sexta-feira, 16 de junho de 2017

ESPERANÇA PARA O CRISTÃO DESCONTENTE


            Exteriormente, Chloe parece ter tudo resolvido. Ela é solteira, tem uma carreira boa e é bastante ativa em sua igreja local. Mas ela está sozinha, desencantada com sua carreira e sente-se separada da sua igreja. A casca que seus pares admiraram esconde seu descontentamento e seu cristianismo sem alegria.

            Chloe tinha imaginado uma vida diferente para si mesma. Até agora, ela pensou que estaria no seu auge, mas encontra-se em um poço de miséria. Ela pensou que iria se casar, ainda estaria ligada a seus amigos da faculdade, criaria uma família e mentoraria mulheres cristãs mais jovens. Mas sua realidade presente decepciona suas expectativas. Seu descontentamento levou-a por um caminho escuro do pecado, buscando por alívio, mas só encontrando a morte.

            A única esperança de Chloe para curar o seu descontentamento e infelicidade é aprender a arte do contentamento e abraçar uma visão bíblica sobre Deus. Essas duas coisas são essenciais para a sua alegria.

            Não é você, sou eu
           Chloe representa muitos cristãos lutando para lidar com a mão que cuida deles. A condição do seu  coração não se aplica apenas para os solteiros, mas para casados também. Todas as manhãs, cristãos em todo o país acordam descontentes com a vida – em relação a sua solteirice, ao casamento, à carreira, à igreja ou comunidade – e gostariam de trocá-la por uma vida diferente.

            O nosso descontentamento leva a ilusões sem esperança (e às vezes suicidas). Nós tentamos substituir e eliminar qualquer coisa que esteja ligada ao nosso descontentamento:

“Eu odeio ser solteira, então eu deveria arrumar alguém logo.”
“Minha esposa não me satisfaz, então eu deveria arrumar uma nova.”
“Meu trabalho não está me completando, então eu deveria me demitir.”
“Minha igreja não é emocionante, então eu deveria sair.”
“A vida é cheia de miséria, então eu deveria acabar com ela.”
“Deus não me faz feliz, então eu deveria rejeitá-lo.”

            No entanto, o problema não está na solteirice, no casamento, no trabalho, na igreja, ou em Deus. A resposta para o nosso problema nem sempre está ligada à mudança de nossa circunstância. O puritano, Jeremiah Burroughs, escreveu: “É um ditado comum de que existem muitas pessoas que não estão bem nem quando estão cheias, nem quando estão jejuando…  Há algumas pessoas que tem disposições tão irritáveis e desagradáveis que não importa em que condições elas são colocadas, são sempre antipáticas. Há alguns que têm corações desagradáveis, e eles são desagradáveis em todas as circunstâncias que encontram”.

            Doente ou saudável, solteiro ou casado, rico ou pobre, frutífera ou estéril, com fome ou fartos – independentemente da circunstância – podemos encontrar uma maneira de estar descontentes, independentemente da nossa situação na vida. O coração humano é impossível de satisfazer com condições temporais ou bens terrenos. Queremos sempre mais. A vida poderia ser sempre melhor. Como Charles Haddon Spurgeon justamente salientou, “lembre-se de que o contentamento de um homem está em sua mente, não na extensão de suas posses. Alexandre, com todo o mundo a seus pés, chora por um outro mundo para conquistar. ” No entanto, há uma maneira melhor – um caminho que leva à satisfação doce e à verdadeira felicidade.

            Contentamento doce
            A infelicidade do cristão, o descontentamento e a forma como vemos a Deus estão diretamente ligados. Descontentamento grita: “Você merece o melhor!” e sussurra: “Deus não está dando o que você merece.” Esses gritos são obviamente falsos, mas o último sussurro é profundamente verdadeiro. Satanás é o mestre da mistura de mentiras com verdades.

            É uma mentira que você merece algo melhor. Essa declaração assume que você sabe o que é melhor e que os dons de Deus não são os melhores para você. A mentira leva a acreditar que você é mais sábio do que Deus e interpreta a direção de Deus para a sua vida como um ataque ao invés de um presente e misericórdia.

            É verdade que Deus não está dando o que você merece. Nós merecemos a ira de Deus, mas diariamente recebemos novas graças. Como pode a doença, sofrimento, e outras tragédias serem consideradas misericórdias? Ao perceber que todas as manhãs nós não acordamos no inferno é um exemplo da misericórdia de Deus para conosco. Mesmo quando estamos sentindo o nosso pior, Deus está nos mostrando mais misericórdia do que merecemos. Não há calamidade ou tragédia que possamos enfrentar que seja pior do que a ira santa de Deus. Ao mesmo tempo, não há prazer terreno que possa se comparar com a glória que há de ser revelada. É assim que o apóstolo Paulo enfrentou o sofrimento: “Porque eu considero que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória que há de ser revelada a nós.”

            Com isto em mente, mesmo em nosso pior dia, Deus é digno de ação de graças e louvor por tudo que fez. Ou como se costuma dizer na igreja: “Se Deus nunca fizer outra coisa por nós, Ele já fez o suficiente.” Este ponto de vista da bondade de Deus reflete um coração humilde diante de um Deus santo e bom. Essa perspectiva permite-nos sofrer bem, sabendo que o melhor ainda está por vir.

            Mas podemos ir ainda mais longe. À medida que lutamos diariamente contra o descontentamento, devemos interpretar tudo o que vem a nós como um motivo para se alegrar. Mais uma vez, Burroughs escreve: “Tenha bons pensamentos de Deus e faça boas interpretações de seus planos para você. É muito difícil viver confortavelmente e alegremente entre amigos quando se faz interpretações duras das palavras e ações dos outros. A única maneira de manter o contentamento doce e o conforto nas sociedades cristãs é fazer as melhores interpretações das coisas. Da mesma forma, a principal maneira de ajudar a manter o conforto e satisfação em nossos corações é fazer boas interpretações dos feitos de Deus para nós”.
Imagine se nós realmente acreditássemos no que a Bíblia diz sobre como Deus nos vê. Isso transformaria a maneira como interpretamos todas as ações de Deus, vendo-as como misericórdias. Eu sei que no meio das minhas batalhas com o descontentamento e com os pecados que nos assediam, é difícil ver o que está acontecendo nas nossas vidas como nada além de uma condenação e punição.


            Misericórdias de Deus, nossa alegria
            Como Chloe, a nossa insatisfação com a vida, inevitavelmente, nos leva a um ciclo de descontentamento, pecado, culpa e depressão, se não for devidamente controlada. Descontentamento acabará por levar ao pecado, o pecado à culpa, a culpa à depressão, e a depressão de volta ao descontentamento. Este ciclo lentamente destrói tudo o que encontramos e tocamos, deixando-nos sem alegria e vazios. A fim de quebrar este ciclo mortal, a busca da alegria é essencial. Tiago 1: 2-4 complementa as palavras de Burroughs:  Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

            Se nós alegremente interpretarmos tudo o que acontece – doença, morte, perda, pobreza – como ações de misericórdia em vez de julgamento, isso transformará a nossa forma de viver como cristãos. Devemos olhar para a inerrante Palavra de Deus para encontrar o conforto de que Ele realmente nos ama e faz o bem para nós. A Escritura diz:

            É Deus quem nos ajuda, por isso não temos nada a temer. (Isaías 41:13)
O amor de Deus é apresentado e comprovado por Ele ter enviado seu Filho para morrer por nossos pecados. (1 João 4:10)
Nada pode nos separar do amor de Deus – absolutamente nada. (Romanos 8: 35-39)
Deus nos ama com um amor eterno. (Jeremias 31: 3)
Jesus nos ama com o mesmo amor que o Pai o ama. (João 15: 9)
Jesus, Filho unigênito de Deus, era um homem de dores (Is 53: 3). Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens, sofreu e morreu por crimes dos quais era inocente, e sofreu ao máximo a ira de Deus pelos pecados que nunca cometeu. Deus ordenou tudo isso. Por quê? Porque Deus nos ama (João 3:16). E porque Ele nos ama, devemos esperar sofrimento nesta vida, como Cristo sofreu, porque “nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. (Romanos 5: 3-5).

            Mas graças a Deus, “Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2 Coríntios 1: 5). Nossa capacidade de interpretar as ações de Deus em relação a nós como boas está inevitavelmente ligada à nossa satisfação e alegria. Se não podemos ver sua providência como boa, nós nunca estaremos contentes, e sem contentamento, nunca iremos conhecer plenamente a alegria que Ele tem para nós.






Autor: Phillip Holmes served as a content strategist at desiringGod.org. He’s married to Jasmine. They have a son.

Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org | Original aqui


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sábado, 1 de abril de 2017

VAMOS À CASA DO SENHOR


Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122: 1).


            Introdução
            Para o salmista Davi, o fato de ser convidado para estar na igreja, em dia de sábado, era motivo de grande alegria. E para você: O que o faz feliz? O que o trouxe à igreja neste dia tão especial?
            Esta pergunta, aparentemente fácil, dá margem para uma gama de respostas, dependendo logicamente a quem é feita a indagação. Mesmo em se tratando de comparecer a igreja; motivos mundanos ou não santificados é o que não faltam. Nós, porém, trataremos de sete motivos legítimos, com embasamento bíblico e que, portanto, tem a aprovação divina. 


            1° - Costume
            Muitos a semelhança de Jesus tem como hábito vir a igreja aos sábados. Aprenderam desde muito cedo a estar aos sábados pela manhã na igreja e assim o fazem. E fique tranquilo; não existe nada de errado com esta prática. Como já foi dito Jesus, nosso Senhor, era fiel em frequentar a igreja (sinagoga) aos sábados: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16 - ACF).

            2° -
            A fé é de uma importância vital na vida de todos que se autointitulam cristãos. Sem ela, nenhum de nós, sequer, abriríamos nossas bíblias. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 - ACF). “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28 - ACF).  “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17 - ACF).
            Temos um mundo a vencer e como vencê-lo? Eis a resposta: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4 – ACF).

            3° - Santificação
            O pecado é tudo o que de ruim pode acontecer na vida de todos nós que nascemos no planeta Terra. Causa principalmente alienação, separação, distanciamento de Deus e, como consequência a morte. “A essência do pecado é a rebelião contra Deus; essa atitude rebelde deprava a natureza humana de tal maneira que só pode ser redimida pelo poder amoroso de Deus revelado na morte e ressurreição do seu Filho (Romanos 5:6-11)” Mathias Quintela de Souza, Maças de Ouro em Salvas de Prata, página 87. Daí decorre a necessidade de buscarmos incessantemente a santificação.  “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14 - ACF).

            4° - Adoração
            A adoração praticada em uma igreja é chamada de adoração pública, ou seja, é uma congregação de professos cristãos com o propósito de louvar, agradecer e receber instruções da Palavra de Deus, encorajando um ao outro na fé (Hebreus 10:22-25).
            Essa forma de exercitar a fé deve ser feita por inteiro, de forma plena, completa – fisicamente, mentalmente e espiritualmente; todo o nosso ser deve estar envolvido. Enfim, a entrega deve ser feita por completo. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade(João 4:24 - ACF).
            Também está escrito que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai e sabem o por quê? : “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23 - ACF).

           5° - Encontro com Deus
           Talvez uma de nossas negligências mais sérias e, portanto, preocupante, ocorra justamente neste quesito. E por quê? Cuidamos de tudo nesta vida; de tudo o que é prioridade para nós e até de coisas não tão essenciais. Contudo, lamentavelmente, nos descuidamos daquilo que é fundamental e que irá determinar onde queremos passar a eternidade. “Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12 - ACF).

            6° - Que tipo de encontro?
            Não se trata de um encontro qualquer, esporádico, eventual, casual ou mesmo planejado. Este encontro não só pode como deve ser especial, pois trata-se de um encontro com Deus. Quem é Deus? Ele é simplesmente o Criador do Universo. Só este fato já seria motivo digno de nossa adoração, contudo Deus é mais; Ele é o nosso Mantenedor e mais ainda; Ele é o nosso Redentor!
            Um encontro com esse Alguém muito especial é capaz de transformar-nos. Um encontro do tipo que tiveram Jacó (Israel), Abrão (Abraão), Sarai (Sara), Gideão (Jerubaal), Saulo (Paulo) e tantos outros. Um encontro tão marcante, que os marcou tanto a ponto de Deus mudar-lhes os seus nomes.

            7° - E Deus mudará o meu nome?
            Nos tempos bíblicos, diferentemente de hoje, nome era mais que um título ou identificação. O nome era de uma importância fundamental na vida das pessoas. Revelava quem você era, com o que se parecia, o que fazia, e frequentemente tomado como um desejo ou uma profecia para o seu futuro. Tinha a ver com a reputação, com o seu caráter. Demonstrava algo muito pessoal, íntimo em sua relação para com Deus (ver Gên. 16:11; 17:5 e 15; 32:28).  
            Bruce Wilkinson, em seu livro intitulado A Oração de Jabez, afirma na página 22: Nos tempos bíblicos, um homem e seu nome estavam a tal ponto relacionados que “apagar o nome da terra” era sinônimo de matar uma pessoa.
            Vivemos nos tempos bíblicos? Obviamente que não. Mas acredite, existe uma promessa bíblica que afirma: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17 - ACF).


            Conclusão
            Ao finalizarmos este abençoado culto já temos sete bons motivos para aqui nos encontrarmos nos próximos sábados. Enfim, em todos os sábados que Deus em sua quase que infinita misericórdia nos conceder debaixo do sol. Então, por aquilo que lhes é mais sagrado aceitem o conselho do apóstolo Paulo: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10:25 – NVI).
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!




© Nelson Teixeira Santos


quinta-feira, 23 de março de 2017

O MESTRE POR EXCELÊNCIA



            Introdução
            Toda pessoa curiosa, sempre procura aprender mais e mais e convenhamos, conhecimento nunca fez mal a ninguém, ainda mais quando se tem a felicidade de ter bons professores. Aprender, estudar, pesquisar torna-se um hábito muito prazeroso.
            No entanto, ninguém se compara ao maior Mestre do mundo. Quando esteve exercendo seu ministério terrestre Ele fez muitas coisas: Curou, alimentou,aconselhou, pregou, exorcizou, contudo o que Ele mais fez foi ensinar. E como ensinou; ensinou lições de vida!
           
            Objetivo da mensagem
            Mostrar que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de conhecimento e saber que salvam, especialmente quando são lições de vidas ensinadas pelo próprio Jesus.

            1. A equação Deus/pessoas/coisas não pode ser alterada sem alterar o DNA da vida.
            Podemos dizer que aqui, equação significa que a sua, a minha, a nossa escala de valores deve seguir rigorosamente esta ordem. Quando perguntaram a Jesus qual o maior dos mandamentos, ele citou dois que não faziam parte do decálogo divino. E acredite, são estes dois que vão reger a nossa conduta, bem como a de todo o universo, por toda a eternidade. “E Jesus disse-lhe: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37-39).
            Já dizia o Pr. Nepomuceno de Abreu: “Você deve adorar a Deus, amar as pessoas e gostar de coisas”. Haja assim e você não só amontoará brasas vivas sobre as cabeças de seus algozes, como também colecionará estrelas em sua coroa.

            2. O pecado é tudo que enfraquece o amor e destrói a vida, enquanto o amor é tudo que enfraquece o pecado e fortalece a vida.
            Aparece ·  Velho Testamento 2143   Novo Testamento 586 = 2.729 vezes.
            Será que ainda assim devo perguntar o que é pecado? E você dirá: Só o senhor não sabe que pecado é a transgressão da lei. Mas pergunto: Transgressão de que lei? Da lei divina, é óbvio. E o que acontece a quem viola a lei?
            Por isso não brinque com o pecado. Ninguém é suficientemente forte para brincar com ele e sair ileso. Você ira se machucar, irá machucar os que estão a sua volta e ainda por cima estará colocando em risco a sua salvação!
            “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16).
            É essencial que reconheçamos: Doente é o estado em que todos nós nos encontramos!

            3. A vida é igual a uma semente, que precisa morrer para ressuscitar, florescer e frutificar.
            Que figura de linguagem bonita. Uma metáfora maravilhosa! Contudo, dificílima para ser colocada em prática. Envolve humildade, desprendimento, fé, confiança, paciência, dificuldades, tempo de espera e quando finalmente frutifica, o fruto não lhe pertence; pertence aos outros, ao mundo, a Deus.
Para que toda vitalidade latente, contida na semente se torne visível, há somente uma condição. Ela necessita submeter-se ao processo doloroso da dissolução: morrer.
Morrer para a semente significa decompor-se, mas, sem desaparecer. Mudar de forma, transformar-se, contudo, sem deixar de ser. Para a semente é o multiplicar-se.
No momento em que ela entra em contato com o solo, como que se decompõe, incha, explode, transforma-se em raízes e caule, desponta a flor da terra, volta-se para a luz, cresce, torna-se planta. Neste momento, as folhas e depois as flores e, finalmente, os frutos, não só a enfeitam, mas, sobretudo a fazem atingir aquele estágio para o qual foi criada: ser árvore útil.
Perguntas contundentes: Está você sendo útil à sua família, ao teu próximo, a sua comunidade, a sua igreja, ao seu Deus? Como anda seu testemunho? É você uma bênção?
Há muito tempo Deus chamou um homem e lhe disse: "Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção” (Gênesis 12:2 – NVI).  Isto aconteceu há mais ou menos 3800 anos. Hoje você sabe quantas religiões reverenciam o nome deste homem? Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. 
Cristianismo: É a maior religião do mundo, com cerca de 2.106.962.000 de seguidores. Islamismo: Possui aproximadamente 1.283.424.000 fiéis, é a segunda religião mais praticada no mundo. O Judaísmo é a sétima no ranking mundial e conta com aproximadamente com 15.000.000 de adeptos.
Abraão é o nome dele!

             4. Se eu quiser liderar, mais do que oferecer um ideal e comida para os seguidores, devo oferecer a própria vida.
           Você é líder ou exerce papel de liderança?
           Certa vez, enquanto Jesus exercia seu ministério terrestre, ele ouviu um dos pedidos mais estúpidos contidos na Palavra de Deus (Mateus 20). A esposa de Zebedeu, mãe de Tiago e João aproxima-se de Jesus e faz um inusitado pedido: “E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” (Mateus 20:21).
            Vocês acham que naquele exato momento os dois discípulos tinham idoneidade suficiente para exercer alguma espécie de liderança? Antes que você possa responder a pergunta deixe-me explicar o que é que faz de alguém um líder. É necessário possuir a capacidade de tomar a maior parte das iniciativas num grupo; dirigir e orientar, decidir e não simplesmente mandar. 
            A resposta de Jesus: Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis” (Mateus 20:22). Naquele contexto específico, Jesus colocou a eles e a nós por extensão o seguinte princípio: Se queres ser líder, você deve ter disposição suficiente para oferecer a própria vida. Numa palavra: sacrificar-se!


           5. A distância entre o limite do meu poder e o poder ilimitado de Deus, entre meu conhecimento imperfeito e a verdade absoluta, entre meu deleite passageiro e a felicidade eterna só pode ser transposta por meio daquele que é o caminho.
            Quem é o caminho?
            “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Ainda que não houvesse necessidade de referendar uma afirmação de Jesus, Lucas o fez: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
            Moral da história: Não cave para si próprio, “cisternas rotas, que não retêm águas” (Jeremias 2:13) ! Em outras palavras: Que não o conduzirão a salvação!
  

            6. Observando o esplendor e o ritmo da natureza, terei mais chance de não ficar ansioso para experimentar todas as emoções em um único dia.
            Eclesiastes, no capítulo 3, versículos 1-8, Versão  A Mensagem afirma que:
            “Nessa vida tudo tem sua hora; há um tempo certo pra tudo!
            Há hora de nascer e hora de morrer, Há hora de plantar e hora de colher, Há hora de matar e hora de curar, Há hora de destruir e hora de construir, Há hora de chorar e hora de rir, Há hora de lamentar e hora de se alegrar, Há hora de fazer amor e hora de se abster, Há hora de abraçar e hora de se afastar, Há hora de ganhar e hora de contar as perdas, Há hora de segurar e hora de largar, Há hora de arrancar e hora de consertar,
Há hora de calar e hora de falar, Há hora de amar e hora de odiar, Há hora de iniciar a guerra e hora de fazer a paz. 
            Mas, mesmo sendo inteligente, o autor do livro deixou escapar um detalhe que Jesus, O Mestre por Excelência, sabendo da ansiedade que dominaria os seres humanos  nos últimos tempos julgou conveniente compartilhar  conosco: Aprenda a observar o esplendor e o ritmo da natureza para não correr o risco de ficar ansioso para experimentar todas as emoções em um único dia.
            Em outras palavras: Deixe de ser afobado!

            7. Estar preparado para o maior dia de minha vida significa estar preparado todos os dias.
            Qual é o maior dia de sua vida?
            O dia da sua concepção. O dia de seu nascimento. De seu batismo. De seu casamento. Controvérsias a parte, a resposta mais sensata seria: depende.
           Depende de muita coisa, contudo, para nós adventistas do sétimo dia ele é chamado de a bem-aventurada esperança – o dia volta de Jesus!
            Mas suponhamos que Ele ainda demore um pouquinho e já o encontre descido à sepultura? A Palavra de Deus afirma que: “Porque os vivos sabem que hão de morrer” (Eclesiastes 9:5). Esta é a única certeza que nos, os vivos temos. A única exceção serão uns poucos privilegiados que estarão vivos por ocasião da 2ª vinda de Jesus. Por isso, vivamos o dia de hoje como se Jesus voltasse amanha!
            Por isso meu amado irmão, minha querida irmã, você meu caro visitante que ainda não entregou seu coração a Jesus, não negligencie o devido preparo por nada deste mundo. O seu destino eterno depende dele. A decisão não pode ser postergada para amanhã, para semana que vem, para mês que vem, para ano que vem! É por esta razão que está escrito quatro vezes: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”(Salmos 95:7; Hebreus 3:7; Hebreus 3:15; Hebreus 4:7).
           
            Conclusão
            Você encara a vida como estudante? Cuidado!
            O pecado faz você se iludir com a ideia de que pode conseguir o conhecimento de Deus por meio das coisas. Uma inversão perigosa!
            A salvação evidencia que você precisa conseguir o conhecimento das coisas por meio de Deus. Esta é a forma correta de agir: A observância dos princípios divinos.
            Um bom começo: Se você sabe que nada sabe e deseja aprender, o conhecimento virá a seu encontro. O maior professor do mundo, O Mestre por Excelência, pode ser o seu professor particular.
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!



© Nelson Teixeira Santos


quarta-feira, 22 de março de 2017

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA


           Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
           A ONU redigiu um documento em 22 de março de 1992 - intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água"
           O texto merece profunda reflexão e divulgação por todos os amigos e defensores do Planeta Terra, em todos os dias.

           1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

           2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

           3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

           4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

           5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

           6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

           7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

           8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

           9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

           10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.






Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas)

terça-feira, 14 de março de 2017

O PECADO DA CONIVÊNCIA


“Não te tornes cúmplice de pecados de outrem” (I Tim 5:22 - ARA).


            Introdução
            Talvez, por motivos óbvios, você nunca tenha ouvido falar sobre a existência de tal pecado em sua igreja e, dificilmente ouvirá, entretanto ele existe há muito tempo. Trata-se de uma das transgressões da Lei de Deus mais difundida em meio às instituições religiosas.

            A etimologia da palavra
            A palavra conivência não é encontrada na Palavra de Deus, mas sim uma correlata – cumplicidade.
            Segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica O. S. Boyer, cúmplice é a pessoa que tomou parte num delito ou crime. Ela está presente em Mateus 23:30; Efésios 5:11; I Timóteo 5:22; II João 11 e em Apocalipse 18:4.
            A Grande Enciclopédia Larousse Cultural é mais contundente em definir conivência como: s.f. (Do latim conniventia, conivência, indulgência). Cumplicidade, conluio; acordo secreto, mancomunação e conivente como: adj. (Do latim connivens, conniventis). Diz-se daquele que está secretamente de acordo com outrem para a prática de alguma ação condenável; cúmplice, comparsa.

            Tudo em nome de Deus
            Não é novidade para ninguém que em nome de Deus já se travaram muitas batalhas e guerras. Pessoas foram, são e serão, em nome de Deus, perseguidas, presas, violentadas, torturadas e mortas. Durante os 1260 anos de supremacia papal (538 d.C. /1798), por exemplo, o mundo viveu uma das páginas mais horrorosas de sua história. Os livros de história geral, museus, estão aí para quem quiser saber mais a respeito.
            Durante este período de supremacia papal, a igreja romana matou mais pessoas do que a 1ª (9 milhões) e 2ª (entre 50 e 70 milhões) guerras mundiais juntas. Tudo feito em nome de Deus!

            Como já foi dito, a violência contra cristãos continua ativa. Sites como Missão A Voz dos Mártires e Missão Portas Abertas podem referendar tal afirmação.

 

            O x da questão

            As Cruzadas, a “Santa Inquisição”, entre outras, fazem parte da História Geral, são de conhecimento público, ou seja, todo mundo sabe ou pelo menos devia saber; mas o que dizer acerca daquilo que acontece nos bastidores das instituições religiosas? Será que você é tão ingênuo assim a ponto de achar que tudo no meio evangélico funciona como um verdadeiro relógio suíço? Que não exististe politicagem, nepotismo, favoritismo, corrupção. Acredite, existe sim e o que é pior; de forma velada e pior ainda, com a conivência de muitos, mas que por motivos diversos, se calam, consentem. 

            Trata-se de um assunto mantido a sete chaves ou quase. Sempre que alguém dos altos escalões de alguma entidade religiosa se envolve em alguma coisa estranha à missão da igreja, todo um arsenal de proteção é disparado visando resguardar a moral, o caráter, a dignidade do ungido, sob a alegação de o “ungido do Senhor é intocável”.

 

            Quando o vazamento acontece

            Pelo fato de estar escrito: “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” (Marcos 4:22); um belo dia as coisas mal feitas aparecem e aí, podem até virar livros como no caso da jornalista Marília de Camargo César ao escrever Feridos em nome de Deus, um retrato verídico de toda forma de abusos cometidos em nome de Deus.

             Na primeira orelha do referido livro está escrito: “Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmando de lideranças despreparadas. Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus. Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho”.

 

            A clássica

            Há ainda outra situação, a clássica, deprimente, em que tal modalidade de pecado acontece: toda vez que se quer literalmente meter a mão no bolso da relutante congregação. O clichê, redundâncias a parte, sempre se repete e inicia-se mais ou menos assim: “Deus não precisa de dinheiro” ... “eu não vim aqui buscar dinheiro”... e continua lembrando aos desavisados membros que na ocasião dos votos batismais ele se comprometeu a manter a igreja com seus recursos. Via de regra termina com a alegação mais contundente da paróquia: “A sua obrigação é dar, devolver, ofertar, dizimar. O vai ser feito dali para frente com os recursos auferidos não é de sua responsabilidade”. Será?

 

 

            Até onde vai a responsabilidade

            Antes que você me pergunte se tal afirmação procede, prefiro que você tire suas próprias conclusões. Por isso, sinceramente responda-me:

            Se um piromaníaco contumaz e inveterado chega para você e alegando estar devidamente curado de sua insanidade, suplica-lhe por apenas uma caixa de fósforos. Você ingenuamente acreditando dá a ele o tão sonhado objeto de desejo. E ele o que faz? Sai por aí colocando fogo em tudo que encontra pela frente.  E aí, ainda que indiretamente, você é ou não responsável pelos delitos cometidos?

            Um velho adágio popular reza que “os nossos direitos terminam onde começam os direitos dos outros”; perfeito. Acontece que não estamos tratando de direitos e sim de deveres, de obrigações, de responsabilidades.

 

            Conclusão

            Como membro, colaborador, associado, seja lá o nome como você é chamado em sua comunidade, igreja ou congregação; saiba que você tem todo o direito de protestar quando perceber que as coisas não estão acontecendo segundo o “assim diz o Senhor”, inclusive quando os recursos auferidos não estiverem sendo utilizados de maneira correta.

            Você pode não ser responsável direto, mas é corresponsável, é conivente sim! E conivência, conforme afirma a mensagem, é pecado!

 

 

 

 

 

 

 

© Nelson Teixeira Santos



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O MELHOR CONSELHO


O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração” (Salmos 33:11).
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Salmos 1:1).


            Introdução
            Curiosamente, mesmo vivendo em um mundo dominado pelo pecado, tendo como uma de suas principais características o egoísmo; todo mundo gosta de dar, em contrapartida quase ninguém gosta de receber. Dada a sua importância, ele aparece mais de 1500 vezes na Bíblia (VT 1148, NT 372). Vamos compartilhar sobre conselhos.


            Onde o mundo vai buscá-lo
            Uma das primeiras fontes de conselhos de que há registro foram os oráculos da Grécia Antiga. A eles recorriam reis e generais antes de tomar decisões de vida ou de morte. O mais famoso de todos os oráculos era o de Delfos. Ao pé do Monte Parnaso, era considerado pelos gregos o centro do Universo. Lá, as sacerdotisas de Apolo revelavam suas profecias. Ao perguntar se deveria atacar os persas, o rei Creso, de Lídia, recebeu o seguinte conselho: “Se você o fizer, destruirá um grande império”. Creso lançou-se à batalha sem entender que o império derrotado seria o dele. Não basta, portanto, receber um bom conselho. É preciso interpretá-lo de forma correta.

            Definição
            Parecer (proposta, sugestão, consulta) sobre o que convém fazer.

            O que nos diz a Palavra de Deus
            Reza um velho ditado popular que “se conselho fosse bom não seria dado, seria vendido”. Será?  A lógica divina sempre vai à contra mão do mundo por isso está escrito: “Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam” (Provérbios 15:22). Quem não aceita bons conselhos é considerado pela Palavra de Deus como tolo. São aproximadamente 25000 vezes (VT 19024, NT 5971).


            Conselho e conselhos
            Ao recorrermos as Santas Escrituras, como convém a todo cristão que se preza, descobriremos que existe o bom conselho e o mau conselho.

            Exemplos bíblicos de bons conselhos:
            “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25:11).
            “As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor do que domina entre os tolos” (Eclesiastes 9:17).
            “As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembleias, que nos foram dadas pelo único Pastor” (Eclesiastes 12:11).

            Exemplos bíblicos de maus conselhos:
            Balaão (Num 31:16);
            Aitofel (II Sm 17:1);
            Jovens amigos de Roboão (I Reis 12:10)


            Em nossos dias
            No final de 2009, início de 2010 a revista Época publicou um artigo intitulado “O Melhor Conselho que Recebi”, onde 21 personalidades brasileiras de sucesso revelam as ideias que nortearam sua vida. Eles também contam de quem receberam o conselho e em que situações ele foi útil. Seguindo o conselho paulino dado aos habitantes de Tessalônica de: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21), vamos apresentar alguns deles:


             Cumpra metas traçadas com disciplina e constância
            "Minha mãe, Jutta Batista, me fez entender que ter disciplina faz uma enorme diferença na vida. Eu tinha por volta de 13 anos quando ela conversou comigo sobre o assunto. Acordar cedo, cumprir as tarefas, os horários, ser sempre pontual nos compromissos. No fundo, tudo é disciplina, e ela me ajudou em todos os aspectos. Eu sofria de asma quando criança. Minha mãe sabia que uma das maneiras de me curar era nadando. Então, ela me incentivou na natação, me fez ter disciplina e dedicação. Segui o conselho e me curei da asma. O que ela me ensinou também foi absolutamente vital para meu trabalho, como empreendedor e criador de novos negócios. Cumprir as metas traçadas, com disciplina e constância, e executar os projetos até o fim. Cumprir todas as regras, sem pular etapas. Graças a esse conselho, também continuo a fazer exercício pelo menos duas vezes por semana. Tenho 52 anos e uma saúde de ferro."  Eike Batista, 52 anos, carioca, empresário


             Nada acontece sem esforço
            "O melhor conselho que recebi veio do meu pai. Eu sempre uso a frase que ele me dizia: ‘Peça a Nossa Senhora e não saia correndo atrás, para ver o que acontece’. Não acontece nada se a gente não se esforçar, se não trabalhar, não tiver um planejamento. Ou seja, só ficar na expectativa e não mergulhar, não encarar, não enfrentar os problemas. Minha primeira atitude é sempre correr atrás, não fugir do problema, ir atrás dele para resolvê-lo. Eu sempre procuro entender as questões com profundidade e ver quais são as soluções. Procuro adotar uma estratégia para resolver, ver todas as formas e os ângulos de determinado problema para depois pedir a Nossa Senhora e sair correndo atrás. Outra frase que meu pai dizia é: ‘Nunca chame o lobo para se defender do cão’. Se você não é suficientemente apto para lidar com um problema, não se meta nele. Não pense que, ao chamar alguém mais esperto do que você, ele vai te ajudar. Pode até atrapalhar." Roger Agnelli, 50 anos, paulista, empresário


             Nunca se explique
            "Era 1964. Eu tinha 30 anos e estava fazendo pós-graduação nos Estados Unidos. No Brasil, o golpe militar trouxe um clima em que qualquer coisa era subversão. Não era preciso fazer nada para ir preso. Muitos amigos meus foram assassinados. Eu escrevia artigos falando de liberdade, nada explícito contra o regime, mas é claro que eu era contra ele. E assim ganhei inimigos. Eu tinha sido pastor. Pessoas que não gostavam de mim dentro da igreja começaram a me fazer acusações. Nada era claro. Nunca sabemos direito como são as coisas. Chegavam mensagens do tipo ‘consta que existe um documento contra você’ e tal. Eram ameaças. E, naquela época, até provar que focinho de porco não era tomada elétrica... Eu quis me defender. Publiquei artigos em revistas americanas para me explicar. Não houve repercussão. Foi então que meu professor de filosofia na universidade, muito sábio, me deu o melhor conselho que já me deram na vida. Ele me disse: ‘Rubem, nunca se explique. Para seus amigos, não é preciso se explicar. Para seus inimigos, é inútil se explicar’. Eu tentei seguir o conselho. Sempre tento, mas muitas vezes eu desobedeço. Ninguém segue conselho, né?"  Rubem Alves, 76 anos, paulista, escritor, educador

             O estudo traz uma releitura da vida
            "Dos 5 aos 14 anos, morei com minha avó Julia, em Mecejana, no Ceará. Eu morava numa casinha de palha, a 10 quilômetros da casa do meu pai. Ficava numa capoeira. Minha avó era uma pessoa muito inteligente, capaz de decorar um livro inteiro de cordel apenas de ouvir a história umas duas vezes. Como ela não sabia ler, meu pai lia para ela, e ela me contava as histórias. Ou as cantava em forma de cantoria, como os repentistas. Foi com ela que aprendi os rudimentos do cristianismo. Ela tinha um catecismo feito de papel-cuchê, com umas ilustrações belíssimas da Capela Sistina, que mostrava desde a Criação até o Apocalipse, o fim do mundo. O livro não tinha escrita, só ilustração. Era feito para analfabetos. Minha avó dizia que no Ceará havia padres, freiras e tudo isso. No meu imaginário de criança, ao ouvir tudo isso, eu comecei a dizer que, quando eu crescesse, seria freira. Todas as vezes que eu dizia isso, ela me aconselhava a estudar. Dizia que freira não podia ser analfabeta. E cresci com esse conselho. Quando fiquei doente, resolvi cuidar da minha saúde e ser freira. Fui para um convento, onde fiquei dois anos e oito meses. Foi assim que comecei a estudar. Para ser freira, eu tinha de aprender a ler. Eu tinha 16 anos e meio quando fui para Rio Branco para ser freira. E continuo tentando me curar do analfabetismo até hoje. Analfabeto é também quem não consegue fazer uma leitura em relação aos tempos que está vivendo, quem não consegue ler os valores que se quer reforçar ou outros que a gente precisa mudar. Enfim, a alfabetização é um processo contínuo; é dar outra significação à vida."  Marina Silva, 51 anos, acriana, senadora


             Deixe de lado a opinião dos outros
            "Desde que decidi ser piloto, recebi orientações bastante úteis. Meu pai logo me alertou que eu precisaria abrir mão de muita coisa se quisesse realmente chegar aonde pretendia. Na minha adolescência e juventude, cansei de abrir mão de festas e baladas. Mas acredito que o melhor conselho partiu do piloto Michael Schumacher. Eu já o conhecia bem desde 2003, ano em que passei como piloto de testes da Ferrari. Em 2006, fui seu companheiro de equipe na sua despedida da Fórmula 1. Eu correria ao lado simplesmente do cara que virou uma lenda e quebrou praticamente todos os recordes da categoria. Foi quando ele disse para jamais me preocupar com o que as pessoas, e principalmente a imprensa, falassem a meu respeito: ‘Eles vão falar bem um dia e falarão mal depois, mas você não deve dar importância. O que vale mesmo é se concentrar em fazer o seu trabalho da melhor forma possível, deixando de lado a opinião dos outros’. Foi o que passei a fazer a partir de então. Essa postura me deixou mais forte mentalmente e me ajudou a superar os momentos difíceis na F-1." Felipe Massa, 28 anos, paulistano, piloto de F-1


            Conclusão
            Você não precisa levar a sério tudo o que foi dito aqui nesta noite; aliás, não precisa levar nada a sério, se assim o desejar, pois o livre arbítrio concedido por Deus concede-lhe  este direito; contudo não se esqueça “que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).
            Agora saiba que existe uma promessa divina que talvez o faça mudar de ideia. Seguir conselhos humanos nem sempre pode ser uma boa pedida, mas dar ouvidos ao “assim diz o Senhor”...: “Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória” (Salmos 73:24).
            Que esta seja a sua, a minha, a nossa experiência com Deus.
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!                      


             © Nelson Teixeira Santos