terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

AMAR OU NÃO AMAR O MUNDO



           “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nELE crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo. 3:16 ARA.

           “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”. Jo.13:15.

           “Deixem de amar este mundo mal e tudo o que ele lhes oferece, pois quando vocês amam estas coisas mostram que realmente não amam a Deus”. I Jo. 2:15 BV.


              Nossa missão.    Como cristãos, temos uma missão: somos chamados a ir ao mundo com as boas-novas do evangelho. Está escrito: “E disse-lhes [Jesus]: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”. Mc. 16:15.

             Também somos chamados a permanecer separados do mundo (Ex. 33:16 up), estar no mundo, mas não pertencer a ele. O texto famoso de João 3:16 informa o leitor que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito”.

             Mas o mesmo autor em outro lugar afirma: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I Jo. 2:15).

             Ao invés de expressar sentimentos contraditórios, essas afirmações demonstram as dificuldades que enfrentamos nos esforços de nos relacionar com um mundo no cumprimento de nossa missão. Um mundo que ignora largamente os princípios cristãos – ou não tem interesse neles – e é ao mesmo tempo essencial e perigoso para nosso próprio relacionamento com Deus.



           Compreendendo a amplitude de nossa missão.    Aqueles que conhecem a história da IASD sabem que demorou algum tempo até que a igreja começar a entender a imensidão do desafio que Deus lhe deu.

           Primeiramente o pequeno grupo de crentes só via uma tarefa muito limitada: encorajar os irmãos de fé adventistas depois do grande desapontamento de 22 de outubro de 1844.

           Gradualmente, porém, viram que Deus lhes dera uma tarefa muito maior. Então, buscaram um público mais amplo e começaram espalhar sua mensagem para a América protestante.

           Em 15 de setembro de 1874, o horizonte alargou-se quando John N. Andrews, o primeiro missionário oficial partiu para a Europa.

           Lá pelo ano de 1900 a igreja já havia conquistado um pequeno espaço em muitas partes do mundo e estava a caminho do que é hoje: um movimento verdadeiramente global que busca alcançar “cada nação, tribo, língua e povo” (Apoc. 14:6) com as boas novas do evangelho eterno.



           Nossa atitude para com o mundo.  Qual deve ser a nossa atitude para com o mundo, que neste contexto significa a maior parte da humanidade para quem Cristo é irrelevante?

           Como nós, cristãos ASD, devemos nos relacionar com o mundo ao redor de nós?



           O dilema: pregar ou ajudar.   A questão não é se os seguidores de Cristo devem concentrar-se em pregar ou ajudar os necessitados. Não é um assunto de ou/ou, mas de e/e.

           Os cristãos compartilham a responsabilidade universal de ajudar os semelhantes que enfrentam desafios particulares: fome, sede, analfabetismo, pobreza, más condições de saúde, prisão, discriminação, etc.

           A nossa fé deve produzir boas obras.     O discípulo, Mateus, em Mateus 25:31-46 insiste que devemos por em prática aquilo que professamos, que a fé e o amor devem ser externados em obras onde as pessoas estão – nas cadeias, nos cortiços, nos casebres, nos albergues, nas comunidades carentes da periferia, enfim, em qualquer lugar onde existam pessoas necessitando de auxílio.

           Este texto também deixa claro que por ocasião do grande julgamento muitos serão condenados  pelo que deixaram de fazer (v.45-46).

           A omissão é o mais perigoso de todos os pecados. É o pecado que com mais facilidade se comete, e com mais dificuldade se conhece. É o pecado que raramente se emenda”. Pe. Antonio Vieira, em um de seus sermões trezentos anos atrás.

      A omissão é o pecado que se faz não fazendo.     

     

           Cristo é nosso modelo.      Ele ministrou a todos os aspectos da condição humana – tanto espiritual como emocional e física. Unicamente quando aprendemos a nos render e morrer ao pé da cruz estamos em posição de servir aos outros assim como Cristo fez.       

           Devemos abraçar o mundo e tudo que ele oferece?

           Obviamente que não. Existem coisas que até podem ser inocentes, mas que devemos evitar porque podem trazer dano a nós mesmos ou dar impressão errada a outras pessoas (I Cor. 6:12; I Cor. 10:23).

           Devemos evitar o mundo? Deus não nos concede este direito.

           Existe uma outra opção? Não. Devemos amá-lo certo?

           Então, não recebemos a opção de nos isolar do mundo em pequenas comunidades de crentes tentando evitar corromper-nos com as influências lá de fora.

           Algumas seitas ou organizações cristãs tentaram ou tentam fazer assim, mas é difícil ver como defendem essa prática, e a História parece demonstrar que não funciona. Gen. 11 relata que Deus interveio quando, depois do Dilúvio, os habitantes do mundo decidiram construir uma enorme fortaleza que os alojasse a todos. Sabem por quê? Porque Ele não concordava com essa mentalidade de fortaleza naquele tempo e nem agora. Mal. 3:6.

           Se quisermos ser verdadeiros seguidores de Cristo, teremos que nos misturar com o povo ao nosso redor.

           O desejo de Cristo contido em uma de suas orações era o seguinte: “Não peço que os tires do mundo; e, sim, que os guardes do mal”. Jo. 17:15.

           Mas, por outro lado, quanto devemos amar o mundo? Até que ponto?

           Devemos estar tão interessados indevidamente nele a ponto de imitá-lo em nossa vida e espiritualidade?

           Uma vez mais, não recebemos essa opção. Cabe-nos permanecer no mundo, mas não pertencer a ele. Como no primeiro caso, alguns tentaram essa abordagem, com resultados semelhantes. Não podemos nem devemos comprometer nossa fé. 

           A Bíblia diz que: “somos embaixadores de Cristo.” II Cor. 5:20 NLT. Lamentavelmente, muitos cristãos têm traído seu rei e seu reino. Eles têm estupidamente chegado à conclusão de que, por viverem na Terra, aqui é o seu lar. Aqui não é o seu lar! 

           A Palavra de Deus é clara: “Amigos este mundo não é o seu lar, então não fiquem a vontade. Não satisfaçam o ego em prejuízo da alma.” I Pedro 2:11 Msg.



           A verdadeira religião e o maior de todos os desafios.      Tiago conseguiu sintetizar de forma fantástica, brilhante, em que consiste a verdadeira religião, juntamente com o maior de todos os desafios da experiência cristã: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”. Tiago 1:27.



           O significado do amor.   Na busca do significado de tudo isso, talvez devamos examinar o significado do amor. Como seres humanos, nosso conceito de amor pode ser mal-orientado e até grosseiro. Nesse sentido, podemos achar que amor significa admiração ou apoio incondicional por qualquer coisa que o objeto do nosso amor seja ou faça. Se isso significa que confirmamos os aspectos maus ou destrutivos do ser amado a ponto de adotá-los por nós mesmos, nosso amor é uma força para o mal, não para o bem. Ou podemos amar o mundo porque ele nos dá o prazer de que nos achamos carentes na monótona vida cristã. Nesse caso, nosso amor é egoísta, e novamente destrutivo a todos os envolvidos.

           O amor que o cristão deve mostrar pelo mundo é um amor que, em última instância, pretende levar o mundo à salvação, muito semelhante ao amor de João 3:16 e diferente do amor de I João 2:15.

           Após tudo o que foi até aqui compartilhado, você, assim como eu, deve ter chegado a conclusão de que ainda estamos longe de atingirmos os almejados padrões divinos.

           O que está faltando-nos para que as dificuldades encontradas quando nos relacionamos com o mundo não venham parecer-nos desafios intransponíveis e acabem por comprometer a nossa salvação?

           Talvez estejamos negligenciando o poder da oração. A oração intercessora deve ser prioritária. A oração pelos nossos semelhantes, apelando a Deus em favor dos outros, é um dever e privilégio de todo cristão. E embora nunca saibamos quando e como Deus responderá às nossas orações, não há dúvida de que elas têm efeito. O apóstolo Tiago declara isso positivamente: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16). Na Palavra de Deus existem incontáveis exemplos de homens e mulheres que oraram por outros. Gen. 20:7; Num. 11:1-2; I Sam. 12:19,23; Mat. 5:44; Col. 1:9; II Tes. 3:1.

           “Nossas orações intercessoras expressam um senso de solidariedade com outros seres humanos. Estamos inseridos no grande tecido da humanidade. O que acontece aos outros inevitavelmente nos envolve, e o que fazemos afeta a eles também. Além disso, Deus tem maneiras de operar no mundo que não podemos entender”. Richard Rice, The Reign of God, pág. 376.



           A vida de Jesus deve ser o nosso guia.   Quando pensamos em como devemos viver neste mundo e ainda não fazer parte dele, a vida de Jesus deve ser o nosso guia. Desde a infância até a morte, vemos em Sua vida um desejo constante de compartilhar a salvação com um mundo pecaminoso.

           Jesus era radicalmente diferente e não buscava obter a aprovação de Seus contemporâneos, líderes religiosos, amigos ou Sua família.

           Mas todos os que O conheciam queriam estar com Ele. Devemos perguntar-nos se somos o tipo de pessoa de quem os outros querem estar perto.

           Compartilhamos as nossas convicções com amor, diplomacia, mente aberta, ou declaramos arbitrariamente o que achamos que é essencial para a salvação?

           Precisamos aprender a ouvir mais e a falar menos (Tiago 1:19). 

           Quando Cristo esteve na Terra, associou-se com prostitutas e ladrões. Ele cuidava dos pobres, dos doentes e necessitados. Estava sempre pronto a ajudar as pessoas em seus problemas.

           Que as ações de Jesus nos ajudem a definir o testemunho. Amém!!!




sábado, 18 de fevereiro de 2012

FECHANDO A PORTA DOS FUNDOS


Introdução.
           É preocupação geral da igreja cristã o fato de que nem todos os seus adeptos são crentes sinceros e fiéis. Os que acabam negando e, consequentemente deixando a fé são rotulados de apóstatas e assim são vistos por todos.
           Assombrando a consciência do líder consciencioso, surge a perturbadora pergunta: O que eu poderia ter feito para salvá-los”?
           Aumenta ainda mais a sua perplexidade o fato de que o índice de apostasia não está diminuindo. Ao contrário, tem extrapolado em muito as expectativas. Esse resultado ameaça a saúde da igreja como um todo.
                                                                                                                                                 
           Onde está o problema?
           Dada a sua complexidade não dá para apontar somente uma única causa, como responsável, mas parte do problema reside no fato de se fazer sempre às coisas do mesmo jeito.
           Aonde é que está escrito não mudarás?
           “Se eu fosse o diabo, faria as pessoas acreditarem que existe somente uma maneira de fazer as coisas, e que todos tem que fazê-las da mesma maneira. A forma de culto por exemplo. ... Posso dormir durante a invocação do culto divino e acordar na bênção final, e ainda assim dizer tudo o que aconteceu durante o mesmo” (George Knight - Conferência Geral do ano 2000 em Toronto - Canadá).
           Não seja avesso a mudanças. Ouse mudar!
           Que tal dedicar-se a transformar os cultos de oração, às quartas-feiras, em um programa extraordinariamente interessante?
           Que tal transformar os cultos de domingo à noite em uma grande festa espiritual para fazer jus ao nome – culto evangelístico?
           Reza um velho ditado popular: “A rotina mata”. Apresento-lhes o novo ditado religioso: “A rotina gera a apostasia
           Não é por acaso que existe um clamor generalizado por músicas e sermões mais agradáveis, edificantes e restauradores!
           O púlpito não é lugar para se tomar sempre “a mesma sopa” ou “o mesmo leite” requentados.
           A pregação cheia do Espírito, que reveste as antigas verdades com uma nova roupagem, certamente lotará os templos novamente.
           O vírus da conformidade ameaça nossa espiritualidade; a semente da vida está mirrando por causa da rotina. Crentes sufocados imploram por um pouco de ar fresco; e nós que guardamos as saídas, devemos deixá-los viver.

           A solução.
           Acabe com a rotina. O índice de apostasia na igreja não é algo que deve perdurar. A apostasia em grande escala não é inevitável; porém, o número de crentes irregulares pode ser reduzido. Mas como?

A tarefa do evangelista. O evangelista deve integrar o pastor, os anciãos e a congregação local no programa evangelístico. Isso tornará a transição mais fácil quando o evangelista partir. Há quase 2000 anos esse problema foi detectado na igreja. Diante do tempo decorrido já podemos considerá-lo quase crônico (I Co 1:11-13).
A parte do pastor e dos anciãos. O pastor e os anciãos devem manter os novos membros integrados ao redil, com o mesmo zelo como se eles mesmos os tivessem trazido para a igreja. O pastor, bem como toda a liderança deve sempre referir-se ao evangelista como alguém que entregou aquela congregação com muito amor aos seus cuidados.
E os novos conversos? Novos conversos devem ser integrados com muito tato ao programa financeiro da igreja. Enquanto o dízimo e as ofertas voluntárias oferecem oportunidade para o desenvolvimento da vida cristã, tempo e tato devem prover uma atmosfera para o crescimento do crente em outras áreas. Só valorizamos aquilo que de fato, ajudamos a tornar-se realidade (Mt 6:21).
  As visitas. As visitas devem ser feitas com o único propósito de manter um contato sistemático com os novos conversos. A maior queixa entre novos conversos trata do abandono a que são expostos logo após o batismo. Sentem-se desanimados porque não mais recebem as mesmas visitas de antes. A realidade é que eles precisam, agora, mais daquele contato pessoal do que antes. Este é o nosso calcanhar de Aquiles e fechar essa fenda estancará o fluxo da apostasia. Só um conselho: não seja extremista (PV 25:17).
Atribuição de responsabilidade. Algum tipo de responsabilidade específica deve ser atribuída aos novos crentes logo depois do batismo. Nada pode prender mais um novo converso do que um bom trabalho. Um leigo ativo tem pouquíssima probabilidade de se apostatar.
 Sugestões. Que tal um ancião dirigir uma classe de estudos bíblicos na igreja às sextas-feiras à noite? Organizando um programa atraente e bem variado, com testes do tipo verdadeiro ou falso, música especial, exercícios bíblicos, prêmios por presença e pontualidade e, a cada noite, ensinar uma doutrina da igreja? Certamente isso não só firmará os novos conversos, como também atrairá muitos visitantes.
Sermão cristocêntrico. Finalmente, nada pode fechar a porta da apostasia, com mais eficácia, do que a pregação bíblica cristocêntrica. Deve-se ter em mente que um sermão é sempre um caminho que conduz a Cristo. Todo sermão deve falar a respeito dEle. Qualquer outra coisa é palestra. O pregador deveria estar mais preocupado em revelar Cristo às massas do que se fazer compreender pelo povo.
         
           Impedir a saída daqueles que estão prestes a pular no abismo por causa de suas fraquezas, temores ou desilusões, requer o melhor de tudo que há em nós. Nada se lucra com lamentações, e nada se ganha em culpar os outros. Somente a ação resoluta e imediata trará resultados.
           Uma alma ganha e perdida é pior do que uma que nunca foi conquistada. Porém, a taxa de apostasia não deve diminuir o entusiasmo daqueles que trabalham pelos perdidos e os conquistam para Cristo.
           Definitivamente, este não é o tempo de parar de batizar porque alguns abandonam a igreja. Ao contrário, tal fato deve contribuir para melhorar os resultados.
           Tampouco devemos nos inscrever na seguinte filosofia negativista: “Se conservarmos o que temos, não será preciso evangelizar os de fora, para crescermos em número”.
          
           Conclusão.
           Os tempos exigem que aumentemos o número de batismos.
           Fechemos a porta dos fundos da igreja à apostasia e as “estrelas da alva cantarão juntas e todos os filhos de Deus se rejubilarão” (Jó 387).
           É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!         
          

A IGREJA DOS MEUS SONHOS

           Introdução.
           Igreja perfeita não existe. Pelo menos por enquanto, não passa de uma utopia. Entretanto nada nos impede de sonharmos com a igreja ideal. Se me perguntarem qual é a igreja dos meus sonhos, direi simplesmente: a igreja que...

           Ora.
           Sim, a igreja que depende de Deus, quer na bonança quer na tempestade; a igreja que, em todas as suas realizações, consulta a vontade divina, ou seja, é a igreja que obedece a um dos preceitos divinos que reza: “Orai sem cessar” (I Tes. 5:17).
           Sim, a igreja que emprega seus talentos consciente de que “toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1:17).
           Tal igreja confia, não no que o homem pode fazer, mas no o Altíssimo pode fazer através do homem.

           A igreja que ama.
           Sim, a igreja que não apenas prega sobre o amor, mas vive a dimensão do amor. O preço do amor é alto, mas a igreja dos meus sonhos ama, tolera, dá não apenas uma, mas muitas novas chances.
           Essa igreja, porém, não é relapsa, condescendente e parcial. Sabe equilibrar o amor com a disciplina. Mas antes de disciplinar, ama.
           A disciplina é também um ato de amor, coma intenção de recuperar a ovelha errante. E depois da disciplina? O amor continua, “o amor jamais acaba” (I Cor. 13:8).
           Sim, a igreja dos meus sonhos ama por meio de seus atos. Por isto sonho com a igreja apostólica. Que tal uma reedição daquele amor?
           Não nos esqueçamos de que somente Deus pode escrever e imprimir nas tábuas de nosso coração, o livro do amor.

           A igreja dos meus sonhos dialoga.
           É uma sociedade democrática onde todos participam de maneira equilibrada e responsável.
           É uma igreja amadurecida, capaz de lidar com temas de toda sorte, mas sem arranhões e contestações.
           Nessa igreja, o diálogo é peça fundamental, pois cada crente é uma pedra viva no edifício da congregação. A expressão “pedras vivas” pressupõe participação, dinamismo, consulta.

           A igreja dos meus sonhos cuida.
           A igreja pura e sem faltas, do ponto de vista de Deus o Pai, é aquela que cuida dos órfãos e das viúvas, e cuja alma permanece fiel ao Senhor – sem se contaminar nem se sujar em seus contatos com o mundo (Tg 1:27).

           A igreja dos meus sonhos trabalha.
           Mas trabalha para reerguer o abatido e cansado, para consolar os tristes; para pregar o Evangelho a ricos e pobres, sábios e ignorantes.
           E, como resultado desse trabalho, almas são acrescentadas ao reino de Deus.

           A igreja com que sonho, trabalha à luz do “Ide...”
           É uma igreja que tem sentido de missão. Sabe de onde veio, sabe onde está e para onde vai. Não é uma igreja instalada no mundo. É uma igreja peregrina, marchando para a Canaã celestial.
           E como seu alvo é o Céu, todas as suas atividades são centradas numa filosofia superior, muito além das coisas temporais (II Cor. 4:18).

           A igreja dos meus sonhos não se vangloria de suas obras.
           Ela tem o direito de se alegrar com suas conquistas, com o resultado de seu trabalho, mas nunca se envaidece.
           A salvação propiciada por Cristo é um dom imerecido. Por que, então, a jactância espiritual? Por que, então, o sectarismo religioso?

           A igreja dos meus sonhos glorifica a Deus.
           O humanismo não tem lugar nessa igreja, pois, de acordo com Efésios 3:21, “a Ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre”.
           Tudo que tende a exaltar o homem, não se harmoniza com o contexto dessa igreja.
           Quando Cristo viveu entre os homens, Sua missão foi glorificar o Pai. “Eu te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me deste a fazer” (João 17:4).
           Como membros da igreja de Cristo, nossa missão é glorificar o Pai, que, num ato de amor, deu o próprio Filho como propiciação pelos nossos pecados.
           Portanto, deixemos de dizer “glória ao homem na Terra” para dizer “glória a Deus nas alturas”.
          
           A igreja dos meus sonhos é temperante.
           Sobriedade (moderação) é a marca de um povo que se prepara para o Céu.
           Temperança – este termo se refere ao bom senso de usar com moderação, as coisas consideradas boas e abster-se das prejudiciais.
           Num mundo de tanta intemperança, o povo de Deus deve ser o padrão de uma vida equilibrada em tudo: pensamentos, alimentação, trabalho, vida social, comportamento, vestimenta, etc. Equilíbrio em tudo é o segredo do bem-estar físico, mental e espiritual.
           A igreja dos meus sonhos evita excessos em qualquer sentido.
           Fanatismo não existe na igreja dos meus sonhos. Tampouco outro extremo.

           A igreja dos meus sonhos segue o Sumo Pastor.
           Infelizmente, algumas ovelhas têm optado por uma “doutrina” contrária à sã doutrina do santuário; outras, acerca da pessoa do Espírito Santo; outras ainda, seguem por caminhos à margem do Espírito de Profecia.
           Seguir o Sumo Pastor é aceitar o que Ele diz. Uma coisa, porém, precisa ser realçada: Seguir o Pastor significa renunciar ao eu e andar no caminho da verdade. Significa ter a Jesus como exemplo em todas as coisas. Em suma, seguir o Pastor é um ato de submissão diária.

           Na igreja dos meus sonhos os líderes são servos.
           A posição, o status e a autoridade inerentes ao cargo, ou cargos, são única e exclusivamente instrumentos para o serviço. Mas devem ser usados com a filosofia dAquele que, humildemente, tomou uma toalha, cingiu-Se, e lavou os pés aos Seus discípulos.
           Na igreja dos meus sonhos, os líderes são espirituais, exemplares, sempre dispostos a atender os que necessitam de uma palavra de fé e ânimo.
           São guias seguros, dignos de confiança. São homens e mulheres que, antes que a alma ferida procure socorro, vão ao encontro de suas necessidades.
           Os líderes na igreja dos meus sonhos são homens e mulheres sensíveis.

           Na igreja dos meus sonhos todos são iguais.
           Os membros dessa igreja têm níveis culturais diferentes, condições financeiras diferentes, etc., mas, pela graça de Cristo, são iguais ao pé da cruz.
           O amor cristão nivela a todos sem, contudo, destruir a individualidade e a importância que cada um ocupa na sociedade. Como diz o apóstolo Paulo, nessa igreja: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Gl 3:28.

           A igreja dos meus sonhos vive em união.
           “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Salmo 133:1).
           Nunca houve tanta necessidade de vivermos unidos – na fé, na doutrina, em nossas relações sociais, nas atividades missionárias, nos projetos da Igreja.
           Fala-se muito sobre a importância de unidade. Esta, porém, só é possível quando existe união espiritual entre nós.

           A igreja dos meus sonhos é compromissada.        
           Nessa igreja os membros não fazem promessas, assumem compromissos, pois, “quem faz promessa não assume compromisso”. Os compromissos é que são importantes – com Deus, no matrimônio, com a família, comunidade e o meio ambiente em todo mundo.

           A igreja dos meus sonhos santifica-se, consagra-se a Deus.
           Nessa igreja todos se esforçam para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém O verá (Hb 12:14).

            Conclusão.
           A igreja que: ora, ama, comunica-se, protege, trabalha, tem sentido de missão, não se vangloria de suas obras, glorifica a Deus, é temperante, segue o Sumo-Pastor, os líderes são servos, todos são iguais, vive em união, consagra-se a Deus, é a igreja dos meus sonhos. 
           Oh! Como sonho com a igreja dos meus sonhos! E você?
           Mas não seria tempo de pararmos de sonhar para entrar na realidade?
           Que o Senhor Deus dos Céus e da Terra vos conceda mais esta graça! Amém!!!