sexta-feira, 17 de novembro de 2017

DEUS ODEIA A INJUSTIÇA


            O Deus que ama o que é bom, não deve amar o que é mau. Ele não deve ser ambivalente em relação ao que é mau, ao que é prejudicial, ao que é destrutivo. Ele deve odiar essas coisas. O Deus da Bíblia se revela como um Deus de amor. Mas Ele também se revela como um Deus que odeia. Estamos analisando versos onde a Bíblia emprega palavras como “ódio”, “abominação” e “detestável”, e vimos que Deus odeia a idolatria e também a imoralidade sexual. Hoje voltamos a nossa atenção para o seguinte: Deus odeia a injustiça.

            Deus odeia a injustiça
            Deus governa este mundo, e Ele governa com justiça. “Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem”(Salmo 89:14). Deus delega autoridade e responsabilidade para nós, seres feitos à sua imagem, e Ele espera que exerçamos a justiça em seu nome. “Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça” (Provérbios 8:15) e “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6: 8).

            De acordo com Gregg Allison, a justiça é “dar às pessoas o que lhes é devido, em especial no que diz respeito à administração de uma lei”. A Bíblia muitas vezes refere-se a um tipo específico de justiça, justiça social, que é “a partilha equitativa dos meios econômicos, dos prospectos educacionais,da influência política e de outras oportunidades dentro de uma comunidade”. O Antigo Testamento ordenava que a nação de Israel cuidasse dos fracos, dos vulneráveis, dos destituídos. Ordenava que seus líderes governassem de forma equitativa, de acordo com a lei de Deus. Qualquer falha em fazê-lo era uma grave injustiça e trazia a ameaça do julgamento de Deus.

            O Novo Testamento traz um fim à nação de Israel, mas certamente não um fim à justiça, visto que “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. “(Tiago 1:27). Quanto à administração da justiça na sociedade, o governante civil é “ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” (Romanos 13:4, ver também Mateus 25: 31-46, Tiago 2: 1-13 , Atos 6: 1-7).

            Deus não vai tolerar qualquer coisa abaixo do seu alto padrão de justiça. Especificamente, Ele odeia as pessoas que enganam os outros, a fim de enriquecer-se (Deuteronômio 25: 13-16). Ele odeia aqueles que pervertem a justiça declarando povos culpados inocentes e inocentes como culpados (Provérbios 17:15). Ele odeia aqueles que cometem o último ato de injustiça: o assassinato do inocente (Provérbios 6:17).

            Por que Deus odeia a injustiça?
            Deus odeia a injustiça porque ela perverte o seu mundo. O objetivo de Deus para a justiça é que ela reinasse neste mundo através das pessoas feitas à sua imagem. Ele chama as pessoas para cuidar dos outros em amor e para aliviar o seu sofrimento. Greg Forster diz: “O evangelho em si requer que a igreja tenha uma visão de justiça que desafie a ganância e a opressão do mundo. E, ao libertar o povo da escravidão espiritual da culpa e do medo, o evangelho expõe a impiedade dos poderes do mundo que exploram a escravidão espiritual para ganho egoísta. É por isso que a igreja na terra é ‘a igreja militante’. A igreja não é a igreja se ela não está em guerra com a injustiça do mundo”.
            Em última análise, Deus deseja que as pessoas encontrem sua satisfação nele, encontrem a paz nele e tragam a paz para os outros através da justiça. John Piper diz: “Quando usamos falsas balanças ou mentimos sobre nossas declarações de impostos ou deturpamos os fatos em nossos negócios, estamos declarando que a doçura fugaz do pecado é mais desejável do que a paz eterna de Deus. Isso não honra a Deus e, portanto, não traz prazer ao seu coração. “‘A balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer’’’.

            O julgamento de Deus sobre os injustos
            O próprio Jesus fala sobre o julgamento final e sobre o que vai acontecer a todos os que cometem atos de injustiça. “Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me”(Mateus 25: 42-43). As pessoas vão saber quando e como isso aconteceu, e Jesus responderá: “sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer” (45). E então virá a consequência da sua injustiça: “E irão estes para o castigo eterno” (46). A injusta não têm lugar no reino eterno de Deus. Em vez disso, eles vão pagar o preço mais terrível por negligenciar os necessitados e se rebelarem contra Deus.

            Em Romanos 1, Paulo destaca uma longa lista de pecados que marcam aqueles que se afastam de Deus no ódio idólatra, e muitos deles se relacionam com a injustiça: “cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia” (29-31). Em uma lista semelhante em 1 Coríntios 6:9-10, Paulo diz especificamente que os ladrões, os avarentos e os roubadores não podem herdar o reino de Deus. Deus deixa claro: o injusto será punido por sua injustiça.

            Esperança para o injusto
            Mas há esperança para os injustos. Há esperança para aqueles que fizeram atos deliberados de injustiça e para aqueles que não conseguiram aproveitar todas as oportunidades para expressar o amor para com os outros. A esperança é o evangelho de Jesus Cristo, pois Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Marcos 2:17). Jesus veio ao mundo para salvar os injustos.

            Na cruz, o Filho de Deus perfeito e sem pecado sofreu o maior ato de injustiça ao ser torturado e morto. E, ainda assim, a cruz foi também o maior ato de justiça, porque a dívida do nosso pecado foi paga totalmente – em seus ombros. Através de seu sacrifício, Jesus satisfez a ira de Deus contra o injusto, comprando o perdão daqueles que recorrerem a Ele em arrependimento e fé. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1 Pedro 3:18).

            Versículos-chave sobre a injustiça
            Deus odeia pesos falsamente definidos para enganar o cliente (Deuteronômio 25:13-16)
            Deus odeia as mãos que derramam sangue inocente (Provérbios 06:17)
            Deus odeia aqueles que justificam os perversos (Provérbios 17:15)
            Deus odeia aqueles que condenam os justos (Provérbios 17:15)
            Deus condena aqueles que agem injustamente e acolhe aqueles que agem com justiça (Mateus 25: 31-46)
            Deus ama a religião compromissada em ajudar os pobres e negligenciados (Tiago 1:27)
            Deus levanta os líderes da igreja para garantir que seu povo seja tratado de forma igual (Atos 6: 1-7)
            Deus puniu justamente o seu Filho justo para satisfazer a sua ira contra os injustos (1 Pedro 3:18)










Tim Challies - I am a follower of Jesus Christ, a husband to Aileen and a father to three children. I worship and serve as a pastor at Grace Fellowship Church in Toronto, Ontario, and am a co-founder of Cruciform Press.

Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org | Original aqui

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A FÁBRICA DE VASOS E SUAS LIÇÕES


Jeremias 18:1-6


           Introdução
           Ao longo de toda a Escritura, profetas e pregadores pintam retratos de Deus. Davi (Salmo 23), Ezequiel (Ez 34:8), João (Jo 10:11,14,16)  e Paulo (Hb 13:20) descrevem nosso Senhor como pastor, enquanto Jesus descreve Deus como alguém que semeia e cuida de vinhas (João 15:1-6).
           Por ter sido um país tipicamente agropastoril, ou seja, um povo cuja economia estava baseada na agricultura e na criação de gado, pastores e agricultores eram profissões muito comuns. Essa metodologia de ensino levou Israel a compreender essas figuras, as quais mostravam Deus agindo por meio de Seu povo

           A Palavra de Deus também descreve Deus como oleiro – metáfora que exploramos muito pouco.
           Isaías disse: “Ó Senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (Is 64:8).
           Em Jeremias, Deus adverte Seus filhos errantes: “Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18:6). Essa imagem, que falou claramente na antiguidade, pode ainda falar a nós, hoje, não importa o lugar em que vivemos
           Quando a metáfora do vaso é usada na Bíblia, na maioria das vezes ela se encaixa em duas categorias: (a) o julgamento dos ímpios e (b) a restauração dos justos.
           Quando Deus anuncia Seu julgamento, Ele destrói o pote de barro, às vezes, despedaçando-o no chão: “Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro” (Sl 2:9; Ap 2:27).
           Entretanto, o processo de restauração de Deus assemelha-se à criação de um vaso de barro. Em Jeremias 18, Deus, o Oleiro, está ativo em Seu propósito. Ele está na roda de oleiro, fazendo do barro um vaso
           Deus disse a Jeremias: “Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as Minhas palavras” (Jr 18:2).
           Ao visitar a casa de um oleiro, com Jeremias, também podemos aprender as lições que Deus quer nos ensinar:


           Lição: 1. Necessidade do Espírito Santo 
                              Um dicionário bíblico explica que o barro se torna “incrivelmente maleável à medida que se lhe adiciona água, e mais rijo quando a mistura seca”. Sua natureza é transformada quando tocada pela água.1 As partículas de barro não se unirão sem a água e, se não ficarem ligadas, o oleiro não pode moldá-las. A água – agente que amacia e une – representa o Espírito Santo
           Quando Jesus afirma que “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba”, João nos diz que o Mestre “disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nEle cressem” (Jo 7:37-39).
           Esse Espírito, segundo Paulo, promove a unidade entre o povo de Deus: “Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:3).
           À medida que o Espírito é concedido aos crentes, “Ele faz com que transcendam preconceitos humanos de cultura, raça, sexo, cor, nacionalidade e condição social”.2 O Espírito nos une. 
           A primeira lição que tiramos da casa do oleiro é que necessitamos da água do Espírito, que nos torna maleáveis, a fim de sermos usados por Deus. 


           Lição 2: Ainda não somos vasos 
                             A Bíblia nos chama de barro e, embora haja uma similaridade química entre o barro e o vaso, as Escrituras fazem clara distinção (teológica) entre os dois.
           Podemos ter a aparência de um vaso quando o barro é manipulado, assim como o próprio barro é um vaso em desenvolvimento
           O vaso, por si mesmo, não endurece ou se recicla. Quando o vaso era mal manipulado e rachava, os oleiros da antiguidade ajuntavam os cacos e os colocavam em um local próprio, semelhante ao lugar em que Jó se assentou enquanto coçava suas feridas (Jó 2:8).
           O Vale de Hinom, do lado de fora de Jerusalém, era um desses locais, onde toda a cidade colocava os entulhos, inclusive, vasos quebrados. Foi ali que Deus levou Jeremias. 
           Como lição para Judá (e para nós), Deus joga o vaso de barro no monte de entulhos, não apenas desprezando-o, mas destruindo-o.
           Quando Jeremias, obediente à ordem de Deus, quebra o vaso de barro, Ele explica: “Deste modo quebrarei Eu este povo e esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se”, nem com fita adesiva, superbonder ou qualquer outro agente humano. O vaso está em cacos. O “teste” acabou. 
           Tal como o vaso de barro de Jeremias, cada um de nós está entre dois futuros. Ou seremos esmiuçados em algum Vale de Hinom ou nos tornaremos vasos perfeitos, criados para ser usados por Deus em Sua casa – ambos de caráter eterno: destruição ou serviço (Ml 4:1; Jo 14:2, 3).
           Deus, nosso Oleiro, em breve completará em nós Sua obra criadora e terminará o tempo de modelagem. 
           Assim, a segunda lição que tiramos é que ainda não somos vasos: somos barro nas mãos de Deus. Enquanto podemos ser moldados, Deus, nosso Oleiro, continua trabalhando conosco, em nós, e dentro de nós, moldando e construindo “segundo bem Lhe parecer” (Jr 18:4) 


          Lição 3: Devemos passar pelo fogo 
                            Para criar um vaso, os antigos oleiros tiravam o barro da terra, jogavam no chão e pisavam nele (Is 41:25). Em seguida, amaciavam o barro com água até formar uma pasta. Pegavam, então, o barro amassado e jogavam com força no centro da roda de oleiro, um disco plano, montado horizontalmente em uma barra vertical (Jr 18:3). Girando a roda e segurando o barro com os dedos e palma da mão, a manipulação do oleiro moldava o vaso. 
           Mesmo estando moldado, o vaso novo não endurecia com a luz do sol. Mesmo que endurecesse, trincaria e quebraria quando o enchessem com líquido.
           Por essa razão, os antigos oleiros colocavam seu produto no forno, uma fornalha especial que facilmente chega a 1400° C.
           Após ser pisado, amassado, socado e rodar em velocidade vertiginosa, o barro, finalmente, era assado em um forno bem quente
           Essa não é uma experiência prazerosa e relaxante. Mas é isso que enfrentamos como barro. As “fornalhas” da vida – dívida e divórcio, decadência e desordem, dor e morte – atingem a todos. Ellen White disse: “O fato de sermos chamados a suportar a prova mostra que o Senhor Jesus vê em nós alguma coisa de precioso que deseja desenvolver. [...] Não lança pedras sem valor na Sua fornalha. É o minério precioso que Ele depura.”3 Por meio de nossas “fornalhas”, participamos dos sofrimentos de Cristo “para que também, quando a Sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (1Pe 4:12, 13 – NVI). 


           Lição 4: Quanto mais quente a fornalha, mais fino o vaso 
                             Embora a porcelana seja lisa, colorida e brilhante, trinca facilmente se for assada em baixas temperaturas. Tal vaso não tem força interior necessária para resistir à pressão ou a trabalhos mais pesados.
           Vasos de pedra, muito mais duros e fortes, suportam fornos duas vezes mais quentes. A porcelana, porém, assada entre 1000 e 1400 graus centígrados, é um utensílio mais caro e mais fino.
            A porcelana é um produto branco impermeável e translúcido. Ela se distingue de outros produtos cerâmicos, especialmente, da faiança e da louça, pela sua vitrificação, transparência, resistência, completa isenção de porosidade e sonoridade.
           Basicamente a matéria prima da porcelana são: argila, quartzo, caulim .
           O Oleiro, entretanto, não requer que nenhum de Seus vasos suporte temperaturas elevadas arbitrariamente.
           Na verdade, tipos diferentes de vasos requerem diferentes tipos de calor, e na casa do Grande Oleiro, nenhum vaso recebe mais calor do que necessita.  Mesmo assim, a “fornalha” ainda é necessária para produzir um vaso fino, e o produto dessa grande “dor” é a porcelana, cuja característica é “cantar” quando golpeada.
           Como João Huss e Jerônimo, que cantaram na fogueira, ou Paulo e Silas, na prisão de Filipos, os cristãos são porcelanas humanas. Dia após dia, pela ação do Espírito, os fiéis desenvolvem um eco, a total rejeição da vingança, a capacidade de amar sob pressão
           A porcelana ainda tem uma segunda característica: quando colocada perto de uma fonte de luz, reflete seu brilho. Do mesmo modo, após passarmos pelo fogo, refletimos a luz de Cristo nas trevas deste mundo (Mt 5:16). 


           Conclusão
           Em Sua roda, através do Espírito Santo, o Grande Oleiro pode moldar você. Você só precisa desejar e consentir.
           Ele o vê, não como “barro estragado”, como servo inútil ou negligente, mas como fina porcelana.
           Ele promete restaurá-lo porque “Aquele que os chama é fiel, e fará isso” (I Ts 5:24 – NVI; Fl 1:6). 
           Deus, o Oleiro, está esperando por você em Sua casa. Você irá ao Seu encontro? 



 1 Dicionário Bíblico Adventista, volume 5, página 214. 
2 E. D. Nichol. ed., Comentário Bíblico Adventista, volume 6, página 1021; cf. Crenças Adventistas do Sétimo Dia, página 175. 
3 Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, página 471. 
4 White, O Grande Conflito, p. 109-115; Atos 16:26. 

  

© Nelson Teixeira Santos

terça-feira, 18 de julho de 2017

OS CINCO SEGREDOS DO APÓSTOLO PAULO


Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!” (Filipenses 4:4).


            Introdução
            O apóstolo Paulo estava na prisão quando escreveu Filipenses, a carta mais alegre de sua autoria. Nessa carta em que repete 16 vezes as palavras “alegria” e “alegrar-se”, ele sabia que a alegria não depende do conforto, lugar ou espaço. A alegria está em Deus. E Deus se dispõe a morar em nosso coração. Ele só precisa de nosso consentimento. Lembram-se da imagem de Jesus batendo a porta; a maçaneta só existe do lado de dentro (nosso lado); nós decidimos.
            Nessa epístola Paulo não diz que podemos ser felizes ou como ser felizes. Ele simplesmente afirma que é feliz. Daí o título: segredos. É preciso ir além do nível da superficialidade para descobrirmos o que fazia de Paulo um homem feliz!

            Os cinco segredos do apóstolo para manter a alegria aparecem nos versos seguintes.

            - Não ande ansioso por coisa alguma
            Em Sua Onisciência Deus sabia que a ansiedade seria o mal reinante nos últimos tempos. Alguém sabiamente já a comparou com uma cadeira de balanço. Movemos-nos, porém, não saímos do lugar. Perdemos o sono preocupando-nos demais com o que comer, o que vestir, o que calçar, onde habitar, onde trabalhar, aliás; este assunto não é novo, já havia sido tratado por Jesus no conhecido Sermão da Montanha.
            Segundo o próprio Cristo isto até poderia ser motivo de preocupação para gentios, não para cristãos. Cristão que se preza não deveria andar preocupado! E por quê?
            Porque você não só pode, como deve apresentar tudo a Deus por meio da oração e de ações de graças. Fazendo isso, “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus (v. 6, 7).
            O versículo 7, na versão bíblica A Mensagem afirma: “É maravilhoso o que acontece quando Cristo retira a preocupação do centro da vida humana”.

            - Tenha um padrão de pensamento positivo
            Pense a respeito de “tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama”, tudo o que for “excelente ou digno de louvor” (v. 8). Focalizar o lado luminoso da vida deve ser um hábito diário.
            Resumindo, amigos, o melhor que vocês têm a fazer é encher a mente e o pensamento com coisas verdadeiras, nobres, respeitáveis, autênticas, úteis, graciosas — o melhor, não o pior; o belo, não o feio. Coisas para elogiar, não para amaldiçoar. Ponham em prática o que aprenderam de mim, o que ouviram, viram e entenderam. Façam assim, e Deus, que é soberano, irá tornar real em vocês a mais excelente harmonia” (versículos 8 e 9 – versão A Mensagem)..


            - Adapte-se às circunstâncias
            O que o apóstolo nos diz em seguida, num português bem popular, é o seguinte: “Tenha jogo de cintura, seja flexível, se preferir, seja maleável, seja transigente”, contudo, excetue princípios; esses fazem parte do grupo dos intocáveis.
            O mundo vive a beira de um ataque de nervos então, nós que ostentamos o título de cristão desenvolvamos aquilo que os psicólogos, entre outros, chamam de inteligência emocional. Precisamos urgentemente aprender, se é que ainda não aprendemos, a administrar crises, conflitos.
            Há na Palavra de Deus uma bênção para todo aquele que consegue mostrar que cooperar é melhor do que partir para o confronto ou competição. Agindo dessa forma as pessoas irão descobrir quem você é realmente. Um (a) pacificador (a)!
            Paulo disse: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (v. 12).


            - Tenha a certeza
            De que Deus lhe concederá poder para enfrentar todos os desafios. “Tudo posso naquele que me fortalece”, diz o apóstolo (v. 13).
            O problema acontece porque nós assumimos aquela postura do “eu me garanto”.
Eu confio na minha força”. “Eu confio em minhas competências”. “Eu confio em minha inteligência”. “Eu confio em minha conta bancária”. Eu confio tantas outras coisas que não sobra espaço para Deus operar; muito menos para acreditar que Deus é capaz de resolver todos os desejos mais profundos de meu ser.
            Por isso quando pedir, “peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte” (Tiago 1:6 – ACF).



            - Deus proverá o que você precisa
            Lamentavelmente vivemos num mundo que cria necessidades artificiais, falsas necessidades.
            Somos convencidos de que, além das necessidades humanas básicas de ar, água, alimento e abrigo, todos nós temos uma quinta necessidade humana: a necessidade de novidade, a necessidade ao longo da vida de uma contínua variedade de estímulos externos aos nossos olhos, ouvidos, sentidos ou órgãos, e a toda a nossa rede nervosa. E o resultado? A grande maioria de nós, inclusive os crentes, pessoas de fé, acabamos sucumbindo a esse apetite pela novidade.  
            Como verdadeiros adoradores de Jeová-Jire precisamos também acreditar que:       “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (v. 19).


            Conclusão
            Você não se alegra focalizando os motivos para tristeza, mas conectando-se à fonte da alegria. Então, meu irmão, minha irmã, alegre-se no Senhor!
            Este é o meu desejo e a minha oração. Amém!!!








© Nelson Teixeira Santos

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ESPERANÇA PARA O CRISTÃO DESCONTENTE


            Exteriormente, Chloe parece ter tudo resolvido. Ela é solteira, tem uma carreira boa e é bastante ativa em sua igreja local. Mas ela está sozinha, desencantada com sua carreira e sente-se separada da sua igreja. A casca que seus pares admiraram esconde seu descontentamento e seu cristianismo sem alegria.

            Chloe tinha imaginado uma vida diferente para si mesma. Até agora, ela pensou que estaria no seu auge, mas encontra-se em um poço de miséria. Ela pensou que iria se casar, ainda estaria ligada a seus amigos da faculdade, criaria uma família e mentoraria mulheres cristãs mais jovens. Mas sua realidade presente decepciona suas expectativas. Seu descontentamento levou-a por um caminho escuro do pecado, buscando por alívio, mas só encontrando a morte.

            A única esperança de Chloe para curar o seu descontentamento e infelicidade é aprender a arte do contentamento e abraçar uma visão bíblica sobre Deus. Essas duas coisas são essenciais para a sua alegria.

            Não é você, sou eu
           Chloe representa muitos cristãos lutando para lidar com a mão que cuida deles. A condição do seu  coração não se aplica apenas para os solteiros, mas para casados também. Todas as manhãs, cristãos em todo o país acordam descontentes com a vida – em relação a sua solteirice, ao casamento, à carreira, à igreja ou comunidade – e gostariam de trocá-la por uma vida diferente.

            O nosso descontentamento leva a ilusões sem esperança (e às vezes suicidas). Nós tentamos substituir e eliminar qualquer coisa que esteja ligada ao nosso descontentamento:

“Eu odeio ser solteira, então eu deveria arrumar alguém logo.”
“Minha esposa não me satisfaz, então eu deveria arrumar uma nova.”
“Meu trabalho não está me completando, então eu deveria me demitir.”
“Minha igreja não é emocionante, então eu deveria sair.”
“A vida é cheia de miséria, então eu deveria acabar com ela.”
“Deus não me faz feliz, então eu deveria rejeitá-lo.”

            No entanto, o problema não está na solteirice, no casamento, no trabalho, na igreja, ou em Deus. A resposta para o nosso problema nem sempre está ligada à mudança de nossa circunstância. O puritano, Jeremiah Burroughs, escreveu: “É um ditado comum de que existem muitas pessoas que não estão bem nem quando estão cheias, nem quando estão jejuando…  Há algumas pessoas que tem disposições tão irritáveis e desagradáveis que não importa em que condições elas são colocadas, são sempre antipáticas. Há alguns que têm corações desagradáveis, e eles são desagradáveis em todas as circunstâncias que encontram”.

            Doente ou saudável, solteiro ou casado, rico ou pobre, frutífera ou estéril, com fome ou fartos – independentemente da circunstância – podemos encontrar uma maneira de estar descontentes, independentemente da nossa situação na vida. O coração humano é impossível de satisfazer com condições temporais ou bens terrenos. Queremos sempre mais. A vida poderia ser sempre melhor. Como Charles Haddon Spurgeon justamente salientou, “lembre-se de que o contentamento de um homem está em sua mente, não na extensão de suas posses. Alexandre, com todo o mundo a seus pés, chora por um outro mundo para conquistar. ” No entanto, há uma maneira melhor – um caminho que leva à satisfação doce e à verdadeira felicidade.

            Contentamento doce
            A infelicidade do cristão, o descontentamento e a forma como vemos a Deus estão diretamente ligados. Descontentamento grita: “Você merece o melhor!” e sussurra: “Deus não está dando o que você merece.” Esses gritos são obviamente falsos, mas o último sussurro é profundamente verdadeiro. Satanás é o mestre da mistura de mentiras com verdades.

            É uma mentira que você merece algo melhor. Essa declaração assume que você sabe o que é melhor e que os dons de Deus não são os melhores para você. A mentira leva a acreditar que você é mais sábio do que Deus e interpreta a direção de Deus para a sua vida como um ataque ao invés de um presente e misericórdia.

            É verdade que Deus não está dando o que você merece. Nós merecemos a ira de Deus, mas diariamente recebemos novas graças. Como pode a doença, sofrimento, e outras tragédias serem consideradas misericórdias? Ao perceber que todas as manhãs nós não acordamos no inferno é um exemplo da misericórdia de Deus para conosco. Mesmo quando estamos sentindo o nosso pior, Deus está nos mostrando mais misericórdia do que merecemos. Não há calamidade ou tragédia que possamos enfrentar que seja pior do que a ira santa de Deus. Ao mesmo tempo, não há prazer terreno que possa se comparar com a glória que há de ser revelada. É assim que o apóstolo Paulo enfrentou o sofrimento: “Porque eu considero que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória que há de ser revelada a nós.”

            Com isto em mente, mesmo em nosso pior dia, Deus é digno de ação de graças e louvor por tudo que fez. Ou como se costuma dizer na igreja: “Se Deus nunca fizer outra coisa por nós, Ele já fez o suficiente.” Este ponto de vista da bondade de Deus reflete um coração humilde diante de um Deus santo e bom. Essa perspectiva permite-nos sofrer bem, sabendo que o melhor ainda está por vir.

            Mas podemos ir ainda mais longe. À medida que lutamos diariamente contra o descontentamento, devemos interpretar tudo o que vem a nós como um motivo para se alegrar. Mais uma vez, Burroughs escreve: “Tenha bons pensamentos de Deus e faça boas interpretações de seus planos para você. É muito difícil viver confortavelmente e alegremente entre amigos quando se faz interpretações duras das palavras e ações dos outros. A única maneira de manter o contentamento doce e o conforto nas sociedades cristãs é fazer as melhores interpretações das coisas. Da mesma forma, a principal maneira de ajudar a manter o conforto e satisfação em nossos corações é fazer boas interpretações dos feitos de Deus para nós”.
Imagine se nós realmente acreditássemos no que a Bíblia diz sobre como Deus nos vê. Isso transformaria a maneira como interpretamos todas as ações de Deus, vendo-as como misericórdias. Eu sei que no meio das minhas batalhas com o descontentamento e com os pecados que nos assediam, é difícil ver o que está acontecendo nas nossas vidas como nada além de uma condenação e punição.


            Misericórdias de Deus, nossa alegria
            Como Chloe, a nossa insatisfação com a vida, inevitavelmente, nos leva a um ciclo de descontentamento, pecado, culpa e depressão, se não for devidamente controlada. Descontentamento acabará por levar ao pecado, o pecado à culpa, a culpa à depressão, e a depressão de volta ao descontentamento. Este ciclo lentamente destrói tudo o que encontramos e tocamos, deixando-nos sem alegria e vazios. A fim de quebrar este ciclo mortal, a busca da alegria é essencial. Tiago 1: 2-4 complementa as palavras de Burroughs:  Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

            Se nós alegremente interpretarmos tudo o que acontece – doença, morte, perda, pobreza – como ações de misericórdia em vez de julgamento, isso transformará a nossa forma de viver como cristãos. Devemos olhar para a inerrante Palavra de Deus para encontrar o conforto de que Ele realmente nos ama e faz o bem para nós. A Escritura diz:

            É Deus quem nos ajuda, por isso não temos nada a temer. (Isaías 41:13)
O amor de Deus é apresentado e comprovado por Ele ter enviado seu Filho para morrer por nossos pecados. (1 João 4:10)
Nada pode nos separar do amor de Deus – absolutamente nada. (Romanos 8: 35-39)
Deus nos ama com um amor eterno. (Jeremias 31: 3)
Jesus nos ama com o mesmo amor que o Pai o ama. (João 15: 9)
Jesus, Filho unigênito de Deus, era um homem de dores (Is 53: 3). Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens, sofreu e morreu por crimes dos quais era inocente, e sofreu ao máximo a ira de Deus pelos pecados que nunca cometeu. Deus ordenou tudo isso. Por quê? Porque Deus nos ama (João 3:16). E porque Ele nos ama, devemos esperar sofrimento nesta vida, como Cristo sofreu, porque “nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. (Romanos 5: 3-5).

            Mas graças a Deus, “Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2 Coríntios 1: 5). Nossa capacidade de interpretar as ações de Deus em relação a nós como boas está inevitavelmente ligada à nossa satisfação e alegria. Se não podemos ver sua providência como boa, nós nunca estaremos contentes, e sem contentamento, nunca iremos conhecer plenamente a alegria que Ele tem para nós.






Autor: Phillip Holmes served as a content strategist at desiringGod.org. He’s married to Jasmine. They have a son.

Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org | Original aqui


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sábado, 1 de abril de 2017

VAMOS À CASA DO SENHOR


Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122: 1).


            Introdução
            Para o salmista Davi, o fato de ser convidado para estar na igreja, em dia de sábado, era motivo de grande alegria. E para você: O que o faz feliz? O que o trouxe à igreja neste dia tão especial?
            Esta pergunta, aparentemente fácil, dá margem para uma gama de respostas, dependendo logicamente a quem é feita a indagação. Mesmo em se tratando de comparecer a igreja; motivos mundanos ou não santificados é o que não faltam. Nós, porém, trataremos de sete motivos legítimos, com embasamento bíblico e que, portanto, tem a aprovação divina. 


            1° - Costume
            Muitos a semelhança de Jesus tem como hábito vir a igreja aos sábados. Aprenderam desde muito cedo a estar aos sábados pela manhã na igreja e assim o fazem. E fique tranquilo; não existe nada de errado com esta prática. Como já foi dito Jesus, nosso Senhor, era fiel em frequentar a igreja (sinagoga) aos sábados: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16 - ACF).

            2° -
            A fé é de uma importância vital na vida de todos que se autointitulam cristãos. Sem ela, nenhum de nós, sequer, abriríamos nossas bíblias. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 - ACF). “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28 - ACF).  “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17 - ACF).
            Temos um mundo a vencer e como vencê-lo? Eis a resposta: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4 – ACF).

            3° - Santificação
            O pecado é tudo o que de ruim pode acontecer na vida de todos nós que nascemos no planeta Terra. Causa principalmente alienação, separação, distanciamento de Deus e, como consequência a morte. “A essência do pecado é a rebelião contra Deus; essa atitude rebelde deprava a natureza humana de tal maneira que só pode ser redimida pelo poder amoroso de Deus revelado na morte e ressurreição do seu Filho (Romanos 5:6-11)” Mathias Quintela de Souza, Maças de Ouro em Salvas de Prata, página 87. Daí decorre a necessidade de buscarmos incessantemente a santificação.  “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14 - ACF).

            4° - Adoração
            A adoração praticada em uma igreja é chamada de adoração pública, ou seja, é uma congregação de professos cristãos com o propósito de louvar, agradecer e receber instruções da Palavra de Deus, encorajando um ao outro na fé (Hebreus 10:22-25).
            Essa forma de exercitar a fé deve ser feita por inteiro, de forma plena, completa – fisicamente, mentalmente e espiritualmente; todo o nosso ser deve estar envolvido. Enfim, a entrega deve ser feita por completo. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade(João 4:24 - ACF).
            Também está escrito que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai e sabem o por quê? : “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23 - ACF).

           5° - Encontro com Deus
           Talvez uma de nossas negligências mais sérias e, portanto, preocupante, ocorra justamente neste quesito. E por quê? Cuidamos de tudo nesta vida; de tudo o que é prioridade para nós e até de coisas não tão essenciais. Contudo, lamentavelmente, nos descuidamos daquilo que é fundamental e que irá determinar onde queremos passar a eternidade. “Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12 - ACF).

            6° - Que tipo de encontro?
            Não se trata de um encontro qualquer, esporádico, eventual, casual ou mesmo planejado. Este encontro não só pode como deve ser especial, pois trata-se de um encontro com Deus. Quem é Deus? Ele é simplesmente o Criador do Universo. Só este fato já seria motivo digno de nossa adoração, contudo Deus é mais; Ele é o nosso Mantenedor e mais ainda; Ele é o nosso Redentor!
            Um encontro com esse Alguém muito especial é capaz de transformar-nos. Um encontro do tipo que tiveram Jacó (Israel), Abrão (Abraão), Sarai (Sara), Gideão (Jerubaal), Saulo (Paulo) e tantos outros. Um encontro tão marcante, que os marcou tanto a ponto de Deus mudar-lhes os seus nomes.

            7° - E Deus mudará o meu nome?
            Nos tempos bíblicos, diferentemente de hoje, nome era mais que um título ou identificação. O nome era de uma importância fundamental na vida das pessoas. Revelava quem você era, com o que se parecia, o que fazia, e frequentemente tomado como um desejo ou uma profecia para o seu futuro. Tinha a ver com a reputação, com o seu caráter. Demonstrava algo muito pessoal, íntimo em sua relação para com Deus (ver Gên. 16:11; 17:5 e 15; 32:28).  
            Bruce Wilkinson, em seu livro intitulado A Oração de Jabez, afirma na página 22: Nos tempos bíblicos, um homem e seu nome estavam a tal ponto relacionados que “apagar o nome da terra” era sinônimo de matar uma pessoa.
            Vivemos nos tempos bíblicos? Obviamente que não. Mas acredite, existe uma promessa bíblica que afirma: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17 - ACF).


            Conclusão
            Ao finalizarmos este abençoado culto já temos sete bons motivos para aqui nos encontrarmos nos próximos sábados. Enfim, em todos os sábados que Deus em sua quase que infinita misericórdia nos conceder debaixo do sol. Então, por aquilo que lhes é mais sagrado aceitem o conselho do apóstolo Paulo: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10:25 – NVI).
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!




© Nelson Teixeira Santos


quinta-feira, 23 de março de 2017

O MESTRE POR EXCELÊNCIA



            Introdução
            Toda pessoa curiosa, sempre procura aprender mais e mais e convenhamos, conhecimento nunca fez mal a ninguém, ainda mais quando se tem a felicidade de ter bons professores. Aprender, estudar, pesquisar torna-se um hábito muito prazeroso.
            No entanto, ninguém se compara ao maior Mestre do mundo. Quando esteve exercendo seu ministério terrestre Ele fez muitas coisas: Curou, alimentou,aconselhou, pregou, exorcizou, contudo o que Ele mais fez foi ensinar. E como ensinou; ensinou lições de vida!
           
            Objetivo da mensagem
            Mostrar que a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de conhecimento e saber que salvam, especialmente quando são lições de vidas ensinadas pelo próprio Jesus.

            1. A equação Deus/pessoas/coisas não pode ser alterada sem alterar o DNA da vida.
            Podemos dizer que aqui, equação significa que a sua, a minha, a nossa escala de valores deve seguir rigorosamente esta ordem. Quando perguntaram a Jesus qual o maior dos mandamentos, ele citou dois que não faziam parte do decálogo divino. E acredite, são estes dois que vão reger a nossa conduta, bem como a de todo o universo, por toda a eternidade. “E Jesus disse-lhe: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37-39).
            Já dizia o Pr. Nepomuceno de Abreu: “Você deve adorar a Deus, amar as pessoas e gostar de coisas”. Haja assim e você não só amontoará brasas vivas sobre as cabeças de seus algozes, como também colecionará estrelas em sua coroa.

            2. O pecado é tudo que enfraquece o amor e destrói a vida, enquanto o amor é tudo que enfraquece o pecado e fortalece a vida.
            Aparece ·  Velho Testamento 2143   Novo Testamento 586 = 2.729 vezes.
            Será que ainda assim devo perguntar o que é pecado? E você dirá: Só o senhor não sabe que pecado é a transgressão da lei. Mas pergunto: Transgressão de que lei? Da lei divina, é óbvio. E o que acontece a quem viola a lei?
            Por isso não brinque com o pecado. Ninguém é suficientemente forte para brincar com ele e sair ileso. Você ira se machucar, irá machucar os que estão a sua volta e ainda por cima estará colocando em risco a sua salvação!
            “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16).
            É essencial que reconheçamos: Doente é o estado em que todos nós nos encontramos!

            3. A vida é igual a uma semente, que precisa morrer para ressuscitar, florescer e frutificar.
            Que figura de linguagem bonita. Uma metáfora maravilhosa! Contudo, dificílima para ser colocada em prática. Envolve humildade, desprendimento, fé, confiança, paciência, dificuldades, tempo de espera e quando finalmente frutifica, o fruto não lhe pertence; pertence aos outros, ao mundo, a Deus.
Para que toda vitalidade latente, contida na semente se torne visível, há somente uma condição. Ela necessita submeter-se ao processo doloroso da dissolução: morrer.
Morrer para a semente significa decompor-se, mas, sem desaparecer. Mudar de forma, transformar-se, contudo, sem deixar de ser. Para a semente é o multiplicar-se.
No momento em que ela entra em contato com o solo, como que se decompõe, incha, explode, transforma-se em raízes e caule, desponta a flor da terra, volta-se para a luz, cresce, torna-se planta. Neste momento, as folhas e depois as flores e, finalmente, os frutos, não só a enfeitam, mas, sobretudo a fazem atingir aquele estágio para o qual foi criada: ser árvore útil.
Perguntas contundentes: Está você sendo útil à sua família, ao teu próximo, a sua comunidade, a sua igreja, ao seu Deus? Como anda seu testemunho? É você uma bênção?
Há muito tempo Deus chamou um homem e lhe disse: "Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção” (Gênesis 12:2 – NVI).  Isto aconteceu há mais ou menos 3800 anos. Hoje você sabe quantas religiões reverenciam o nome deste homem? Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. 
Cristianismo: É a maior religião do mundo, com cerca de 2.106.962.000 de seguidores. Islamismo: Possui aproximadamente 1.283.424.000 fiéis, é a segunda religião mais praticada no mundo. O Judaísmo é a sétima no ranking mundial e conta com aproximadamente com 15.000.000 de adeptos.
Abraão é o nome dele!

             4. Se eu quiser liderar, mais do que oferecer um ideal e comida para os seguidores, devo oferecer a própria vida.
           Você é líder ou exerce papel de liderança?
           Certa vez, enquanto Jesus exercia seu ministério terrestre, ele ouviu um dos pedidos mais estúpidos contidos na Palavra de Deus (Mateus 20). A esposa de Zebedeu, mãe de Tiago e João aproxima-se de Jesus e faz um inusitado pedido: “E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” (Mateus 20:21).
            Vocês acham que naquele exato momento os dois discípulos tinham idoneidade suficiente para exercer alguma espécie de liderança? Antes que você possa responder a pergunta deixe-me explicar o que é que faz de alguém um líder. É necessário possuir a capacidade de tomar a maior parte das iniciativas num grupo; dirigir e orientar, decidir e não simplesmente mandar. 
            A resposta de Jesus: Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis” (Mateus 20:22). Naquele contexto específico, Jesus colocou a eles e a nós por extensão o seguinte princípio: Se queres ser líder, você deve ter disposição suficiente para oferecer a própria vida. Numa palavra: sacrificar-se!


           5. A distância entre o limite do meu poder e o poder ilimitado de Deus, entre meu conhecimento imperfeito e a verdade absoluta, entre meu deleite passageiro e a felicidade eterna só pode ser transposta por meio daquele que é o caminho.
            Quem é o caminho?
            “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Ainda que não houvesse necessidade de referendar uma afirmação de Jesus, Lucas o fez: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
            Moral da história: Não cave para si próprio, “cisternas rotas, que não retêm águas” (Jeremias 2:13) ! Em outras palavras: Que não o conduzirão a salvação!
  

            6. Observando o esplendor e o ritmo da natureza, terei mais chance de não ficar ansioso para experimentar todas as emoções em um único dia.
            Eclesiastes, no capítulo 3, versículos 1-8, Versão  A Mensagem afirma que:
            “Nessa vida tudo tem sua hora; há um tempo certo pra tudo!
            Há hora de nascer e hora de morrer, Há hora de plantar e hora de colher, Há hora de matar e hora de curar, Há hora de destruir e hora de construir, Há hora de chorar e hora de rir, Há hora de lamentar e hora de se alegrar, Há hora de fazer amor e hora de se abster, Há hora de abraçar e hora de se afastar, Há hora de ganhar e hora de contar as perdas, Há hora de segurar e hora de largar, Há hora de arrancar e hora de consertar,
Há hora de calar e hora de falar, Há hora de amar e hora de odiar, Há hora de iniciar a guerra e hora de fazer a paz. 
            Mas, mesmo sendo inteligente, o autor do livro deixou escapar um detalhe que Jesus, O Mestre por Excelência, sabendo da ansiedade que dominaria os seres humanos  nos últimos tempos julgou conveniente compartilhar  conosco: Aprenda a observar o esplendor e o ritmo da natureza para não correr o risco de ficar ansioso para experimentar todas as emoções em um único dia.
            Em outras palavras: Deixe de ser afobado!

            7. Estar preparado para o maior dia de minha vida significa estar preparado todos os dias.
            Qual é o maior dia de sua vida?
            O dia da sua concepção. O dia de seu nascimento. De seu batismo. De seu casamento. Controvérsias a parte, a resposta mais sensata seria: depende.
           Depende de muita coisa, contudo, para nós adventistas do sétimo dia ele é chamado de a bem-aventurada esperança – o dia volta de Jesus!
            Mas suponhamos que Ele ainda demore um pouquinho e já o encontre descido à sepultura? A Palavra de Deus afirma que: “Porque os vivos sabem que hão de morrer” (Eclesiastes 9:5). Esta é a única certeza que nos, os vivos temos. A única exceção serão uns poucos privilegiados que estarão vivos por ocasião da 2ª vinda de Jesus. Por isso, vivamos o dia de hoje como se Jesus voltasse amanha!
            Por isso meu amado irmão, minha querida irmã, você meu caro visitante que ainda não entregou seu coração a Jesus, não negligencie o devido preparo por nada deste mundo. O seu destino eterno depende dele. A decisão não pode ser postergada para amanhã, para semana que vem, para mês que vem, para ano que vem! É por esta razão que está escrito quatro vezes: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”(Salmos 95:7; Hebreus 3:7; Hebreus 3:15; Hebreus 4:7).
           
            Conclusão
            Você encara a vida como estudante? Cuidado!
            O pecado faz você se iludir com a ideia de que pode conseguir o conhecimento de Deus por meio das coisas. Uma inversão perigosa!
            A salvação evidencia que você precisa conseguir o conhecimento das coisas por meio de Deus. Esta é a forma correta de agir: A observância dos princípios divinos.
            Um bom começo: Se você sabe que nada sabe e deseja aprender, o conhecimento virá a seu encontro. O maior professor do mundo, O Mestre por Excelência, pode ser o seu professor particular.
            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!



© Nelson Teixeira Santos