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Mostrando postagens de novembro, 2025

A GRANDE PERGUNTA

  Nossa compreensão a respeito da morte afeta a maneira como encaramos a vida               Leon Tolstói atravessou uma crise existencial aos 50 anos de idade que o deixou à beira do suicídio. O autor russo aproveitou esse momento dramático para escrever uma de suas obras mais marcantes: Uma Confissão (1882). Em seu livro, ele detalhou os medos, as dúvidas e esperanças de sua alma, ao mesmo tempo em que expôs os motivos pelos quais mergulhou em uma crise de fé que quase pôs fim à sua vida.             Durante essa experiência, Tolstói refletiu acerca da “grande pergunta”. “Minha pergunta”, disse ele, “aquela que, aos cinquenta anos de idade, me levou à beira do suicídio, era a mais simples que se abriga na alma de todos os homens […] uma pergunta para a qual não se pode viver sem uma resposta. Era a seguinte: ‘O que vai acontecer com o que estou fazendo hoje ou a...

POR QUE TANTAS VERSÕES DA BÍBLIA?

  Por que temos tantas versões da Bíblia? Que constitui uma boa tradu ção? Deviam os adventistas do sétimo dia ter sua própria versão das Escrituras?                A tarefa de traduzir a Bíblia das línguas originais nunca é completa. Por quê?             Primeiro, novas descobertas de manuscritos bíblicos provêm informação adicional que ajudam a recuperar as palavras dos autores da Bíblia. Mesmo a descoberta de um fragmento de um pequeno manuscrito contendo umas poucas palavras que não aparecem nos manuscritos acessíveis pode demonstrar-se valiosa para decidir o que um autor bíblico realmente escreveu num dado versículo.             Segundo, o conhecimento das línguas antigas continua a crescer à medida que os arqueólogos descobrem documentos adicionais e inscrições que usam as línguas da Bíblia, ou líng...

SÍNDROME DO IMPOSTOR

  Então o homem perguntou: “Como você se chama?” Ele respondeu: “Jacó.” Gênesis 32:27               Jacó era o típico sujeito que queria levar vantagem em tudo. Desde pequeno, ele foi assim. O fato de nascer segurando o calcanhar do irmão pôs seus pais em estado de alerta. Por isso, chamaram-lhe Jacó ou  Ya’aqov , que em hebraico seria algo como “ele agarrou o calcanhar”.             Eu sei que colocar nomes assim nos filhos é muito estranho. Mas, como vimos ontem, essa era a cultura deles. Os nomes próprios eram escolhidos pelo significado que possuíam. Estavam atrelados a um desejo futuro ou a uma memória marcante. Por exemplo, Baruque significa “abençoado”, pois era o que seus pais queriam para ele. E Benoni significa “filho da minha aflição”, porque sua mãe morreu no parto.             Acontece que...