sábado, 27 de julho de 2013

“JUST DO IT” - (SIMPLESMENTE FAÇA!)


           

            Introdução

            Esta frase foi pronunciada e “imortalizada” por Dan Wielden, no final da década de 1980, numa reunião com os funcionários da Nike e tornou-se um dos slogans mais eficazes da história da propaganda.

 

            Se existe uma frase que possa sintetizar a vida e obra de Filipe, certamente ela seria “simplesmente, faça” (Atos 8:26-27).

 

            Objetivo da mensagem

            Mostrar o que Deus pode fazer por alguém que Lhe dedica integralmente a vida. Aproveitando o ensejo, considere como sua entrega à Deus pode capacitar você a fazer a vontade dEle.

 

            Seu nome

            De origem grega. Significa literalmente, amador de cavalos, ou seja, alguém que gosta de cavalos. Há um cuidado que se faz necessário: não confundi-lo com outros homônimos bíblicos – o discípulo e apóstolo de Jesus (Mt 10:3); os dois filhos de Herodes O Grande, irmãos por parte de pai; filhos de mães diferente (Lc 3:1 e Mt 14:3).

 

            Filipe – “o evangelista”

            Esta mensagem diz respeito a Filipe, também chamado de “o evangelista que era um dos sete diáconos (At 21:8). Que possuía quatro filhas que profetizavam (At 21:9).

 

            O início de seu ministério

            Filipe aparece no cenário bíblico num momento de necessidade, de crise, de conflito mesmo. Mulheres viúvas estavam sendo preteridas na distribuição de alimentos. A solução encontrada para a crise foi nomear diáconos, delegando-lhes a tarefa anteriormente confiada aos apóstolos, deixando-os livres para se concentrarem na pregação do evangelho. Ele foi um dos sete escolhidos para compor o diaconato.  

 

            Suas qualificações

            A Bíblia não nos diz muito acerca das suas competências para o ministério, mas o que ela nos diz é suficientemente significativo. “Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria (Atos 6:3 - NVI).

 

            Através dos olhos da fé, somos levados a crer que Filipe não caiu de paraquedas naquela reunião de comissão que o elegeu para diácono. Como um dos primeiros diáconos da igreja, Filipe devia ter uma experiência pessoal com Deus. Isso se refletia em todas as áreas de sua vida. Daí procede o fato dele ter sido indicado e aprovado. O conselho bíblico assevera que “primeiro devem ser provados e depois, se forem aprovados, que sirvam a igreja” (I Tim 3:8-10).

 

            O seu reaparecimento

            Quando Filipe reaparece no cenário bíblico, vamos encontrá-lo em Samaria, ao norte da Judéia, em cumprimento de uma profecia feita por Jesus quando predisse que Seus seguidores se tornariam missionários não só em Jerusalém, mas “em toda a Judéia e Samaria e até os confins da Terra” (At 1:8). Filipe é parte do cumprimento dessa profecia.

 

            Filipe assumiu esse chamado na ocasião em que os crentes foram dispersos de Jerusalém devido à perseguição. Tarefa nada facial haja visto o ódio histórico existente entre judeus e samaritanos. Entretanto Filipe foi capaz de colocar o preconceito de lado pelo poder de Deus e como consequência, coisas incríveis aconteceram por meio dele e com ele.

 

            Três fatos, uma pergunta

ü  Primeiro fato: Filipe foi um dos sete diáconos aprovados (At 6:5).

ü  Segundo fato: Filipe foi evangelista em Samaria (At 8:5).

ü  Terceiro fato: Filipe foi o evangelizador do eunuco (At 8:26-27).

             A pergunta: De que forma a qualificação para supervisionar a distribuição de cestas básicas para mulheres viúvas se transforma em servir o Pão da vida, primeiramente aos renegados samaritanos e depois  a um importante oficial estrangeiro e, assim mudar o curso da história de todo um país?

 

            Resposta: Simples. As qualificações necessárias são as mesmas. A disposição para ser usado por Deus e a busca do Espírito Santo – isso é o que Deus pede daqueles que ele quer usar. “Deus nem sempre chama pessoas qualificadas para Sua obra, mas qualifica aqueles a quem chama”.

 

            A questão dos dons

            A disposição de Filipe e seu desejo pelo Espírito Santo permitiram a Deus dotá-lo de maneiras que o tornaram mais eficiente.

 

            A Palavra de Deus nos fala acerca dos dons espirituais concedidos por Ele para a edificação de Sua igreja, bem como de nós mesmos (I Cor 12; Efésios 4:11-16). Ressalvando que, dons espirituais nunca são dados unicamente para o benefício e edificação dos crentes individualmente. Eles são dados no contexto da missão e serviço.

 

            A Filipe foi dado o dom de servir, mas aparentemente também o dom de ensinar. Entretanto, esse dom não foi levado em consideração quando ele foi escolhido para ser diácono. Não era requerido para a tarefa em questão. Na verdade, está implícito que o ensino (pregação do evangelho) era da alçada dos apóstolos.

 

            Vemos o dom de ensinar que Filipe tinha sendo utilizado na história do etíope (At 8:26-35). Lá encontramos dois ministros. O ministro das finanças da Etiópia e o ministro das mesas, juntos, estudando as Escrituras. O servo dos outros foi quem conseguiu elucidar a Palavra de Deus de tal forma que o instruído alto oficial aceitou prontamente a verdade.

 

            Verdades a serem aprendidas

            Nada está acima de um relacionamento pessoal com Deus. Há coisas que podemos deixar que outras pessoas experimentem, e depois relatem essa experiência para nós. Há outras que só podemos apreciar se as experimentarmos por nós mesmos. Há certas coisas que ninguém pode fazer por você. Uma delas é passar tempo com Deus. Ouvir a Deus, de fato, é uma experiência de primeira mão.

 

            Filipe estava disposto a ouvir a Deus. Ele se mostrou aberto à direção do Espírito Santo, a ponto de ser transportado corporalmente pelo Espírito Santo através de uma grande distância, logo após o batismo do eunuco (At 8:39-40). Sua atitude aberta para com as coisas de Deus e sua obediência inquestionável o tornaram um dos grandes missionários da igreja primitiva.

 

            E se você, como eu achava que Filipe só tinha batizado um etíope; quanta coisa se pode descobrir através de um estudo mais profundo! Quanta coisa mais Deus pode fazer conosco se nos abrirmos ao Seu Espírito!

 

            Conclusão

            Como Filipe chegou, e nós podemos chegar, ao ponto em que quando o Senhor disser: Faça! Nós simplesmente façamos?

            Eis algumas sugestões:

 

ü  Seja obediente.

ü  Aprenda com a experiência.

ü  Coloque de lado os preconceitos e a “sabedoria convencional”.

ü  Esteja equipado.

 

           O anúncio da Nike não significa “simplesmente, faça” num par de tênis, de sapatos de salto alto ou de sapatilhas de balé. A intenção era ter o equipamento correto para a atividade – ferramental apropriado (como dizem os técnicos).

            O equipamento de Filipe para o serviço, e, portanto o nosso, é aquilo que mais tarde o apóstolo Paulo fez menção em Efésios 6:10-18 como “toda a armadura de Deus”.

 

           Ser cheio do Espírito Santo (Atos 6:3) e ter todo o poder que dEle vem (Atos 1:8) é apenas o começo. Sermos continuamente dados à oração (Atos 6:4), e saber quais dons o Espírito Santo nos concedeu nos ajudará a saber quando o Senhor nos chamar a trabalhar para Ele. Estejamos atentos!

 

            É o meu desejo e a minha oração.  Amém!!!
 
 
 
 

 

 

© Nelson Teixeira Santos

 

 

terça-feira, 16 de julho de 2013

PODER - IDENTIDADE DO CRISTÃO


O testemunho é nossa genuína prática espiritual

 

           Como cristãos, uma das nossas responsabilidades é pregar o evangelho. Jesus afirmou que o fim só virá após esse trabalho: alcançar o mundo e todas as pessoas (Mt 24:14). Mas como enfrentar este mundo egoísta, caótico e cético?

           Em face da nossa pequenez e incapacidade, o que podemos fazer para obter bons resultados?

           O próprio Jesus reconheceu o tamanho do desafio quando afirmou: “Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mt 10:16). E hoje, mais do que nunca, os lobos estão famintos.

           Como enfrentar desafios tão grandes?

           Só há uma alternativa: poder. Portanto, as ovelhas precisam de poder.

           O livro de Ezequiel apresenta um quadro intrigante acerca do poder que vem de Deus para capacitar alguém a fazer Sua vontade. Vemos um profeta que se dispôs a fazer o que Deus queria, mas se encontrava diante de uma situação catastrófica: um vale cheio de ossos.

           Então, ele começou a andar ao redor deles, espantado, porque eram “mui numerosos sobre a face do vale, e estavam sequíssimos” (Ez 37:2).

           Depois disso ele enfrentou um grande desafio: Deus lhe ordenou que pregasse aos ossos. Que situação! O sentimento natural do ser humano, diante de um vale de ossos, é de impotência. Essa limitação parece ser questionada com essa inusitada ordem: “Pregue aos ossos!”

           A esta altura, façamos um paralelo entre aquela visão e os dias atuais. Como naquela época, nosso mundo é um caos, sem esperança, habitado por ossos secos.

    

           Uma questão de fé.    

           Deus perguntou ao profeta Ezequiel: “‘Filho do homem, estes ossos poderão tornar a viver? ’ Eu respondi: ‘Ó Soberano Senhor, só Tu o sabes’” (Ez 37:3, NVI).

           Fica evidente uma característica na vida desse pregador: ele não duvidou do poder de Deus. Exerceu fé e não ousou emitir opinião particular acerca de uma situação tão difícil: O Senhor sabe. A minha opinião, Senhor, se submete à Tua; o que importa não é o que eu acho, é o que Tu achas. “‘Então Ele me disse: ‘Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida. Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele; porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que Eu sou o Senhor’”  (Ez 37:4-6, NVI).

           Ezequiel foi chamado para enfrentar um grande desafio. Ele deveria pregar àqueles ossos secos, e essa era uma proposta que exigia muita fé.

           Teria o profeta temido?

           Teria ele protelado seu dever em busca de um método melhor ou de um projeto mais adequado?

           E eu profetizei conforme a ordem recebida. Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso. Olhei, e os ossos foram cobertos de tendões e de carne e depois de pele, mas não havia espírito neles. A seguir Ele me disse: ‘Profetize ao espírito, profetize, filho do homem, e diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor: Venha desde os quatro ventos, ó espírito, e sopre dentro desses mortos, para que vivam’. Profetizei conforme a ordem recebida, e o espírito entrou neles; e eles receberam vida e se puseram em pé. Era um exército enorme! (Ez 37:7-10, NVI).

           Que espetáculo! Que prova do poder de Deus! Sem dúvida, essa visão de Ezequiel é dirigida ao nosso tempo. Ossos secos estão por toda parte. Pessoas estão perdidas e não sabem diferenciar a mão direita da esquerda, estão sedentas, famintas, em busca de um caminho, de uma alternativa para voltarem à vida, para terem paz.

           Mas, será que temos a e o poder de Ezequiel?

 

           Pregar para quem não quer ouvir.

           “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15).

           Realmente, o chamado de Deus para pregarmos Sua Palavra é desafiador. Vivemos dias difíceis, desonestidade, excesso de informação, egoísmo, violência e injustiça de toda ordem.

           A tendência humana é buscar coisas temporais e, como resultado, todos nós sofremos com a inversão de valores, com a banalização do que é sério. “Os homens se empurram uns aos outros, contendem pelas mais altas posições” (Ellen G. White, DTN, pág. 636).

           Além disso, somos chamados por Cristo para enfrentar um grande dilema: trabalhar com palavras numa época em que, mais do que nunca, elas se esvaziam de sentido. Pais falam e não são ouvidos; professores falam e não são ouvidos; pastores falam e não são ouvidos.           

           Mesmo entre nós, encontramos um grande número de vidas vazias, fúteis, materialistas, sensuais, levianas, pessoas mortas-vivas e abandonadas. Cumpre-nos pregar a elas. Em tal situação, não há coisa melhor para quem usa a palavra do que falar com poder e autoridade.

           Mas, para isso, precisamos aprender uma lição da experiência do vale de ossos secos: Ezequiel não foi bem-sucedido porque tivesse habilidades especiais. Ele não foi chamado porque tivesse bons projetos e técnicas modernas de pregação. Ele foi chamado porque tinha fé.

           Será que os que são enviados, hoje, acreditam que ossos secos podem voltar à vida?

           O que se observa, com frequência, é que, muito embora tenhamos discursos e métodos cristocêntricos, as palavras estão perdendo a força.

           Em Mateus 10:1, há excelente paralelo entre chamado e poder. “Tendo chamado os Seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar  toda sorte de enfermidades”. Aqui fica muito claro que Jesus chamou os discípulos e lhes deu poder.

           A identidade do discipulado é poder para curar, para expulsar demônios. É verdade que a possessão era muito mais comum no tempo de Cristo. Mas será que os demônios, hoje, estão menos ferozes? Não! Eles apenas inventaram outras formas de os possuir. E precisamos de poder para limpar os homens, para expulsar os espíritos imundos e suas manifestações neste século. “Curai enfermos, purificai leprosos, ressuscitai mortos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí (Mt 10:8).

 

           Condições.  

           Os versículos seguintes nos impõem as condições desse poder: “Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão” (Mt 10:9-10). Em outras palavras, não possuam o que o mundo chama de poder: fama, acúmulo de coisas, busca de riquezas, status, aparência, diploma, relações políticas. Não fiquem divididos entre seus propósitos e os propósitos de Deus.

           De acordo com Tiago, o homem de coração dividido é inconstante em tudo o que faz (Tg 1:8). Ou seja, não tem poder. “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25). Essa dualidade tira nossa possibilidade de ter poder.

           De onde vem o poder?

           Será que ele vem de nossa formação acadêmica? De nossa conta bancária?

           Ou dos relacionamentos? Afinal, como é que o poder funciona?

           Voltemos ao texto de Ezequiel. O profeta viu um vale cheio de ossos secos, pessoas mortas. Mas o que parecia impossível aos olhos dos homens não o era para Deus. O Senhor ordenou a Ezequiel que pregasse aos mortos. O que aconteceu? Os mortos voltaram à vida!

           Essa é a mais singela descrição de poder. O chamado, a ideia, a promessa, a mensagem, o milagre e a palavra são de Deus. Fazer a vontade de Deus é a nossa única contribuição. Ou seja, a única parte do homem no milagre da salvação é renunciar a si mesmo, sua opinião, seus projetos, sua vontade e fazer o que Deus quer.

           Quando Ezequiel pregou a palavra do Senhor, os mortos voltaram à vida. Simples. Ezequiel ousou exercer sua fé e, assim, teve mais sucesso com os mortos do que a maioria de nós tem com os vivos.

           A Bíblia afirma, por meio da experiência de Ezequiel, que o poder está na Palavra de Deus, na mensagem de Deus, e não nos homens.

           Somente quando falamos e vivemos a mensagem que Deus dá, milagres acontecem.

 

           Sucesso segundo Deus.

           Aos olhos de Deus, o sucesso resume-se numa palavra: santificação. Não adianta apenas estar inconformado com a injustiça, conhecer os meandros de tudo o que está errado e ter uma séria preocupação com o mundo que entra na igreja.

           Precisamos de uma coisa muito impopular: reformas. Só assim, seremos uma pregação viva e representaremos o caráter de Cristo nas mínimas coisas.

           Precisamos de oração, de buscar o conhecimento de Deus na Bíblia, de mostrar coerência entre o que pregamos e o que somos, priorizando a entrega diária da nossa vontade e de nossos planos a Deus.

           Nada neste mundo é mais importante que a vitória sobre o pecado e nada substitui nosso momento particular com Deus. Os sermões que ouvimos ou preparamos não o substituem. Nosso trabalho para Deus não o substitui, nem nossos ideais bem-intencionados.

           O testemunho é nossa genuína prática espiritual. Você testemunha sua vida de intimidade com Deus, e não suas palavras. Você é “zero mais Cristo”. Esse é seu poder. Não é simples?       

 

           Conclusão.

           O poder é a identidade do cristão. Não existe verdadeiro cristão sem poder. Se o cristão se santifica a cada dia por meio da intimidade com Deus, terá poder. Santidade é a base do poder. Mas Ezequiel nos adverte que não há santidade sem reforma, renúncia, humildade e entrega.

           Quando reconhecemos que é mediante nossa completa renúncia que ganhamos verdadeira identidade, então teremos poder para pregar a Palavra. Desse modo o tamanho do desafio não nos afligirá.

           Jesus nos envia “como ovelhas para o meio de lobos”, e os lobos estão famintos. Contudo, as ovelhas têm o poder à sua disposição.

           Qual é o poder das ovelhas? O poder das ovelhas é o Pastor. “Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá Sua vida pelas ovelhas” (João 10:11).

 

 

 Autor: Valdecir Lima - professor na Faculdade Adventista de Teologia do Unasp, Engenheiro Coelho, SP

 Fonte: Revista Adventista - Junho 2009, pág. 13.

 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

QUALIDADE OU QUANTIDADE


A ênfase numérica pode ser um problema; ou pode ser uma bênção.

 

 

           Introdução.

           Falar de número no meio adventista tornou-se um problema e um desafio. As questões envolvidas são muitas e de difícil elaboração. Enquanto uns dizem que a multiplicação de discípulos é a primeira vontade revelada de Deus ao homem, lá no Jardim do Éden, existem aqueles que deploram os números, afirmando ser a qualidade mais importante que a quantidade.

           Muitos pastores e igrejas rejeitam o evangelismo público por causa de uma suposta ênfase exagerada no crescimento numérico. A crítica comum é que existe uma preocupação exagerada em se contar o número de batismos. Essa atitude, dizem eles, é o embrião de um espírito triunfalista que pode contaminar todo o movimento evangelístico.

           O respeito e a credibilidade de um ministério dependem, naturalmente, em grande parte, dos resultados numéricos. Todavia, a questão principal ainda persiste: “Cresce espiritualmente quem não cresce numericamente”?

 

           Critérios de avaliação.

           Indiscutivelmente, precisamos ter critérios sérios e realistas quanto ao nosso desempenho ministerial. “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer” (Lc 17:10).

           Qual é o critério de avaliação do ser humano em uma indústria ou empresa? Qual é o critério usado para avaliar e qualificar o ser humano? Via de regra, usa-se o quanto ele produz ou faz acontecer. Portanto, é notório que qualquer empresa faz avaliações onde as pessoas de sucesso e vencedoras são aquelas que, em suas funções, trazem crescimento para a empresa.

           Na obra de Deus, que é o maior dos empreendimentos, o obreiro demonstra-se qualificado e vocacionado para o ministério quando tira o povo do Egito e o leva para Jerusalém. Levando o redil do Senhor a bons pastos e campos verdejantes, águas tranquilas.  O rebanho bem cuidado tende naturalmente a se multiplicar.

 

           Deus e os números.

           A ênfase exagerada em números pode ser um problema e uma bênção, na obra de Deus. Não devemos pensar que Ele seja contra os números. Foi o próprio Senhor quem ordenou a Moisés que contasse o povo de Israel: “No segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito, no primeiro dia do segundo mês, falou o Senhor a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda da congregação, dizendo: Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contando todos os homens, nominalmente, cabeça por cabeça” (Nm 1:1-2).

           Em todo o Antigo Testamento, encontramos as genealogias, que são algo como ancestrais do rol de membros de nossas igrejas. O próprio Jesus usou números em muitas ocasiões para ensinar verdades importantes. Ele contou a parábola das cem ovelhas (Mt 18:12); a respeito de colheitas. Ele falou de rendimentos a 30, 60 e cem vezes o número de sementes plantadas. Por ocasião da pesca maravilhosa, alguém teve o cuidado de contar os peixes e ver que eram 153 grandes peixes (João 21:11).

           Deus não possui aversão a números, pois ele sabe quantos fios de cabelo temos em nossa cabeça. Além disso, temos no livro de Atos uma descrição sugestiva. No capítulo primeiro, temos 120 pessoas reunidas. Em Atos 2:41, é dito que três mil pessoas foram acrescentadas. No capítulo 4:4, ficamos sabendo que foram agregados quase cinco mil homens. Foi o próprio Espírito Santo quem nos deu esse relato. Portanto, números, em si mesmos, não são maus.

 

           Numerofobia.

           Por que então os números incomodam tanto? Talvez seja por causa de uma outra enfermidade grave: a “numerofobia”, um medo exagerado dos números.

           Aqueles que contraíram a numerofobia, normalmente, gostam de teologizações do tipo “se a porta é estreita e são poucos os que entram por ela, como podemos defender grandes igrejas”? Eles dizem que Jesus nos mandou cuidar das ovelhas, e não conta-las. Outros ainda afirmam que Jesus chamou apenas doze, e não toda a multidão, porque está interessado apenas na qualidade e não na quantidade.

           Não quero diminuir a seriedade de questões como essas, mas, a meu ver, elas apenas são um sintoma da numerofobia. Como toda doença, essa também possui causas. Vejamos algumas delas:

 

           Insegurança.

              Aqueles que detestam números, normalmente, não têm número algum para mostrar (ou os têm reduzidos). Nesse caso, é como um mecanismo de defesa, para não ser confrontado com a falta de frutos e não vir a ser taxado de ineficiente ou incompetente. Ignorar as estatísticas é uma desculpa para não avaliar o próprio desempenho no ministério.

 

           ≡ Incredulidade.

              Por trás de toda s essas teologizações que mencionamos existe um espírito de incredulidade. E as teologizações se tornam mais graves quando tentamos justificá-las com a própria Bíblia. A porta pode ser estreita, mas a vontade de Deus é que todo homem seja salvo. Jesus começou com doze, mas João viu, segundo o Apocalipse, uma multidão que ninguém pôde contar.

 

           ≡ Comodismo.

              Os números nos confrontam e nos forçam a buscar novas estratégias, a rever estruturas antigas e a reavaliar todo o trabalho. Em suma, eles podem ser completamente subversivos – podem mexer com a nossa comodidade.

             “Segundo o que Deus me mostrou, é preciso haver, entre os pastores, uma sacudidura, a fim de serem eliminados os negligentes, preguiçosos e comodistas, e permanecer um grupo fiel, puro e abnegado, que não busque seu bem-estar pessoal, mas administre fielmente na palavra e na doutrina, dispondo-se a sofrer e suportar todas as coisas por amor de Cristo, e salvar aqueles por quem Ele morreu. Sintam esses servos o “ai” que sobre eles pesa se não pregarem o evangelho, isso será o bastante; mas nem todos o sentem” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 35).

 

           Sequelas.

               Se a numerolatria é grave, a numerofobia pode ser devastadora. Caso o paciente não se trate, pode morrer. Entretanto, a maioria não vai morrer, mas pode carregar algumas sequelas tais como:

 

           ≡ Isolamento.

              A tendência das pessoas que têm aversão a números é se isolar. Suas igrejas se isolam, como se fossem uma ilha de qualidade num oceano de mundanismo. Todo grupo exclusivista sempre diz de si mesmo: “somos poucos, mas de excelente qualidade”.

 

           ≡ Estagnação.

           Se não somos honestos em avaliar nosso trabalho, métodos e estruturas, com base nos resultados esperados, a consequência natural é a estagnação. Uma boa crise de crescimento pode ser saudável para qualquer igreja. Pois o extremista ataca a igreja levando a reduzir o seu número salientando “qualidade”. O comodista não leva a igreja ao trabalho. Ambos são instrumentos do inimigo para atacar os grandes movimentos de massa como o evangelismo público, que é obra do “terceiro anjo”.

           Está fora de questão que solos diferentes têm produtividade distinta, ainda que a semente seja a mesma e o manejo do solo excelente. Diferentes culturas e países são solos distintos para o plantio da Palavra de Deus. Existem rios com mais peixes que outros; e, num mesmo rio, há lugar de maior abundância que outros. As comparações podem e devem ser feitas, mas precisamos ser cuidadosos em nossos critérios. Pois o esforço humano com a vontade divina frutifica em qualquer lugar. Sendo assim, ressaltar as diferenças culturais e sociais como desculpa para a falta de crescimento, não é outra coisa senão limitar a atuação do Espírito Santo.

           Penso que deveríamos falar mais de crescimento relativo do que de absoluto; ou seja, uma igreja de 500 membros numa cidadezinha de sete mil habitantes é, com certeza, uma mega-igreja, pois representa quase 10% da população. Se alguns dos pastores que vivem nas grandes capitais observassem esse critério, muito da sua vaidade pessoal desapareceria. Baseados nele é que estamos vendo muitas mega-igrejas, de até mil membros no interior do país.

 

           Uso do equilíbrio. 

           Os números, em si mesmos, não são bons e nem maus. Tudo depende de como são usados. Vimos que existem duas doenças básicas no meio adventista, quando o assunto é números. Gostaria de sugerir algum tratamento para os que sofrem dessas enfermidades.

           Para os que padecem de numerolatria, sugiro uma cirurgia para remoção do ego e doses diárias de cruz. Coloque na cruz todo desejo de honra e glória. Deixe que Cristo seja visto e tenha a preeminência.

           Para aqueles que sofrem de numerofobia, recomenda-se uma dose diária de poder do Espírito. Esse remédio terá como efeito colateral uma enorme crise de crescimento, mas não se preocupe: o mal-estar passará e o resultado poderá ser visto em pouco tempo.

           Crescimento nunca foi sinônimo de superficialidade. As igrejas que se envolvem com o evangelismo oferecem uma alternativa para essa polêmica, porque colocam o macro e o micro integrados num mesmo lugar; e o evangelismo explosivo associado ao ensino profundo e ao discipulado, que são os pequenos grupos no evangelismo de conservação.

           Portanto, é hora de agir, reagir e realizar. Todo trabalho feito com oração, planejamento e determinação terá para todos os pastores e igrejas grande êxito. Lembre-se: ninguém tem mais sorte que outro. Alguém já disse que “a sorte é o encontro da oportunidade com a capacidade”.

 

 

 

 

 

 

Gilberto Santos Ribeiro – Secretário ministerial da Missão Maranhense.

Revista Ministério; Maio-Junho 2002; págs. 9-10.

           

 

 

domingo, 7 de julho de 2013

REAVIVAMENTO – A VISTA DO MEU PONTO


 
            Há algumas semanas um livro me foi emprestado e antes que eu chegasse ao final do segundo capítulo já havia concluído que era total perda de tempo continuar a leitura. Isso porque o mesmo apregoava uma doutrina antibíblica – o universalismo, ou seja, que Deus é amor, bondoso, compassivo, longânimo, misericordioso e que por conta de tantas virtudes (e, convenhamos, são todas verdadeiras), no final, todos irão para o Céu gozar as bem-aventuranças da eternidade.

 

            Lamentavelmente, o autor, cujo nome e obra, pelos motivos óbvios prefiro não mencionar, intencionalmente ou não, omitiu uma virtude divina importantíssima – a justiça. Algo que lhe É inerente. Deus é justo. Deus ama a justiça. Aliás, Ele é o único capaz de conciliar duas virtudes aparentemente antagônicas – misericórdia e justiça e Ele o faz de forma magistral, esplêndida na pessoa de Seu filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

          Seguindo o conselho bíblico que determina: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21) , você deve estar se perguntando: Sobrou alguma coisa boa do livro herege? Inacreditavelmente sim. A verdade de que, muitas vezes durante a nossa experiência cristã somos enganados, nos enganamos e nos deixamos enganar. Mentiras e inverdades, intencionalmente ou não, são proferidas por gente despreparada, mal preparada, mal intencionada e as consequências; desastrosas.

 

            Para evitarmos esse tipo de coisa em nossa caminhada cristã é necessário seguirmos a risca o conselho de Jesus: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” ( João 8:32) . Mas o que é a verdade? O próprio Cristo responde: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” ( João 14:6) . E onde podemos encontrá-Lo?  Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade(João 17:17).

 

            O objetivo desta mensagem é não permitir que você seja enganado acerca de um assunto tão importante chamado reavivamento.

 

            Mas afinal de contas, o que é reavivamento?

           O reavivamento não pode, nem deve ser confundido com reforma. “Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, vivificação das faculdades da mente e do coração, ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada e, ao fazerem essa obra, têm de se unir” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 42).

 

            É bom que se diga que o mesmo não ocorre por vontade humana, tampouco por uma decisão institucional. É prerrogativa divina. Ele acontece quando Deus, em Sua quase que infinita bondade, procura ter um relacionamento mais profundo conosco. Tem haver com a nossa salvação e por isso, sempre, é iniciativa dEle. Seu Santo Espírito cria em nós desejos, nos convence da nossa real necessidade e ainda revela a bondade e a graça de Deus.

 

            Onde começa o reavivamento?

            Reconhecidamente o Espírito Santo é a maior bênção recebida por um filho ou filha de Deus, individualmente ou por um grupo, igreja, povo. O reavivamento, que o mesmo Espírito desencadeia, acontece da mesma forma. Homens e mulheres são ungidos, primeiramente no âmbito individual, como pessoas, e na sequência envolvendo a igreja, produzindo um efeito semelhante a uma pedra atirada num lago de águas calmas.

            Numa breve análise da história do povo de Deus é possível constatarmos que em todas as épocas aconteceram avivamentos e reavivamentos. Maiores ou menores; quanto a sua abrangência ou duração, no livro de Juízes eles são relatados com uma clareza inquestionável.

            Embora a história seja linear e não cíclica, é possível observar que os altos e baixos do povo de Deus vem e vão – se repetem. É possível observar, de forma muito nítida as fases vivenciadas por ele: separação, servidão, súplica, salvação e silêncio.

            A explicação é bastante lógica: humanamente é quase que impossível levar a vida num constante “estado de Pentecostes”, sobretudo num mundo onde impera o pecado. São representantes destes avivamentos e reavivamentos históricos, personagens bíblicos como Enoque, Noé, Elias, Eliseu, entre outros.

            Entretanto o que nós aguardamos é um reavivamento nos moldes daqueles ocorridos nos dias apostólicos, ou durante a Reforma Protestante, ou ainda no Movimento Adventista.

 

            Nossa grande necessidade

            “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação. [ SC, pág. 53]. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 121).

 

            Porque ele ainda não aconteceu?

            O texto acima descrito dá-nos algumas dicas:

 

            Afirma ser “a maior e mais urgente de nossas as nossas necessidades”. Isso se explica pelo fato de Jesus ter-nos confiado uma missão – ir e pregar o evangelho. Para ir e pregar o evangelho Jesus prometeu outorgar-nos poder. Poder para o cumprimento da missão. E isso é tarefa do Espírito Santo. Sem a atuação do Espírito de Deus em nossa vida não há nenhuma espécie de convencimento, quer seja acerca do pecado, ou da justiça ou do juízo. Em outras palavras não há conversões. Isso retarda a volta de Jesus para resgatar os remidos e consequentemente, o pecado continua imperando neste mundo.

 

            Porque, como toda promessa de Deus, ela é condicional, ou seja, condições devem ser satisfeitas para que ela aconteça.

 

            Precisamos sentir a necessidade do Espírito Santo e orar por Ele. “Ao orardes, credes, confiai em Deus. Estamos no tempo da chuva serôdia, tempo em que o Senhor outorgará liberalmente o Seu Espírito. Sede fervorosos em oração, e vigiai no Espírito” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 512).

 

            “Só os que estiverem vivendo de acordo com a luz que têm recebido poderão receber maior luz. A não ser que nos estejamos desenvolvendo diariamente na exemplificação das ativas virtudes cristãs, não reconheceremos as manifestações do Espírito Santo na chuva serôdia. Pode ser que ela esteja sendo derramada nos corações ao nosso redor, mas nós não a discerniremos nem a receberemos” (RH, 02 de Março de 1897).

 

            Carecemos experimentar primeiro a chuva temporã. Isto implica confissão completa e perdão dos pecados, limpeza de toda contaminação, oração fervorosa e consagração a Deus. Numa palavra: o crescimento constante nas graças cristãs, aproveitando as oportunidades presentes. “Podemos estar certos de que quando o Espírito Santo for derramado, os que não receberam nem apreciaram a chuva temporã, não verão nem compreenderão o valor da chuva serôdia” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 399).

 

            Devemos estar dispostos a ser usados e guiados pelo Espírito. “Não podemos usar o Espírito Santo. Ele é que deve servir-Se de nós. Mediante o Espírito opera Deus em Seu povo ‘tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade’(Fil. 2:13) . Mas muitos não se submeterão a isto. Querem-se dirigir a si mesmos. É por isso que não recebem o celeste dom. Unicamente aos que esperam humildemente  em Deus, que estão atentos à Sua guia e graça, é concedido o Espírito” (DTN, pág. 502).

 

            Necessitamos eliminar as divergências. “Antes do dia de Pentecostes [os discípulos] se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento” (DTN, pág. 615). “E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos” (Atos 2:1). “Tirem os cristãos do meio deles as dissensões, e entreguem-se a si mesmos a Deus para salvação dos perdidos. Peçam a bênção com fé, e ela há de vir” (DTN, pág. 616).

 

            Finalmente carecemos despojar-se do eu. Talvez a tarefa mais difícil a ser realizada, pois como afirma a pena inspirada, “ninguém se pode esvaziar a si mesmo do eu. Somente podemos consentir em que Cristo execute a obra. Então a linguagem da alma será: Senhor, toma meu coração; pois não  o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir para minha alma” (PJ, pág. 159).

 

            Até quando Senhor teremos de aguardar o dia em que como servos Seus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, nos apressaremos de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu?  “Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (CS, pág. 662).

 

            Numa das visões descritas por Ellen G. White, no livro Primeiros Escritos, a página 271, ela afirma: “Ouvi os que estavam revestidos da armadura falar sobre a verdade com grande poder. Isto produzia efeito”.

            Que ninguém seja enganado. Se é de poder que necessitamos para cumprir a missão que o Senhor nos confiou; então seja esta a nossa petição: Senhor, concede-nos poder!

            É o meu desejo e a minha oração. Amém!!!

 

        PS. “O derramamento do Espírito, nos dias apostólicos, foi a ‘chuva temporã’ e glorioso foi o resultado. Mas a ‘chuva serôdia’ será mais abundante” (DTN, pág. 616).

 

 

 

 

© Nelson Teixeira Santos