púlpitos em nome de Deus.
            É triste, mas temos que admitir que grande parte das pessoas as quais são confiadas o púlpito, não conseguem discernir o que realmente seja um discurso, uma palestra, uma preleção, um comentário, um estudo bíblico de um sermão propriamente dito. E o resultado? O título da mensagem encerra uma dica.

            Objetivo da mensagem
            Pelo fato da Palavra de Deus determinar mais de uma vez que “não devemos julgar as pessoas” (Mt 7:1; Lc 6:37); o objetivo deste artigo não é julgar ninguém.
            O que está sendo avaliado é a incapacidade para o desempenho de uma das funções mais grandiosas já confiada a nós seres humanos, ou seja, o compartilhar da Palavra de Deus. Está escrito: “Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Isaías 52:7 - ACF).

            Exemplos
            Alguns exemplos que vão ajudar a elucidar o que estamos tentando dizer:

            (a) - Desde quando extensos relatos autobiográficos, validados por anos e anos de igreja (convenhamos, isto não significa santidade e muito menos consagração), proferidos sob aparente emoção, intercalados de passagens bíblicas pode ser chamado de sermão?
            (b) - Desde quando, dá para chamar de sermão, o fato de alguém ocupar o púlpito com meia dúzia de livros debaixo do braço, cuja autoria é atribuída, ou não, a alguém reverenciado pela denominação religiosa e a partir daí, fazer extensas e tediosas leituras  e ao final de cada leitura realizar um comentário, cobrando da congregação um posicionamento diante do que foi exposto?
           (c) – Desde quando uma mensagem demasiadamente extensa, sem conteúdo bíblico, enfadonha, fruto da imaginação fértil de alguém que não consegue discernir entre o que literal do que é simbólico, um verdadeiro atentado à inteligência alheia pode ser enquadrada na categoria sermão?
            (d) – Desde quando um amontoado de extensas leituras bíblicas, intercaladas de diversos cânticos congregacionais, mescladas de testemunhos pessoais e acrescidas de outros tantos solos, enquadram-se na categoria sermões?
           (e) – Desde quando enlatados institucionais de qualidade muitas vezes duvidosa, indigestos nos mais variados aspectos, geralmente trazendo em seu bojo imposições à congregação, podem respeitosamente ser chamados de sermões?

            Certa vez presenciei uma cena que seria cômica, se não fosse trágica. A esposa de um líder local, influente, em seu “momento de glória” (aquele momento em que pessoas despreparadas, não consagradas assumem o púlpito), proferir uma tremenda heresia. Ao despedir-me na porta da igreja, de modo respeitoso, para não colocá-la numa situação constrangedora afirmei:
            -Irmã, a senhora cometeu um equívoco, afirmando algo completamente contrário ao que diz a Palavra do Senhor.
            - Não cometi equívoco nenhum. Eu sei que o que foi dito estava incorreto, mas foi assim que estava escrito no script que recebi da instituição.
            E aí, pergunta-se: dizer o quê a uma criatura dessas?

            Tais deslizes não deveriam, contudo são até aceitos quando são cometidos por pessoas leigas, mas o que dizer quando pessoas graduadas (quem ler entenda) além de validar sua autoridade nos anos de serviços prestados à instituição religiosa, em diplomas, fazem questão de expor seu currículo. A coisa já começa a ficar tensa quando da sua apresentação à igreja: bacharelado em..., pós-graduado nisto, doutorado naquilo, mestrado em teologia e o estrelismo continua durante a exposição da “palavra”; tiram textos bíblicos de seus contextos e os aplicam segundo a sua conveniência, ou seja, estão reescrevendo a Bíblia?
            São mestres, no entanto olvidam as maldições que estão reservadas àqueles que deliberadamente acrescentam ou tiram algo contido na Palavra de Deus (Ap 22:18 - ACF; Ap 22:19 -  ACF).

            Quer sejamos pregadores leigos, pastores, teólogos renomados, ou não, precisamos entender “que um consagrado ministro, um pregador cheio do Espírito Santo é como se fosse Deus confrontando com a humanidade. No plano divino, o sermão não é simplesmente alguma coisa boa feita por um homem bom. Não é meramente uma palestra teológica ou bíblica; não é um comentário de eventos correntes. Um sermão é Deus revelando-Se, alcançando-nos e apelando a nós para uma tomada de decisão. Isto só é possível através de mensagens da Palavra de Deus” (Horne Pereira da Silva, Culto e Adoração, pág. 147).

            Surrado clichê
            Certamente você já deve ter ouvido algumas vezes este chavão: “igrejas são semelhantes a hospitais para onde converge todo tipo de doentes; todo tipo de doente, inclusive, doentes da alma”. Isso não deixa de ser verdade, mas também não é novidade para ninguém, pois a própria Palavra de Deus testifica essa verdade em três dos quatro evangelhos: Mateus 9:12;  Marcos 2:17; Lucas 5:31. Qual o problema então?
            O problema é que devido à forma com que tal verdade é apresentada, abre precedentes perigosos, pois tendem a colocar a salvação das pessoas em risco. O fato de a igreja ser considerada hospital não nos dá o direito de recusarmos o remédio e continuarmos doentes, isto é pecando. Conversão significa, entre outras coisas, passar a viver em novidade de vida.
            A bem da verdade, a igreja até pode ser considerada hospital, contudo, ela é o lugar onde Deus se manifesta de uma forma especial. É preciso que neste local haja, entre outras coisas, reverência. Deus não concede a ninguém o direito de transformar os cultos, sob o pretexto de inovação, num verdadeiro circo!

            Revendo conceitos
            Não temos o direito de constranger ou desrespeitar quem quer que seja que se faça presente ali; pessoas pelas quais Jesus Cristo derramou Seu precioso sangue na cruz do calvário. Deus não tolera pedras de tropeço em Suas fileiras e adverte-nos: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:7).
            Em tempo: onde está escrito que somos ou estamos obrigados a ocupar funções eclesiásticas sob pretexto de perdermos o céu? Mero preceito humano que nada tem a ver com Deus ou com qualquer um de Seus mandamentos.
            Afinal, onde foi que colocaram o livre arbítrio? Não somos obrigados a nada que nos for imposto, principalmente se nos dermos conta de que tal chamado não procede de Deus.
            Não deveria haver espaço para politicagem nas fileiras do povo de Deus!  Aliás, a maioria delas (igrejas) se autointitulam apolíticas. Estas são as piores, pois fazem política nos bastidores, na calada da noite, por debaixo dos panos e isso é inaceitável.
            A pergunta que não quer calar é: Onde está escrito que alguma instituição religiosa, seja ela qual for, tem o poder de determinar o destino eterno de alguém? Fique você sabendo meu irmão em Cristo, que isto é prerrogativa divina! 
            Poderíamos passar muito tempo relatando sobre bobagens, insanidades, heresias cometidas diretamente dos púlpitos e pasmem; tudo em nome de Deus, contudo, vamos ater-nos ao que interessa – os sermões.

            Principais tipos de sermão
            Não é necessário ser versado em Oratória Sacra para saber que existem muitos tipos de sermões e variados são os métodos quanto a sua classificação.  Entre os estudiosos do assunto, alguns classificam os sermões de acordo com o seu conteúdo ou assunto; outros segundo a estrutura, e ainda existem aqueles que os classificam quanto ao método psicológico usado no momento da apresentação da mensagem.
            Existem ainda outros métodos de classificação; basicamente podemos classificá-los em três grupos: temáticos, textuais e expositivos.
            Sermão temático, segundo James Braga, em seu livro intitulado Como Preparar Mensagens Bíblicas “é aquele cujas divisões principais derivam do tema, independentemente do texto”.
            Sermão textual para ele, “é aquele em que as divisões principais são derivadas de um texto constituído de uma breve porção da Bíblia. Cada uma dessas divisões é usada como uma linha de sugestão, e o texto fornece o tema do sermão”.
            Sermão expositivo, concluindo suas definições, “é aquele em que uma porção mais ou menos extensa da Bíblia é interpretada em relação a um tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da passagem, e o esboço consiste em uma série de ideias progressivas que giram em torno de uma ideia principal”.
            Um tanto quanto complicado não é? Pois bem. Vamos então usar as definições dadas pelo Pr. Emilson dos Reis, em seu livro intitulado Como Preparar e Apresentar Sermões, na tentativa de facilitar a classificação:
            Sermão temáticoé aquele que começa com a escolha de um assunto e então segue com a busca dos textos necessários para apoiá-lo”.
            Sermão textualé aquele que é baseado em um texto bíblico curto (cujo tamanho vai desde uma simples frase até uns poucos versículos)”.
            Sermão expositivoé aquele baseado em um único texto bíblico, geralmente longo. Esse texto pode consistir de uns poucos versos, de um ou dois capítulos, ou até de um livro inteiro da Bíblia”.

            A estrutura de um sermão
            A construção de um sermão passa fundamentalmente por este caminho: o tema, o título, a introdução, a argumentação e a conclusão; caso contrário, não pode ser considerado sermão.

            O preparo do pregador
             Muito mais importante do que o tipo ou a estrutura de um sermão, está o preparo do pregador. Ele deve, acima de tudo ser um incansável estudioso da Palavra de Deus, deve ser um homem de oração, deve manter aquecido o seu coração, deve efetuar diariamente um exame de si mesmo, bem como cuidar bem de seu corpo.

            Qualidades de um pregador
            Algumas qualidades são indispensáveis a quem se propõe compartilhar a Palavra de Deus a partir de um púlpito: consagração, dependência do Espírito Santo, identificação com a mensagem, humildade, sensibilidade, entusiasmo, conhecimento, inteligência, memória, imaginação, vocabulário, síntese, fluência, coragem, observação e expressão corporal.
            O Pr. Horne Pereira da Silva afirma que “ser um pregador é a mais alta vocação. Estar em condição para realizar tal obra somente é possível através do Espírito Santo” (Culto e Adoração, pág. 149). Ellen G. White conclui: “A pregação da Palavra não será de nenhum proveito sem a continua presença e ajuda do Espírito Santo” (DTN, pág. 647).

            Sermão miscelânico”?
            Mas afinal de contas: que vem a ser “sermão miscelânico”?
            Evidentemente não existe tal classificação, mas ele existe sim! É aquele em que a saída do culto você pergunta a alguém sobre o que tratou o sermão. Ele para, pensa e como resposta você obtém o surrado chavão: “sobre um monte de coisas”. É isso mesmo, uma mistura de coisas diversas – verdadeira miscelânea!

            Conclusão
            É constrangedora e preocupante a nossa realidade. Precisamos todos nós, pregadores e congregações, rever urgentemente nossos conceitos homiléticos.
            Pregadores, inclusive os que possuem bacharelado em teologia, tem o dever de se prepararem melhor para o exercício de uma tarefa tão grandiosa!
            Congregações tem o direito de exigir de seus líderes sermões mais bem elaborados, com mais qualidade, mais edificantes, mais cristocêntricos!
            Os responsáveis pelas escalas de pregadores precisam selecionar melhor aqueles que terão a incumbência de revelar a vontade de Deus diretamente dos púlpitos!
            Deus não só merece, mais precisa e deve ser honrado, glorificado e acima de tudo adorado através de nossos sermões!
            Este é o meu desejo e a minha oração. Amém!!!


            Referências:
              1 - EMILSON DOS REIS, Como Preparar e Apresentar Sermões, CPB, 2016.
              2 - HORNE PEREIRA DA SILVA, Culto e Adoração, Imprensa Universitária Adventista, 1994.
              3 - JAMES BRAGA, Como Preparar Mensagens Bíblicas, Editora Vida, 1999.



            © Nelson Teixeira Santos              

  

domingo, 29 de abril de 2018

A ARTE DE OUVIR



Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1– ACF).



            Introdução
            Enquanto o objetivo primordial de Deus é a nossa salvação, o inimigo comum visa a nossa destruição. Ele se utiliza de muitas formas para realizar o seu intento. Uma das mais eficazes consiste em tirar-nos do foco. Ele o faz enchendo o nosso mundo de sons e distrações.
            Está escrito: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1- NVI), até mesmo, “tempo de calar e tempo de falar” (Eclesiastes 3:7 – NVI).
            Logo, em mundo repleto de sons e distrações, como o nosso, escutar é essencial: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar” (Tiago 1:19 – NVI).
            Muito embora a Bíblia seja taxativa ao afirmar que Deus sempre ouve as nossas petições, este fato sempre causa-nos certa angústia; nós queremos ser ouvidos por Deus!
            Agora, se você quer ser ouvido por Deus, terá primeiramente aprender a ouvi-Lo!

            As estatísticas
            Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) aproximadamente 360 milhões de pessoas ao redor do mundo têm problemas de audição. E 1,1 bilhão de jovens correm esse risco por causa da exposição a ruídos excessivos, principalmente pelo uso de fones de ouvido dos aparelhos celulares utilizados num nível sonoro muito elevado.
            Mas o que não costuma ser contabilizado é outro tipo de perda auditiva: a surdez espiritual. Esse é um problema real que pode afetar todos nós.

            O início
            Ouvir é uma experiência que começa cedo. Adam S. McHugh iniciou seu premiado livro The Listening Life: Embracing Attentiveness in a World of Distraction... (Ouvindo a Vida: abraçando a atenção em um mundo de distração, InterVarsity, 2015) com estas palavras: “Ouvir vem primeiro. Você ouve mesmo antes de ter consciência disso. De dentro do útero, o bebê já ouve a voz dos pais. Depois do nascimento, ele passará os meses seguintes ouvindo as palavras que eles falam, sussurram e cantam para ele, até que um dia começará a ecoar essas palavras, uma sílaba imperfeita de cada vez.”

            O problema
            Entretanto, em algum momento, conforme o autor reconhece, começamos a violar essa regra e a inverter a ordem natural das coisas: em vez de ouvir, primeiro falamos. E alguns falam sem parar… Talvez seja por isso que Tiago (1:19) aconselha cada um a ser pronto para ouvir, mas cuidadoso ao falar.
            Por que ouvir é uma arte?
            Na antiguidade e ainda hoje, em sociedades com baixo nível de alfabetização e limitado acesso a fontes escritas, a comunicação é basicamente oral. Portanto, ouvir é uma arte, e algumas pessoas conseguem memorizar livros inteiros. Não é por acaso que a palavra “ouvir”, ao lado de suas variações, aparece mais de 1.500 vezes na Bíblia, a começar pelo primeiro “credo”: “Ouve, Israel” (Dt 6:4).

            Assunto importante para o apóstolo Paulo
            Todos nós, cristãos, sabemos da importância da fé no processo de santificação (Hebreus 11:6 - ACF; Hebreus 12:14 – ACF).
            Para o apóstolo Paulo, a fé vem por ouvir a mensagem da Palavra (Rm 10:17).                 Naturalmente, ler a Palavra é um ato com um poder indiscutível. Porém, ouvi-la, no sentido literal e metafórico, tem um efeito maravilhoso.
            Ellen White comentou: “A Bíblia é a voz de Deus a falar-nos exatamente como se pudéssemos ouvi-Lo com os nossos ouvidos” (Nos Lugares Celestiais, p. 135).
            Ao ouvir, concentramos a mente e o coração em algo ou alguém além de nós mesmos e o Espírito Santo nos impressiona a agir em determinada direção.

            Expressão utilizada por Jesus
            Jesus usou várias vezes a expressão “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15; 13:9, 43; Mc 4:9, 23; Lc 8:8; 14:35). É como se Ele estivesse pedindo: “Preste atenção! Isto é importante.” A frase aparece repetidamente também em Apocalipse 2 e 3, incluindo o conhecido apelo de 3:20: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Apocalipse 3:20 – NVI).

            O problema comum
            O problema é que, muitas vezes, apenas ouvimos, mas não escutamos. Há uma sutil diferença entre os dois verbos: enquanto o primeiro está mais ligado ao sentido físico e à captação do som, o segundo tem mais a ver com prestar atenção e compreender o significado, retendo a mensagem.
            Os cristãos empenhados no cumprimento da missão acham que têm que falar, falar e falar, e em voz alta, o que é verdade. Mas a dimensão do ouvir não pode ser esquecida. Deus reclamou várias vezes de que Seu povo não O ouvia (Sl 81:11; Jr 17:23; Ez 3:27; Zc 7:11). Ser surdo por não querer ouvir é sinal de rebeldia.

            Conclusão
            Ouvir é uma disciplina espiritual que precisa ser resgatada e praticada. Não no sentido místico, mas no sentido de entender e obedecer.
            Se você quer que Deus o ouça, precisa primeiro aprender a ouvi-Lo. Isso exige atenção e senso de urgência.
            A Bíblia encerra no AT, um exemplo clássico de alguém que aprendeu essa lição. Não apenas aprendeu a ouvir e a obedecer, mas também em reconhecer e confiar na voz de Deus: Abraão. 
            Você já observou como certos sons, como gritos, choros, escapamentos de veículos, sirenes etc. têm o poder de chamar nossa atenção imediatamente? A voz de Deus também deve ser ouvida com rapidez.
            Este é o meu desejo e a minha oração. Amém!!!








© Nelson Teixeira Santos


domingo, 1 de abril de 2018

FESTIVAIS DA MENTIRA


Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. Provérbios 26:18, 19
Por que as pessoas mentem e propagam histórias falsas? Muitas vezes, é apenas uma questão de ignorância pessoal ou de compartilhar alguma informação sem confirmar antes se ela é confiável. Mas mentiras deliberadas e histórias falsas normalmente têm a intenção de enganar os outros e tirar vantagem deles, ou ainda de fazer graça da ingenuidade e credulidade das pessoas. Muitas culturas ao redor do mundo escolheram o dia 1o de abril como o “Dia da Mentira”, no qual histórias falsas são contadas e depois explicadas para divertir-se à custa de quem acreditar nelas.
Por incrível que pareça, a arte de mentir por diversão é estimulada até mesmo em competições. Por exemplo, em Cumbria, Inglaterra, há uma competição anual de mentiras chamada “O maior mentiroso do mundo”. Políticos e advogados não têm permissão para competir, porque “são considerados habilidosos demais na arte de falar balelas”. A pequena cidade de Nova Bréscia, no Rio Grande do Sul, é conhecida como a capital nacional das mentiras e realiza, a cada dois anos, o “Festival da Mentira”. As histórias devem ser originais e tão semelhantes à verdade quanto possível, para deixar a plateia em dúvida em relação à sua veracidade.
Mentiras amadoras e profissionais sempre focam na reação psicossocial do público. De uma perspectiva mais ampla, podemos dizer que, em geral, não há nada de errado em se divertir com algumas histórias e piadas moralmente aceitáveis e inofensivas. O problema começa quando elas se tornam uma forma de intimidar e menosprezar os outros. As coisas pioram ainda mais quando alguém assume a postura sarcástica expressada muito bem pelo termo alemão schadenfreude, que se refere ao sentimento de prazer, ou satisfação, derivado do infortúnio alheio.
A Bíblia usa palavras muito fortes para falar sobre a mentira. Para começar, Cristo caracterizou o Espírito Santo como “o Espírito da verdade” (Jo 16:13), e Satanás como “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44). O rei Salomão condenou a mentira até mesmo quando a finalidade é brincar com os outros (Pv 26:18, 19).Quando Ananias e Safira mentiram para os apóstolos, o ato foi considerado uma mentira ao Espírito Santo, passível de morte (At 5:1-11). E somos informados de que todos os mentirosos ficarão de fora do Céu (Ap 21:27).
Lembre-se de que não importa o tipo, mentira é mentira e deve ser evitada.

Alberto R. Timm - MD 01042018
Fonte: https://mais.cpb.com.br/meditacao/festivais-da-mentira/

sexta-feira, 23 de março de 2018

ANDANDO DE MODO DIGNO (3)





            Introdução
            Como já foi dito na segunda mensagem desta série, em Efésios, capítulo 4, o apóstolo Paulo começa a aplicação prática da teologia esboçada nos três capítulos anteriores. A ação da graça divina deve ser seguida pela resposta humana. “Rogo-vos, pois”, começa Paulo.
            Portanto, é necessário entender e internalizar a verdade de que a doutrina não é retórica vazia; é o “pois”, o “portanto”, o fundamento da ética e da prática cristã. Paulo classifica essa prática como andar de modo digno (Ef 4:1). Efésios 4:1-16 envolve as características, o propósito e a capacitação do que anda.
            Nesta terceira e última etapa, vamos focar na capacitação do que anda.
            A unidade que foi alvo da segunda mensagem que compõe a trilogia de “Andando de modo digno”, não é um fim em si mesma. É um testemunho para inspirar o mundo a crer em Cristo como o Senhor e Salvador enviado pelo Pai.
            Harmonia e união entre homens de diferentes disposições é o testemunho mais forte possível que Deus enviou Seu Filho para salvar os pecadores. Trata-se de uma evidencia inquestionável do poder salvador e transformador de Cristo. É privilégio nosso dar esse testemunho!

            Objetivo da mensagem
            Mostrar que Deus só poderá nos usar de forma plena quando atingirmos o ideal registrado em Efésios 4:13: “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13 – ACF).

            A certeza
            A Palavra de Deus concede-nos a garantia que tal capacitação não só é possível como também afirma que ela ocorrerá no seu devido tempo. As Santas Escrituras testificam que uma prévia já ocorreu – A Festa do Pentecostes (Atos 2).
            O Jesus ressuscitado não nos deixou sem ajuda. Ele nos ofereceu dons a fim de que nós, como comunidade de crentes, não apenas possamos andar fielmente em Seus caminhos, mas realizar Sua missão.
            Há uma diversidade enorme de dons. Alguns foram mencionados por Paulo – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (doutores) e outros mais poderão surgir caso Deus perceba a real necessidade, contudo, tanto nos tempos bíblicos como hoje, o propósito e a função de todos os dons permanecem os mesmos: com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado(Efésios 4:12 – NVI).

            O começo
            Sempre que formos falar acerca dos dons espirituais, faz-se necessário um retrocesso no tempo, mais precisamente ao tempo de nossa concepção. A Bíblia diz: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2:10 – NVI).
            Acredite; você é uma obra de arte feita manualmente por Deus. Você não é fruto de uma linha de montagem de produção em massa, antes, você foi objeto de reflexão divina. Você é único (a), é uma obra prima exclusiva e feita sob medida.

            Você é o que é, porque Deus o fez assim, Ele tinha um propósito em mente ao cria-lhe. Ele o formou assim para você servi-Lhe de tal forma que torne o seu ministério algo muito singular.  O salmista Davi demonstra ter entendido essa lição quando exclamou: “Tu fizeste tudo com delicadeza, as partes íntimas de meu corpo, e as unistes no ventre de minha mãe. Obrigado por me teres feito de maneira tão maravilhosamente complexa! O teu trabalho é maravilhoso” (Salmos 139:13-14 – NLT).
            Tenha sempre em mente o seguinte: Deus nunca desperdiça coisa alguma. Ele não perderia tempo contigo concedendo-lhe habilidades, interesses, talentos, dons, personalidade e experiência de vida se não pretendesse usá-los para Sua glória!

            Pré-requisito para recebê-los
            Como já foi dito, Deus dá a todo crente dons espirituais para serem usados no ministério. Trata-se de habilidades especiais concedidas por Deus para servi-Lo e são concedidos somente aos crentes.
            Que me perdoem os ateus, agnósticos, gentios, incircuncisos. Dons espirituais são coisas de crente. É a Bíblia quem diz: “Quem não tem o espírito de Deus não pode receber os dons que vem do Espírito” (I Cor 2:14 – NTLH).

            Objetos da graça divina
            É impossível adquirir dons espirituais ou mesmo merecê-los; por isso são chamados de dons. Eles são a manifestação da graça de Deus para com você. São de Cristo e Ele generosamente os divide conosco (Efésios 4:7).
            Também não é você que escolhe que dons que quer receber; Deus é quem determina. Por isso está escrito: “É o mesmo e único Espírito Santo que distribui esses dons. Ele sozinho decide que dom cada pessoa deve receber” (I Cor 12:11 – NLT).

            Deus gosta de variedades
            Pelo simples fato de Deus gostar de variedades e desejar que sejamos pessoas especiais, não há nenhum dom que seja concedido a todos. Como também não existe a mínima possibilidade de alguém ser agraciado com todos os dons. E por quê? Porque isto fere um dos propósitos de Deus – nos ensinar a amar e depender dos outros.

            Concedidos não para seu benefício
            Seus dons espirituais não foram concedidos para seu benefício próprio, mas para o benefício dos outros, da mesma forma que outras pessoas receberam outros dons para o seu benefício. Está escrito: “Um dom espiritual é dado a cada um de nós como meio de ajudarmos a igreja inteira” (Efésios 12:7 – NLT), ou seja, todos os dons são para a edificação da igreja.
            Nenhum dom existe para a exaltação pessoal, para a prática exibicionista ou para ser comparado com outro dom. Deus não nos outorga para satisfazer nosso orgulho pessoal. Assim como o Espírito Santo não busca Sua própria glória, mas aponta a Cristo (João 15:26; 16:14), assim cada um de Seus dons traz bênçãos a outros, não à pessoa que recebe o dom.
            Essa foi a forma encontrada por Deus para que precisássemos uns dos outros. Quando usamos nossos dons conjuntamente todos são beneficiados. Quando alguém não usa os seus dons, você é passado para trás e, se você não usar os seus outros serão prejudicados. Mais uma vez a relação de dependência se faz presente!
            Por esta razão nos é dada a ordem de primeiramente descobrir e em seguida desenvolver nossos dons espirituais.
            E aí, já parou para descobrir seus dons espirituais? Qual é serventia de um dom não descoberto? De nada vale um dom não descoberto!

            Conclusão
            Quando lemos citações como esta: “O Espírito Santo é a maior bênção que um filho de Deus ou a igreja pode receber. Em sua esteira vêm todas as demais bênçãos espirituais” (Fernand Chaij, Preparação para a Crise Final, pág. 50); certamente somos levados a pensar: De que forma prática isso acontece em nosso ser?
            A reposta pode ser encontrada na oração proferida por um dos escritores mais destacados da IASD, ao lado de Ellen G. White e Arthur S. Maxwell: "Pai, somos gratos porque cuidas tanto de Tua igreja a ponto de derramar sobre ela os dons do Espírito. Ajuda-nos a ser sábios no uso dos Teus dons". - George R. Knight, MD 24022015.
            Este é o meu desejo e a minha oração. Amém!!!







© Nelson Teixeira Santos
             


segunda-feira, 12 de março de 2018

ANDANDO DE MODO DIGNO (2)


  
"Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efés. 4:4-6).


            Introdução
            Em Efésios, capítulo 4, o apóstolo Paulo começa a aplicação prática da teologia esboçada nos três capítulos anteriores. A ação da graça divina deve ser seguida pela resposta humana. “Rogo-vos, pois”, começa Paulo.
            A doutrina não é retórica vazia; é o “pois”, o “portanto”, o fundamento da ética e da prática cristã. Paulo classifica essa prática como andar de modo digno (Ef 4:1). Efésios 4:1-16 envolve as características, o propósito e a capacitação do que anda.
            Nesta segunda etapa, vamos focar o propósito.
            Primeiramente é necessário definir o que vem a ser o propósito. Espiritualmente falando é o motivo fundamental de nossa existência aqui na Terra, na qualidade de filhos e filhas do Altíssimo.
            Tudo o que viermos a fazer nesta vida precisa ter um propósito bem claro e bem definido!

            Breve retrospectiva
            Ao concluirmos a primeira etapa desta trilogia efesiana o fizemos com duas incisivas perguntas:
            1ª - Como você pretende demonstrar humildade, gentileza, generosidade, tolerância mútua e amor?
            2ª - Como você manifestará essas características na semana que vem; no mês que vem; no ano que vem; enfim, durante toda sua vida?

            Pergunta-se agora: Por que é imperativo que o cristão demonstre essas características em toda sua vida?
             Primeiramente nunca olvide o fato de que quando Deus nos pede alguma coisa é porque certamente existe um propósito maior por trás daquele pedido (propósito menor). Nada que Deus pede tem um fim em si mesmo. Sempre há algo maior e melhor a ser alcançado. Lá na frente, no final da linha, da reta, da jornada, ou como queiram chamar, está a nossa salvação e a salvação dos que se encontram ao nosso redor, bem como daqueles que cruzam nosso caminho; este é o propósito maior e melhor!
            Portanto, nosso maior propósito, tanto individualmente como coletivamente deve ser: salvar-se a si próprio e aos outros.  
            Tudo começa com a justificação (a obra de um momento). A partir de então, inicia-se um processo que durará a vida inteira, chamado de consagração ou santificação.
            Nessa fase intermediária entre a justificação, o início e a glorificação, a etapa final do plano de salvação, Deus nos faz uma série de pedidos que trazem consigo propósitos (menores), entre eles: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6:10 – ACF).
            Qual é o pedido? “Façamos o bem a todos, mas principalmente aos...

            E qual o propósito divino com este pedido? Vejamos:
            O imediato, humanamente falando é: se você agir assim despertará o interesse daqueles que não integram nossa comunidade religiosa; em outras palavras, aqueles que não fazem parte de nossa igreja. Trata-se de uma fórmula muito simples e prática de testemunhar.
            A despeito de toda nossa limitação, deficiência, pecaminosidade, ainda assim, o evangelho, comumente chamado de “as boas novas da salvação”, foi por Deus confiado a nós, seres humanos, independentemente de gênero, raça, cultura, língua, nível social ou acadêmico; não para ser simplesmente pregado, mas para ser vivido! 

            Segundo, dentro do contexto específico do capítulo 4, da epístola aos habitantes da Galácia e a nós extensivamente, temos a garantia divina de que agindo dessa forma, impreterivelmente alcançaremos um estágio por demais aguardado e desejado por Deus para o Seu povo; aqui também chamado de propósito. O que Deus espera de cada um de nós?

            Objetivo da mensagem
            Agora, como já nos identificamos com a mensagem de 1 Pedro 2:9 – NVI: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. E como também já sabemos como andar de modo digno; agora resta-nos saber a importância de atingirmos o ideal divino para nossas vidas, portanto, o objetivo da mensagem é: "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo," (Efésios 4 : 13).

             Por que unidade?
            Qual é a importância da unidade para o cristianismo?
            A unidade é fundamental para a vida da igreja. Tanto que, por quatro vezes Jesus repetiu Seu intenso desejo de que Seus seguidores fossem um (João 17:11,21-23). 
            Jesus não suplicou por uniformidade, mas sim por uma unidade pessoal semelhante ao Seu relacionamento com o Pai.
            Ele e o Pai são duas Pessoas distintas entre Si, com diferentes funções. No entanto, Eles são um em natureza e propósito. Semelhantemente, nós temos diferentes temperamentos, experiências, habilidades e funções, mas todos devemos estar unidos em Cristo!
            Esse tipo de unidade não acontece espontaneamente e muito menos por pressão de alguém ou de alguma instituição religiosa. Para alcançarmos esse padrão, é preciso aceitar o senhorio de Cristo em nossa vida. É Ele quem deve moldar nosso caráter, e devemos entregar nossa vontade à Sua. 

            Efésios 4:4-6 consiste numa das passagens mais majestosas da Bíblia. A estrutura de sua construção, a grandeza de sua prosa e a fundamentação da unidade na plenitude da Divindade são extraordinariamente incríveis!
            Se alguém ousar fazer a pergunta: "Por que os cristãos devem ser um?", a resposta virá neste argumento inexpugnável: Porque tudo o que se refere à fé e à vida cristã é um.
            Deus ordenou a unidade do corpo cristão. Um Deus, por meio de um Cristo nos redimiu do pecado, deu-nos uma fé, nos regenerou por um Espírito, nos fez membros de um corpo por meio de um batismo, e nos deu uma esperança eterna.

             Ao estudarmos esta fórmula séptupla, outro fator significativo precisa ser notado: toda a Divindade está envolvida na unidade da igreja. Esse tema está em harmonia com o espírito da epístola, que frequentemente enfatiza o papel da Divindade na história da redenção.

            Deus Pai – "o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Ef 4:6). Ele é tudo em todos. 
            Deus Filho – "o autor e consumador da nossa fé" (Hb 12:2), "a esperança da glória" (Cl 1:27), o fundamento da igreja, Seu corpo. 
            Deus Espírito Santo – o agente de nossa experiência de novo nascimento que nos leva ao batismo (I Cor 12:13). 
             "Satanás separa. Deus une. O amor nos une." Assim disse o famoso evangelista Dwight L. Moody. Obviamente, ninguém gostaria de ser agente de Satanás, e todos gostariam de ser instrumentos do amor de Deus.

          Então, por que as cinco graças mencionadas na mensagem anterior são tão decisivas para experimentarmos essa unidade que acabamos de compartilhar? 
            Justamente porque temos uma missão que nos foi confiada e em assim fazendo chegaremos a unidade, que também não é um fim em si mesma; mas, pré requisito para que possamos ser agraciados com os dons espirituais (assunto do próximo artigo).
            "Deus tem uma mensagem para o povo da Terra e essa mensagem não é apenas teológica. Está ligada a uma vida mais saudável, a um pensamento mais claro e à responsabilidade social. Agradecemos-Te, Senhor, pelo equilíbrio da mensagem e da missão. Ajuda-nos a ter uma vida equilibrada hoje". - George R. Knight, MD 23072015.

            Conclusão
           Você pode até comprometer a passagem bíblica que afirma:Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6:10 - ACF); todavia, saiba de uma coisa: não se deve comprometer nenhum mandamento, nenhuma ordenança divina, pois Deus está sempre certo. E por isso Ele mesmo afirma: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Timóteo 5:8 - ACF).
            Deus não deseja que você coloque em risco a sua salvação!
            É também, o meu desejo e a minha oração. Amém!!!









© Nelson Teixeira Santos


           


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