quinta-feira, 30 de maio de 2013

TEMPERANÇA EM TODAS AS COISAS


 
“Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos. Todavia, se alguém não as tem, está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados” (2 Pedro 1:5-9).

 

            Como essas palavras devem ser aplicadas a todas as áreas de nossa vida, particularmente quando se referem aos hábitos de saúde? Como podemos tornar essa admoestação bíblica uma realidade para nós mesmos?

 

            Temperança é muito mais que não fumar, não usar drogas ilegais, não beber álcool, ou até mesmo chá, café e refrigerantes. Isso porque até as boas coisas, quando levadas a excesso, podem causar problemas.

 

            Quais são seus hábitos de trabalho? Você mantêm horários razoáveis? Existe tempo para Deus, para a família, recreação, preparo físico e serviço aos outros?

 

            Quanto tempo você passa dormindo, ou você está trabalhando todo o tempo? Ou, por outro lado, você dorme demais? Sono demasiado, assim como também muito pouco, pode ter efeitos negativos sobre a saúde.

 

            Que dizer da alimentação? Talvez você não coma carne de porco e nem mesmo frango, mas você enche o prato com tanta comida que mal pode se levantar da mesa quando termina?

 

            Sabemos que a luz solar é boa para nós. Mas luz demais pode ser agente cancerígeno. O exercício também é importante. Muitos não fazem o suficiente, mas exercício demais pode danificar o corpo. Até mesmo a sexualidade, embora seja um dom de Deus, pode ser levada a excesso, com efeitos colaterais negativos.

 

            Ellen G. White descreveu a essência da verdadeira temperança com esta simples declaração: “Verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas e usar judiciosamente aquilo que é saudável” (Patriarcas e Profetas, pág. 562).

 

           Examine todas as áreas de sua vida. Quão temperante você é? Em que áreas você precisa mudar? Você pode estar sofrendo agora alguns dos efeitos de práticas erradas? Por que não buscar alguma ajuda para fazer as mudanças necessárias?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saúde e Cura – LES 922010.

sábado, 25 de maio de 2013

O QUE É SER SANTO?


 
            Teorias equivocadas sobre a santificação também são causadas pela negligência ou rejeição da lei divina. Essas teorias, falsas na doutrina e perigosas nos resultados práticos, são, de modo geral, aceitas pelas multidões.

 

            Paulo declara: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados” (1Tessalonicenses 4:3). A Bíblia ensina claramente o que é santificação e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17). E Paulo ensina que os cristãos devem ser santificados “pelo Espírito Santo” (Romanos 15:16).

 

            Qual é a obra do Espírito Santo? Jesus disse aos discípulos: “Quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará a toda a verdade” (João 16:13). Acrescenta o salmista: “A Tua lei é a verdade” (Salmo 119:142). Sendo que a lei de Deus é santa, justa e boa, o caráter formado pela obediência à lei deve ser santo. Cristo é o exemplo perfeito de um caráter assim. Diz Ele: “Tenho obedecido aos mandamentos de Meu Pai” (João 15:10); “Sempre faço o que Lhe agrada” (João 8:29).

 

            Os seguidores de Cristo devem se tornar semelhantes a Ele; pela graça de Deus devem formar um caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isso é santificação bíblica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 
– Ellen G. White, texto selecionado de capítulos elegidos do original em inglês: From Here To Forever, pág. 58.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A PERGUNTA “IN” CONVENIENTE


 

            Se você, como eu, é um daqueles que costuma congregar de uma a três vezes por semana, está sempre pronto a colaborar com tudo e com todos, se você coloca “seu” tempo, seus tesouros, talentos, seu corpo a serviço do Mestre, se possui consciência ecológica, se está envolvido com alguma atividade missionária na igreja, louva e adora a Deus através dos dízimos e ofertas, enfim, faz tudo o que se espera de um (a) bom (a) crente e alguém lhe perguntasse: Queres ir para o Céu? O que você responderia? A resposta seria um óbvio sim. Correto!

            Então me permita fazer-lhe outra pergunta “in” conveniente: Como você lida com o perdão? Ainda mais contundente: VOCÊ JÁ APRENDEU A PERDOAR?

            Se a resposta não for um categórico sim, você precisa rever seus conceitos o mais rapidamente possível. Você está com sérios problemas e acredite, você está colocando em risco a sua salvação. Porque está escrito: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mt 6:15).

 

            Atente para a seriedade com que Jesus tratou o problema: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta” (Mateus 5:23-24). E para amolecer o meu, o seu, os nossos corações Ele afirmou: “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes” (Mt 12:7).  Na realidade Ele estava reafirmando o que foi dito através do profeta Oséias, lá no Antigo Testamento: Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” (Oséias 6:6).

 

            O conselho de Nosso Pai celestial, mais uma vez na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mateus 9:13).

 

            A versão atualizada de Caminho a Cristo assevera que “Quando vamos a Deus para pedir-Lhe misericórdia e bênçãos, devemos ter um espírito de amor e perdão em nosso coração. Como podemos orar “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6:12), se alimentamos um espírito incapaz de perdoar?” Ellen G. White, Esperança Para Viver, pág.85.

 

            Da próxima vez que você for tentado achar que alguém não merece perdão, saiba que perdão é exatamente isso: conceder a alguém algo que ele não merece – é dom, e isto vem de Deus.

            Errar é humano; perdoar é divino. Negar o perdão não procede de Deus.

            Portanto, nunca se esqueça de que sem perdão não há Céu!!!

 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ÀS VEZES SERÁ NECESSÁRIO...


 

            Introdução

            Quem diria, a dúvida usada como metodologia de ensino. Ela não só pode como deve. Por esta razão, nosso Onisciente Pai faz uso desta poderosa ferramenta para levar-nos a crescer espiritualmente, em graça e sabedoria.

 

            Só assim estaremos mais aptos para atingirmos a estatura de Cristo, ou seja, nos tornarmos mais semelhantes a Jesus. Só assim Deus dará prosseguimento à boa obra iniciada em nós, no momento da conversão, cuja conclusão ocorrerá, segundo a Palavra de Deus, por ocasião de sua segunda vinda.

 

            Infelizmente ainda habitamos num mundo dominado pelo pecado. O inimigo de Deus também se vale desta ferramenta para minar a nossa fé, através da perda do foco e do equilíbrio, assim tornando-nos presas fáceis de suas incansáveis armadilhas.

 

            Cá entre nós, quem nunca vivenciou um momento de dúvida? 

            Quem dentre nós nunca se viu numa situação, sem saber o que fazer. A inevitável pergunta é: O que fazer?

 

            Opções não faltam: Livros de autoajuda; amigos; profissionais que operam na área necessitada; líderes religiosos. Excetuando os primeiros – livros de autoajuda, que não são recomendados, os demais até podem ajudar, entretanto, há de se verificar se são idôneos, confiáveis, tementes a Deus, isso porque são seres humanos e portanto, falíveis. 

            Louvado seja Deus que nos legou um guia infalível – a Bíblia.

 

            O que diz a Bíblia?

            A Palavra de Deus afirma no livro de Eclesiastes capítulo 3 que: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Mas como conciliar nosso tempo (nosso?) com o tempo de Deus? Somos limitados pelo tempo, Deus não, Ele é eterno? Dúvidas. Dúvidas e mais dúvidas.

 

            É nas páginas das Santas Escrituras que devemos buscar as respostas para nossas indagações, inquietações e por que não dizer também, para nossas dúvidas. É            lá que descobriremos, através das histórias de personagens bíblicos, que algumas vezes será necessário....

 

            Esperar! (Moisés).

            A história de homem que desconhecendo o tempo de Deus e o seu próprio tempo, resolveu agir por conta própria. O resultado foi simplesmente desastroso, trágico. E aí o que ele teve de fazer? A ordem: Vá para o deserto e espere. Esperar? Esperar quanto?  Apenas 14600 dias, ou seja, 40 anos.

 

            A Palavra de Deus em João 5:5 fala de um homem que esperou 13870 dias (38 anos) pelo restabelecimento de sua saúde; os três evangelhos relatam o caso de uma mulher que tinha uma hemorragia há 4380 dias (12 anos) (Mt 9:20; Mc 5:25;Lc 8:43).

 

           Há quanto tempo você espera por uma bênção? Por quanto você está disposto a esperar? Por quanto tempo você esperaria para receber uma bênção? E se a bênção fosse em benefício de outrem?

 

           Esperar não é tarefa fácil. Ela pode causar angústia, inquietação, ansiedade. Contudo, a máxima “Quem espera em Deus sempre alcança” deve servir de incentivo a cada um de nós.

 

            Perseverar! (Daniel).

            Bem aventurado todo aquele que ao ter sua vida observada por amigos ou mesmo inimigos, nada possa ser encontrado que venha a denegrir sua imagem!

 

            Com Daniel foi assim: “Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus” (Daniel 6:4-5).

 

            “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer” (Daniel 6:10).

 

            Não negue a Deus para viver ou para manter-se vivo! Também está escrito: E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 10:22).  

 

 

            Louvar! (Jó).

            Somos sabedores de que a lógica divina às vezes parece não fazer muito sentido na Terra. Como alguém que num único dia perde todos os seus dez filhos, todos seus empregados, todos seus bens e, alguns dias depois, perde também a sua saúde; ainda encontra forças para louvar a Deus?  “Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:20-21).

 

            Nos tempos de Jó ser acometido por tragédia, calamidade ou doença significava a desaprovação divina por algo que se havia feito. Ele chegou a fazer uma autoanálise e não encontrou nada em sua vida que justificasse aquela situação (nós sabemos, ele não sabia do acordo entre Deus e o inimigo). Então ele afirma: Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” ( Jó 19:25).

 

            Nós que vivemos num tempo em que a maldade faz parte do cotidiano e o  relativismo graça em muitas igrejas, como faz bem saber que Deus é justo e que um dia dará a cada um a sua paga. Louvar à Deus (619 citações bíblicas) mesmo diante de quaisq          uer circunstâncias  deve fazer parte de nossa vida!

 

            Agir! (Ester).

           No mundo contemporâneo a vida das mulheres não é nada fácil. Apesar de muitos avanços, ainda faltam muitos espaços a serem conquistados: direito de igualdade, de reconhecimento, de respeito e tantos outros. Isso só será possível quando os homens descerem do pedestal do machismo e juntamente com elas abraçarem esta nobre causa. Imaginem então como eram as coisas nos tempos bíblicos?

 

            Não passava de objeto, mercadoria, máquina de gerar filhos.  Aliás, parir era uma das formas delas alcançarem algum reconhecimento, desde que gerassem filhos homens. Mais complicado ainda só em caso de esterilidade ou viuvez.

 

            Mas alguém dirá: Ester era rainha!  Grande coisa! Rainha de um reino pagão, consequentemente governado por um rei pagão, inimigo do povo de Deus. Para alguém se aproximar do rei, só se fosse chamado por ele. Caso contrário era morte na certa. Era preciso agir.

 

            Ester quebra o protocolo em favor de seu povo.  Palavras de seu tio Mordecai: “Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:13-14).

 

            A resposta de Ester ao seu tio é surpreendentemente fantástica: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci” (Ester 4:16).

 

            A obra de Deus neste mundo não será levada a cabo por tímidos, covardes ou medrosos, mas, por gente corajosa e ousada, que a semelhança de Ester saberá onde, quando e como agir!

 

            “Lembremo-nos, no entanto, de que dantes como agora, não são os conservadores, os intelectuais e os calmos, e, sim, os agressivos, os aventureiros e os destemidos que fazem progredir mais a obra do Reino de Deus” (J. M. Price, A Pedagogia de Jesus, pág. 31, JUERP, 1975).

 

            Correr! (José).

            Sara, Rebeca, Raquel, Tamar, Abisague, Vasti, são mulheres que a Palavra de Deus afirma que eram muito formosas. No entanto, a Bíblia não faz nenhuma referência quanto à beleza da mulher de Potifar. Mas que ela se achava se achava. Diante da recusa de José em deitar-se com ela, sentiu-se rejeitada e nós conhecemos o desfecho da história.

 

            Em se tratando de tentação, Jesus nos orienta na oração do Pai Nosso a pedirmos a Deus para “não nos deixar cair em tentação”. Se ainda assim, ela tentar levá-lo a pecar, faça como José, corra, fuja!  Correu, fugiu e ainda deixou o seu testemunho: como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” ( Gênesis 39:9).

           

           Conclusão: Permanecer! (Jesus).

           Há muitos mais exemplos bíblicos que podemos aplicar a nossa vida para ajudar-nos a dirimir nossas dúvidas, a vencer as provas, a crescer. Eles apontam para Jesus, que é o nosso exemplo perfeito em todas as coisas. Ele mesmo nos diz em João 15:1-4 que permaneçamos nEle. Quando o fazemos, Ele nos capacitará a esperar, perseverar, louvar, agir, correr e fazer tudo o que for necessário para alcançarmos a salvação.

           Que esta seja a minha e a sua, a nossa experiência!

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!