“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3 | ARA).
Introdução
Conheci na IASD Central de Curitiba
uma irmã que tinha um hábito, não só curioso, mas inusitado: Semanalmente ela
comprava uma revista muito famosa na época e rasgava determinadas páginas. O
motivo: evitar que suas duas filhas adolescentes tivessem acesso à conteúdos
que ela considerava impróprios.
Curiosamente tem muita instituição
religiosa, igrejas e consequentemente seus membros agindo de forma semelhante. É
obvio que elas não rasgam literalmente as páginas das Santas Escrituras, no
entanto, omitem textos que “ferem” a sua ortodoxia religiosa. Outras, mais
ousadas, reescrevem a Bíblia retirando, acrescentando e ou distorcendo o texto
sagrado. Olvidam o fato que tais atitudes geram maldição (Apocalipse 22:18-19).
Exemplos: a história de Raabe, a prostituta cananita presente na genealogia de
Jesus; de Sansão e seu envolvimento com mulheres filisteias; do adultério de
Davi e Bate-Seba; do real motivo do povo de Deus perecer - Oséias 4:6; da falta
de reconhecimento dos direitos das mulheres - Gálatas 3:28; da pseudo alegação
de que para pregar o evangelho é preciso dinheiro - Mateus 10:9.
Os motivos que os levam a praticar tais
artifícios e convenhamos, no mínimo estúpidos, são os mais diversos: numerolatria,
egolatria, pragmatismo, autoritarismo, sectarismo, corporativismo, conformismo.
E o que tudo isso tem a ver com a
volta der Jesus? Reformulando a pergunta: Onde a volta de Jesus se encaixa
neste emarado de motivos? O relativismo das verdades bíblica? Perda de foco? Perda
de identidade eclesiástica? Pergunta difícil de responder. Fato é que pouco se
fala, pouco se lê, pouco se escreve e consequentemente, pouco se prega sobre o
tema.
Objetivo da mensagem
Evidenciar que as considerações
aqui apresentadas nos induzem a assumir um posicionamento diante da questão
mais importante em nossas vidas – a nossa salvação.
Esperança viva
A esperança da volta de Jesus é um
tema central na teologia adventista; é ela que nos identifica como igreja e a Palavra
de Deus encerra em suas páginas inúmeras profecias que apontam para esse evento
bem como sinaliza que ele está próximo; é chamada de “dia do Senhor”, “bem-aventurada
esperança”, todavia, o discípulo Pedro faz uso de um outro adjetivo.
Ele afirma que devemos louvar a
Deus por uma esperança viva: "Conforme a Sua grande
misericórdia, Ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da
ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (1 Pedro 1:3 | NVI).
É isso que Deus, por meio de
Cristo, nos oferece. Não é um tipo de esperança filosófica vaga, sobre a qual é
agradável sonhar, tampouco é, um tipo de ideia acadêmica que pode ser bonita na
teoria, mas não tem resultado prático.
A maior parte das religiões lida com a
esperança. De que forma? Tentando encontrar respostas para as questões difíceis
da vida, dando-lhe significado e propósito, e, sobretudo, razões para continuar
a luta que a vida frequentemente apresenta.
Mas que outro sistema de crenças
apresenta um Deus que vem até Seus filhos na sua própria forma, vive entre
eles, morre em suas mãos, provê expiação para seus pecados e, depois, por meio
de Seu grande dom de salvação e ressurreição, lhes oferece a esperança de vida
eterna?
"Sou
adventista por convicção e não por escolha. A teologia adventista não é
perfeita, mas é a que mais se aproxima da verdade bíblica que conheço"
(Pr. George R. Knight).
É por isso que a esperança do advento é
também chamada de uma esperança viva – que dá a garantia da presença constante
de Deus em nossa vida agora e a garantia da vida futura com Ele, quando vier.
No fim, não importa o que Cristo
haja feito por nós, não importa a abundância e perfeição de Seu sacrifício na
cruz do calvário em nosso favor, a salvação é uma questão de escolha.
Aceitamos ou rejeitamos? Todos nós,
realmente, fazemos uma escolha ou outra. Porque fazemos essa escolha apenas em
nossa mente, não é por acaso que Pedro enfatiza a necessidade de controlarmos
os pensamentos. Pois é aqui, em última instância, que é vencida ou perdida a
batalha pelos corações, porque é aqui o lugar onde é feita a escolha.
A decisão mais importante
O pastor Alejandro Bullón é um dos evangelistas
mais entusiastas, talvez o maior deles, acerca do tema a volta de Jesus. Ele prega
com tanto entusiasmo que é impossível permanecer indiferente diante das suas mensagens.
Dez anos antes da virada do século lá pelos anos de 1990 ele costumava concluir
suas mensagens com um chavão que se tornou bastante conhecido: “Queira você
ou não; acredite ou não; esteja você preparado ou não; Cristo vai voltar”!
Isso é fato. Seu cumprimento profético é
apenas uma questão de tempo.
Cinco parábolas cruciais
Existem cinco parábolas encontradas desde Mateus 24:42 até o fim do
capítulo 25. Elas revelam exatamente o
que precisa acontecer na vida dos fiéis enquanto aguardam a volta do seu Salvador
e Senhor pessoal: 1ª) vigiar, 2ª) vigiar, 3ª) vigiar, 4ª) trabalhar e a última mostra
a natureza essencial desse trabalho, ou seja, que tipo de trabalho precisa ser feito.
Antes de examinarmos a progressão
que ocorre entre as parábolas, devemos notar uma informação que aparece nas
entrelinhas de todas elas, ou seja, a volta de Cristo: Demoraria (Mt 24:48); tardaria
(Mt 25:5) e ocorreria “depois
de muito tempo” ou seja, no futuro (Mt 25:19).
Será mesmo que Cristo demora pra
vir? Da perspectiva humana pode até ser; porém, a Bíblia é categórica ao
afirmar que: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm
por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam,
senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9 | ACF).
Ellen White afirma que: “os desígnios
de Deus não conhecem nem adiantamento nem tardança” (Ellen G. White, O
Desejado de Todas as Nações, p. 32.).
Refletindo sobre a espera do
advento, Tiago White escreveu: “A posição de expectativa não é a mais feliz”
(Life Incidents [Incidentes de Vida] volume 1, página 337).
O tempo de espera é uma tensão
– viver entre o “já” e o “não ainda”, ou seja, entre a primeira e a segunda
vinda de Cristo.
O verso 42 de Mateus 24 apresenta a
consequência prática de tudo o que foi exposto ao longo do capítulo, ou seja, se
ninguém neste mundo sabe o dia nem a hora do segundo advento, exceto o Pai (v
36), cabe aos cristãos “vigiar”, pois não fazem a menor ideia do dia nem
da hora da volta de Jesus (v 42).
Antes, porém uma outra parábola
extrabíblica
“O teólogo inglês William Barclay
(1907-1978) conta a parábola de três aprendizes do diabo selecionados para ser
enviados à Terra para completar seu treinamento. Cada um apresentou seu plano a
Satanás para a destruição da humanidade.
O primeiro propôs-se a dizer às pessoas que
Deus não existe. Satanás respondeu que isso não enganaria muitos, pois a
maioria tem a sensação do contrário. O segundo disse que proclamaria que o
inferno não existe. Satanás rejeitou essa tática também, pois a maioria das
pessoas tem noção de que o pecador, um dia, receberá o que merece. O terceiro
disse: Direi aos homens que não há pressa. Vá, respondeu Satanás, e você
arruinará milhares de homens.
A ilusão mais perigosa é pensar que
o tempo nunca chegará ao fim. “Amanhã” é
uma palavra perigosa. É contra essa atitude que Cristo nos adverte na primeira
de Suas cinco parábolas sobre vigilância e prontidão.” George R. Knight, Visão Apocalíptica e a
Neutralização do Adventismo, págs. 93-94, CPB.
A
primeira parábola - A parábola do pai de família vigilante
Nos versos 43 e 44 do mesmo
capítulo (24), Jesus conta uma pequena
parábola conclamando Seus seguidores a ficar constantemente em alerta.
Seu papel é vigiar assim como o pai de família vigiaria a casa se soubesse que
os ladrões tentariam arrombá-la.
Um estado constante de alerta e
prontidão para a volta de Jesus é a mensagem desta pequena parábola. Afinal, “à hora em que não cuidais, o Filho do Homem
virá” (v 44).
É curioso notar que, ao longo da
história, o momento em que menos se aguarda a volta de Cristo é sempre “hoje”.
A segunda parábola - A
parábola do bom servo e do mal
Versos 45-51 de Mateus 24
continua abordando o tema da urgência e vigilância, mas com acréscimos de
várias nuances. Essa parábola enfatiza
que os cristãos têm deveres e responsabilidades éticas a ser colocadas em
prática enquanto esperam e vigiam. Não devem aguardar na ociosidade. Nessa
história, o senhor também demora a voltar por razões desconhecidas aos servos.
Infelizmente, a demora não deve,
mas pode gerar mau comportamento. Como os servos se encontram sozinhos em meio
a uma situação incerta, um deles permite que suas paixões mais baixas aflorem.
Ele começa a tratar os outros com maldade e a viver de maneira inadequada,
pensando que ainda tem muito tempo.
Nesse ponto, Jesus reitera a lição
da primeira parábola: “Virá o senhor
daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe” (verso
50). Em seguida, no verso 51, Jesus ensina outra lição, algo que reaparecerá no
fim da quarta e da quinta parábolas (Mt 25:30,46). Os servos infiéis perderão
sua recompensa celestial e no lugar dela receberão a mesma recompensa dos
judeus infiéis (Mt 23:13,15,23,25,27,29). Assim,
Ele manifesta o conceito de fidelidade e alerta de maneira mais completa do que
na primeira parábola.
A
terceira parábola- A parábola das dez virgens
Mateus 25:1-13 prossegue com o tema
de aguardar com expectativa vigilante iniciado nas duas primeiras parábolas,
mas outra vez Jesus aumenta a complexidade da mensagem. A cena da parábola é um
casamento palestino, cerimônia que normalmente durava uma semana ou mais. As
cerimônias de casamento envolviam toda a comunidade, e, ao contrário do costume
ocidental, os recém-casados não saiam em lua-de- mel. Em vez disso, permaneciam
em casa recebendo os convidados.
Além da chegada do
noivo, a ênfase da parábola recai sobre as dez virgens e suas lâmpadas (v 2). Na
verdade, o foco principal está na divisão entre as virgens. A parábola afirma
que cinco delas são sábias e cinco são néscias.
Os preparativos que fizeram para a
chegada do noivo determinaram a diferença entre os dois grupos. Todas tinham
lâmpadas, mas apenas a metade havia levado óleo suficiente.
Observe que todas as dez eram
aparentemente cristãs, pois todas aguardavam a chegada do noivo. Lembre-se
também de que todas as dez ficaram sonolentas e adormeceram (v 5). Assim, nessa
parábola, não estamos lidando com fiéis e infiéis. Todas alegam ser fiéis.
O ponto principal dessa parábola é
que o noivo “demorou a chegar” (v 5, NVI). Por esse motivo, as virgens
adormeceram. As necessidades terrenas continuam até mesmo enquanto os
seguidores de Cristo aguardam Sua volta. Ninguém pode viver num constante
estado de alerta. O tema da demora da vinda de Cristo é apresentado em Mateus
24:48 e reaparece pela terceira vez em Mateus 25:19. A demora, sem dúvida, já
estava se tornando um problema para alguns fiéis na ocasião em que o Evangelho
de Mateus foi escrito (por volta da 3ª década após a ascensão de Cristo – 64
dC).
A diferença entre as virgens sábias
e néscias, como observamos, não era se estavam adormecidas ou não. Todas
estavam dormindo. Mas nem todas elas haviam se preparado para a convocação.
Algumas haviam deixado para se preparar no último minuto, quando já era tarde
demais. Jesus disse que pagaram caro pela negligência. “Fechou-se a porta” (Mt 25:10), o tempo da graça chegou ao fim (v
tb Ap 22:10-11) e perderam o grande banquete de casamento do Cordeiro por
ocasião do segundo advento (Mt 25:10-12; Ap 19:9).
Mateus 25:13 apresenta a moral da
história: “Vigiai, pois, porque não
sabeis o dia nem a hora”. A moral dessa história também foi a lógica que
permeou as duas primeiras parábolas da série. Mas essa acrescenta o conceito
crucial de que ninguém pode se apoiar na preparação de outra pessoa.
Enfrentaremos o julgamento de Deus individualmente.
Nota-se que a parábola das virgens
não indica a maneira de nos prepararmos para a chegada do noivo. Esse será o
tema das duas parábolas finais.
A quarta parábola - A parábola dos talentos
A parábola dos talentos (versos
14-30 de Mateus 25), assim como as três primeiras parábolas, continua a
enfatizar a importância de estar pronto para a vinda do Mestre. Entretanto,
aborda uma questão não respondida anteriormente: O que significa estar
pronto? O significado de estar pronto é
a mensagem da parábola dos talentos.
O enredo da história é bastante
simples. Um homem (Cristo) se ausenta do país e confia a cada um dos seus
servos certa quantia de talentos (grande soma de dinheiro). Para um, confia
cinco, a outro, dois, e para o último, um talento.
Os dois primeiros investem os
talentos, fazendo com que se multipliquem, mas o terceiro simplesmente enterra
o único talento que recebeu, a fim de mantê-lo seguro. No mundo antigo, o ato
de enterrar dinheiro não era um conceito estranho se alguém desejava apenas
segurança. Claro, a pessoa precisava se lembrar em que local havia enterrado o
dinheiro. A prática de enterrar itens de valor aparece na parábola do tesouro
escondido, relatada em Mateus 13:44.
O mestre, porém, deseja mais que
segurança para os talentos confiados. Ele deseja que os talentos gerem lucros.
Isso se torna evidente no momento em que, “depois de muito tempo” (note
a semelhança desse aspecto com as duas parábolas anteriores (Mt 24:48; 25:5), o
mestre retorna e exige uma prestação de contas para determinar a fidelidade de
seus servos durante sua ausência (v 19).
Na cena do julgamento que se segue,
o mestre recompensa os dois servos que foram fiéis em cumprir suas
responsabilidades durante sua ausência, mas pune aquele que não fez nada mesmo
sabendo que o mestre esperava que fizesse alguma coisa com o talento que
recebeu (V 24). O servo irresponsável, além de não receber nenhuma recompensa,
ainda é desprovido daquilo que tem. Na opinião do mestre, ele está
desqualificado para entrar no reino (vs 28-30).
A lição é clara: estar preparado
para a volta de Jesus não significa aguardar passivamente esse evento; estar
pronto é a atividade responsável que produz resultados para o reino do Céu –
resultados que o Mestre pode ver e aprovar.
Aprendemos também com essa parábola
que Deus não espera os mesmos resultados de todo mundo. Os cristãos apresentam
níveis variados de habilidade (v 15). Contudo, não é a quantidade de
habilidades de uma pessoa que será avaliada no julgamento, mas se ela colocou
em prática a gama de habilidades que Deus lhe concedeu. As pessoas não são
iguais em suas habilidades, pois existe uma infinidade de talentos e dons, mas
elas podem ser iguais em esforço e disponibilidade. É isso que Deus espera
receber pelo grande investimento que fez em cada um de nós – bons juros.
A
quinta parábola – A parábola das ovelhas e dos cabritos
Tecnicamente se trata mais de
uma cena do julgamento final do que uma parábola. Ela completa as instruções de
Jesus sobre a preparação. Enquanto as três primeiras parábolas colocam a ênfase
no ato de vigiar (Mt 24:42-25:13) e a quarta reforça o ato de trabalhar
enquanto aguardamos o retorno do Mestre, essa parábola – Mateus 25:31-46 mostra
a natureza essencial desse trabalho.
A parábola das ovelhas e dos cabritos é um vívido retrato falado da
separação final que ocorrerá na ocasião em que Jesus voltar nas nuvens do céu.
É um retrato que não deixa espaço para meio-termo ou segunda chance. Seremos
ovelhas (símbolo do povo de Deus no AT) ou cabritos. Ficaremos à direita
(símbolo do favor) ou à esquerda (símbolo de desfavor). Não há meio-termo.
Tampouco a decisão do julgamento estará sujeita a apelações ou recursos. A cena
é de finalização. Aqueles que deixaram de fazer uso apropriado do tempo de
espera e vigilância antes do segundo advento terão perdido para sempre o reino
(v 46).
A surpresa é um elemento crucial nessa
parábola. Tanto as ovelhas quanto os cabritos ficam surpresos com o veredito do
rei quanto o seu caso particular. Os dois grupos questionam o veredito (vs
37-39,44).
O motivo da surpresa origina-se da
falsa interpretação da verdadeira religião. Em geral, as pessoas acreditam que
o cerne da verdadeira religião é a crença nas doutrinas certas ou a prática de
certos rituais e estilo de vida. Mas essa não é a posição bíblica.
“A Bíblia me convence de que nós
cristãos enfrentaremos o juízo divino pelo modo insensível como muitas vezes
ignoramos a angústia dos pobres e miseráveis que vivem nas nossas comunidades e
no nosso mundo” (Tom Sine, O Lado Oculto da Globalização, pág. 156).
"A religião que Deus, o
nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas
em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo" (Tiago
1:27).
Naquele dia, não nos será perguntado
em que acreditamos ou por que guardamos o sábado, devolvemos o dízimo ou
cuidamos bem de nossa saúde.
Embora essas coisas sejam
importantes, podemos praticá-las rigorosamente e ainda assim estarmos
totalmente perdidos (Mt 23:23,24). A
questão real do julgamento é se demonstramos amor verdadeiro ao próximo.
“Quando as nações se reunirem diante
dEle, não haverá senão duas classes, e seu destino eterno será determinado pelo
que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele na pessoa dos pobres e
sofredores” (Ellen G. White, DTN, pág. 637).
Uma lição importante extraída da
parábola das ovelhas e dos cabritos é que as obras que realmente contam são
simples e não calculadas. São tão simples quanto alimentar o pobre e visitar o
doente. São não calculadas no sentido de que quem as pratica não o faz para
alcançar mérito, mas porque o amor de Deus está em seu coração e flui
naturalmente ao próximo. Atos de auxílio e misericórdia tornaram-se naturais. O
amor de Deus foi internalizado e é demonstrado na vida diária, mesmo que não se
tenha consciência dessa virtude.
Conclusão
A qualificação essencial para o
reino do Céu é a internalização inconsciente do amor de Deus e sua expressão na
vida diária. Tais pessoas começaram a viver o princípio do servir e a grandeza
que aparece vez após outra no Evangelho de Mateus. Elas estão seguras a destra
de Deus, pois internalizaram o princípio do amor, o princípio do reino.
Desenvolveram, por meio da graça, a justiça que excede a dos escribas e
fariseus. Assim, prepararam-se para entrar no reino do Céu (ver Mateus 5:20).
Que esta seja a minha, a sua, a
nossa experiência.
É o meu desejo e a minha oração.
Amém!!!
©Nelson Teixeira Santos
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