“Eles [os profissionais do marketing] procuram nos convencer de que, além das necessidades humanas básicas de ar, água, alimento e abrigo, todos nós temos uma quinta necessidade humana: a necessidade de novidade, a necessidade ao longo da vida de uma contínua variedade de estímulos externos aos nossos olhos, ouvidos, sentidos ou órgãos, e a toda a nossa rede nervosa.
E a
maioria esmagadora de nós, inclusive as pessoas de fé, parece ter entrado na
onda dessa propaganda. Nessa busca constante de novidades, aceitamos a alegação
mcmundiana de que os luxos de ontem são as necessidades de hoje.
Não é de
admirar que sucumbamos. Ao longo de cada período de 24 horas somos atacados por
uma média de três mil mensagens que procuram nos convencer de que ficamos “por
fora” se não comprarmos a mais recente novidade.
Antes que
as crianças entrem na primeira série do ensino fundamental, já terão sido
expostas a mais de trinta mil anúncios que não só lhes incutem o apetite pela
novidade, mas também modelam decisivamente a sua visão de mundo.
A
mensagem é clara: O significado derradeiro da existência humana é comprar todas
essas coisas”.
Tom Sine, O Lado Oculto da Globalização, pág.
116.
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