“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo122: 1)
Introdução
Para o salmista Davi, o fato de ser
convidado para estar na igreja, em dia de sábado, era motivo de grande alegria.
E para você: O que o faz feliz? O que o trouxe à igreja neste dia tão especial?
Esta pergunta, aparentemente fácil,
dá margem para uma gama de respostas, dependendo logicamente a quem é feita a
indagação. Mesmo em se tratando de comparecer a igreja; motivos mundanos ou não
santificados é o que não faltam. Nós, porém, trataremos de sete motivos
legítimos, com embasamento bíblico e que, portanto, tem a aprovação divina.
1°
- Costume
Muitos a semelhança de Jesus tem
como hábito vir a igreja aos sábados. Aprenderam desde muito cedo a estar aos
sábados pela manhã na igreja e assim o fazem. E fique tranquilo; não existe
nada de errado com esta prática. Como já foi dito Jesus, nosso Senhor, era fiel
em frequentar a igreja (sinagoga) aos sábados: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado,
segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16 - ACF).
2° - Fé
A fé é de uma importância vital na
vida de todos que se autointitulam cristãos. Sem ela, nenhum de nós, sequer,
abriríamos nossas bíblias. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é
galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 - ACF). “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela
fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28 - ACF). “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir
pela palavra de Deus” (Romanos 10:17 - ACF).
Temos um mundo a vencer e como
vencê-lo? Eis a resposta: “Porque todo o que
é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa
fé”
(1 João 5:4 – ACF).
3° - Santificação
O pecado é tudo o que de ruim pode
acontecer na vida de todos nós que nascemos no planeta Terra. Causa
principalmente alienação, separação, distanciamento de Deus e, como
consequência a morte. “A essência do
pecado é a rebelião contra Deus; essa atitude rebelde deprava a natureza humana
de tal maneira que só pode ser redimida pelo poder amoroso de Deus revelado na
morte e ressurreição do seu Filho (Romanos 5:6-11)” Mathias Quintela de
Souza, Maças de Ouro em Salvas de Prata, página 87. Daí decorre a necessidade
de buscarmos incessantemente a santificação.
“Segui a paz com todos, e a
santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14 - ACF).
4° - Adoração
A adoração praticada em uma igreja
é chamada de adoração pública, ou seja, é uma congregação de professos cristãos
com o propósito de louvar, agradecer e receber instruções da Palavra de Deus,
encorajando um ao outro na fé (Hebreus 10:22-25).
Essa forma de exercitar a fé deve ser feita por inteiro, de forma plena,
completa – fisicamente, mentalmente e espiritualmente; todo o nosso ser deve
estar envolvido. Enfim, a entrega deve ser feita por completo. “Deus é Espírito, e importa que os que o
adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24 - ACF).
Também está escrito que os
verdadeiros adoradores adorarão o Pai e sabem o por quê? : “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim
o adorem” (João 4:23 - ACF).
5° - Encontro com Deus
Talvez uma de nossas negligências
mais sérias e, portanto, preocupante, ocorra justamente neste quesito. E por
quê? Cuidamos de tudo nesta vida; de tudo o que é prioridade para nós e até de
coisas não tão essenciais. Contudo, lamentavelmente, nos descuidamos daquilo
que é fundamental e que irá determinar onde queremos passar a eternidade. “Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque
isso te farei, prepara-te, ó Israel,
para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12 - ACF).
6° - Que tipo de encontro?
Não se trata de um encontro
qualquer, esporádico, eventual, casual ou mesmo planejado. Este encontro não só
pode como deve ser especial, pois trata-se de um encontro com Deus. Quem é
Deus? Ele é simplesmente o Criador do Universo. Só este fato já seria motivo digno
de nossa adoração, contudo Deus é mais; Ele é o nosso Mantenedor e mais ainda;
Ele é o nosso Redentor!
Um encontro com esse Alguém muito
especial é capaz de transformar-nos. Um encontro do tipo que tiveram Jacó
(Israel), Abrão (Abraão), Sarai (Sara), Gideão (Jerubaal), Saulo (Paulo) e
tantos outros. Um encontro tão marcante, que os marcou tanto a ponto de Deus
mudar-lhes os seus nomes.
7° - E Deus mudará o meu nome?
Nos tempos bíblicos, diferentemente
de hoje, nome era mais que um título ou identificação. O nome era de uma
importância fundamental na vida das pessoas. Revelava quem você era, com o que
se parecia, o que fazia, e frequentemente tomado como um desejo ou uma profecia
para o seu futuro. Tinha a ver com a reputação, com o seu caráter. Demonstrava
algo muito pessoal, íntimo em sua relação para com Deus (ver Gên. 16:11; 17:5 e 15; 32:28).
Bruce Wilkinson, em seu livro
intitulado A Oração de Jabez, afirma na página 22: Nos tempos bíblicos, um homem e seu nome estavam a tal ponto
relacionados que “apagar o nome da terra” era sinônimo de matar uma pessoa.
Vivemos nos tempos bíblicos?
Obviamente que não. Mas acredite, existe uma promessa bíblica que afirma: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz
às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra
um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”
(Apocalipse 2:17 -
ACF).
Conclusão
Ao finalizarmos este abençoado
culto já temos sete bons motivos para aqui nos encontrarmos nos próximos
sábados. Enfim, em todos os sábados que Deus em sua quase que infinita
misericórdia nos conceder debaixo do sol. Então, por aquilo que lhes é mais
sagrado aceitem o conselho do apóstolo Paulo: “Não deixemos de reunir-nos como
igreja, segundo o
costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem
que se aproxima o Dia” (Hebreus 10:25 – NVI).
É o meu desejo e a minha oração.
Amém!!!
© Nelson Teixeira
Santos
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