Nossa compreensão a respeito da morte afeta a maneira como encaramos a vida Leon Tolstói atravessou uma crise existencial aos 50 anos de idade que o deixou à beira do suicídio. O autor russo aproveitou esse momento dramático para escrever uma de suas obras mais marcantes: Uma Confissão (1882). Em seu livro, ele detalhou os medos, as dúvidas e esperanças de sua alma, ao mesmo tempo em que expôs os motivos pelos quais mergulhou em uma crise de fé que quase pôs fim à sua vida. Durante essa experiência, Tolstói refletiu acerca da “grande pergunta”. “Minha pergunta”, disse ele, “aquela que, aos cinquenta anos de idade, me levou à beira do suicídio, era a mais simples que se abriga na alma de todos os homens […] uma pergunta para a qual não se pode viver sem uma resposta. Era a seguinte: ‘O que vai acontecer com o que estou fazendo hoje ou a...